De acordo com a definição original de Hammer e Champy, reengenharia é a implementação de mudanças radicais que, ao redesenhar os processos de trabalho, visam melhorar, de forma dramática, a eficácia da empresa, em todos os seus aspectos tais como custos, qualidade, serviço e velocidade.
Após a ação da reengenharia tem-se, respectivamente:
- Uma simplificação dos processos existentes.
- Várias funções profissionais distintas podem ser combinadas numa só.
- Desenvolvimento do trabalho onde faz mais sentido.
- Poder de decisão por parte dos trabalhadores.
A Reengenharia está focada nos processos de grande amplitude, dentro de uma empresa, principalmente nos que atravessam várias áreas funcionais. Como tal, uma ação de Reengenharia não pode ser iniciada, ou suportada, na base ou n hierarquia intermédia de uma empresa. Tem de ser implementada no seu topo e é aí que tem de ser suportada com convicção.
As pessoas e as empresas não são muito receptivas às mudanças e, tal é normalmente o grande obstáculo à implementação de ações de reengenharia. Mas, por outro lado, as empresas que não se adaptam aos novos métodos de comércio e satisfação de clientes, não poderão substituir no mercado comum.
A Reengenharia e a Melhoria Contínua são processos distintos e necessários à uma empresa, embora complementares.
Apesar de distintos, ambos:
- Colocam ênfase na satisfação dos clientes.
- Usam processos de medida de eficácia.
- Têm foco nos processos de negócios.
- Fazem uso intensivo do trabalho de equipe.
- Mudam os valores e as crenças.
- Forçam tomadas de decisão nos níveis mais baixos da empresa.
- Necessitam do empenho absoluto dos níveis mais altos da empresa.
As razões da Reengenharia
Existem duas razões fulcrais pelas quais as empresas estão a procurar novas idéias na busca de alterações, sendo essas: a mudança no universo competitivo e as exigências dos clientes.
Durante muitos anos, uma empresa era considerada segura caso fosse competitiva numa das três áreas:
- Custo/Produtividade.
- Qualidade/Serviço.
- Rapidez de resposta/ Flexibilidade.
Recentemente, tem sido reconhecida a necessidade de uma empresa ser boa em duas destas áreas, I. E., para se manter no negócio tem de oferecer qualidade a baixo custo.
Corremos rapidamente no sentido da necessidade de uma empresa em ser boa, na totalidade das três áreas. As empresas vão ter de oferecer qualidade, com serviço rápido e flexível, por um custo relativamente baixo. De forma a atingir estes objetivos, as empresas estão estudando e desenvolvendo processos de forma a produzir o que é realmente importante para o cliente. A necessidade de aumentar a flexibilidade quanto à aceitação dos pedidos e a diminuição do tempo são objetivos já urgentes.
Na época em que as condições de mercado estavam bastante estáveis, o trabalho nas empresas estava dividido em tarefas muito simples, que eram efetuadas por uma força de trabalho sem qualquer especialização.
Eram então, necessários vários níveis de supervisão, que garantiam que as tarefas individuais fossem interligadas convenientemente. Os processos daqui decorrentes eram, necessariamente, cada vez mais complexos.
Nos tempos atuais, as empresas ao serem confrontadas com, cada vez mais, exigências de velocidade, flexibilidade e capacidade de resposta tendem a desenvolver processos que sejam simples. Tais processos só podem ser criados criando ligações diretas entre pessoas que podem, e devem, estar aptas a executar tarefas complexas e inter-disciplinares.
Uma estrutura de comando complexa absorve muito do tempo disponível. Os processos são agora geridos por uma compreensão e acordo geral sobre a visão da empresa e os processos utilizados.
Cada empresa deve determinar, por si mesma, se e quando deve implementar uma ação de reengenharia. Um processo de reengenharia só vale a pena se for para melhorar uma posição estratégica da empresa. É essencial que, antes de qualquer estudo de reengenharia a empresa tenha a sua estratégia perfeitamente clara e definida.
Listam-se seguidamente alguns indicadores estratégicos que podem indicar se uma empresa necessita de uma ação de reengenharia:
- Percepção de que os concorrentes têm uma vantagem no custo, velocidade, flexibilidade, qualidade ou serviço.
- Nova visão ou nova estratégia: necessidade de criação de capacidades operacionais.
- Necessidade de reavaliação de opções estratégicas, entrar num novo mercado ou redefinir serviços/produtos.
- Percepção de que os processos em curso estão baseados em tecnologias/conceitos ultrapassados.
- Percepção que os objetivos estratégicos da empresa são inatingíveis.
- Mudança do mercado: perda de percentagem de mercado, novas regras de concorrência/novos concorrentes, novas normas, ciclos de vida de produto mais curtos, novas tecnologias.
Convém, no entanto, manter presente que uma ação de reengenharia pode não ser adequada à uma empresa. A indústria, no seu conjunto, renova-se regularmente. Se uma empresa está na crista de uma indústria que acabou de sofrer alterações de vulto, então uma ação de reengenharia pode ser prejudicial. Contudo, se uma empresa utiliza metodologias e tecnologias ultrapassadas em lugar das que são utilizadas pela concorrência, então uma ação de reengenharia é urgentemente necessária.
A reengenharia é um remédio forte, mas não é ,necessariamente, o mais indicado para uma determinada empresa.
Se a execução técnica é a adequada, então provavelmente as necessidades podem ser outras tais como: formação, mudança organizacional, desenvolvimento de técnicas de gestão, etc.
Como é feita a Reengenharia?
As várias fasesde um processo de reengenharia estão sumariamente descritas.
Fase 1- Posicionamento para a mudança
Não é mais do que a definição do posicionamento estratégico da empresa e a constatação das razões e dos objetivos da mudança. Desenvolvem-se objetivos e mobilizam-se recursos necessários à aplicação.
Fase 2- Identificação dos processos existentes
É fundamental identificar os processos existentes e o motivo dos mesmo terem sido aplicados assim. Este conhecimento quando associado aos objetivos da empresa e aos necessários níveis de qualidade, permite estabelecer os alicerces da recriação daqueles processos.
Fase 3- Recriação dos processos
Consiste no repensar de novos métodos organizacionais e operacionais, de forma a atingir os objetivos da empresa, satisfazendo suas necessidades.
É essencial solicitar ajuda aos elementos e grupos chave, à medida que a visão é criada, de forma a garantir o sucesso da transição.
Fase 4- Transição para o novo sistema
Engloba todo o desenvolvimento estratégico e comercial para a transição para processos relativos à visão. São efetuados os ensaios dos novos processos de forma a demonstrar e desenvolver os conceitos associados e assim fazer aumentar o entusiasmo dos envolvidos. É efetuada a gestão da mudança a todos os níveis da empresa.
Naturalmente que não existe o modo certo de efetuar uma ação de reengenharia em uma empresa. Várias organizações efetuaram aproximações, radicalmente, diferentes às várias fases de reengenharia, tal como descritas acima.
De uma forma geral, uma empresa que encare de forma séria um processo de reengenharia leva alguns meses para finalizar a Fase 1. A Fase 2 pode levar de 1 a 5 meses a completar. A Fase 3 de 1 a 4 meses e a Fase 4 pode levar até 2 anos de trabalho.
Chaves para o sucesso de uma Reengenharia
Os ingredientes para a mudança que se deseja e, para que esta possa ser sustentada, são os seguintes:
- Visão
- Capacidades
- Incentivos
- Recursos
- Plano de ação
A visão:
1- Afine primeiro a sua estratégia:
‘’ Se você não sabe para onde vai, então qualquer direção serve!’’
Sem uma estratégia definida, não existe uma direção para a organização e é impossível focar quais os processos que é suposto serem criados e/ou melhorados por uma reengenharia, com o objetivo de ganhar uma vantagem competitiva.
2- Crie o caso para agir:
O caso para agir é o condimento racional ou o porquê da necessidade da reengenharia. Quando divulgado, o caso cria nas pessoas a necessidade da urgência para a mudança.
3- Desenvolva uma visão concreta, com significado e compartilhada através da organização:
Uma visão que não é compartilhada não vale nada. Uma visão deve ser entendida por toda a organização de forma que todos os indivíduos, que nela trabalham, possam por si só perceber o que têm de fazer de diferente, no seu trabalho específico, de forma a implementar a nova visão.
4- Defina objetivos espetaculares interligados à totalidade de unidades de negócio:
É fundamental ter dois conceitos em mente ao definir objetivos: levar as pessoas a pensar fora de sua rotina habitual e estabelecer uma ligação clara entre o que se pretende mudar e a carteira de negócio.
É igualmente importante que a sua apresentação inclua as projeções financeiras relativas ao comportamento da organização com e sem os resultados da reengenharia pretendida.
4- Não permita ‘’Vacas sagradas’’:
Se o topo da hierarquia decide que alguns aspectos da reestruturação não podem ser efetuados porque não querem ver alteradas algumas estruturas organizacionais ou não pretendem alterar as funções de certas pessoas, então, é pouco provável que venham a haver mudanças significativas.
Não dê ao responsável pela reengenharia carta-branca, se não a quer implementar. Embora a reengenharia necessite de fato a carta- branca.
5- Fórmula útil:
É uma fórmula simples:
Perseverança + Radicalismo + Força de Liderança = SUCESSO
É necessário ter uma visão de forma a que todos tentem atingir os mesmo objetivos. A visão é uma imagem do que se pretende atingir em termos de:
- Pessoas
- Produtos/Serviços
- Processos
- Instalações
- Cultura
- Clientes
Todos os elementos da organização devem ver o que é necessário para atingir os objetivo pretendidos e, assim, através das suas decisões e ações empurrar a organização para mais perto da visão. Sem uma visão implementada, qualquer organização será confusa e com metas desfocadas.
As capacidades:
1- Eduque os gestores de topo nos conceitos e nas implicações:
Os gestores de topo necessitam ser educados nos conceitos da reengenharia, para esta poder ser eficazmente implementada. Tal, permite-lhes antecipar as necessidades e agir em conformidade, tanto antes, como depois da implementação da reengenharia.
É fundamental que os gestores de topo tenham uma clara preocupação ao alcance das mudanças que solicitam.
2- Recrute líderes de processos:
A liderança de processos é algo necessário, quer na fase de reestruturação, quer na fase de implementação a longo prazo. As equipes de reengenharia devem proporcionar tanto uma boa capacidade de negócios interpessoais, como uma boa gestão de projetos, a fim de conseguir suportar não só dinâmica das equipes, como o próprio projeto, dentro do aparente caos que é a reengenharia.
3- Raciocine fora dos níveis e capacidades atuais:
É muito vulgar que os responsáveis por uma reengenharia caiam na armadilha de tentar descobrir como é que as pessoas atuais (com suas capacidades individuais e suas atitudes) podem obter os resultados pretendidos. Na maioria dos processos, as pessoas atuais ou não têm as capacidades necessárias ou as têm adormecidas em virtude de nunca as terem utilizado.
3- Reestruture de fora para dentro:
No processo de reestruturação considere-se, em primeiro lugar, as necessidades dos clientes a satisfazer e, elimine todo o resto. É fundamental ter este conceito presente, pois é muito fácil cair na situação de se projetar em função das necessidades da própria organização, cuja satisfação pouco ou nada proporcionam em termos da satisfação do cliente.
Se as necessidades do cliente estiveram satisfeitas, então o projeto terá sido levantado na direção certa. Para evitar discussões internas, tente sempre mostrar um ponto de vista inatacável, tal como o ponto de vista do cliente ou as ações desenvolvidas pela concorrência.
4- Tolerem algumas ambigüidades:
O projeto e implementação de novos processos é, em tudo, semelhante aos projetos; muita ambigüidade, complementaridade e colaboração e, tudo rodeado pela necessidade de trabalhar com ensaios e aprendizagem de baixo custo.
O líder deve aceitar a ambigüidade decorrente dos processos criativos e ser apoiado pelas várias áreas intervenientes nos processos. Esta tolerância permitirá às várias esquipes o desenvolvimento de suas capacidades naturais no desenvolvimento de novas idéias.
5- Assegure-se da necessária flexibilidade contratual:
As questões podem ter algum peso quando se fala de alterações à funções e métodos de trabalho que são implementados durante uma reengenharia. Invariavelmente, as opções passam por uma quebra de contrato não amigável; uma quebra amigável ou uma negociação que permita implementar a reengenharia salvando a face de todos os intervenientes.
6- Gire as divergências e conflitos:
São inevitáveis as divergências e os conflitos. É fundamental geri-los durante a concepção e implementação dos novos processos. Opiniões ou pontos de vista devem ser ouvidos e até discutidos, mas deve ser, traçado um limite para os mesmo.
Nos novos processos, muitas hierarquias e burocracias tradicionais são eliminadas, sendo necessária uma grande capacidade de gestão de conflitos. As capacidades individuais são indispensáveis para que os envolvidos possam desempenhar suas funções dentro dos novos processos.
Estas capacidades podem ser:
- Técnicas
- Liderança
- Interpessoais
Sem estes tipos de capacidades, as pessoas sentir-se-ão ansiosas e serão incapazes de atingir seus objetivos.
Incentivos:
1- Devem ser encabeçados, definidos e dados pelos gestores de topo:
As iniciativas para a mudança proporcionada por um reengenharia, devem ter como ponto de partida o presidente ou o executivo sênior de uma organização. São estes elementos que têm uma perspectiva total e abrangente do seu negócio e os únicos com poder para implementar as mudanças decorrentes de uma reengenharia.
2- Responsabilize os chefes das esquipes pelos resultados:
Os líderes das várias equipes, necessárias para o estudo e implementação de um projeto de reengenharia, têm de ser os responsáveis pelo seu resultado. Se os líderes das equipes não estiverem empenhados no objetivo comum, os resultados da reengenharia serão, quando muitos, marginais.
3- Mantenha uma relação constante entre a visão e o trabalho em curso:
Os funcionários devem compreender, claramente, que não há alternativa à solução adotada. Na altura em que têm lugar as decisões que deixam mais marcas, é necessário manter os funcionários permanentemente informados dos motivos daquelas decisões, bem como quais as perspectivas de futuro, com aquelas decisões já implementadas e em aplicação rotineira.
Este fluxo de informação deve ser continuamente feito e de várias formas. É durante a mudança que as pessoas necessitam de mais informação, quer sobre as razões da mesma, quer sobre os métodos de como a implementar. Caso esta comunicação não seja eficaz, corre-se o risco dos funcionários voltarem aos métodos antigos e mais confortáveis (porque os conhecem) de atuar.
4- Encare os métodos de frente:
O combate contra a resistência à mudança só tem a ver com o manuseamento dos sentimentos e emoções das pessoas. Durante uma mudança, nomeadamente uma radical, os medos são sempre amplificados. Esclarecer honesta e atempadamente rumores e medos solidifica a confiança, diminui as ações que visam minar as mudanças em curso. Um dos conceitos que importa conhecer e implementar é que ‘’ Haverá sempre lugar para pessoas que consigam mudar e que consigam que as coisas mudem’’. Com esta garantia, as pessoas sentir-se-ão mais livres para arriscar os novos procedimentos decorrentes da reengenharia.
5- Reconheça e recompense sucessos adiantados:
As primeiras tentativas para a mudança não serão perfeitas, mais é importante que se reconheça visível e regularmente as melhorias antigas. As pessoas movem-se no sentido do reconhecimento e recompensa. ‘’Nada transpira mais sucesso do que o sucesso’’.
6- Introduza as novas versões de resultados:
Novas funções (ex. donos do processo) e novos valores (ex. ‘’o cliente é rei’’) dão origem às novas medidas de apreciação de resultados. Os métodos anteriores já não são relevantes. É reconhecidamente difícil aquele abono, tal é a força com que os métodos antigos estão enraizados nas empresas.
7- Lidere a mudança cultural por sistemas de gestão e mudança de comportamentos:
Afixar as novas regras não é o bastante. Os líderes têm de alterar os seus componentes e ações de acordo com estas regras. É necessário percorrer, de fato, o caminho recomendado. O incentivo é normalmente o último elementos a mudar. Sem o incentivo as pessoas não mudam ou, quando muito, efetuarão pequenos reajustamentos. Os incentivos incluem:
- Reconhecimento
- Recompensa
- Compreensão individual
Com os incentivos as pessoas tendem a valorizar mais rapidamente os seus benefícios com as mudanças e a organização aproxima-se mais da sua visão.
Recursos:
1- Reserve 50% do tempo do líder:
O empenho da organização em manter ativos os centros de receitas deve ser idêntico ao empenho na mudança anunciada. Durante a implementação, o líder da mudança deve se dedicar, pelo menos, a meio-tempo àquela tarefa anunciada. Muito provavelmente, será necessário meio-horário de um outro gestor. O projeto de reengenharia deve estar no topo da lista de prioridades dos gestores da organização.
2- Reserve tempo e energias dos melhores elementos:
Se não for possível integrar as melhores pessoas nas equipes responsáveis pela reengenharia, então não será possível levá-la a bom termo. Os resultados dos processos resultantes da reengenharia refletirão a qualidade dos membros que constituíram as equipes.
3- Reserve 50% do tempo e energia da reengenharia para mudar a gestão:
Desde o 1º dia é necessário que os intervenientes se foquem na identificação e dissolução dos focos de resistência à mudança. É fundamental que, em cada passo da reengenharia, as equipes considerem como os outros vão reagir, quem deve estar envolvido, o que deve ser informado e os impactos resultantes da implementação.
4- Integre nas equipes de fora:
Quem não está minimamente envolvido nos processos pode trazer alguma criatividade à fase de reestruturação. São elas que, normalmente, fazem as perguntas ‘’idiotas’’, as quais alguém pode constatar uma questão de alteração fundamental. As pessoas de fora não têm de ser exteriores à organização.
5- Comparações:
As comparações (perceber o que é que faz o sucesso de uma organização e aplicá-lo à sua) estimulam o aparecimento de idéias novas, necessárias à mudança. Permite, ainda, que as várias equipes percebam o que é possível fazer.
6- Identifique e reserve os recursos necessários à implementação da mudança:
Os novos processos não serão implementados por si só, se as pessoas continuarem presas à sua maneira tradicional de funcionar, para que estes sejam postos em prática, é necessário que a descrição de funções sejam claramente definidas.
Os recursos são:
- Pessoas
- Dinheiro
- Informação
- Instalações várias
- Equipamento
7- Plano de ação:
Um plano de ação é composto por:
- Lista de atividades
- Definição de responsabilidades
- Datas limite
Oferecer o necessário suporte de ação que permitirá implementar as mudanças almejadas. Sem um plano, haverão falsas partidas, pois as pessoas não saberão o que fazer a seguir e não compreenderão como é que as atividades, aparentemente distintas, se movem todas em direção ao mesmo objetivo.
8- Que resultados devem ser esperados após uma reengenharia:
O benefício que as empresas podem ter após a aplicação de uma ação de reengenharia é bastante significativo; tem uma melhoria nos processos entre 50% a 100%. Os custos diminuem, enquanto que a velocidade, qualidade e serviços prestados aumentam.
Infelizmente, a reengenharia permite em apenas 20% dos casos que os lucros aumentem. Para que os lucros e receitas aumentem e os custos diminuam, requer uma dedicação, profundidade de ação e uma liderança que a maioria das empresas não conseguem acompanhar.
A reengenharia terá uma probabilidade de sucesso muito maior se for entendida como um meio de crescer. Caso a reengenharia seja encarada como uma mera ferramenta de diminuir custos e reduzir pessoal, então as probabilidades de a implementar serão muito baixas devido à resistência passiva introduzida pelo elemento humano.
As empresas que venham a executar uma reengenharia, têm de entender que a reengenharia, por si só, traz custos e, como tal, é necessário pesá-los aos ganhos.
A mudança ou a implementação da reengenharia, só é óbvia quando os custos da manutenção do sistema forem maiores do que os custos com a mudança. Atingir ganhos significativos leva tempo, mas este tempo também depende de um conjunto de variáveis que podem ser, por exemplo:
- Número e complexidade dos processos selecionados.
- Sentido de urgência percebido pela gestão de topo.
- Nível de recursos e dedicação disponíveis.
- Tolerância da gestão de topo à ambigüidades.