CONTROLE DE ESTOQUE DE MATÉRIAS-PRIMAS (pág 2)
5.17. ARQUIVO DE ITENS
A chave para todos os registros de estoque é normalmente o
código do item. Cada item utilizado em uma empresa de
manufatura deve ser identificado por uma codificação-padrão,
de modo que não haja confusão entre as pessoas que compram o
item e aquelas que o fornecem, ou ainda, quem o utiliza no
processo de manufatura. A maioria das empresas de manufatura,
portanto, estabelece um número para cada item. Os códigos de
itens podem ser totalmente numéricos ou podem ser combinações
alfanuméricas de letras e números. Algumas empresas acham
conveniente utilizar mnemônicos, que ajudam os usuários a
identificar qual item é representado por um código específico.
Sistemas complexos de numeração com verificação cruzada são
normalmente adotados para prevenir erros, como trocar dois
dígitos. Números de cartões de crédito usam esse tipo de
verificação cruzada.
Além do código, o arquivo de itens contém todos os dados
estáveis de um item. Normalmente, ele pode ser visto com uma
tela de computador, com campos que incluem a descrição do
item, sua unidade de medida e seu custo-padrão. É interessante
notar que o Lead time de compra ou produção do item, é
normalmente tratado como um dado fixo pelo fator de estar
localizado num arquivo de itens. Muitas empresas falham no
monitoramento adequado do Lead time de um item. Ele pode
variar entre fornecedores e mudar dependendo da época do ano e
de acordo com as condições do mercado fornecedor.
Contudo, algumas empresas ainda erram a favor da segurança,
assumindo o máximo Lead time possivelmente esperado. Isto
significa que a discrepância entre a Lead time real e ao Lead
time de planejamento pode ser bastante grande em algumas
empresas de manufatura.
5.18. ARQUIVOS DE TRANSAÇÕES
Para levar em conta os níveis de estoque, o MRP precisa
conhecer tais níveis para cada item. O arquivo de transações
registra as entradas e as saídas do estoque, além do balanço
a cada movimentação. No passado essas transações eram
informadas ao sistema durante a noite ou a intervalos
periódicos; isto causava problemas, pois as informações do
sistema estava sempre defasada da realidade. Os sistemas MRP
atuais atualizam seus estoques em tempo real. Isto significa
que o arquivo de transações é atualizado no momento em que
ocorre uma entrada ou saída de material. Portanto tem
implicações quanto ao número de terminais de computador
necessários para a operação, sua localização, além do número
de pessoas que devem ser treinadas para utilizá-los. Os
benefícios do processamento em tempo real, entretanto,
ultrapassam de longe qualquer custo adicional de equipamento e
treinamento.
5.19. ARQUIVO DE LOCAIS
Os armazéns ou pontos de estocagem na produção precisam ser
gerenciados. Alguns armazéns operam num sistema de localização
fixa, de modo que cada item específico possa sempre ser
localizado em determinado local. Entretanto empresas que
operam com uma faixa larga e mutável de itens de estoque
consideram este sistema ineficiente. Em vez disso, elas operam
com sistema de localização aleatório no qual os itens são
localizados no espaço disponível mais próximo. Um sistema de
localização aleatória requer controle cuidadoso, já que um
mesmo item pode estar localizado em diferentes pontos num
mesmo momento. Além de serem mais eficientes na utilização do
espaço, estes sistemas tornam mais fácil garantir a
rotatividade física do estoque, facilitando assim, a
implementação de um sistema primeiro que entra, primeiro que
sai. Quando o computador gera as listas de coleta, instruindo
os operadores dos armazéns mecânicos ou humanos a coletar os
itens do estoque, ele pode garantir que itens mais velhos
sejam coletados primeiro.
5.20. ACUIDADE DOS REGISTROS DE ESTOQUE
Assim como na gestão das listas de materiais, é crítico para
um sistema MRP, que os registros de estoque estejam precisos e
atualizados. Os erros ocorrem e o estoque pode ser desviado ou
perecer de modo que os registros destes nunca irão refletir
exatamente o que há fisicamente em estoque numa empresa. Em
virtude disso, controles rotativos de inventário, CRI, são
executados em muitas empresas.
O CRI consiste em verificar se a localização e o nível físico
de estoque de determinado item coincidem com o registro no
computador. Quando uma diferença é encontrada, o registro do
computador é atualizado para refletir a realidade. É como o
trabalho de pintar uma ponte muito longa, em que tão logo o
serviço é terminado, já é hora de começar novamente. Antes que
o controle rotativo de inventário estivesse bem estabelecido
nas empresas, o estoque era verificado anualmente, de modo a
se adequar aos procedimentos contábeis. Isto significa que,
particularmente próximo do final do ano, eram freqüentes as
ocorrências de se encontrarem locais de armazenagens vazios,
enquanto o computador instruía os operadores a neles coletarem
materiais para a produção. As implicações da falta de acuidade
dos registros de estoques são faltas de material que levam a
reprogramações da produção, resultando ineficiências e,
possivelmente, em falhas na satisfação de um pedido de
cliente.
5.21. CÁLCULO MRP
Até aqui examinamos todas as informações necessárias para
indicar o processo de planejamento. Embora essas informações
sejam um pré-requisito necessário ao MRP, não são o coração do
procedimento. Na verdade, o MRP é um processo sistemático de
tomar essas informações de planejamento e calcular a
quantidade e o momento das necessidades que irão satisfazer à
demanda.
5.22. PROCESSO DE CÁLCULO DAS NECESSIDADES LÍQUIDAS
O MRP toma o programa-mestre de produção, o programa de
produção planejado para cada produto final, e explode este
programa através da lista de materiais de nível único,
verificando quantas submontagens e componentes são
necessários. Antes de descer para o próximo nível da estrutura
do produto, o MRP verifica quanto dos materiais necessários já
estão disponíveis em estoque. Ele gera, então, as ordens de
trabalho ou requisições para as necessidades líquidas dos
itens que serão feitos na fábrica. Essas necessidades líquidas
formam, então, o programa que será explodido através da lista
de materiais de nível único para o próximo nível abaixo na
estrutura.
Novamente o estoque disponível desses itens é verificado;
ordens de trabalho são geradas para as necessidades líquidas
dos itens que serão feitos na fábrica, sendo também geradas as
ordens de compra para as necessidades líquidas dos itens que
serão adquiridos de fornecedores. Este processo continua até
que se segue ao nível mais baixo da estrutura do produto.
5.23. PROGRAMAÇÃO PARA TRÁS
Além de calcular a quantidade de materiais necessários, o MRP
também considera quando cada um desses componentes é
necessário, isto é, os momentos da programação de materiais.
Ele faz isto através de um processo denominado programação
para trás, que leva em conta os Lead time de cada nível de
montagem.
Mas também existe alguns itens que só podem ser adquiridos em
tamanhos de lotes mínimos. Em virtude do tempo e do custo
envolvido em preparar uma máquina, pode ser que se considere
eficiente utilizá-la apenas se for para um tamanho de lote
razoável. De forma similar, alguns itens comprados são
adquiridos em embalagens fechadas, em quantidades tais, que
permita que se consiga um desconto, mesmo que dessa forma se
esteja comprando mais que o necessário. Outra razão para que
algumas empresas produzam ou comprem mais do que eles
necessitam no momento, é obter uma margem de segurança para o
caso de variações não planejadas, tanto na demanda como no
fornecimento.
5.24. MRP DE CICLO FECHADO
Quando o MRP foi originalmente utilizado na manufatura, os
planos de materiais eram emitidos no início da semana, sendo o
planejamento completamente refeito na próxima semana, quando
então era emitido novo conjunto de planos. Este processo era
repetido semanalmente, mas não havia um ciclo de realimentação
para dizer se o plano era atingível e se tinha realmente sido
atingido. Os sistemas MRP que inicialmente incluíram ciclos de
realimentação, ficaram conhecidos como MRP de ciclo fechado.
O fechamento do ciclo de planejamento em sistemas de MRP
envolve a confrontação dos planos de produção contra os
recursos disponíveis. Portanto, a capacidade é verificada ao
longo de todo o processo e, caso os planos propostos não sejam
variáveis em qualquer nível, eles são revisados. Todos os
sistemas MRP, mesmos os mais simples, são sistemas de ciclo
fechado. Eles utilizam três rotinas de planejamento para
confrontar os planos de produção contra os recursos
produtivos:
a)
Planos de necessidades de
recursos;
b)
Planos de capacidade grosso
modo;
c)
Planos de necessidades de
capacidade.
5.25. PLANO DE NECESSIDADES DE RECURSOS
Os planos de necessidades de recursos são planos estáticos que
envolvem a análise do futuro de longo prazo, de forma a prever
as necessidades de grandes partes estruturais da unidade
produtiva, como o número, a localização e o tamanho de novas
unidades. Como eles constituem tentativas de viabilizar a
produção no longo prazo, através da obtenção dos recursos
necessários, são algumas vezes chamados de planos de
capacidade infinita, dado que assumem uma habilidade quase
infinita de estabelecer dados sobre os níveis de produção,
caso a demanda garanta sua necessidade.
5.26. PLANOS DE CAPACIDADE A GROSSO MODO
RCCP – ROUGH-CUT CAPACITY PLANS
No médio e curto prazo, os programas mestres de produção devem
utilizar a capacidade disponível. O ciclo de realimentação
neste nível confronta o MPS somente contra os gargalos e
recursos-chaves; se o MPS não é viável, ele deve ser ajustado.
Logo, diferentemente do plano de necessidades de recursos, os
planos de capacidade grosso modo são planos de capacidade
finita, porque devem operar com certas restrições.
5.27. PLANOS DE NECESSIDADES DE CAPACIDADE
CRP – CAPACITY REQUERIMENTS PLANS
Numa base diária, as ordens de trabalho que devem ser emitidas
pelo MRP, normalmente tem um efeito variável sobre a carga de
equipamentos específicos ou trabalhadores individuais. O CRP
projeta esta carga periódica à frente. Ele é um plano de
capacidade infinita, contudo não leva em conta as restrições
de capacidade de cada máquina ou centro de trabalho. Caso esta
carga seja oscilante, ela pode ser suavizada através do
replanejamento com capacidade finita ou através da alocação
temporária de recursos ao setor.
O sistema MRP de ciclo fechado pode ser desenvolvido de modo a
gerar planos de curtíssimo prazo.
5.28.
MANUFACTURING RESOURCE PLANNING-MRP II
O MRP I era essencialmente voltado para o planejamento e
controle da produção e estoques, em empresas de manufatura.
Entretanto, os conceitos têm sido estendidos a outras áreas da
empresa. Este conceito estendido foi denominado por Oliver
Wight, um dos pais do MRP e MRPII.
“Um plano global para o
planejamento e monitoramento de todos os recursos de uma
empresa de manufatura: manufatura, marketing, finanças e
engenharia. Tecnicamente, ele envolve a utilização do sistema
MRP de ciclo fechado para gerar números financeiros.” (Wight
apud Slack, Chambers, Harland et al., 1997, p. 465).
Sem os sistemas integrados MRP II, bases de dados separadas
são mantidas por diferentes funções da empresa. Por exemplo:
uma estrutura de produto ou lista de materiais é mantida,
tanto na engenharia quanto na gestão de materiais. Quando
surgem mudanças de engenharia no projeto dos produtos, ambas
as bases de dados precisam ser atualizadas. É difícil manter
as duas bases completamente idênticas e as discrepâncias entre
elas geram problemas, os quais não são notados até que um
funcionário receba o fornecimento de peças erradas para
manufaturar o produto. De forma similar, as informações de
custo das áreas de finanças e contabilidade, as quais são
utilizadas para executar atividades de contabilidade
gerencial, como análises de variância contra custos-padrão,
precisam ser reconciliadas com as mudanças ocorridas em
qualquer outra parte da empresa, como mudanças nos processos
de manutenção ou processamento de estoques.
O MRP II é baseado em um sistema integrado, contendo uma base
de dados que é acessada e utilizada por toda a empresa, de
acordo com as necessidades funcionais individuais. Entretanto,
apesar de sua dependência de tecnologias de informação que
permitam tal integração, o MRP II ainda depende das pessoas
para a tomada de decisões. Levy descreveu isto bem:
“Até que possamos prover a
genuína inteligência artificial, não há maneira pela qual um
computador possa otimizar a miríade de variáveis da manufatura
e substituir a inteligência, a intuição e o conhecimento local
do pessoal de fábrica.” (Levy apud Slack, Chambers, Harland et
al., 1997, p. 465).
Em outras palavras, o fechamento do ciclo em sistemas MRP
ainda depende fortemente de pessoas para tomar decisões e
ações corretivas numa base de minuto a minuto.
6.
CUSTOS DOS ESTOQUES
Qualquer tipo de armazenamento de matéria-prima gera
determinados custos que são:
a)
Juros
b)
Depreciação
c)
Aluguel
d)
Equipamentos de manutenção
e)
Deterioração
f)
Obsolescência
g)
Seguros
h)
Salários
i)
Conservação
Estes custos, podem ser divididos em modalidades:
a)
Custos de capital - juros,
depreciação.
b)
Custos com pessoal - salários,
encargos sociais.
c)
Custos de edificação - aluguel,
impostos, luz e conservação.
d)
Custos de manutenção -
deterioração, obsolescência e equipamentos.
Há duas variáveis que elevam estes custos, as quais são: a
quantidade em estoque e o tempo de permanência em estoque.
Elevadas quantidades de matéria-prima em estoque somente
poderão ser movimentadas com a utilização de um maior número
de funcionários ou, então, com maior uso de equipamentos de
movimentação. Com isso, resultará na elevação destes custos,
assim quando há um menor volume de matéria-prima em estoque,
os custos serão diminuídos, estes custos relacionados podem
ser chamados de custos de armazenagem. Esses são calculados
baseado no estoque médio e geralmente indicados em porcentagem
do valor em estoque, com isso os custos de armazenagem são
proporcionais à quantidade e o tempo que uma matéria-prima
permanece em estoque.
7.
PREVISÃO PARA OS ESTOQUES
Toda a teoria dos estoques é pautada na previsão do consumo de
material.
A previsão de consumo determina estas estimativas futuras dos
produtos que a empresa comercializa.
Assim, determina quais produtos, quanto e quando serão
vendidos. A previsão possui características básicas, que são:
a)
Ponto de partida de todo
planejamento empresarial
b)
Não consiste uma meta de vendas
c)
Sua previsão deve ser compatível
com o custo de obtê-la
Há informações básicas na previsão dos estoques que se
dividem em duas categorias: quantitativas e qualitativas,
estas permitem decidir quais serão as dimensões e a
distribuição no tempo da demanda dos produtos acabados.
1.
Quantitativas:
a) Evolução das vendas no passado;
b) Variáveis cuja evolução e explicação estão ligadas
diretamente às vendas;
c) Variáveis de fácil previsão, relativamente ligadas às
vendas - populações, renda, PNB;
d) Influência da propaganda.
2.
Qualitativas:
a)
Opinião dos gerentes;
b)
Opinião dos vendedores;
c) Opinião dos compradores;
d) Pesquisa de mercado.
No comportamento dinâmico do processo, existem as técnicas de
previsão do consumo que se classificam em três grupos:
a)
Projeção: admite-se que o futuro
será a repetição do passado ou as vendas se elevarão com o
tempo, assim este grupo é de natureza quantitativa.
b)
Explicação: procura-se explicar
as vendas do passado mediante leis que relacionem as mesmas
com outras variáveis, cuja evolução é conhecida ou previsível.
São aplicações de técnicas de regressão e correlação.
c)
Predileção: funcionários e
conhecedores de fatores influentes nas vendas e no mercado
estabelecem a evolução das vendas futuras.
Também existem alguns fatores que podem alterar o
comportamento do consumo e influenciar na previsão para os
estoques.
a)
Influências políticas;
b)
Influências conjunturais;
c)
Influências sazonais;
d)
Alterações no comportamento dos
clientes;
e)
Inovações técnicas;
f)
Tipos retirados da linha de
produção;
g)
Alteração da produção;
h)
Preços competitivos dos
concorrentes.
8.
TEMPO DE REPOSIÇÃO
O tempo de reposição é uma das informações básicas necessárias
para se calcular o estoque mínimo.
O tempo de reposição consiste no tempo gasto desde a
averiguação de que o estoque necessita ser reposto até a
entrega efetiva do material no almoxarifado da empresa.
Assim este tempo pode ser dividido em três partes:
a)
Emissão do pedido: - tempo que
leva desde a emissão do pedido de compra até ele chegar ao
fornecedor;
b)
Preparação do pedido: - tempo
que leva o fornecedor para fabricar os produtos até deixá-los
em condições de serem transportados;
c)
Transporte: - tempo que leva da
saída do fornecedor até o recebimento dos materiais pela
empresa.
Em relação à sua importância, o tempo de reposição deve ser
determinado do modo mais realista possível, pois as variações
podem alterar toda a estrutura dos sistemas de estoques.
9.
ESTOQUE MÍNIMO
O estoque mínimo ou também chamado estoque de segurança,
determina a quantidade mínima que existe no estoque, destinada
a cobrir eventuais atrasos no suprimento e objetivando a
garantia do funcionamento eficiente do processo produtivo, sem
o risco de faltas.
Entre as causas que ocasionavam estas faltas, pode-se citar as
seguintes: oscilações no consumo; oscilações nas épocas de
aquisição, ou seja, atraso no tempo de reposição; variação na
quantidade, quando o controle de quantidade rejeita um lote e
diferenças de inventário.
A importância do estoque mínimo é a chave para o adequado
estabelecimento do ponto de pedido.
Idealmente o estoque mínimo poderia ser tão alto que jamais
haveria, para todas as finalidades práticas, ocasião de falta
de material.
Entretanto, desde que, a quantidade de material representada
como margem de segurança não seja usada e, torna-se uma parte
permanente do estoque, a armazenagem e os outros custos serão
elevados. Ao contrário, se estabelecer uma margem de segurança
demasiado baixa, acarretaria custo de ruptura, que são os
custos de não possuir os materiais disponíveis quando
necessários, isto é, a perda de vendas, paralisação da
produção e despesas para apressar entregas.
Estabelecer uma margem de segurança, ou estoque mínimo, é um
risco que a empresa assume na ocorrência da falta de estoque.
A determinação do estoque mínimo pode ser feita através de
fixação de determinada projeção mínima, estimada no consumo, e
cálculo com base estatística.
Nestes casos, parte-se do pressuposto de que deve ser atendida
uma parte do consumo, isto é, que seja alcançado o grau de
atendimento adequado e definido.
Esse grau de atendimento, nada mais é, que a relação entre a
quantidade necessitada e quantidade atendida.
10.
ESTOQUE MÁXIMO
O estoque máximo é igual a soma do estoque mínimo e do lote de
compra.
O lote de compra poderá ser econômico ou não.
Em condições normais de equilíbrio entre a compra e o consumo,
o estoque oscilará entre os valores máximo e mínimo.
O estoque máximo é uma função no lote de compra e do estoque
mínimo, e evidentemente, variará todas as vezes em que uma ou
duas parcelas acima variarem. O estoque máximo sofrerá também
limitações de ordem física, como espaço para armazenamento. É
possível ainda diminuir, tanto o tamanho do lote como o de
estoque mínimo, quando a falta de capital torna-se maior.
É preferível diminuir o tamanho do lote e diminuir o estoque
mínimo, a fim de evitar a paralisação da produção por falta de
estoque.
11.
CURVA ABC DAS MATÉRIAS-PRIMAS
A mais importante técnica para administrar os estoques é a
chamada análise ABC. (Anexo XI).
A forma prática da aplicação de análise ABC, obtêm-se por
ordenação dos itens em função do seu valor relativo.
A técnica ABC, é a única que trás resultados imediatistas em
fase da sua simplicidade de aplicação.
Uma vez que consegue-se ordenar todos os itens pelo seu valor
relativo, passa-se a classificá-los em três grupos chamados A,
B e C, conforme exemplo a seguir:
Classe A, neste grupo, incluem-se todos os itens de valor
elevado e portanto, são os que requerem maior cuidado por
parte do administrador de matéria-prima.
Classe B, incluem-se os itens de valor intermediativos; e
Classe C, mantém-se os itens de menos valor relativo.
Assim, divide-se o inventário em três classes.
Classe A, que requer controle rigoroso;
Classe B, que requer um controle menos rigoroso;
Classe C, que requer um controle apenas rotineiro.
Se a classe A representa nove por cento dos itens, isto é,
treze itens ela pode representar sessenta por cento do capital
investido em estoque.
A classe B representa trinta e um por cento do total dos
itens, isto é, quarenta e três itens correspondem a vinte e
cinco por cento do capital.
A classe C representa portanto, sessenta por cento dos itens,
ou seja, oitenta e quatro itens e vai corresponder a quinze
por cento do valor empatado em estoque.
Somando-se os itens das classes A e B, isto é, treze mais
quarenta e três é igual a cinqüenta e seis, verifica-se que
isto representará oitenta e cinco por cento do total do
investimento em estoque.
Portanto, um controle acentuado e eficiente sobre os quarenta
por cento dos itens, significará controlar bem oitenta e cinco
por cento dos investimentos em estoque.
12.
ROTATIVIDADE DAS MATÉRIAS-PRIMAS
A rotatividade ou giro do estoque é uma relação existente
entre o consumo anual e o estoque médio do produto.
A rotatividade é expressa no inverso de unidade de tempo ou em
vezes, isto é, vezes por dia, ou por mês ou por ano.
O índice de giro pode também ser obtido através de valores
monetários de custos ou de venda.
O grande mérito do índice de rotatividade do estoque é que ele
representa um parâmetro fácil para a comparação do estoque,
entre empresas do mesmo ramo de atividade e entre classes de
material do estoque.
Para fins de controle, deve-se determinar a taxa de
rotatividade adequada à empresa e então comprá-la com a taxa
real. É bastante recomendável ao determinar o padrão de
rotatividade, estabelecer um índice para cada grupo de
materiais que corresponda a uma mesma faixa de preço ou
consumo.