INTRODUÇÃO AO
CRM
CENÁRIO ATUAL
Estamos vivendo
uma nova era de concorrência e competição dentro de um novo
ambiente globalizado. A concorrência cresce não só entre
adversários tradicionais em mercados tradicionais, mas
também com novas personagens em nichos ou setores
específicos de negócios. As empresas não podem mais confiar
em mercados já conquistados, pois a ameaça pode vir
inesperadamente de qualquer setor ou tipo de organização,
pois as fusões e aquisições alteram a relação de força no
mercado. Este cenário coloca as empresas ante oportunidades
sem precedentes para conquistar novos mercados. Enquanto as
margens caem, cresce a demanda por produtos de maior
qualidade e com menores preços. Adicionalmente, os clientes
exigem, e estão obtendo, cada vez mais serviços na forma de
valor agregado. Essa globalização tem exigido que muitas
empresas reestruturem todos os setores de seus negócios.
MARKETING DE
RELACIONAMENTO
A reorganização
empresarial processa-se em dois pólos:
- Tecnologia da
Informação - a informação tem-se tornado um bem de capital,
com valor similar a mão-de-obra, matéria-prima e recursos
financeiros.
- Marketing - o
desafio do marketing é decodificar o modo de pensar, de
compreender e lidar com a realidade oferecendo as
informações necessárias para que os executivos possam tomar
decisões, com base no conhecimento do ponto de vista do
cliente. O marketing deixa de ser uma função e torna-se uma
filosofia de como fazer negócios.
A atualização
da tecnologia era realizada principalmente para reduzir
custos e, seu uso intensivo contribuiu para tornar o
relacionamento com o cliente mais eficiente com um custo
menor. O desafio hoje é demonstrar como um gerenciamento de
clientes transforma o relacionamento, de eficiente para
produtivo, melhorando substancialmente o retorno obtido por
cliente, tendo a tecnologia da informação como centro da
mudança na forma de organização de negócios. O
relacionamento baseado na informação colhida antes, durante
e após qualquer contato, não somente os dados da venda e
cadastro do cliente, gera níveis de lealdade à marca muito
maiores, reduzindo o investimento na busca de novos
clientes, que é tido como 5 vezes maior do que o esforço de
fidelizar e gerar a repetição da compra.
MARKETING E
COMPETIÇÃO EM TEMPO REAL
Os clientes,
além de exigirem cada vez mais conveniência de compra e
serviços de valor agregado, querem ser atendidos em tempo
real, ou seja, ter acesso a informações sobre os produtos e
as empresas e comprar ( transacionar) a
qualquer hora do dia ou da noite, em qualquer lugar, por
qualquer meio, com atendimento e entregas imediatas. Para
competir em tempo real, é preciso dotar a empresa de meios
que permitam conhecer e relacionar-se de forma mais
produtiva com os clientes. Esses meios integrados deram
origem a um novo conceito, chamado CRM - Customer
Relationship Management (Gerenciamento do relacionamento com
o cliente), definido como um conjunto de conceitos,
construções e ferramentas - compostas por estratégia,
processo, software e hardware. Os primeiros softwares de CRM
foram lançados no início da década de 90 e, desde então,
estão sendo cada vez mais adotados, devido à crescente
conscientização de que, para manter a competitividade, é
fundamental conhecer o cliente profundamente e ter os
recursos para atender a sua demanda, entregar valor extra e
serviços agregados, antes, durante a após a venda.
O CONCEITO DE
CRM
Para entender o
recentíssimo conceito CRM (Customer Relationship
Management), que abre um segmento de mercado para o qual
estão convergindo desde desenvolvedores de software até
tradicionais gigantes da indústria de hardware, pode-se
começar por lembrar do dono do armazém. Aquele que marcava
as compras em uma caderneta e era dado a atenções como ligar
para o freguês avisando que mandaria entregar a encomenda,
quando recebesse a mercadoria. Na forma de um despretensioso
cadastro de endereços ou de um simplório controle de
estoque, essa base de dados significava, para o pequeno
empresário, a possibilidade de detectar as necessidades de
sua clientela e atendê-la como mandava o figurino. Trinta
anos depois, substituídas as anotações à lápis por
databases, dataminds ou datawarehouse, a preocupação em
conhecer os clientes, identificar seus hábitos e administrar
suas preferências, de modo a gerar novos negócios, está
no topo da lista de prioridades das grandes corporações.
O QUE É CRM
"CRM é um
sistema que ajuda a empresa a reunir todo o conhecimento
coletivo sobre clientes que possui dentro de si, colocando-o
num lugar onde possa ser aproveitado por todos os
funcionários por meio do uso de um conjunto variado de
ferramentas. Com ele, a empresa consegue entender melhor os
clientes, oferecer-lhes mais apoio, servi-los melhor e, em
última análise, ganhar novos clientes." Juan Carlos Gaset da
Pivotal. "CRM é alinhar estratégia de negócios, cultura
organizacional, informação sobre o cliente e tecnologia. A
organização precisa construir uma infra-estrutura que
permita compartilhar estratégias entre as áreas de
marketing, vendas e serviços. Outro conceito importante é o
closed loop marketing : além de partilhar, é importante
realimentar toda a organização à medida que o contato com o
cliente acontece. Nessa perspectiva, o data warehouse
permite determinar perfis mais lucrativos, alimentando o
atendente/vendedor com informações para que ele possa
oferecer opções de serviços compatíveis com a categoria dos
clientes." Lisa Loftis, Consultora.
TIPOS DE CRM
O universo CRM
pode ser dividido em três categorias:
· CRM
Operacional - aplicativos de clientes que atuam como
interfaces, integrando os sistemas de retaguarda (
back-office ) com as soluções de front-office e escritório
móvel, incluindo automação da força de vendas, do marketing
empresarial e serviços de suporte a cliente.
· CRM Analítico
- aplicativos que analisam os dados de cliente gerados pelas
ferramentas operacionais com o propósito de gerenciamento de
performance de suporte. O CRM analítico está intrinsecamento
ligado ao data warehouse. · CRM Colaborativo - serviços
colaborativos, como edição personalizada, e-mail,
comunidades, conferência e centros de interação e cliente
capacitados à WEB, que facilitam a interação entre clientes
e negócios.
· CRM
colaborativo - é usado para estabelecer um valor vital com
os consumidores, além da transação, ao criar uma relação de
parceria.
PRINCIPAIS
BENEFÍCIOS DO CRM
- Integra o
cliente à empresa como um participante do processo de
desenvolvimento e adaptação de serviços e produtos,
facilitando o processo de inovação no desenvolvimento de
novos produto;
- Permite à
empresa conquistar o mercado com menos custo, pois
possibilita customização, isto é, responder de forma
individualizada às necessidades dos clientes e consumidores;
- Mantém um
canal permanente de comunicação para criar e sustentar um
relacionamento efetivo com seus clientes, fornecedores e o
público interno;
- Transforma
produto em serviço e serviço em produto, criando um valor
superior para o cliente, conquistando e mantendo uma posição
competitiva francamente favorável
ESCOLHENDO UM
SISTEMA DE CRM
Nenhuma
ferramenta é campeã em todas as áreas, mas devem atender às
exigências básicas e se adaptar a seus negócios. A crescente
demanda por tecnologias de CRM está dando à empresas um
grupo enorme de ferramentas para otimizar as relações com o
cliente. Centenas de fornecedores de software oferecem
soluções e serviços para melhorar o desempenho das vendas e
das campanhas de marketing e integrar os vários canais de
venda.
Exigências
básicas que devem ser atendidas pelo CRM:
· Fornecer uma
visão unificada e consistente de cada cliente para cada uma
de suas interações;
· Capacitar o
cliente a ter uma visão completa da companhia,
independentemente da maneira pela qual o cliente contata;
· Deixar a
equipe de atendimento realizar tarefas de vendas, serviços e
marketing de forma mais eficiente , como um grupo, reduzir
os custos e aumentar a eficiência.
Infelizmente
nenhum produto de CRM é líder em todas as três áreas. Cada
um deles tem um ou dois pontos fortes, e todos diferem nas
funcionalidades. As atuais ferramentas de CRM não tem
ferramentas de alta qualidade para avaliar a satisfação do
cliente, ferramentas de análise de dados e capacidade de
integrar os aplicativos existentes.
IMPLEMENTANDO O
CRM
Um dos maiores
erros que ocorre nos projetos de CRM, e que leva
inevitavelmente a subutilização dessa técnica, é iniciar a
implementação pela seleção da solução e pela compra do
hardware como se esta decisão fosse resolver todos os
problemas da empresa. Normalmente, a empresa investe somas
significativas de recursos, porém não o suficiente e nem
onde deveria para promover a mudança cultural e
organizacional que é necessário para competir em tempo real.
CRM é uma estratégia que possui raízes no marketing de
relacionamento e impacta a gestão da empresa, principalmente
no que se refere ao relacionamento com os clientes e à
infra-estrutura da indústria ( fornecedores e outros
públicos ).
A implementação
do CRM está assentada em dois pilares:
- Um processo
de trabalho orientado para o cliente que permeia e é
compartilhado por toda a empresa;
- O uso intenso
da informação do cliente, suportado pela informatização de
vendas, marketing e serviços.
Para não tratar
o CRM como tecnologia, é recomendado que a empresa assuma a
estratégia de CRM em quatro etapas :
* Definição e
planejamento do modelo de relacionamento
* Redesenho dos
processos de atendimento do cliente
* Seleção da
solução;
* Implementação
da tecnologia de CRM
·
Definição e planejamento do modelo de relacionamento
Começa-se
definindo como o cliente será tratado, quais os eventos de
relacionamentos que gerarão resposta, e em que tempo, e como
o plano de comunicação deverá ser desenvolvido para
construir o relacionamento e fazer a entrega de valor de
proposta pela estratégia competitiva da empresa. Nesta etapa
é indispensável o envolvimento da alta direção, pois implica
uma série de decisões que determinarão uma mudança de
postura em relação ao cliente e diversas outras atividades
que precisam ser repensadas para realmente fazer a entrega
de valor.
·
Redesenho dos
processos de atendimento ao cliente
É o
levantamento e documentação dos processos do atendimento do
cliente, desde o pedido de uma visita, o atendimento
telefônico, a venda pelo telemarketing, até o fluxo do
pedido dentro da empresa. Apesar de ser considerada uma fase
demorada e onerosa, a empresa precisa passar por essa etapa,
porque 80% das falhas na implantação do CRM devem-se à falta
de planejamento.
·
Seleção da solução
A decisão pela
solução de CRM passa pela seleção do software, que é
determinada pelo modelo de relacionamento. O software, por
sua vez irá determinar qual é o melhor hardware para compor
a solução.
·
Implementação da tecnologia de CRM
É a aplicação,
em toda a empresa, do processo de revisa a forma de pensar o
negócio. Técnicas, tecnologias e processos são agora
implementados para materializar a estratégia de CRM,
incluindo telemarketing receptivo e ativo, informatização da
força de vendas, terminais ponto-de-venda, canais virtuais e
muito mais. Essa implementação pode ser escalonada mas deve
obedecer a um ritmo que não interrompa a revisão dos
processos operacionais ou cause descrédito na estratégia
proposta.
OS DESAFIOS DO
CRM
O fator humano
tem papel fundamental no sucesso do CRM na empresa. Assim, a
empresa deve ajudar seus funcionários a enxergar o valor das
mudanças nas novas soluções de CRM. A cúpula da organização
precisa reapresentar as informações de tal forma que envolva
as pessoas, que façam com que elas desejem utilizar o novo
sistema. As pessoas da área de tecnologia da empresa
precisam estar mais voltadas para os negócios. Quanto mais
compreenderem o negócio, mais podem ajudar a empresa. A
empresa, no decurso de sua transformação para atuar com o
CRM, enfrentará três obstáculos:
- Resistência
organizada;
- Aprendizagem
lenta;
- Esquecimento
rápido.
Esses
obstáculos serão superados mais rapidamente se a empresa
possuir um conjunto de idéias norteadoras, articuladas por
empregados no perfil certo para a função, com
infra-estrutura de TI apoiada na estratégia de CRM,
desenvolvida e implantada. Outro grande desafio que as
empresas terão que superar é pelo fato de seus sistemas não
estarem relacionados com seus clientes e sim com os
produtos. Isso significa que os dados dos clientes estão
dispersos por meio de sistemas de produtos sem capacidade de
interface para juntar todos os dados.
Raramente se
pode sucatear uma infra-estrutura de informática e adotar
uma completamente nova. Portanto, as empresas precisam
encontrar meios de adaptar suas estruturas atuais,
integrando novas tecnologias customer related ( relacionadas
com o cliente ).
FORNECEDORES DE
SOLUÇÕES CRM
CLARIFY
http://www.clarify.com
A Clarify Inc. foi fundada em 1.990, na Califórnia. Desde
então, tem experimentado um crescimento vertiginoso: mantém
escritórios na Europa, América do Sul, Ásia e no Oriente
Médio. É a segunda maior empresa provedora de soluções CRM,
integrando vendas, marketing e customer service, além da
tecnologia de Internet. Está em fase de implantação no
Brasil por meio de um representante.
Clientes:
British Telecommunications, Ericsson Inc., General Eletric,
The Gillette Company, Microsoft Corp., Prudential, Sony
Corp., Procter & Gamble, Sprint PCS, Digital Equipment e
Toyota. Produtos: ClearCallCenter, ClearSales, ClearSupport,
ClearHelpdesk, ClearLogistics, etc
SAP
http://www.sap.com.br
Fundada em
1972 por cinco engenheiros de sistemas que decidiram
abandonar seus empregos e, apostando numa idéia bastante
extravagante para a época, abrir uma nova empresa. Surgia a
SAP (Systemanalyse and Programmentwicklung.- Sistemas,
Aplicações e Produtos para Processamento de Dados). A idéia
por trás dessa iniciativa era a criação de uma solução
única, totalmente integrada, capaz de automatizar todos os
processos inerentes a uma empresa. 29 anos e 10 milhões de
usuários depois, a SAP surge como a terceira maior empresa
de software do mundo - a primeira em software de gestão
empresarial -, empregando mais de 24 mil pessoas em 50
países diferentes e contando com mais de mil parceiros.
Os softwares
SAP rodam em mais de 36 mil instalações, espalhadas por 120
países, e são atualmente utilizados por empresas de todos os
tamanhos, incluindo mais da metade das 500 maiores empresas
do mundo. O mySAP CRM atualmente ajuda quase 900
organizações no mundo todo a administrar suas relações com
clientes de maneira mais eficaz e lucrativa. A subsidiária
brasileira, no país desde 1995, compartilha do sucesso do
grupo com mais de 400 clientes; abaixo, alguns deles:
Air France,
Audi, Bayer, BMW, Bosch, Burger King, Deutsche Bank,
Heineken, Honda, KPMG, Lufthansa, MLP, Nestlè, Nokia, Osram,
Pfizer, Siemens, Texaco Worlwide, Visteon, Wuerth,
barnesandnoble.com, Westell Technology e Streamline.com
VANTIVE
http://www.vantive.com/br/
A Vantive
Corporation foi fundada em 1.990, na Califórnia, e
comercializou a primeira solução de CRM em 1.992. Está
presente em 74 países e possuem mais de 950 clientes. Atua
no Brasil por intermédio de um representante.
Clientes:
Listel, Natura, Nextel, Petrobás, Petróleo Ipiranga, Procomp
Services, Promon, Shell, Aeroméxico, Warner Lambert.
Produtos: Vantive Sales, Vantive Support, Vantive Field
Services, Vantive HelpDesk, Vantive Quality, dentre outros.
SIEBEL
http://www.siebel.com/br/
Siebel Systems
Inc., fundada em 1.993, comercializou a primeira solução de
CRM em 1.995. Está presente nos principais países do mundo,
sendo líder de mercado em softwares de gerenciamento de
clientes, apesar de ser a mais recente a entrar no mercado.
Possui no Brasil uma estrutura própria de vendas, suporte e
treinamento. É a terceira maior empresa em softwares
aplicativos do mundo, sendo que a primeira é a SAP e a
segunda é a Oracle.
Clientes:
Embratel, Rhodia, Pharma, Siemens, Compaq, no Brasil. MCI
Worldcom, BankBoston, Compaq, Novell, Chase Manhatan Bank,
Mercedes Benz, dentre outros, em outros países. Produtos: A
Siemens tem uma família de aplicações integradas de vendas,
marketing e atendimento ao cliente, televendas,
telemarketing, assistência técnica, rede de revendedores,
vendas por Internet, etc.
CASES DE SUCESSO
SIEMENS
mySAP CUSTOMER RELATIONSHIONSHIP MANAGEMENT
AUMENTA A CONSISTÊNCIA DAS INFORMAÇÕES NA SIEMENS.
A alta
tecnologia sempre esteve ligada ao nome da Siemens. E, com o
objetivo de oferecer um atendimento ainda melhor aos seus
clientes, ela foi buscar o que existe de mais moderno. A
Siemens optou pela plataforma mySAP.com e sua solução mySAP
CRM para enfrentar o desafio de unificar sua base de dados.
Com a solução, mais de 40 operações que antes consumiam dias
de trabalho da equipe de analistas são feitas em poucos
minutos.
A Siemens
se notabiliza pelos grandes investimentos em pesquisa e
desenvolvimento, sempre visando garantir a satisfação de
seus clientes com produtos da mais alta tecnologia. E, não
por acaso, se transformou num gigante internacional, que
atua em áreas como telecomunicações, automação industrial,
energia, transportes e medicina.
Presente no
Brasil desde 1967, a Siemens é uma empresa que possui
elevada diversidade de clientes, desde grandes operadoras de
telecomunicações até laboratórios e consultórios médicos
high tech; de distribuidoras do sistema elétrico e complexos
conglomerados industriais a escritórios dos mais variados
tipos.
Com extenso
portfólio de produtos, a companhia encerrou o ano fiscal de
2001 com receita líquida global de US$ 87 bilhões. Na
subsidiária brasileira, as vendas, já descontados os
impostos, atingiram R$ 3,6 bilhões e os novos pedidos
registrados totalizaram R$ 4,5 bilhões.
O
CLIENTE É O FOCO.
Mesmo com
muitos clientes, é fundamental que uma empresa consiga a
fidelidade do seu consumidor. Foi pensando nisso que a
Siemens resolveu adotar uma solução de CRM. "Em junho de
2000, decidimos pelo mySAP Customer Relationship Management
- CRM, para dar maior consistência às informações
disponíveis para as equipes de pós-vendas, com o objetivo de
fidelizar clientes com a excelência de serviços de
assistência técnica e manter o service level agreement mais
adequado a cada um deles", diz Sérgio Scavone, gerente de
projetos da Siemens Business Services.
A
ESCOLHA DA MELHOR SOLUÇÃO.
A Siemens,
como quase toda grande corporação, trabalha com diversos
ambientes informacionais - o que, algumas vezes, dificulta a
atualização de dados on line, item fundamental ao projeto.
Além disso, a empresa, com cerca de 7.000 colaboradores no
Brasil, tem diversas áreas comerciais, cada uma com
processos e procedimentos para cada um de seus mercados
específicos. Uma das líderes nos concorridos segmentos em
que atua, a Siemens faz da integração importante instrumento
para fidelizar a sua ampla carteira. E, para estender esse
nível de atendimento ao pós-venda, a companhia optou pelo
mySAP Customer Relationship Management - CRM.
A
UNIFICAÇÃO DA BASE DE DADOS ERA O DESAFIO.
O maior
desafio para a Siemens era a unificação da sua base de
dados, principalmente a base de dados sobre clientes.
A empresa,
que se define como uma grande rede formada por pessoas que
conhecem profundamente as exigências dos clientes e produzem
soluções inovadoras para dar conta delas, tem por diretriz
usar as ferramentas da tecnologia da informação de maneira
abrangente, aproveitando o que têm de melhor a partir de uma
abordagem com escopo corporativo.
E a implementação do mySAP Customer Relationship Management
- CRM, para as estruturas de serviços da subsidiária
brasileira, que, além do upgrade do R/3 - solução de ERP da
SAP -, transformou-se em um caso de sucesso dentro da
própria corporação.
"Fomos a
primeira Siemens no mundo a implementar a solução com essa
finalidade e plataforma", revela Scavone. "Hoje o mySAP CRM
está homologado para essa aplicação na Siemens mundial, e já
há implementações em curso na Europa e no Canadá",
orgulha-se ele.
E razões para isso não faltam. O sucesso do projeto levou a
Siemens Business Services a oferecer o modelo para seus
clientes em geral. Considerando-se a atualização do R/3 para
a versão 4.6 e o pesado trabalho de limpar bases de dados
para a eliminação de eventuais inconsistências e
duplicidades, a implementação consumiu um ano.
"O mySAP
CRM é, a um só tempo, flexível e compatível com nossa
estrutura de informações", afirma Scavone. "Para nós, isso é
especialmente importante, porque utilizamos soluções da SAP
desde os aparelhos telefônicos até grandes instalações
industriais."
Em março de
2002, o mySAP Customer Relationship Management - CRM entrou
em produção na área de pós-vendas da divisão de
telecomunicações da Siemens. "Trata-se da divisão cuja
carteira é a mais pulverizada", explica Scavone. A solução
está sendo utilizada em 20 posições de atendimento
receptivas, que, além de prestar serviços aos clientes,
apóia os mais de 800 parceiros da Siemens espalhados pelo
País inteiro. "Cross selling e up selling acabam emergindo
como conseqüência natural das atividades de atendimento",
observa Scavone.
|
“Hoje o mySAP CRM está
homologado para essa aplicação na Siemens mundial, e
já há implementações em curso na Europa e no
Canadá”. |
|
Gerente de projetos da Siemens Business Services,
Sérgio Scavone. |
"Decidimos adotar a solução mySAP Customer Relationship
Management - CRM para dar maior consistência às informações
disponíveis para as equipes de pós-vendas, com o objetivo de
fidelizar clientes com a excelência de serviços de
assistência técnica e a oferta do service level agreement
mais adequada a cada um deles", lembra Sérgio Scavone,
gerente de projetos da Siemens Business Services.
A SAP
TEVE PAPEL IMPORTANTE NA IMPLEMENTAÇÃO.
Em dezembro
de 2000, com a decisão pelo mySAP CRM e o desafio da
unificação de suas bases de dados sobre clientes, a Siemens
Business Services, um dos maiores fornecedores de
outsourcing, Application Service Providing (ASP) e
estratégias
de e-business do mercado, iniciou o processo de sua
implementação.
Cerca de 20
membros da equipe Siemens envolveram-se na implementação do
mySAP CRM, entre técnicos e analistas de negócios. De acordo
com Scavone, o apoio da SAP foi uma importante peça no
quebra-cabeças do projeto.
A
INTEGRAÇÃO TROUXE GRANDES RESULTADOS.
Apesar de a
implementação ser ainda muito recente e de a perspectiva de
boa parte dos benefícios conservar certa intangibilidade a
curto prazo, Scavone aponta um importante ganho imediato:
"Desativamos as pequenas centrais de atendimento de nossas 9
filiais de vendas, reduzindo custos e conferindo maior
coerência aos dados." Ao todo, a Siemens tem 23 unidades no
Brasil, entre plantas produtivas, escritórios regionais e
estruturas exclusivamente comerciais. "A maior vantagem é,
porém, a integração."
MAIS
IMPLEMENTAÇÕES À VISTA.
O gerente
de projetos da SBS prevê para os próximos meses a
implementação do mySAP CRM nas divisões de automação
industrial, energia e medicina em sua subsidiária
brasileira. "Então, será possível partir para o CRM
analítico", entusiasma-se Scavone, que inclui entre os
planos a utilização da solução de gerenciamento de relações
com os clientes em ambiente móvel, para dar maior
produtividade e eficiência ao trabalho dos técnicos em campo.
UNIBANCO
A Divisão
Unibanco Corporate, que tem como clientes empresas com
faturamento anual superior a R$ 20.000.000,00, pretendia
aumentar a utilização do "Vendor" por seus clientes. O
objetivo da campanha executada de janeiro de 1994 a março de
1995, era obter uma taxa de conversão em clientes de 20% em
um grupo de empresas que seriam prospectadas. A estratégia
de marketing utilizada, consistiu em criar um elemento de
relacionamento com o cliente, o que se concretizou através
de um software de simulação da operação "Vendor", que seria
utilizado pelos gerentes de conta em sua apresentação para o
Diretor Financeiro da empresa que pretendíamos que se
tornasse cliente. O gerente de conta promoveria o "Vendor"
através de simulações em vários cenários, motivando o
Diretor Financeiro a utilizar o software, cuja operação,
aliás, era bastante simples. O disquete com o software foi
acondicionado em um folheto adequado, cujo conteúdo
informava detalhadamente sobre o "Vendor" e seus recursos. É
importante destacar que a mídia, neste caso, foi, portanto,
o próprio gerente de conta, portador de informação útil a
seu cliente. A inovação dessa campanha não foi apenas a
criação de uma ferramenta útil para o cliente mas, também, o
fato de transferir para o gerente de conta o conceito da
campanha e treiná-lo na utilização do software,
capacitando-o, por sua vez, a motivar e treinar os clientes
na sua utilização (o software de simulação poderia,
inclusive, ser utilizado para comparar o serviço do Unibanco
com o da concorrência). Dessa forma os clientes passaram a
ter em suas mãos algo que permitiria um real conhecimento do
produto oferecido pelo Unibanco. Os resultados atingidos
superaram largamente os objetivos, chegando-se ao dobro das
empresas originalmente projetadas para prospecção e
obtendo-se a conversão para clientes de um número 180% maior
do que a meta inicial. Desta forma a carteira de clientes
passou de 20 clientes para 184, sendo que o simulador foi
apresentado para 250 empresas. Outro efeito adicional, foi
um aumento médio de 10% nas transações dos clientes do
Unibanco Corporate. Igualmente inovador, foi estruturar um
complexo sistema de Marketing de Relacionamento em um banco,
direcionado para pessoas que compõem a alta direção de
grandes corporações. A meta da campanha era obter uma
resposta de 50% e um profundo envolvimento de 30%, em um
grupo composto de empresas consideradas clientes de médio e
alto padrão. O resultado da campanha foi uma resposta de 85%
do total das empresas contatadas, tendo, portanto, superado
amplamente as metas originalmente definidas. A receita da
Divisão Corporate cresceu 10 vezes durante o prazo da
campanha.
HOSPITAL
ISRAELITA ALBERT EISTEIN
O Hospital
Albert Einstein já tira proveito da implantação do sistema
da Clarify, mas pretende evoluir ainda mais . Bom remédio é
aquele indolor e que dá resultado rápido. E, ao que tudo
indica, assim foi a implementação de CRM na Aventis Pharma -
empresa de produtos farmacêuticos formada pela fusão da
Rhone-Poulenc da França e Hoechst Aktiengesellschaft da
Alemanha, em 1999. O cuidado na adoção começou no momento de
decidir qual solução do mercado a empresa iria adquirir.
Nessa etapa, o laboratório definiu que as prioridades eram
as ferramentas de targeting, para selecionar clientes de
acordo com categorias; de planejamento de visitas aos
profissionais de saúde e de integração com base de dados
para no futuro somar um sistema de data mining. A empresa
não queria um produto focado em vendas, pois em seu segmento
são mais importantes as atividades promocionais e de
esclarecimento junto aos médicos e consumidores. "O
ponto-chave eram os recursos na área de visitação médica,
como ferramentas para acompanhamento de ciclo e definição de
perfis dos médicos", diz Carlos Alberto Varella, CIO da
Aventis Pharma para a América Latina. Na hora de escolher, a
empresa avaliou as soluções Dendrite, Integrated Measurement
Systems (IMS) - que já não atua mais em software -, Close-Up
e a Siebel. Na América Latina, a concorrência foi até
desleal, uma vez que a Dendrite e a IMS oferecem aqui
versões desenvolvidas por parceiras locais e não o produto
completo. Com 800 usuários do sistema no Brasil, a empresa
comemorou no mês passado um milhão de visitas médicas feitas
com a ferramenta. Em 2003, quando a implementação tiver
alcançado os 11 países latino-americanos e as ilhas do
Caribe - áreas sob responsabilidade de Varella -, serão três
mil usuários. Para diminuir as barreiras culturais, o
treinamento segue acelerado, cerca de 300 pessoas passam
pelo curso por semana. De acordo com o executivo,
aparentemente não há resistência da equipe em utilizar a
solução. "Pelo contrário, foi uma dificuldade convencê-los
de que precisávamos tirar o produto piloto por dois meses do
ar para o empacotamento final. Eles se perguntavam se seria
possível viver sem o produto", conta Varella. Resultado: a
Aventis está 100% satisfeita com os resultados da solução
desenvolvida, mas faz ressalvas quanto à satisfação com a
ferramenta da Siebel - que ainda é parcial. "Vai demorar até
que ela alcance seu nível ideal. Há grande dificuldade de
sincronização direta dos handhelds com o servidor central e
nem todas suas funcionalidades estão disponíveis ainda - mas
o que está em funcionamento está muito bom", aponta o CIO.
RIO SUL
A Rio Sul
acredita que só uma solução desenvolvida internamente pode
atender suas necessidades Muitos assíduos passageiros de
vôos domésticos e internacionais já se beneficiaram com o
programa de milhagem Smiles. Fruto da ferramenta de
fidelização Qualiflyer, da provedora internacional de
soluções de TI para a indústria de aviação Atraxis, é base
de toda a solução de CRM da Varig e foi desenvolvida
internamente, apesar das tantas opções entre as fornecedoras
CRM. "Adquirida em 1994, pela Varig, e atualizada em 1999, a
ferramenta da Atraxis já não tem quase nada a ver com o que
era, foi bem alterada", conta Celso Rosano Silva, gerente de
tecnologia do Programa Smiles. Entre as modificações
realizadas pela equipe de cerca de 30 técnicos da área de
informática, estão aplicativos de internet, Wap, URA
(unidade de resposta audível), além de sistemas
inteligentes, que contabilizam as milhas dos passageiros
mesmo sem a apresentação do número de identificação. "Não
acreditamos que um CRM do mercado atenderia a nossas
necessidades", afirma Luiz Roberto Silva Filho, gerente
geral de informática da Rio Sul Linhas Aéreas - empresa de
aviação controlada pela Varig Participações em Transporte
Aéreos. Mais do que um programa de fidelização, o Smiles é
um grande banco de dados que reúne informação de mais de
três milhões de clientes. Ali é possível conhecer a
freqüência de vôo dos clientes, as rotas mais usuais, em
qual classe costumam viajar, entre outras informações. v OS
PRÓXIMOS PASSOS DO CRM Integrar todos os canais de
comunicação da central de atendimento é o caminho para
aprimorar o relacionamento com o cliente Informações
integradas é a base do conceito CRM, que tem como meta
aprimorar o relacionamento com o cliente. Mas ainda é muito
comum, nas centrais de atendimento, ligações de consumidores
que precisam repetir a mesma história, passada por fax ou
e-mail, para os operadores. De acordo com os especialistas
do setor, isso ocorre porque os call centers nortearam as
iniciativas de CRM nas corporações. Agora a internet está
forçando a criação de novos canais e não basta oferecer uma
forma de contato para os consumidores, é preciso descobrir
como eles querem falar com a empresa. "A filosofia está
mudando e as companhias precisam incorporar recursos como
VoIP, chat, SMS e e-mail", conta Kátia Vaskys, consultora de
vendas da Siebel. Valdir Pandolfi, diretor de CRM e BI da
Atos Origin Brasil concorda: "as corporações ainda não
assimilaram a cultura de focar as ações nos clientes",
avisa. "O ideal é ter vários canais com única regra de
atendimento e uma base de dados e relatórios padronizados.
Só assim, a estratégia de atendimento estará integrada aos
negócios da companhia", ressalta Fernando Mousinho, gerente
de soluções CRM da Avaya.. Como os projetos de CRM são
insipientes no Brasil, a maior parte das corporações está
trabalhando na implementação do contact center. Os primeiros
passos já foram dados por empresas como Philips e Grupo Pão
de Açúcar. O projeto de CRM da Philips na América Latina faz
parte de uma estratégia mundial da companhia e, por aqui, é
tocado pelo gerente de marketing corporativo Sérgio Camargo.
A multinacional já implementou ferramentas de CRM que são
capazes de unificar o atendimento de e-mails, cartas, fax e
telefone. "Utilizamos o sistema da Siebel e já instalamos os
módulos no Brasil, Argentina e Chile, agora vamos expandir o
projeto para outros países latino-americanos", revela o
gerente.