Marketing esportivo
O Marketing
Esportivo compreende ações voltadas para a prática e a
divulgação de modalidades esportivas, clubes ou associações,
seja pela promoção de eventos ou torneios, seja pelo
apoio/patrocínio a clubes esportivos. Inclui, também, o
trabalho de comunicação/marketing realizado por Academias,
Centros de Práticas Esportivas etc..
Empresas e marcas
líderes costumam privilegiar esta área, aproveitando-se da
boa imagem de clubes e esportistas junto à opinião pública,
como a Diadora, patrocinadora de Gustavo Kuerten - o Guga e,
durante muitos anos, a Parmalat com o Palmeiras (entre
outros times de futebol).
O Marketing
Esportivo está extremamente profissionalizado em
determinados países (vide Estados Unidos, em praticamente
todas as modalidades esportivas, mas especialmente no
basquete, futebol americano, beisebol e hóquei, para só
citar os casos das bilionárias ligas nacionais; e o futebol
europeu - mais especificamente o inglês, o espanhol e o
italiano).
No Brasil, ele ainda
é incipiente por várias razões, a mais importante delas é a
visão amadorística dos nossos empresários do esporte que
dele se aproximam para obter vantagens. As recentes CPIs
instaladas no Brasil, para avaliar escândalos envolvendo
clubes, federações, empresas de marketing esportivo e até
atletas e treinadores, confirmam a tese de que ainda
engatinhamos na área do negócio do esporte. A falta de ética
e a corrupção aberta comprometem quaisquer iniciativas
sérias de marketing esportivo.
Devemos, no entanto,
apesar desse panorama sombrio no Brasil, destacar
iniciativas importantes de muitas empresas nesta área, como
a Gessy Lever, a Pirelli, a Petrobrás, o Banco do Brasil e
as cooperativas da Unimed, que têm apoiado várias
modalidades esportivas, em muitos Estados brasileiros.
A Fundação Getúlio
Vargas e a FEA/USP recentemente passaram a trabalhar com
mais atenção esta área de Administração do Esporte e
Marketing Esportivo e já há especialistas nesse campo. A FGV
divulgou em 2.001 um amplo estudo sobre o futebol no Brasil,
destacando a necessidade de transparência, de planejamento e
de profissionalização do setor.
Com certeza, esta
área deverá evoluir nos próximos anos, em nosso País, menos
em função da cultura dos empresários do esporte (os chamados
cartolas) e mais pela importância que o lazer desempenha na
sociedade da informação. Tenderemos, inevitalmente, a
seguir, com as limitações óbvias da realidade econômica e
social brasileira, os exemplos de outros países, onde o
esporte é encarado com seriedade e movimenta bilhões de
dólares. Por enquanto, a nossa situação continua
preocupante: pouco incentivo à prática do esporte, apesar de
uma população superior a 170 milhões, desempenho pifio nas
competições internacionais (sobretudo, nas Olimpíadas),
cartolas ricos e clubes e atletas pobres. O Marketing
Esportivo profissional e um banho de ética nos dirigentes
esportivos poderão mudar, radicalmente, este cenário.
Fonte: http://www.comunicacaoempresarial.com.br/conceitomarketingesportivo.htm