MOTIVAÇÃO, CULTURA E CONTROLE
MOTIVAÇÃO
É o processo de induzir uma pessoa ou grupo,
cada qual com suas necessidades distintas a atingir os
objetivos da organização, enquanto tenta também atingir
objetivos pessoais.
Relaciona-se com a compreensão da razão do
comportamento das pessoas para poder prever e influencia-lo.
Motivação é necessidade de todos. É muito
difícil conquistar metas e objetivos se ela simplesmente não
existe em nosso vocabulário.
OBJETIVOS DA MOTIVAÇÃO:
-
Encorajar empregados potenciais a ingressar
na empresa.
-
Estimular os empregados a produzir mais a
desempenhar suas funções com eficácia.
-
Encorajar empregados a permanecer na empresa.
TEORIAS DE CONTEÚDO DA MOTIVAÇÃO
As teorias de conteúdo da motivação
concentram-se nas necessidades internas que motivam o
comportamento. Num esforço para reduzir ou satisfazer suas
necessidades, as pessoas agem de determinadas maneiras. Esta
abordagem é associada a pensadores como Maslow, McGregor,
Herzberg, Atkinson e McClelland.
A HIERARQUIA DAS NECESSIDADES DE MASLOW:
A hierarquia das necessidades de Abraham
Maslow, provavelmente recebeu mais atenção dos
administradores do que qualquer outra teoria da motivação,
já que classifica as necessidades humanas de modo lógico e
conveniente, com implicações importantes para os
administradores.
Maslow via a motivação humana como uma
hierarquia de cinco necessidades, que iam de das
necessidades mais básicas a mais elevadas de
auto-realização.
De acordo com Maslow, os indivíduos serão
motivados a satisfazer a necessidade que para eles estiver
preponderante, ou mais forte, num determinado momento. A
preponderância de uma necessidade depende da situação do
indivíduo no momento e de suas experiências recentes.
Partindo das necessidades físicas, que são as mais básicas,
cada necessidade deve ser ao menos parcialmente satisfeita
antes do indivíduo desejar satisfazer uma necessidade no
próximo nível acima.
Uma conclusão óbvia da teoria de Maslow é que
os empregados precisam de um salário suficiente para
alimentar, abrigar e proteger a si mesmos e às suas famílias
de um modo satisfatório, bem como de um ambiente de trabalho
seguro, antes dos administradores tentarem oferecer
incentivos destinados a dar-lhes estima, sentimentos de
participação ou oportunidades de crescimento. As
necessidades de segurança incluem estabilidade no trabalho,
estar livre de coação ou de tratamento arbitrário, e
regulamentos claramente definidos.
Na organização moderna tanto as necessidades
fisiológicas como as de estabilidade são em geral (mas nem
sempre) atendidas satisfatoriamente. O aspecto seguinte na
hierarquia é a necessidade de participar e de ser amado.
Isso é sentido com mais força dentro da família, mas também
afeta o ambiente de trabalho. A não ser que se vejam como
parte integrante da organização, os empregados irão
sentir-se frustrados por uma necessidade de participação não
atendida e provavelmente não responderão às oportunidades e
incentivos de ordem mais elevadas.
Maslow descreveu dois tipos de necessidade de
estima, o desejo de realização e competência e o desejo de
status e reconhecimento. Em termos organizacionais, as
pessoas querem ser boas em seus trabalhos; também querem
sentir que estão realizando algo importante quando fazem
esse trabalho. Como administradores, podendo atender aos
dois tipos de necessidade de estima proporcionando trabalhos
que desafiem e envolvendo os subordinados no estabelecimento
de objetivos e nas decisões.
A TEORIA DE FREDERICK HERZBEG:
Herzberg concluiu que a satisfação e a
insatisfação no trabalho decorrem de dois conjuntos
separados de fatores. Essa teoria foi chamada de teoria dos
dois fatores.
Entre os fatores de insatisfação (fatores
higiênicos) estavam o salário, as condições de trabalho e a
política da empresa, todos eles afetavam o contexto em que o
trabalho era realizado. O mais importante desses fatores é a
política da empresa, que segundos muitos indivíduos pode ser
uma grande causa de ineficiência e ineficácia. Os pontos
positivos atribuídos a esses fatores não levavam à
satisfação no trabalho, mas meramente à ausência de
insatisfação.
Entre os fatores de satisfação (fatores
motivantes) estão a realização, o reconhecimento, a
responsabilidade, e o progresso, todos eles relacionados ao
conteúdo do trabalho e às recompensas ao desempenho
profissional.
CULTURA ORGANIZACIONAL
Cultura é o termo genérico usado para
significar duas acepções diferentes. De um lado, o conjunto
de costumes, civilização e realizações de uma época ou povo,
e, de outro lado, artes, erudição e demais manifestações
mais sofisticadas do intelecto e da sensibilidade humana,
consideradas coletivamente. A cultura organizacional nada
tem a ver com isto. No estudo das organizações, a cultura
equivale ao modo de vida da organização em todos os seus
aspectos, como idéias, crenças, costumes, regras, técnicas,
etc. Neste sentido, todos os seres humanos são dotados de
cultura, pois fazem parte de algum sistema cultural. Em
função disso, toda pessoa tende a ver e julgar as outras
culturas a partir do ponto de vista de sua própria cultura.
Daí o relativismo: as crenças e comportamentos só podem ser
compreendidos em relação ao seu contexto cultural.
A cultura organizacional ou cultura
corporativa é o conjunto de hábitos e crenças estabelecidos
através de normas, valores, atitudes e expectativas
compartilhados por todos os membros da organização. Ela
refere-se ao sistema de significados compartilhados por
todos os membros e que distingue uma organização das demais.
Constitui o modo institucionalizado de pensar e agir que
existe em uma organização. A essência da cultura de uma
empresa é expressa pela maneira como ela faz seus negócios,
a maneira como ela trata seus clientes e funcionários, o
grau de autonomia ou liberdade que existe em suas unidades
ou escritórios e o grau de lealdade expresso por seus
funcionários com relação à empresa. A cultura organizacional
representa as percepções dos dirigentes e funcionários da
organização e reflete a mentalidade que predomina na
organização. Por esta razão, ela condiciona a administração
das pessoas.
Cada organização cultiva e mantém a sua
própria cultura. É por este motivo que algumas empresas são
conhecidas por algumas peculiaridades próprias. Os
administradores da Procter & Gamble fazem memorandos que não
ultrapassam uma página. Todas as reuniões da Du Pont começam
com um comentário obrigatório sobre segurança. O pessoal da
Toyota está concentrado em perfeição.
A cultura representa o universo simbólico da
organização e proporciona um referencial de padrões de
desempenho entre de padrões de desempenho, entre os
funcionários, influenciando a pontualidade, a produtividade
e a preocupação com qualidade e serviço ao cliente.
A cultura exprime a identidade da
organização. Ela é construída ao longo do tempo e passa a
impregnar todas as práticas, impregnar todas as práticas,
constituindo um complexo de representações mentais e um
sistema coerente de significados que une todos os membros em
torno dos mesmos objetivos e dos mesmos modos de agir. Ela
serve de elo entre o presente e o passado e contribui para
a permanência e a coesão da organização. Em outras palavras,
a cultura organizacional representa as normas informais e
não escritas que orientam o comportamento dos membros de uma
organização no dia-a-dia e que direcionam suas ações para o
alcance dos objetivos organizacionais. No fundo, é a cultura
que define a missão e provoca o nascimento e o
estabelecimento dos objetivos da organização. A cultura
precisa ser alinhada juntamente com outros aspectos das
decisões e ações da organização como planejamento,
organização, direção e controle para que se possa melhor
conhecer a organização.
COMPONENTES DA CULTURA ORGANIZACIONAL
Toda cultura se apresenta em três diferentes
níveis: artefatos, valores compartilhados e pressuposições
básicas.
Artefatos:
Constituem o primeiro nível da cultura, o mais superficial,
visível e perceptível. Artefatos são as coisas concretas que
cada um vê, ouve e sente quando se depara com uma
organização. Incluem os produtos, serviços, e os padrões, de
comportamento dos membros de uma organização. Quando se
percorre os escritórios de uma organização, pode-se notar
como as pessoas se vestem, como elas falam, sobre o que
conversam, como se comportam, o que são importantes e
relevantes para elas. Os artefatos são todas ou eventos que
podem nos indicar visual ou auditivamente como é a cultura
da organização. Os símbolos, as histórias, os heróis, os
lemas, as cerimônias anuais são exemplos de artefatos.
Valores compartilhados:
Constituem o segundo nível da cultura. São os valores
relevantes que se tornam importantes para as pessoas e que
definem as razões pelas quais elas fazem o que fazem.
Funcionam como justificativas aceitas por todos os membros.
Em muitas culturas organizacionais os valores são criados
originalmente pelos fundadores da organização.
Pressuposições básicas:
Constituem o nível mais íntimo, profundo e oculto da cultura
organizacional. São as crenças inconscientes, percepções,
sentimentos e pressuposições dominantes nos quais as pessoas
acreditam. A cultura prescreve a maneira de fazer as coisas
adotadas na organização, muitas vezes através de
pressuposições não escritas e nem sequer faladas.
Os funcionários aprendem a cultura
organizacional através de várias formas, como histórias,
rituais, símbolos materiais e linguagem.
Histórias:
Contos e passagens sobre o fundador da
companhia, lembranças, sobre dificuldades ou eventos
especiais, regras de conduta, corte e recolocação de
funcionários. Acertos e erros do passado geralmente ancoram
o presente no passado e explicam a legitimação das práticas
atuais.
Rituais e Cerimonias:
São seqüências repetitivas de atividades que expressam e
reforçam os valores principais da organização. As cerimônias
de fim de ano e as comemorações do aniversário da
organização são rituais que reúnem e aproximam a totalidade
dos funcionários para motivar e reforçar aspectos da cultura
da organização, bem como reduzir os conflitos.
Símbolos Materiais:
A arquitetura do edifício, as salas e mesas, o tamanho e
arranjo físico dos escritórios constituem símbolos materiais
que definem o grau de igualdade ou diferenciação entre as
pessoas e o tipo de comportamento ( como assumir riscos ou
seguir a rotina, autoritarismo ou espírito democrático,
estilo participativo ou individualismo, atitude conservadora
ou inovadora) desejado pela organização. Os símbolos
materiais constituem a comunicação não verbal.
Linguagem:
Muitas organizações e mesmo unidades dentro das organizações
utilizam a linguagem como um meio de identificar membros de
uma cultura ou subcultura. Ao aprender a linguagem, o membro
confirma a aceitação da cultura e ajuda a preserva-la. As
organizações desenvolvem termos singulares para descrever
equipamentos, escritórios, pessoas - chaves, fornecedores,
clientes ou produtos. Também a maneira como as pessoas se
vestem e os documentos utilizados constituem formas de
expressar a cultura organizacional.
A cultura organizacional se caracteriza pela
sua aceitação implícita pelos seus membros. Ela é também
reforçada pelo próprio processo de seleção, que elimina as
pessoas com características discrepantes com os padrões
estabelecidos e ajuda a preservar a cultura.
TIPOS DE CULTURA
Culturas adaptativas
Caracterizam-se pela sua maleabilidade e
flexibilidade e são voltadas para a inovação e a mudança.
São organizações que adotam e fazem constantes revisões e
atualizações, em suas culturas adaptativas se caracterizam
pela criatividade, inovação e mudanças. De um lado, a
necessidade de mudança e a adaptação para garantir a
atualização e modernização, e de outro, a necessidade de
estabilidade e permanência para garantir a identidade da
organização. O Japão, por exemplo, é um país que convive com
tradições milenares ao mesmo tempo em que cultua e incentiva
a mudança e a inovação constantes.
CULTURAS CONSERVADORAS
Se caracterizam pela manutenção de idéias,
valores, costumes e tradições que permanecem arraigados e
que não mudam ao longo do tempo. São organizações
conservadoras que se mantêm inalteradas como se nada tivesse
mudado no mundo ao seu redor.
CULTURAS FORTES
Seus valores são compartilhados intensamente
pela maioria dos funcionários e influencia comportamentos e
expectativas.
Empresas como IBM, 3M, Merk, Sony, Honda,
estão entre aquelas que ostentam culturas fortes.
CULTURAS FRACAS
São culturas mais facilmente mudadas. Como
exemplo, seria uma empresa pequena e jovem, como está no
início, é mais fácil para a administração comunicar os novos
valores, isto explica a dificuldade que as grandes
corporações tem para mudar sua cultura.
CONTROLE ESTRATÉGICO
Controle é uma função
administrativa: é a fase do processo administrativo que mede
e avalia o desempenho, e toma a ação corretiva necessária.
Assim, o controle é um processo essencialmente regulatório.
O controle
estratégico – também denominado controle organizacional – é
tratado no nível institucional da empresa e se refere
geralmente aos aspectos globais que envolvem a empresa como
uma totalidade. Sua dimensão de tempo é o longo prazo. Seu
conteúdo é geralmente genérico e sintético. Daí as três
características básicas que identificam o controle
estratégico da empresa:
1.
Nível de decisão: é decidido no nível
institucional da empresa.
2.
Dimensão de tempo: é orientado para longo
prazo.
3.
Abrangência: e genérico e abrange a empresa
como um todo. É macroabrangente.
Devido a enorme complexidade e as
multifacetadas atividades da empresa, torna-se difícil
abordar o controle em sua totalidade, uma vez que existem
muitos tipos de controles: financeiros, contábeis, de
produção, de qualidade, de inventários, de vendas, de
pessoal, etc. Isto significa que muitas pessoas se incumbem,
dentro das empresas, de tarefas relacionadas com o
acompanhamento e avaliação das atividades correntes e
passadas, comparando-as com normas e padrões desejados pela
empresa. Se os resultados se afastam ou se desviam das
normas prescritas, alguma ação corretiva deve ser tomada.
Todo sistema depende de insumos ou entradas
que procedem de seu meio ambiente para podermos funcionar.
Os insumos ou entradas são processados pelos diversos
subsistemas e transformados em saídas ou resultados
(produtos ou serviços) que retornam ao meio ambiente. A
eficiência do sistema consiste em manter uma relação viável
de entradas / saídas. O sistema perde eficiência quando seus
insumos ou entradas tardam a chegar, por qualquer motivo,
acarretando paradas ou esperas dos subsistemas. Por outro
lado, o sistema que tem mais entrada e saídas, isto é, o
sistema que acumula insumos por receio de retardas suas
operações por falta deles, também perde eficiência, pois tem
excesso de recursos não utilizados. Assim, a escassez ou
excesso de insumos ou entradas constituem extremos ou
desvios que devem ser evitados em qualquer sistema
produtivo.
Da mesma maneira, o sistema cujas saídas não
atendem às necessidades do meio ambiente perde eficácia. E
quando suas saídas são maiores de que demanda do meio
ambiente, elas tendem a ficar retidas dentro do sistema
aguardando o momento de serem liberadas.
Como sistemas abertos, as empresas procuram
continuamente controlar suas atividades mantendo-as sempre
dentro dos parâmetros ou balizamentos adequados. E aí surge
a noção de controle.
O controle visa a duas finalidades
principais:
a)
Correção de falhas ou erros existentes: o
controle serve para detectar falhas ou erros – seja no
planejamento ou na execução – para apontar as medidas
corretivas adequadas para sana-las.
b)
Prevenção de novas falhas ou erros: ao
corrigir as falhas ou erros existentes, o controle aponta os
meios necessários para evita-los no futuro.
O controle é algo universal, consiste
fundamentalmente em um processo que guia a atividade
exercida para um fim previamente determinado. A essência do
controle reside em verificar se a unidade controlada está ou
não alcançando os resultados desejados.
Os controles organizacionais servem para:
a)
Padronizar o desempenho, por meio de
inspeções, supervisão, procedimentos escritos ou programas
de produção.
b)
Padronizar a qualidade de produtos e serviços
oferecidos pela empresa, mediante treinamento de pessoal,
inspeções, controle estatístico de qualidade e sistemas de
incentivos.
c)
Proteger os bens organizacionais de abusos,
desperdícios ou roubos, por meio de exigência de registros
escritos, procedimentos de auditoria e divisão de
responsabilidades.
d)
Limitar a quantidade de autoridade que está
sendo exercida pelas várias posições ou níveis
organizacionais, mediante descrições de cargos, diretrizes e
políticas, regras e regulamentos e sistemas de auditoria.
e)
Avaliar e dirigir o desempenho das pessoas,
por meio de sistemas de avaliação do desempenho pessoal,
supervisão direta, vigilância e registros incluindo
informação sobre produção por empregado ou perdas com refugo
por empregado etc.
f)
Meios preventivos para o atingimento dos
objetivos da empresa, pela articulação de objetivos em um
planejamento, uma vez que os objetivos ajudam a definir o
escopo apropriado e a direção do comportamento dos
indivíduos para o alcance dos resultados desejados.
Fases do controle
1. Estabelecimento de padrões de desempenho
Os padrões representam o desempenho desejado.
Podem ser tangíveis ou intangíveis, vagos ou específicos,
mas sempre relacionados com o resultado que se deseja
alcançar. Os padrões são normas que proporcionam a
compreensão daquilo que se deverá fazer.
A Escola da administração Científica de
Taylor deu exagerada ênfase ao desempenho de técnicas e
métodos capazes de proporcionais padrões de desempenho. O
“estudo de tempos e movimentos” constitui uma técnica
desenvolvida para determinar o tempo padrão, isto é, o tempo
médio que um operário deverá levar para executar uma
determinada tarefa. O custo padrão é um outro exemplo de
técnica que fixa padrões para analisar e controlar os custos
empresariais.
Existem vários tipos de padrões utilizados
para avaliar e controlar os diferentes recursos da empresa,
a saber:
a)
Padrões de quantidade: como número de
empregados, volume de produção, volume de vendas,
percentagem de rotação do estoque, índice de acidentes etc.
b)
Padrões de qualidade: como padrões de
qualidade para a produção, funcionamento de máquinas e dos
equipamentos, qualidade dos produtos e serviços oferecidos
pela empresa, assistência técnica etc.
c)
Padrões de tempo: como permanência média do
empregado na empresa, tempos padrões de produção, tempo de
processamento dos pedidos dos clientes etc.
d)
Padrões de custo: como custo de estocagem das
matérias-primas, custo do processamento de um pedido, custo
de uma requisição de material, custo de uma ordem de
serviço, relação custo-benefício de um novo equipamento,
custos diretos e indiretos da produção etc.
2. Avaliação do desempenho
Para se controlar o
desempenho deve-se, pelo menos, conhecer algo a respeito
dele e do seu passado, Isto pode parecer coisa simples,
porém, se a base da mediação ou mensuração não for bem
definida, o processo cairá em erros e confusões. Um sistema
de controle depende da informação imediata a respeito do
desempenho e da unidade de mensuração deverá estar de acordo
com o padrão predeterminado e deverá ser expressa de forma
que facilite uma comparação entre o desempenho e o padrão de
desempenho desejado.
3. Comparação do desempenho com o padrão
A comparação do
desempenho com o que foi planejado não busca apenas
localizar os erros ou desvios, mas também permitir a
predição de outros resultados futuros. Um bom sistema de
controle, além de proporcionar rápidas comparações, permite
localizar possíveis dificuldades ou mostrar tendências
significativas para o futuro. Não é possível modificar o
passado, mas a sua compreensão pode propiciar auxilio para,
a partir do presente, criar condições para que as operações
futuras obtenham melhores resultados.
No fundo, a
comparação pode ser feita por meio de:
a)
Resultados: quando a comparação entre o
padrão e a variável é feita depois de terminada a operação.
A mensuração realiza-se em termos de algo pronto e acabado,
no fim da linha, e apresenta o inconveniente de mostrar os
acertos e faltas de uma operação já terminada, uma espécie
de atestado de óbito de algo que já aconteceu.
b)
Desempenho: quando a comparação entre o
padrão e a variável é feita paralelamente à operação, ou
seja, quando a comparação acompanha a execução da operação.
Embora feita paralelamente ao tempo e, portando, atual, a
mensuração é feita sobre uma operação em processamento e
ainda não terminada. Correspondente a uma espécie de
monitoração do desempenho, sem interferir no seu resultado
ou na sua consecução.
A comparação do
resultado ou do desempenho em relação ao padrão pode
resultar em três possibilidades:
a)
Conformidade ou aceitação: o resultado ou
desempenho está de acordo com o padrão e, portanto, aceito.
b)
Os resultados ou desempenho apresenta leve
desvio quanto ao padrão, mas dentro da tolerância permitida,
e, portanto, aceito, embora a conformidade não seja a ideal.
c)
Rejeição: o resultado ou desempenho apresenta
desvio, afastamento ou discrepância para maio ou para menos
em relação ao padrão, além da tolerância permitida e,
portanto, rejeitando e sujeito à ação corretiva.
A comparação dos
resultados obtidos com os resultados planejados geralmente é
feita por meios de apresentação como gráficos, relatórios,
índices, percentagens, medidas e estáticas etc. Esses meios
de apresentação impõem técnicas à disposição do controle
para que este tenha maior informação sobre aquilo que deve
ser controlado.
4. AÇÃO CORRETIVA
O controle deve
indicar quando o desempenho não está de acordo com o padrão
estabelecido e qual a medida a adotar. O objetivo do
controle é exatamente indicar quando, quanto, onde e como se
deve executar a correção.
A ação corretiva é
tomada a partir dos dados quantitativos gerados nas três
fases anteriores do processo de controle. As decisões quanto
‘as correções a serem feitas representam a culminação do
processo de controle.
Qualquer que seja o
nível, a área de atividade ou o problema envolvido, o
processo de controle é basicamente o mesmo e segue
aproximadamente estas quatro fases. Pode mudar o mecanismo,
mas o processo é sempre o mesmo.
O controle depende e
contribui para as outras funções administrativas, guardando
estreito inter-relacionamento com todas elas. Sem o
planejamento para fixar os objetivos e especificar as
atividades, o controle não teria qualquer propósito. Sem a
organização, a orientação sobre quem deve fazer as
avaliações e quem deve tomar as ações corretivas não
existiria. Sem a direção, todos os relatórios de avaliação
não teriam nenhuma influência sobre o desempenho atual da
empresa.
TIPOS DE CONTROLES ESTRATÉGICOS
Da mesma forma como
existe uma hierarquia nas atividades de planejamento, é
evidente que há uma hierarquia de tipos de controle. O
importante é que, à medida que os planos vão descendo a
escala hierárquica e penetrando mais nos detalhes, o
mecanismo do controle se torna bem mais evidente. Os
controles são mais vagos e amplos à medida que se sobe na
escala hierárquica da empresa.
Existem vários tipos
de controle estratégico, a saber:
1. O DESEMPENHO GLOBAL DA EMPRESA
No nível
institucional, são desenhados e utilizados sistema de
controle para medir o desempenho global da empresa. Em
alguns casos, tornam-se necessários sistemas de controle
para medir o desempenho de uma ou de todas as unidades –
departamentos ou divisões – da empresa ou ainda de certos
projetos considerados prioritários.
Existem três razões
básicas para a existência de controle sobre o desempenho
global da empresa:
a)
O planejamento estratégico é aplicável à
empresa como uma totalidade no sentido de alcançar objetivos
empresariais globais. Para acompanha-lo e medi-lo, tornam-se
necessários controles igualmente globais e amplos, para
permitir ações corretivas por parte da direção da empresa.
b)
Na medida em que ocorre descentralização da
autoridade, as unidades passam a ser semi-autônomas em suas
operações e, principalmente, em suas decisões locais,
exigindo controles globais capazes de evitar o caos
decorrente da completa autonomia que poderia advir.
c)
Controles globais permitem medir o esforço
total da empresa como um todo ou de uma área integrada em
vez de medir simplesmente parte dela.
Quase sempre, os
controles globais na empresa são de caráter financeiro.
Existem outros aspectos importantes na avaliação do
desempenho global da empresa: seu atendimento às
necessidades do ambiente externo, sua imagem no mercado, seu
potencial de recursos humanos e de conhecimentos
tecnológicos etc.
2. RELATÓRIOS CONTÁBEIS
O controle do
desempenho global da empresa geralmente toma a forma de
relatórios contábeis que constituem uma conclusão de todos
os principais fatos da empresa, como volume de vendas,
volume de produção, volume de despesas em geral, custos,
lucros, utilização do capital, retorno sobre o investimento
etc., dentro de um inter-relacionamento que varia de empresa
para empresa. Com isso, a administração no nível
institucional pode saber como a empresa como um todo está
sendo bem ou mal sucedida em reação aos seus objetivos.
3. CONTROLE DOS LUCROS E PERDAS
O demonstrativo de
lucros e perdas (L & P) apresenta uma visão resumida da
posição de lucro ou de perda da empresa em um determinado
período de tempo. Comparando os demonstrativos dos períodos
anteriores, pode-se verificar certas variações e detectar
algumas áreas que necessitam de maior atenção por parte da
administração. Como a sobrevivência do negócio depende
basicamente da lucratividade, o lucro passa a ser um
importante padrão para a medida do sucesso, seja da empresa
como um todo, seja para determinados departamentos ou
divisões mais importes. O controle sobre lucros e perdas,
quando aplicável a departamentos ou divisões da empresa, se
baseia na premissa de que o objetivo do negócio como um todo
é gerar lucros e cada parte da empresa deve contribuir para
esse objeto. A capacidade de cada parte atingir um
determinado lucro esperado passa a ser um padrão para medir
o seu desempenho.
A análise de lucros e
perdas pode ser feita recorrendo-se a muitos métodos
diferentes. Um deles é comparar a demonstração de lucros e
perdas orçada (da empresa como um todo ou de um determinado
em particular), para um determinado período, como os dados
reais do mesmo período. As diferenças entre o que foi orçado
e a realidade devem ser determinadas, identificadas e
explicadas. E, se necessário, corrige-se o desvio ocorrido.
Outro método para analisar os lucros e perdas é a análise
percentual que utiliza percentagem ou índices contábeis ou
financeiros, para comparar o planejado (orçado) e o
real.
4. CONTROLE PELA ANÁLISE DO RETORNO SOBRE O
INVESTIMENTO (RSI)
Com a análise RSI a
empresa pode avaliar suas diferentes linhas de produtos e
verificar onde o capital está sendo mais eficientemente
empregado, além de poder fazer uma aplicação balanceada do
capital para alcançar um lucro global maior. Isto lhe
permite identificar os produtos mais rentáveis, bem como
melhorar outros que estão pesando negativamente na balança
dos lucros.
CONTROLE ORGANIZACIONAL DO PONTO DE VISTA
HUMANO
Por controle social
entendem-se todos os meios utilizados para induzir uma
pessoa ou grupos de pessoas a corresponderem às expectativas
de uma organização social ou da própria sociedade. As
empresas tem o poder ou controle sobre as pessoas. A
autoridade para exercer poder é geralmente institucionada
por meio de documentos escritos, devidamente publicados para
conhecimento geral das pessoas envolvidas.
AS VARIÁVEIS CAUSAIS, INTERVENIENTES E
RESULTANTES
Likert procura
demonstrar como as pessoas influenciam os resultados finais
da empresa. Para avaliar o desempenho humano em termos
globais, ele aponta três tipos de variáveis, a saber:
Variáveis causais:
são as variáveis administrativa que são determinadas por
meio de decisões da própria empresa, como a estrutura
organizacional, a filosofia e as políticas administrativa, o
estilo de liderança, os planos e os controles, enfim, todos
os fatores que a administração amolda e altera segundo seus
pontos de vista.
Variáveis intervenientes:
são as variáveis provocadas pelos participantes da empresa,
ou seja, pelos próprios empregados com suas atitudes,
percepções, motivações, habilidades e capacidades, interação
social, comunicação, lealdade, decisões pessoais, etc.
Variáveis resultantes:
são as variáveis finais, ou seja, as conseqüências ou os
efeitos das variações causais e dos desdobramentos
provocados pelas variáveis intervenientes. É o caso da
produção, da produtividade, dos custos, lucros, etc.
CONTROLE TÁTICO
O controle tático é
exercido ao nível intermediário das empresas, é denominado
controle departamental ou controle gerencial. Refere-se aos
aspectos menos globais da empresa. Sua dimensão de tempo é o
médio prazo. Aborda geralmente cada unidade da empresa –
como um departamento ou cada conjunto de recursos tomados
isoladamente.
A teoria do controle
se baseia em dois conceitos importantes:
a)
Retroinformação: é a retroação ou
realimentação, o mecanismo que fornece informações relativas
ao desempenho passado ou presente, capazes de influenciar as
atividades futuras ou os objetivos futuros do sistema.
Fornece as informações necessárias às decisões para promover
o ajuste do sistema.
b)
Homeostase: é a tendência que todos os
organismos e organizações têm para auto-regular-se, isto é,
para retornarem a um estado de equilíbrio estável toda vez
que forem submetidas a alguma perturbação por força de algum
estímulo externo.