Introdução Qualidade Total
O conceito de Qualidade foi primeiramente
associado à definição de conformidade às especificações.
Posteriormente o conceito evoluiu para a visão de Satisfação
do Cliente. Obviamente a satisfação do cliente não é
resultado apenas e tão somente do grau de conformidade com
as especificações técnicas mas também de fatores como prazo
e pontualidade de entrega, condições de pagamento,
atendimento pré e pós-venda, flexibilidade,
etc...
Paralelamente
a esta evolução do conceito de Qualidade, surgiu a visão de
que o mesmo era fundamental no posicionamento estratégico da
empresa perante o Mercado. Pouco tempo
depois percebeu-se que o planejamento estratégico da empresa
enfatizando a Qualidade não era suficiente para seu sucesso.
O conceito de satisfação do cliente foi então extendido para
outras entidades envolvidas com as atividades da
Empresa.
O
termo Qualidade Total representa a busca da satisfação, não
só do cliente, mas de todos os "stakeholders" (entidades
significativas na existência da empresa) e também da
excelência organizacional da empresa.
Modelo
Referencial
Considerando a Qualidade Total como o estado ótimo de
eficiência e eficácia na ação de todos os elementos que
constituem a existência da Empresa temos a necessidade de
modelarmos sua organização e o contexto no qual ela existe.
Ao resultado desse processo de modelagem damos o nome de
Modelo Referencial para Gestão da
Qualidade.
Princípios
da Qualidade Total
1.
Total satisfação dos clientes
2.
Desenvolvimento de recursos humanos
3.
Constância de propósitos
4.
Gerência participativa
5.
Aperfeiçoamento contínuo
6.
Garantia da qualidade
7.
Delegação
8.
Não aceitação de erros
9.
Gerência de processos
10.
Disseminação de informações
Gestão
pela Qualidade Total
A gestão de uma organização, seja de
manufatura ou de serviços, com ou sem fins lucrativos, do
governo, social ou de família trata de duas coisas: as
transações e os relacionamentos.
A Gestão pela Qualidade Total (GQT) significa
criar, intencionalmente, uma cultura organizacional em que
todas as transações são perfeitamente entendidas e
corretamente realizadas e onde os relacionamentos entre
funcionários, fornecedores e clientes são bem-sucedidos
(Crosby, 1998).
Sob um ponto de vista mais amplo, a GQT não é
apenas uma coleção de atividades, procedimentos e eventos. É
baseada em uma política inabalável que requer o cumprimento
de acordos com requisitos claros para as transações,
educação e treinamento contínuos, atenção aos
relacionamentos e envolvimento da gerência nas operações,
seguindo a filosofia da melhoria
contínua.
Embora a qualidade sempre tenha sido adotada por uma questão
de sobrevivência (Segunda Guerra Mundial, Japão do
pós-guerra, Ocidente perdendo mercado para os produtos
japoneses, etc) seus princípios e técnicas promovem
melhorias tais que, atualmente, as empresas de maior
sucesso, são aquelas que adotam as ferramentas de gestão da
qualidade. A Gestão pela Qualidade Total - GQT - é uma
abordagem abrangente que visa melhorar a competitividade, a
eficácia e a flexibilidade de uma organização por meio de
planejamento, organização e compreensão de cada atividade,
envolvendo cada indivíduo em cada nível. É útil em todos os
tipos de organização.
Ferramentas de Gestão de Qualidade
Em plena
revolução da qualidade e da organização das empresas, não se
verifica ainda uma política intensiva dos conceitos da
Qualidade Total, principalmente nas empresas de pequeno e
médio porte, normalmente por desinformação e não
entendimento da linguagem técnica a respeito da Qualidade
Total.
Sobreviver
em um mercado cada vez mais disputado representa o grande
desafio das pessoas e empresas nos dias de hoje. Todos nós
sabemos que vai sobreviver somente o melhor. Face as
constantes mudanças no cenário, mais do que nunca, é
necessário que mudemos algum paradigma com absorção de novos
conceitos em termos de gestão de nossos negócios.
Acreditamos que a prática intensiva de conceitos de
qualidade nas atividades do dia-a-dia, somará pontos a
sobrevivência e crescimento dos negócios.
A
Qualidade Total é uma filosofia de gestão baseada na
satisfação dos clientes internos e externos envolvidos na
empresa, ou seja, é um meio para atingir os objetivos e
resultados desejados, e como tal, faz uso de um conjunto de
técnicas e ferramentas integradas ao modelo de gestão. Sendo
assim a seguir mostraremos alguma ferramentas para a Gestão
de Qualidade.
5´s
A
Ferramenta 5'S não é apenas um programa, mas uma
filosofia de vida. Com o objetivo de tornar o ambiente de
trabalho mais agradável e seguro, a empresa vem aplicando os
princípios japoneses do 5'S. Este trabalho é
considerado pela empresa a base para se atingir a
Qualidade Total. Mediante treinamento e
conscientização, os colaboradores são incentivados a
implementaresm ações de melhoria para cada um dos princípios
do 5'S.
Os 5S são razoavelmente
conhecidos na indústria, ao menos conhecidos como uma
sistemática voltada para melhorar a aparência do ambiente de
trabalho.
E, realmente, é isto o que se mostra, à
primeira vista, com seus 5 passos aparentemente dirigidos à
simples organização do espaço:
SEIRI (organização e senso de utilização)
SETON (arrumação e ordenação)
SEISO (Limpeza)
SEIKETSU (padronização)
SHITSUKE (disciplina)
No
entanto, um programa 5S pode causar grandes transformações
na empresa e alcançar resultados muito além do que se
poderia supor de um programa assim tão aparentemente
despretensioso.
Através do
5S, os colaboradores são envolvidos na melhoria de tudo o
que os rodeia e rodeia o seu trabalho, são convidados a usar
sua criatividade e dar soluções, pessoais e em grupo, para
pequenas melhorias, localizadas. Com isto, as pessoas
começam a se sentir autorizadas a gerar mudanças, a gostar
de realizar mudanças, e a tomar gosto por esta participação
em melhorias que as afetam diretamente.
Assim,
aplicado corretamente, o programa 5S tem se mostrado a
ferramenta mais eficaz para criar nas pessoas um senso de
"pertencimento" que dá origem à motivação para participar
mais fundo e contribuir melhor em todas as atividades.
O 5S muda
o relacionamento psicológico da pessoa com o seu trabalho,
com os colegas e com a empresa, e vai alterando seus
hábitos, atitudes, práticas, etc., isto é, vai alterando os
padrões culturais do grupo, a cultura da empresa.
Vale
resaltar que nos 5’S assim como em qualquer outro sistema de
gestão participativo o segredo do sucesso na implantação
esta ligado diretamente ao fato de as mudancas serem feitas
por todos os envolvidos(desde o Gerente até o Faxineiro),
criando assim um senso de responsabilidade, que nos 4
primeiros "S" é moldado, e a disciplina e apenas a
consequência do gosto de poder participar em decisões, por
isso, todo cuidado é pouco, devemos icentivar mas nunca
impor, sob o risco de não alcancar os objetivos.
PDCA/SDCA
O Ciclo PDCA foi muito difundido nas áreas de
engenharia industrial. Trata-se de um método simples para
organizar e sequenciar a busca soluções de problemas e
melhoria de processos. Esta é a filosofia do ciclo PDCA.
Plano
A primeira coisa a ser feita é um plano onde deverá
ser investigado as causas e conseqüências dos problemas.
Após o levantamento feito em cada área levantando os
principais pontos relacionados abaixo, é elaborado um plano
para que o problema deixe de acontecer ou que pelo menos se
possa isolar o problema.
|
Problema |
Descreva os possíveis problemas que são enfrentados
pela empresa em alguma área. |
|
Causas |
Por que está acontecendo o problema? Tem a ver com
Material, Método, Mão de Obra, Máquina, Medida? Tem
origem em outras áreas? Quais? |
|
Conseqüências |
O
que irá acontecer se o problema não for resolvido?
Vai influir em outras áreas ou Clientes? Quais? |
|
Soluções Possíveis |
Quais são as soluções possíveis para a resolução do
problema ? A obtenção do maior número de informações
depende de amigos, empregados etc. Após a sugestão
deve ser feita uma análise criteriosa sobre todas as
alternativas. |
|
Tempo Estimado para a Resolução do Problema |
Defina um tempo certo para o resolver o problema |
Como você pode perceber, o Ciclo PDCA
possui quatro letras que representam as seguintes
palavra-chaves em Inglês:
P - Plan (Plano):
Consiste nas etapas acima.
D- Do (Fazer): É o estágio de implementação do plano,
onde é determinado o que fazer, quem irá fazer e quando
deverá agir.
C- Check (Verificar): É o estágio onde as pessoas
envolvidas para resolução do problema ou melhoria do método
atuarão para saber se as medidas tomadas para eliminação do
problema ainda estão sendo tomadas.
A- Action (Ação): É o momento em que, percebendo que
o problema (falha) voltou, toma-se as medidas necessárias
para correção.
O ciclo PDCA é seqüencial, ou seja, cada vez que se
chega na letra A, começa tudo de novo, na letra P.
Para que serve isto? Simples! Sempre que se completa um
ciclo considera-se que alguma melhoria no processo
aconteceu. Portanto, toda vez que se "roda" o ciclo PDCA,
algum novo problema será descoberto e o processo (Empresa)
encontrará um novo nível de excelência. As empresas
americanas e japonesas utilizam este método a mais de 20
anos. Toda vez que eles "rodam" este ciclo, mais suas
empresas se afastam dos concorrentes. Quando essa
metodologia é incoporada por um tempo maior pode-se perceber
o quanto que as empresas brasileiras estão distantes com
relação a gestão empresarial, pesquisa operacional ou
engenharia de produção.
Esta constante preocupação com a melhoria
contínua representa pequenas reduções de custos. Talvez na
cultura industrial brasileira, um número como 0,2% de
redução seja insignificante, porém, para eles que pensam no
longo prazo, 0,2% de redução durante 20 anos pode totalizar
até 48% de redução de custos. O segredo destas potências
econômicas estaria no enfoque de planejamento econômico
global.
No Brasil, planeja-se tudo a nível macro-econômico,
dando-se maior valor às poucas empresa (mercados) que
acumulam muito, são intensivas de capital e empregam pouco.
No entanto, em economias maduras, é comum observar a
pulverização dos negócios, focalizando a célula da economia
na empresa, invertendo o projeto econômico. Esta inversão,
potencializada pela extrema observação de vantagens
competitivas regionais, facilitaria a atuação de pequenos
empreendedores que, auxiliados por uma infra-estrutura
informativa teriam maior eficiência competitiva.
Ao invés de preocupar-se com macro-planejamentos
que apenas excluem o grande somatório das micro e pequenas
empresas, o governo poderia dar maior atenção ao controle
monetário, assistência social e justiça fiscal, tanto na
captação como na sua distribuição. O governo deveria,
principalmente, construir uma infra-estrutura prática para
que a micro e pequena empresa pudesse sobreviver num mundo
descomplicado, sem burocracias e com melhor atendimento,
permitindo, assim, que a vontade do empreededor, aliada a
informação de conceitos gerenciais, fosse um novo propulsor
em nossa economia.
Enquanto estas coisa não acontecem, cabe as
micro-empresas buscarem por conta própria a melhoria na
gestão da célula da economia (A Empresa). Uma boa ferramenta
pode ser o ciclo PDCA.
A
representação do “ciclo PDCA” pode ser visualizada na
figura 1, onde cada quadrante corresponde a um dos elementos
deste

O sistema
de gestão como um conjunto integrado de missão, princípios,
conceitos, valores, processos gerenciais e operacionais,
destinado à identificação dos objetivos , ameaças e
oportunidades, avaliação dos pontos fortes e fracos e a
tomada de decisões, tem muito a se beneficiar com o “ciclo
PDCA”.
O PDCA,
aplicado à solução de problemas é o caminho racional para
atingir as metas. Ao analisar o PDCA, se a meta foi
alcançada com eficácia então essa pode tornar-se uma
“meta
padrão” e o ciclo será novamente aplicado para manter o
resultado. A figura 2, adaptada, demonstra o processo, onde
a meta é mantida para a empresa em funcionamento num certo
nível; neste caso pode-se chamar o método de SDCA
(trocando o P pelo S de standard, o
mesmo que padrão).

O método
PDCA, de acordo Campos (1996), quando empregado para
melhoria de resultado consta de:
(a)
um ciclo de manutenção cujo objetivo é a
previsibilidade dos resultados. Para isto, no ciclo de
manutenção, deve-se cumprir os padrões, atuando no resultado
e nas causas dos desvios, quando indicado no procedimento
operacional;
(b)
um ciclo de melhorias, pode ter como um dos
objetivos obter competitividade para a empresa através da
melhoria contínua dos resultados. As melhorias são
conseguidas pela análise do processo e adoção de novo
padrão.
Um melhor
entendimento pode ser obtido, verificando-se a figura
abaixo:

A empresa
procura não apenas sobreviver no mercado, mas também,
conquistar novas fatias e para isso desenvolve novos
projetos. O “ciclo PDCA”, aplicado no método para o
desenvolvimento de novos projetos, tem como objetivo elevar
o desempenho a níveis inéditos, ou seja, um melhoramento
contínuo como sinônimo de avaliação.
O método
PDCA pode ser empregado, no sistema, para solucionar
os problemas, manter as metas alcançadas, melhorar os
resultados e até mesmo auxiliar o desenvolvimento de novos
projetos.
No sistema
de gestão, o planejamento é uma antecipação do processo
decisório, porque determina o quê, como e quando fazer,
antes da execução. O ato de tomar uma decisão é apenas um
dos itens importantes do que se denomina “ciclo de decisão”,
que pode ser apresentado em quatro etapas: “tomada de
decisão, implementação, avaliação e recomendação.
Na fase de
execução (Do) de um ciclo decisório, procurará
determinar um ou mais caminhos de ação a serem seguidos,
face à missão e metas da organização empresarial.
No “ciclo
de decisão”, uma vez escolhido o curso de ação, é necessário
colocar em prática a fase mais difícil, a implementação da
decisão, e posteriormente, avaliar os resultados obtidos,
para propor as recomendações para manter os resultados
alcançados ou corrigir o que for preciso.
Portanto,
as diversas áreas de atividades serão realimentadas por:
decisão, implementação, avaliação e recomendação, resultando
pontos a serem observados, quando da formulação de novo
planejamento.
Assim,
aplicando os princípios do PDCA ao sistema de gestão,
haverá um fluxo constante de informações, necessárias ao
ciclo de tomada de decisão, assegurando que os
recursos materiais, financeiros, humanos e tecnológicos
sejam empregados com eficiência para obter a eficácia da
realização das metas estabelecidas, e como conseqüência,
cumprir a missão da organização.
FLUXOGRAMAS
O
fluxograma é um gráfico que demonstra a seqüência
operacional do desenvolvimento de um processo, o qual
caracteriza: o trabalho que está sendo realizado, o tempo
necessário para sua realização, a distância percorrida pelos
documentos, quem está realizando o trabalho e como ele flui
entre os participantes deste processo.
Como existe uma parafernália de tipos e denominações
de fluxogramas diferentes, discorremos sobre o que se
acredita ser o mais eficiente e eficaz na solução dos
problemas processuais vivenciados nas empresas: o FAP -
Fluxograma de Análise de Processos. Este fluxograma
originou-se a partir do aperfeiçoamento do diagrama de
blocos e do fluxograma utilizado na área de processamento de
dados.
Como instrumento de múltiplas funções, o FAP,
mediante sua representação gráfica, permite visualizar e
compreender melhor os processos de trabalho em execução, as
diversas fases operacionais, a interligação com outros
processos e todos os documentos envolvidos.
A partir de uma visão sistêmica, possibilitará ao
analista um conhecimento mais íntimo e profundo da situação
atual, permitindo, também, uma análise técnica mais acurada
e confiável, possibilitando como resultado uma proposta mais
racional, mais coerente e com melhor qualidade.
A
elaboração de fluxograma de um processo integral, descendo
até o nível das tarefas individuais, forma o embasamento da
análise e do aperfeiçoamento do processo. A atribuição de
partes do processo a membros específicos da equipe acelera a
execução das tarefas, que, de outra forma, demandaria muito
tempo.
Toda situação e/ou processo apresentará problemas
específicos de mapeamento. Por exemplo, a documentação
disponível raramente é suficiente para mapear todas as
atividades e tarefas, sem falar nas pessoas que executam
essas tarefas. Tenha cuidado com aquilo que a documentação
determina como deve ser feito e como as coisas são feitas na
realidade.
Há muitos tipos diferentes de fluxograma. Cada um para cada
aplicação específica. Você precisa entender pelo menos
quatro destas técnicas para ser eficaz. São elas:
1.
Diagrama de blocos que fornece uma rápida
noção do processo;
2.
O fluxograma padrão da American National
Standards Institute (ANSI), que analisa os
inter-relacionamentos detalhados de um processo;
3.
Fluxogramas funcionais, que mostram o fluxo
do processo entre organizações ou áreas;
4.
Fluxogramas geográficos, que mostram o fluxo
do processo entre localidades.
Outros
fluxogramas:
FLUXOGRAMA
FUNCIONAL:
constitui um outro tipo de fluxograma. Ele
retrata o movimento entre as diferentes áreas de trabalho,
uma dimensão adicional que se torna particularmente útil
quando o tempo de ciclo é um problema. Um fluxograma
funcional pode ser elaborado com blocos quanto com símbolos
padrões.
FLUXO-CRONOGRAMA:
apresenta além do fluxograma padrão, a indicação do
tempo de processamento de cada atividade e do tempo de ciclo
para cada atividade. Esse tipo de fluxograma permite algumas
conclusões preciosas, quando se faz uma análise de custo da
deficiência da qualidade, para determinar quanto dinheiro a
organização está perdendo, pelo fato de o processo não ser
eficaz e eficiente. Agregar a dimensão do tempo às funções
já definidas, que interagem no processo facilita a
identificação das áreas de desperdício de tempo e que
provocam atrasos.
FLUXOGRAMA
GEOGRÁFICO: um fluxograma geográfico, ou
superposto ao layout físico, analisa o fluxo físico das
atividades. Ele ajuda o tempo desperdiçado entre o trabalho
realizado e os recursos envolvidos dentro das atividades.
ISO
O que é ISO ?
ISO significa Organização Internacional
para Normalização (International Organization for
Standardization ) localizada em Genebra, Suíça. A sigla ISO
é uma referência à palavra grega ISO, que significa
igualdade.
O propósito da ISO é desenvolver e promover normas e padrões
mundiais que traduzam o consenso dos diferentes países do
mundo de forma a facilitar o comércio internacional. A ISO
tem 130 países membros. A ABNT é o representante brasileiro.
A ISO trabalha com 180 comitês técnicos (TC) e centenas de
subcomitês e grupos de trabalho.
A
ISO 9000 é uma série de cinco normas internacionais sobre o
gerenciamento e a garantia da qualidade, que compreende a
ISO 9000, ISO 9001, ISO 9002, ISO 9003 e ISO 9004. A ISO
9000 serve de roteiro para implementar a ISO 9001, ISO 9002
ou a ISO 9003. Estas três normas da qualidade podem ser
entendidas pela diferença entre suas abrangências. A mais
abrangente, a ISO 9001, incorpora todos os 20 elementos de
qualidade da norma da qualidade; a ISO 9002 possui 18
daqueles elementos e a ISO 9003 tem 12 elementos básicos.
NBR ISO 9001:
A
norma ISO 9001 é utilizada pelas companhias para controlar
seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de
desenvolvimento dos produtos, desde o projeto até o serviço.
Ele inclui o elemento do projeto do produto, que se torna
mais crítico para os clientes que se apoiam em produtos
isentos de erros.
NBR ISO 9002 :
A norma
ISO 9002 é usada por companhias as quais a ênfase está na
produção e na instalação. Esta norma da qualidade pode ser
utilizada por uma empresa cujos produtos já foram
comercializados, testados, melhorados e aprovados. Desta
forma, há a possibilidade de a qualidade do produto ser
alta. Estas companhias focalizam seus esforços para a
qualidade na conservação e no melhoramento dos sistemas da
qualidade existentes, em lugar de desenvolverem sistemas da
qualidade para um produto novo.
NBR ISO 9003
:
A norma ISO 9003 é dirigida para companhias
nas quais sistemas abrangentes da qualidade podem não ser
importantes ou necessários, como, por exemplo, as
fornecedoras de mercadorias, nestes casos, a inspeção e o
ensaio final do produto seriam suficientes
NBR ISO 9004 :
Fornece
orientações para a gestão da qualidade e os elementos do
sistema da qualidade. Os elementos do sistema da qualidade
são adequados para uso no desenvolvimento e na implementação
de um sistema da qualidade interno abrangente e efetivo, com
a finalidade de assegurar a satisfação do cliente. Não se
destina a fins contratuais, reguladores ou de certificação.
Baseado
nos 20 elementos da qualidade ISO 9001 - 1987. Existe uma
correspondência de um para um entre os sistemas da qualidade
da ISO 9001 e as políticas deste exemplo de manual da
qualidade.
Freqüentemente, o manual da qualidade é o documento
núcleo necessário para a certificação. Os auditores do
organismo de certificação revisam-no para ter certeza de que
todos os elementos dos sistemas da qualidade da norma estão
sendo tratados. Examinando o material que vem a seguir, você
poderá conseguir compreender os pontos críticos das
normas. Primeiro deveríamos rever vários pontos. A ISO
9001, que só tem sete páginas, é a norma contratual da
qualidade ISO 9000 mais abrangente. O presente manual da
qualidade é mais longo que a norma porque detalha
especificamente ações, mediante as quais a norma pode ser
satisfeita. Em certos sistemas da qualidade, o manual
pormenorizado descreve ações coerentes com os quesitos da
ISO 9001, mas que vão além deles.