QUALIDADE TOTAL
Exemplos
de Empresas
A
Prefeitura Municipal de Lagoa dos Três Cantos é um exemplo
interessante de qualidade. Localizada no estado do Rio
Grande do sul,, tem 1.625 habitantes. Conforme pesquisa
realizada em 2000, o grau de importância do sistema de
gestão implantado a partir da adesão ao PGQP na Prefeitura
Municipal é de 99,04%. Em torno de 96,15% dos entrevistados
estão satisfeitos com o Município.
Com
a missão de "promover a organização, o crescimento e
desenvolvimento social, cultural e econômico da comunidade,
através da prestação de serviços de qualidade, visando a
satisfação de todos", a prefeitura de Lagoa dos Três Cantos
tem como princípios à participação comunitária, a busca
constante de melhorias, o espírito de união e cooperação, a
valorização do ser humano, a transparência nas ações, a
eficiência e o comprometimento. "Ser referência nacional em
administração municipal" é a visão da administração do
município.
A
prefeitura obteve destaque em nível estadual através do
Programa de Emprego e Renda (Proder), uma iniciativa do
Sebrae, cujo objetivo é estimular o desenvolvimento
socioeconômico dos municípios do Rio Grande do Sul. A
administração do município de Lagoa dos Três Cantos criou 60
empregos diretos para uma população de 500 habitantes na
sede e geriu 25 empresas. Destas, 92% estão em
funcionamento. O Proder Na Escola, pioneiro no país, envolve
na primeira etapa oito projetos, sendo que cinco destes já
estão em andamento. O Projeto visa estimular a criação de
novos empreendedores. O município de Lagoa dos Três Cantos
tem destaque na área do desenvolvimento infantil. É o 6o
lugar no Estado e 45º no Brasil. A cidade também foi
premiada com a Medalha de Bronze do Prêmio Qualidade RS no
ano de 2000.
Na
avaliação 5S, a administração obteve 96,4 pontos, a área da
Agricultura 94,3, o Posto de Saúde 98,7 e a Educação, 94,5
pontos. O grau de satisfação dos colaboradores em 2000 foi
de 56,5 no que diz respeito às Promoções. A satisfação das
decisões das chefias foi de 67,8 e com a Administração de
93,5. A satisfação geral foi de 97,8 e a satisfação com a
relação dos colegas foi de 87,2. A média de dias para
realização de serviços no setor de obras diminuiu de 109
dias em 1998, para 16 dias em 1999. A evolução da receita
própria foi de um aumento na arrecadação do IPTU de R$ 12
mil em 1995 para R$ 23,3 mil em 2000. O valor do patrimônio
passou de R$ 798,9 mil em 1996, para R$ 1,3 milhão no ano
passado. O total arrecadado em 1995 foi de R$ 1,2 milhão.
Este valor em 2000 subiu para R$ 2,2 milhões.
Fonte:http://www.portalqualidade.com/programas/PGQP/caso/casoCompleto.asp?idCas
o=90 - Acessado em
16/04/04
Outro exemplo de Qualidade muito forte é a empresa
brasileira Petrobrás, além de altamente lucrativa, como
dados divulgados no corrente ano pela imprensa, a expansão
que essa empresa tem de fato não seria alcançado sem a busca
pela qualidade. Acuada por um mercado feroz, a Petrobrás
tinha duas escolhas, ou aceitar a concorrência passivamente
ou se tornar uma empresa mundial, a segunda escolha foi
tomada, para chegar ao mercado internacional, empenhou-se em
desenvolver tecnologia de ponta e apresentar produtos de
altíssima qualidade. O melhor exemplo é a gasolina, com
crescente pressão ambientalista por tecnologias limpas,
existe hoje uma corrida por combustíveis menos poluidores, a
Petrobrás criou uma gasolina de baixo teor de enxofre, a
Podium, antecipando-se a exigência de controles de poluição
que serão adotadas somente em 2005 na Europa e Estados
Unidos. Tal qualidade faz com essa mesma gasolina seja hoje
a que abastece os carros da equipe BMW-Williams nos
campeonatos de Fórmula 1.
Fonte: Revista Exame – Agosto de 2003.
Gestão
da Qualidade Total, o que é preciso para dar certo.
Fica claro nos
exemplos citados que qualidade vai além de um produto, mas
ao mesmo tempo o engloba. Fazendo um comparativo com uma
gigantesca empresa que é a Petrobrás e uma cidadezinha do
interior, onde sua população ironicamente é menor que o
número de funcionários dessa organização, podemos perceber
que a qualidade está em todas as áreas, nos serviços, nas
pessoas (funcionários), nos fornecedores, enfim todos que
estão envolvidos de alguma forma.
Percebe-se que toda a organização pode e deve ter qualidade,
no caso da Petrobrás, a tecnologia, os produtos, as
certificações, os funcionários qualificados, os
fornecedores/parceiros rigorosamente selecionados são a
chave do sucesso. Uma empresa voltada ao futuro que prima
pela qualidade, e não poderia ser de outra forma caso
quisesse manter-se no mercado.
Já
a Prefeitura de Lagoa dos Três Cantos, é um incrível exemplo
de como até uma prefeitura pode se utilizar da qualidade, os
resultados são nítidos quando olhamos para o alto grau de
satisfação população com os serviços prestados pela mesma. A
Prefeitura embora pequena conseguiu destaque em cunho tanto
estadual como nacional, e também premiação no PGQP de 2000.
Esses resultados são obtidos com o treinamento e
envolvimento do quadro de funcionários da prefeitura.
O
que uma empresa precisa fazer para dar certo na área da
qualidade? Não existe resposta exata para essa pergunta, mas
existem caminhos a serem seguidos para se chegar lá.
Deming,instituiu quatorze pontos para a melhoria da
qualidade, que segundo Silva et all (2000) são:
1º - estabelecer constância de propósitos para melhoria do
produto e do serviço;
2º - adotar a nova filosofia;
3º - eliminar a necessidade de inspeção;
4º
- cessar a prática de aprovar orçamentos com base no preço e
estabelecer um relacionamento duradouro e de confiança e
lealdade com o fornecedor;
5º - melhorar constantemente o sistema de produção e
prestação de serviços;
6º - instituir treinamento no local de trabalho;
7º - instituir liderança;
8º - eliminar o medo;
9º - eliminar as barreiras entre os departamentos;
10º
- eliminar lemas, exortações e metas de nível zero de falhas
para a mão-de-obra;
11º
- eliminar quotas (padrões de trabalho) na linha de
produção;
12º
- fazer com que as pessoas sintam orgulho do seu trabalho;
13º
- instituir programas de educação e automelhoria;
14º
- engajar todos da empresa no processo de realizar a
transformação.
Esses pontos citados são uma referência, bem
como os exemplos citados, e pode-se tirar disso detalhes
como treinar os funcionários, investir em tecnologias (que
são fundamentais para o negócio) e principalmente envolver
todos as pessoas da organização e fora dela são chaves para
chegar à qualidade total.
Tecnologia
A Petrobrás, sem duvida é um exemplo de
tecnologia, seus esforços incessantes nos mostram cada vez
mais de como o desenvolvimento tecnológico faz a diferença.
Num passado não muito distante, reservas de petróleo no
fundo no oceano não significam riqueza, pelo fato de não ser
possível retira-lo, esse desafio foi vencido por pesquisas
que desenvolveram tal tecnologia para tornar esse tipo de
extração possível.
Mais desafios apareceram quando novas
descobertas anunciaram reservas em águas profundas e
ultraprofundas, mais uma vez foram desenvolvidos
equipamentos inovadores, que garantiram por duas vezes a
Petrobrás receber o Distinguished Achievement Award, o Oscar
da indústria petrolífera oferecido pela Offshore Technology
Conferece, a mais respeitada entidade internacional em
tecnologia de petróleo.
Fica evidente nesse exemplo que absolutamente a
qualidade da tecnologia faz com que novas barreiras sejam
derrubadas, e que é extremamente um diferencial competitivo.
Recursos Humanos
No
que diz respeito a Recursos Humanos as empresas que buscam
ter ou manter um alto nível de qualidade em seus produtos ou
serviço estão concentrando-se em contratar pessoas que além
de ter um alto conhecimento técnico a respeito do processo a
ser desenvolvido, as chamadas características hard, também
buscam profissionais que tenham habilidades em aspectos
humanos, também desenvolvidos soft. Aspectos soft têm haver
com o íntimo da pessoa, seus medos, sua perspectivas de
vida, seus objetivos, suas motivações, etc…
Em
entrevista à revista HSM Management 3 (1997), Claus Möller
fundador e presidente da TMI, a mais importante empresa
européia de treinamento empresarial, que presta assessoria a
empresas como American Express, Audi, GM, entre outras,
afirma que cada vez mais as empresas competem não só pelos
clientes, mas também pelos melhores recursos humanos. Ele
fala ainda que principalmente na América Latina os
executivos vivem no primeiro mundo, estudar em Harvard e
conhecer todas as novas técnicas administrativas, o problema
é que os funcionários vivem no terceiro mundo e são, em sua
maioria, incompetentes no momento de colocar essas técnicas
em prática.
As
novas organizações, estas que tratam qualidade como um
princípio, buscar funcionários que possuam características
como comprometimento, responsabilidade, fidelidade,
produtividade, relacionamentos pessoais, qualidade pessoal
e, por fim, aptidões profissionais ou competência
profissional. Podemos incluir a estas, ainda, a capacidade
de implantação, a flexibilidade e a energia.
Ainda segundo Claus Möller, a implantação de programas de
qualidade deve levar em conta o seu custo-benefício, pois
podem ser considerados caros se as idéias não estiverem
sendo implantadas, se formem apenas uma introdução ao tema
de acordo com Möller as empresas de autodesempenho na
qualidade trabalham com o que denominamos 3 "IS". O primeiro
é de Inspiração, o segundo é Implantação, e o terceiro, de
Integração. Em resumo para que ocorram mudanças as pessoas
precisam ser inspiradas (motivadas) à mudar, para uma
conseqüente implantação ou a transformação da teoria em
prática, para então, ocorrer a integração que nada mais é do
que fazer destas novidades uma rotina sendo parte integrante
da vida das pessoas.
Muito do que vemos a respeito de qualidade nas pessoas têm
está ligado à cultura. Nas culturas Alemãs e Japonesas, por
exemplo, as crianças aprendem desde pequenas a prestar
atenção no que dizem as professores a respeito de qualidade,
e que não acontece nos EUA e também em países da América
Latina.
Pesquisadores
Segundo trabalho de pesquisa do Mestre em
Administração Adilton Lobo e o Mestre em Gestão Pública e
Empresarial pela FGV/EBAP Carlos Eduardo Louredo de Freitas
, são citados os seguintes conceitos e pensamentos.
Com
a abertura do mercado brasileiro na década de 90, houve a
necessidade de repensar o hiato existente nas empresas
brasileiras entre as competências existentes e as
competências necessárias para participar comercialmente em
um ambiente de constantes mudanças, tanto no mercado
nacional quanto internacional, principalmente no que se
refere à qualidade.
A busca pela qualidade pontuou as agendas das
maiores empresas brasileiras que buscaram afoitamente
certificações como as ISO. O que se observa, porém, é que
esta definição de qualidade
-
como sendo intrinsecamente ligada ao produto
-
busca antecipar-se e corrigir defeitos que porventura
ocorram nos produtos e serviços ofertados ao mercado.
A globalização e o mercado cada vez mais
competitivo, fazem com que o processo de melhoria da
qualidade de produtos e serviços seja vital para as empresas
que queiram sobreviver.
Além de benefícios naturais, como produtividade e qualidade,
comercialmente acredita-se que em breve a certificação será
um pré-requisito básico nas contratações de terceiros.
A
preocupação com qualidade já deve estar presente na
concepção do produto, mais especificamente, na sua
especificação. Deve-se descrever bem o que deve ser feito e
como fazê-lo.
Existem diversas definições. Algumas pessoas que tentaram
uma definição simples chegaram a frases como:
•
Qualidade é estar em conformidade com os requisitos dos
clientes.
• Qualidade é antecipar e satisfazer os desejos
dos clientes.
• Qualidade é escrever tudo o que se deve fazer
e fazer tudo o que foi escrito.
Segundo a atual norma brasileira sobre o assunto (NBR ISO
8402), qualidade é:
"A
totalidade das características de uma entidade, que lhe
confere a capacidade de satisfazer às necessidades
explícitas e implícitas."
Um
aspecto interessante da qualidade é que não basta que ela
exista. Ela deve ser reconhecida e medida pela satisfação
do cliente. A construção de um produto começa portanto com
as necessidades dos clientes.
Na "caça" aos clientes aumentada pela
globalização, todos esforços devem ser direcionados para
obter, atender e principalmente manter estes clientes, pois
a competitividade é acirrada, e é grande o número daqueles
que oferecem o mesmo produto. A diferença se dá na
Qualidade.
Atualmente, vive-se o que se convencionou chamar de Economia
do Cliente de acordo com estudos de pensadores como Kotler &
Armstrong (1995), Day (2001) e Hammer (2002), em que a
qualidade do produto final é fortemente vinculada à
percepção de seus clientes com relação à marca e aos
benefícios que o produto agrega. Desta forma se estabelecem
desafios como:
-
conceber produtos e
serviços capazes de cativar o cliente;
-
reter os clientes e
atender às suas novas necessidades.
Um dos grandes problemas enfrentados, para se
produzir com a qualidade que o cliente espera, são as
atividades terceirizadas, buscando-se reduzir custos as
empresas focam nas suas atividades principais e terceirizam
atividades secundárias o que gera falta de controle sobre os
processos de fabricação, que passam a ser obrigação dos
administradores das fábricas terceirizadas.
Uma
das formas de controle sobre os processos de fabricação das
fábricas terceirizadas é a gestão da qualidade total.
Atualmente, empresas certificadas por organismos
internacionais, efetuam um estreito controle no processo
produtivo de seus parceiros fabris, com vistas a manter o
padrão. Por tudo isto é necessário revisar este tema, que
embora já tenha sido estudado em demasia na década de 80,
permanece presente.
Conforme Paladini (2000), qualidade total é uma decorrência
da qualidade como adequação ao uso, visando atender
totalmente ao consumidor. Porém, esta definição permanece um
tanto quanto nebulosa, levando em consideração a ênfase nos
processos de produção de maneira a atender à padronização de
produtos e serviços.
Futuro da Qualidade
Qual o futuro da qualidade? Segundo estudo realizado pela
American Society for Quality, existem sete forças vitais que
provavelmente influenciarão radicalmente a maneira como a
qualidade será desenvolvida, aperfeiçoada e principalmente
exigida pelos clientes e pela humanidade.
Essas forças são:
1 –
A qualidade precisa demonstrar que os esforços corretos
são desenvolvidos por pessoas de primeiro contato com o
cliente ou aquelas de piso de fábrica.
Claro que para poder demonstrar o verdadeiro impacto da
qualidade e o valor do investimento feito nela, devemos
envolver de maneira completa a linguagem das finanças bem
como todos os negócios realizados pela empresa com a
excelente qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela
organização.
2 –
Os sistemas de gestão de maneira cada vez mais crescente
irão absorver a função qualidade.
A
profissão de alguém ligado diretamente à qualidade será cada
vez mais difícil de definir pois a própria qualidade se
dispersará por todas as partes, ações e funções exercidas na
empresa. Essa descentralização trará como conseqüência que a
qualidade passará a ser um componente integral de uma gestão
eficaz.
Assim o papel do profissional de qualidade mudará de "fazer
qualidade para o empregado" para ser o "coach", instrutor,
que ensine os funcionários a consegui-la ou atingi-la por
conta própria.
3 –
A qualidade deverá ser tarefa de todas as pessoas que
trabalham numa organização.
Isto se torna mais simples de conseguir quando todos os
funcionários têm a oportunidade de desenvolver e implementar
práticas voltadas para a melhoria da qualidade bem como de
participar continuamente de processos educacionais que
aumentem a sua aptidão para solucionar os problemas de
qualidade da empresa.
4 –
A aplicação da qualidade deverá antes justificar a sua
vantagem.
Com
o intuito de se poder aplicar os métodos da qualidade em
larga escala para os problemas de produção, sociais,
ambientais, etc. é essencial que os especialistas tenham
condição imediata de conectar os custos da qualidade com os
benefícios alcançados. Porém não se deve esquecer que a
redução do custo é apenas uma das dimensões da qualidade.
5 –
A demanda global por produtos e serviços adequados criará
uma força de trabalho global que deverá fazer suas
tarefas com elevada qualidade.
6 –
Se exigirá cada vez mais a ética empresarial.
Os consumidores estão se tornando
cada vez mais conscientes e responsáveis no que se refere à
conduta ética das empresas das quais adquirem produtos ou
serviços.
7 –
As expectativas e desejos dos clientes crescerão cada
vez mais.
Os
clientes estão cada dia mais acostumados a um serviço
eficiente, rápido e excelente que é o que recebem quando
fazem alguma transação, ou seja, um negócio utilizando a
Internet.
O
estudo também estabeleceu quatro cenários distintos todos
influenciados pelas mesmas tendências. Essas tendências são:
• A
economia proporcionada pela qualidade.
A
qualidade propicia melhores resultados financeiros para a
empresa.
•
Significado.
As
pessoas buscam não apenas valor, mas também significado para
as associações das quais fazem parte.
•
Presença global.
Fornecedores globais e clientes globais que exigirão de fato
a mesma qualidade em qualquer parte do mundo.
•
Inclusividade.
É
necessário o engajamento de todos, inclusive dos
profissionais liberais, pois só com mais praticantes da
qualidade é que construiremos um cenário melhor.
•
Velocidade e agilidade.
• A
utilidade das novas ferramentas da qualidade.
É
vital difundir a aplicabilidade das novas ferramentas da
qualidade para todo tipo de pessoa nas mais variadas
funções. Todos precisam ser envolvidos mais com a qualidade.
Os
quatros cenários são os seguintes:
1º
Cenário – Os elementos fundamentais da gestão da qualidade
ajudarão a alcançar os benefícios prometidos pelos avanços
da tecnologia e da disseminação do conhecimento. O mundo
será mais seguro e um lugar justo para todos os seres
humanos. Pode-se denominar esse cenário de frutos do
conhecimento e muitos acreditam que é o que tem maior
probabilidade de acontecer.
2º
Cenário – Neste panorama que se denomina volta ao passado
espera-se a ocorrência de um ciclo vicioso formado por uma
grande turbulência econômica e rupturas ambientais, uma
liderança ineficaz dos líderes governamentais e uma
fragmentação social.
O
profissional da qualidade irá definhar e o encolhimento será
tal que a profissão chegará praticamente a extinção isto
devido ao desencantamento com os resultados alcançados e com
os cortes nos programas de aperfeiçoamento da qualidade.
3º
Cenário – A sustentabilidade será o princípio organizacional
central para a sociedade.
Entenderá-se que a qualidade é o melhor enfoque para se
chegar a este cenário, ou seja, do desempenho sustentável.
As
filosofias da qualidade, as técnicas e ferramentas que
conduzem a qualidade serão ubíquas, ou seja, serão usados
por todos em todas as partes. Contudo, muito desse progresso
será conseguido devido à ação impositiva de governos
autoritários.
4º
Cenário – O mundo será verdadeiramente uma aldeia global no
qual se permitirá que a tecnologia dirija os negócios e
estes a sociedade.
A
tecnologia servirá para possibilitar o bem-estar das pessoas
e não agredir a biosfera, por isso, esse cenário se chamará
o jardim da qualidade.
As
enormes empresas irão se modificar e nelas surgirão
organizações menores fundamentados em sistemas centrados no
homem, preocupadas em desenvolver a confiança e a lealdade
como valores centrais para se obter benefícios mútuos, ou
seja, tornar felizes os seus empregados e ter contrapartida
um grande produtividade e qualidade empresarial.
Além desses cenários também foi estabelecido as áreas que
terão maior impacto no trabalho dos profissionais da
qualidade, o que dá uma indicação bastante clara de como o
trabalho de cada um poderá mudar nos próximos anos dessa
década.
I.
Disfunção da função qualidade.
A
qualidade será cada vez mais importante para qualquer tipo
de empresa, independente do seu tamanho ou do setor no qual
atua. Contudo, os departamentos de qualidade e profissionais
tendo a palavra qualidade no seu titulo continuarão a
diminuir, ou melhor, deverão desaparecer. No lugar de
estarem localizados dentro de um departamento os praticantes
da qualidade estarão cada vez mais dispersos por todos os
setores da organização.
II.
Integração da qualidade entre os empregados.
O
papel no futuro do profissional da qualidade é o de um coach
ou de um mentor. O profissional da qualidade no futuro deve
entender a importância do trabalho em equipe e precisam
ajudar os seus colaboradores a desenvolver as suas aptidões,
principalmente aquelas nas quais são brilhantes.
III.
A
próxima geração de ferramentas e técnicas da qualidade.
Criar um novo conjunto de ferramentas e técnicas da
qualidade que seja aceita no mundo dos negócios requererá
sem dúvida uma mudança dos pressupostos existentes.
IV.
O
lado humano da qualidade.
Os
inovadores e todos os outros criadores serão forçados a
levar em conta o elemento humano quando estiverem
desenvolvendo ou introduzindo novas tecnologias.
Deve-se estar constantemente preocupado que a nossa relação
com a tecnologia não atrapalhe a nossa relação com as
pessoas.
V.
A
economia propiciada pela qualidade.
Os
profissionais da qualidade precisam aprender a falar de
forma confortável com os executivos na sua "linguagem", ou
seja, aquela dos lucros, das receitas, dos ganhos com a
diminuição dos desperdícios em virtude da qualidade.
Bem, como se percebe o profissional da qualidade pode até
desaparecer porém todo profissional que souber se valer da
qualidade, pois conhece as suas ferramentas e técnicas será
muito valioso visto que saberá usar as mesmas para o bom
desempenho das suas outras funções na sua empresa.