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O
que é Terceirização?
É a
tendência de transferir, para terceiros, atividades que não
fazem parte do negócio principal da empresa, ou uma
tendência moderna que consiste na concentração de esforços
nas atividades essenciais, delegando a terceiros as
complementares, e ainda um processo de gestão pelo qual se
repassam algumas atividades para terceiros- com os quais se
estabelece uma relação de parceria- ficando a empresa
concentrada apenas em tarefas essencialmente ligadas ao
negócio em que atua.
A
Terceirização vem sendo utilizada como ferramenta
administrativa já há várias décadas. Há muitos anos, nas
empresas do primeiro mundo e no Brasil, se pratica a
contratação, via prestação de serviços, de empresas
especializadas em atividades específicas, que não cabem ser
desenvolvidas no ambiente interno da organização.
Muitos segmentos, se especializaram nesta prática ,
utilizando-se com freqüência da contratação de serviços para
o setor de produção, tais como as empresas que compõem o
setor da industria gráfica e o setor da indústria têxtil.
Hoje, no
entanto a terceirização se investe de uma ação mais
caracterizada como sendo uma técnica moderna de
administração e que se baseia num processo de gestão, que
leva a mudanças estruturais da empresa, a mudança cultural,
procedimentos, sistemas e controles, com um objetivo único
quando adotada: atingir melhores resultados, concentrando
todos os esforços e energia da empresas para a sua atividade
principal.
Para
tanto, o sucesso de sua aplicação está na visão estratégica
que os dirigentes deverão ter quando de sua aplicação nas
empresas, de modo que ela se consolide como metodologia e
prática.
Como
processo e técnica de gestão administrativa-operacional
corrente nos países industrialmente competitivos, a
Terceirização originou-se nos EUA, logo após a eclosão da II
Guerra Mundial. As industrias bélicas tinham como desafio
concentrar-se no desenvolvimento da produção de armamento a
serem usados contra as forças do Eixo, e passaram a delegar
algumas atividades de suporte a empresas prestadoras de
serviços mediante contratações.
Este
conceito básico de horizontalização foi sendo aplicado, em
tempos de mutação administrativa, que variou/migrou
posteriormente para a verticalização, com a empresa
concentrando assim, sob coordenação, todas as suas
atividades técnicas e administrativas referentes à sua
operação.
Na
década de oitenta, o mercado sinalizou novas mudanças para
as empresas. O que se retratava era uma questão máxima: cada
vez mais o cliente, se tornava o "centro das
atenções" das empresas, que tentavam dirigir a ele todas as
atenções.
Este
"voltar-se ao cliente", conhecer realmente o seu perfil,
pegou em cheio as organizações, acostumadas a dirigir o
mercado, praticamente impondo o seu produto ou serviço.
Assim, as
pequenas e médias empresas, mais ágeis e percebendo o
momento de mutação, aproveitaram-se da situação e começaram
a conquistar fatias significativas deste mesmo mercado.
Foi
, então, a oportunidade para que as grandes corporações
praticassem um exercício de reflexão, "olhando para
dentro" e descobrindo saídas que a colocassem novamente no
mercado, de forma competitiva.
Este
primeiro esforço de mudança foi feito com a introdução do
downsizing que consiste na redução dos níveis
hierárquicos, providência necessária para se "enxugar" o
organograma, reduzindo o número de cargos e agilizando a
tomada de decisões - o que não implica necessariamente, em
cortes de pessoal.
Este
processo permitiu, numa primeira etapa, uma evolução parcial
na tentativa das empresas se tornarem mais ágeis, eliminando
níveis intermediários, que acabavam restringindo a corrente
decisória.
A
prática do downsizing determinou uma reorientação
empresarial que correspondeu a enfrentar um outro paradigma:
questionar as atividades secundárias executadas internamente
e redefinir a verdadeira missão da empresa.
Com
isso, o próximo passo foi responder à questão: Por que não
reexaminar o papel da organização, transferindo para
terceiros a incumbência pela execução das atividades
secundárias , passando a empresa a concentrar todos os seus
esforços na sua atividade principal, gerando com isso mais
resultados.
O
outsourcing expressão em inglês, que significa
"terceirização" foi, então, desbravado e adotado de forma
plena empresas, referenciado sempre pela concepção
estratégica de implementação.
No
Brasil, a Terceirização se introduziu sob outro prisma. A
recessão como pano de fundo levou também as empresas a
refletirem sobre sua atuação.
O mercado
cada vez mais restrito, acabou determinando a diminuição das
oportunidades, possibilitando que novas abordagens fossem
aplicadas para buscar a minimização das perdas.
O
exemplo da aplicação em outros países rapidamente foi
acolhido pelas nossas empresas pois o ambiente era propício.
Ao mesmo
tempo, a Terceirização demonstrava o outro lado da moeda: o
fomento para a abertura de novas empresas, com oportunidade
de oferta de mão-de-obra, restringindo assim, de certo modo,
o impacto social da recessão e do desemprego.
Os
sucessos totais e parciais são decorrentes da formatação em
que a Terceirização foi e está sendo implementada nas
empresas.
Importante destacar as palavras-chaves das definições de
Terceirização e que assegurado o seu entendimento, abrem
perspectivas de sucesso da aplicação da Terceirização, e que
são: PROCESSO DE GESTÃO e PARCERIA
O
conceito processo de gestão entendida como uma
ação sistêmica, processual, que tem critérios de aplicação (início,
meio e fim) e uma ótica estratégica dimensionada para
alcançar objetivos.
O
conceito de parceria, onde o fornecedor se
integra num comprometimento de verdadeiro sócio do negócio
do cliente.
VANTAGENS E
DESVANTAGENS DA TERCEIRIZAÇÃO
A
terceirização com qualquer modelo de gestão apresenta
vantagens desvantagens para a empresa são elas:
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VANTAGENS
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DESVANTAGENS |
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Focalização
dos negócios da empresa na sua área de
atuação;
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Diminuição dos
desperdícios, redução das atividades – meio,
aumento da qualidade, ganhos de
flexibilidade, aumento da especialização do
serviço, aprimoramento do sistema de
custeio, maior esforço de treinamento e
desenvolvimento profissional;
-
Maior
agilidade nas decisões, menor custo, maior
lucratividade e crescimento, favorecimento
da economia de mercado, otimização dos
serviços, redução dos níveis hierárquicos,
aumento da produtividade e competitividade,
redução do quadro direto de empregados,
-
Diminuição da
ociosidade das máquinas, maior poder de
negociação, ampliação do mercado para as
pequenas e médias empresas, possibilidade de
crescimento sem grandes investimentos,
economia de escala, diminuição do risco de
obsolência das máquinas, durante a recessão.
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-
Risco de
desemprego e não absorção da mão-de-obra na
mesma proporção;
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Resistências e
conservadorismo;
-
Risco de
coordenação dos contratos;
-
Falta de
parâmetros de custos internos;
-
Demissões na
fase inicial;
-
Custo de
demissões;
-
Dificuldade de
encontrar a parceria ideal;
-
Falta de
cuidado na escolha dos fornecedores;
-
Aumento do
risco a ser administrado;
-
Conflito com
os sindicatos;
-
Mudanças na
estrutura do poder;
-
Aumento da
dependência de terceiros;
-
Perca do
vínculo para com o empregado;
-
Desconhecimento da legislação trabalhista;
-
Dificuldade de
aproveitamento dos empregados já treinados;
-
Perda da
identidade cultural da empresa, a longo
prazo, por parte dos funcionários.
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Note-se que as duas primeiras desvantagens
refletem uma realidade (o desemprego como conseqüência
terceirização) da qual nem sempre se pode escapar, e também,
refletem uma característica própria de nossa cultura (uma
situação também, às vezes, difícil de contornar).
Com este quadro, pode-se refletir sobre os
mais relevantes fatores positivos e restritivos da
terceirização.
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