Afresco
Afresco
é uma técnica de pintura que deve o nome ao fato de que precisava
ser realizada nas paredes ou tetos (preferencialmente de nata
de cal, gesso ou outro material apropriado) enquanto o esboço
ainda estava úmido (ou fresco). Na sua utilização, as tintas
ou pigmentos em geral devem ser granulados, reduzidos ao pó
e depois misturados à água. Dessa forma, as cores podem penetrar
nas superfícies úmidas como parte integrantes delas. Por ter
ótima durabilidade em países onde o clima é seco, foi particularmente
aplicada nesses lugares, como o norte da Europa e a Itália
(com exceção de Veneza). O fato dos afrescos secarem rapidamente,
obrigava o pintor a vencer o tempo de secagem, ser ainda mais
rápido, ter traços firmes e propósito claro. Outro fator limitante
era a enorme dificuldade de se realizar correções posteriores.
Provavelmente utilizada desde a antiguidade, especula-se que
eram afrescos as paredes pintadas na ilha de Creta antiga
(principalmente no período de 2.500 a.c a 1100 a.c) ou na
antiga Grécia. É encontrado ainda fora da Europa, nas pinturas
chineses e hindus. Porém Giotto é seu primeiro grande mestre,
sendo após dele largamente usada na Renascença Italiana (os
artistas da época pensavam que somente pigmentos naturais
eram ideais em afrescos). Pintores como Masaccio, Rafael,
Michelangelo são alguns exemplos dos que utilizaram a técnica
em suas obras. A partir do século XVIII seu uso começa a ser
cada vez mais escasso (Tiepolo é o último dos grandes nomes
da pintura italiana a pintar afrescos). Porém, nos séculos
seguintes ela encontra novos momentos de valorização, como
entre os pintores alemães do século XIX Nazarenes e Cornelius
e no século atual, entre os muralistas mexicanos, Riviera,
Orozco e Siqueiros.