

 
 |
|
|
|

|
BUSCA |
|
|
 |
  
|
Publicidade |
|
|
 |
  
|
Recomende
|
|
|
 |

|
Sobre
o site
|
|
|
 |
|
|
|
Matérias :: Artes
|
|
|
Autoria: Cauan L. Dantas |
|
Aleijadinho
Antônio
Francisco Lisboa, brasileiro, mineiro, nasceu em 1730, filho de
um arquiteto português e de sua escrava. Parece que nunca
freqüentou a escola além dos primeiros anos. Sabia ler e
escrever e conta-se que seus conhecimentos de arquitetura,
escultura e desenho foram aprendidos na escola de seu pai e com o
desenhista e pintor João Gomes Batista. A afirmação de que
não conhecia a arte européia costuma ser considerada espantosa
pelos estudiosos de suas obras, devido às semelhanças que sua
produção apresenta em relação às do velho continente. Talvez
tivesse tido contato com elas somente a partir de gravuras, como
costuma-se afirmar. Entretanto, apesar de seu enorme talento, é
freqüente ser argumentado que suas obras apresentam algumas
imperfeições (termo bastante discutível) típicas de sua falta
de estudos. Na realidade, o alcance de seus estudos são um ponto
obscuro na biografia de Aleijadinho. É considerado o maior
artista do Brasil Colonial, imortalizando obras do barroco
brasileiro. Seu apelido - Aleijadinho - deve-se a uma grave
doença contraída com cerca de 47 anos que deformou e paralisou
partes de seu corpo. Perdeu todos os dedos do pé, atrofiando-se,
curvando (e chegando mesmo a perder) os dedos de sua mão. A
vista foi danificada e o rosto acabou retorcendo-se, ganhando um
aspecto extremamente desagradável. Entretanto, mesmo com as
dificuldades físicas continuou pintando até ser efetivamente
imobilizado no final de sua vida, em parte graças ao escravo
Maurício, que lhe adaptava os ferros e o macete às mãos.
Realizava desde obras de arquitetura, como a planta da Capela de
São Francisco de Assis, em Ouro Preto, aos trabalhos de
esculturas pelos quais é particularmente conhecido. A
pedra-sabão e o cedro eram suas principais matérias-primas.
Trabalhou preferencialmente nas cidades mineiras associadas ao
ciclo da mineração (apesar de ter passado pelo Rio de Janeiro).
Suas obras foram realizadas nas capelas de São Francisco de
Assis, de Nossa Senhora do Carmo e das Almas, em Ouro Preto; nas
matrizes de São João do Morro Grande; na matriz de Sabará e
nas pequenas igrejas das fazendas ao seus arredores da Serra
Negra, Tabocas e Jaguara; nas Igrejas de Santa Luzia; na Capela
de São Francisco, em Mariana; na matriz e capela de São
Francisco em São João del Rei e nas igrejas de Congonhas do
Campo. Acredita-se que seus trabalhos mais importantes estejam
nessas duas últimas cidades. Em suas obras de temática bíblica
e grande força dramática, merecem destaque o conjunto
escultórico dos Passos e Profetas de Congonhas. Retrata a
via-sacra de Cristo, associada à figuras do Antigo Testamento,
seguindo a tradição barroca. O sacro Monte de Braga, em
Portugal, deve ter sido a inspiração para a encomenda dos
Passos. Sua construção parece ter começado no ano de 1796 na
Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinho, em Congonhas do Campo.
As sessenta e seis imagens de madeira, distribuídas nos
seguintes grupos: Ceia, Horto, Prisão, Flagelação, Coroação
de Espinhos, Cruz-às-Costas e Crucificação levaram três anos
e meio de trabalho de Aleijadinho e seus colaboradores. Não é
definida qual a exata participação destes na obra e o único
nome conhecido é o do escravo Maurício. As pinturas de alguns
grupos ficaram sob a responsabilidade de Manuel da Costa Ataíde.
As principais imagens dos Passos possuíam olhos de vidro.
Destaca-se a extremamente expressiva figura de Cristo da
Cruz-às-Costas, com seus olhos de vidro em esfera maciça e
íris negra, diferente das demais peças. Já os Profetas,
iniciados logo após o término dos Passos, levaram cinco anos
para sua conclusão, uma vez que os trabalhos foram interrompidos
em 1801 e em 1803 - 1804 (na realidade, tomaram dois anos e meio
de trabalho da equipe). É considerada uma das séries mais
completas da arte cristã, devida à apurada observação das
indicações bíblicas. Aqui, o critério de separação daquilo
que foi realizado por Aleijadinho do trabalho realizado pelos
colaboradores foi a presença de traços marcantes do estilo do
artista. Esse estilo caracteriza-se principalmente pelo modo
anguloso como as vestes das figuras lhes caem sobre o corpo,
estruturas robustas de corpos, com músculos e veias saltantes,
os olhos rasgados e a linha inferior em semicírculo, os
lacrimais acentuados, altas sobrancelhas com linhas contínuas ao
nariz, lábios de contornos sinuosos, unhas quadrangulares em
dedos alongados e má implantação do polegar. Apesar da
tentativa de seus discípulos em imitar-lhe os mínimos detalhes,
a distinção pode ser ajudada pelo fato de possivelmente ter
cabido a Aleijadinho as obras principais, como Cristo, apóstolos
e ladrões da Crucificação. Um dado interessante das obras de
Aleijadinho é estarem perfeitamente inseridas na lógica teatral
barroca. Algumas imperfeições, por exemplo, creditadas às suas
imagens, desaparecem se observadas sob o ângulo correto,
evidenciando a importância de um ponto de vista privilegiado em
sua apreciação do conjunto.
|
<-Anterior
|
Página
1
|
Próxima->
|
|
|
|
|
|
|
|
Cola da Web.:
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer
meio de comunicação, exceto em trabalhos escolares. |
|
|