Arquitetura
A
arquitetura é a arte vinculada à harmonização estética de
espaços interiores e formas exteriores de edificações. Além
dos princípios de simetria e proporção dos quais a arquitetura
é servida, a arquitetura também se preocupa com a própria
finalidade utilitária do espaço criado: a funcionalidade e a
estética também devem formar um conjunto harmonioso.
Arquitetura
Mesopotâmica
A
arquitetura mesopotâmica compreende o período que vai da
pré-história até o século VI a.C. na região atual do Iraque,
entre os rios Tigre e Eufrates, o que deu origem ao nome
mesopotâmia (entre rios). Os Sumérios das épocas mais remotas,
utilizavam materiais como junco e argila para suas construções,
que não resistiram ao tempo. Por volta do ano 5000 a.C. passa-se
a utilizar tijolos e com isso desaparecem as estruturas de
madeira, porém no plano construtivo permanece a influência do
junco, como nas aberturas das fachadas, algumas casas têm base
de pedra, como em Hassuna. Escavações revelaram, na primitiva
Eridu, um templo de planta retangular dividido por paredes, onde
haviam um nicho para uma imagem e um altar para oferendas. Esse
templo é o precursor das construções religiosas de planta
retangular, construídas nos anos seguintes. Por volta de 3000
a.C. os templos passam a ser implantados em altas plataformas,
utiliza-se então o tijolo cozido em forno para se fazer uma
construção em degraus. Surge, assim, o Zigurate, forma típica
da arquitetura templária mesopotâmica, algumas vezes com
plantas circulares, como o zigurate de Nimrud, a famosa Torre de
Babel citada na Bíblia, em Babilônia. Outros exemplos são os
zigurates de Aqarquf, e o do deus da lua Nanna em Ur. A
intenção do projeto era servir como base para que os padres e
reis pudessem estar mais perto de seu deus ou para que os deuses
pudessem descer para terra. Quase sempre o zigurate era
implantado dentro de um espaço murado, juntamente com outros
templos também de tijolos. Possuíam planta simples, um
santuário rodeado de câmaras, raramente continham pátio
interno, como no templo de Ishtar Kititum, em Ischali. Sua
ornamentação era feita nas paredes e nos muros com frisos e
baixo-relevo, cujos temas eram religiosos ou de animais. Por
volta do ano 1600 a.C. os cassitas invadem o reino Babilônico,
assim como os elemitas por volta de 1150 a.C.. Ambos vindos do
oeste, esses povos adaptam-se à antiga cultura e passam a
reproduzi-la. A então capital Hatusas era protegida por muralhas
de quatro quilômetros, com altas torres e portões emoldurados
por esfinges esculpidas. Nesse período, as paredes dos templos
são decoradas com afrescos e as casas tinham seus aposentos
voltados para um pátio central, para receber iluminação. O
mais importante período assírio dá-se por volta do ano 1000
a.C., os templos voltam a ser construídos como na época
sumeriana, agora com portais imensos, ladeados por enormes
animais alados. Os palácios de dimensões absurdas chegavam a
ter duzentos quartos com pátios internos, um grande templo e
outros menores, além de outras residências, como a do rei
Sargon II (722-705) em Khorsabad, assim como Sennacherib
(705-681), que construiu seu palácio em Nimrud, e Ashurbanipal
em Nineve. A partir de 612 a.C., os babilônicos conquistam nova
hegemonia e se dedicam a reconstruir sua antiga capital,
destruída pelo assírio Sennacherib. A reconstrução inclui o
período governado por Nabucodonosor II, construtor de uma das
sete maravilhas do mundo antigo, Os Jardins Suspensos da
Babilônia. O fim do reinado babilônico coincide com o fim do
período mesopotâmico. A reconstrução da antiga capital
suméria de Ur, entre os anos de 556 e 539, onde reconstrói-se
inclusive seu zigurate, é o último feito dos babilônicos.
Arquitetura
Austríaca
A
Áustria apresenta-se como um antigo centro de civilizações.
Essa condição foi, em parte, determinada por sua localização
geográfica; no passado situava-se no coração da Europa, na
interseção de importantes vias de três grandes civilizações:
a romana, a germânica e a eslava. A civilização austríaca
começa a se formar com os romanos e os celtas. Os romanos formam
a província de Noricum, marcando o início de um período de
prosperidade que duraria aproximadamente um século. Grande parte
das atuais cidades austríacas provém de acampamentos romanos
dessa época. Durante os anos seguintes a região passou a ser
invadida por germânicos, hunos e húngaros, até que no ano de
955, com a derrota e expulsão dos últimos húngaros, na batalha
de Lechfeld, estabeleceu-se a nação austríaca. Sobre a
arquitetura pré-românica na Áustria, pouco se sabe. O período
subseqüente, chamado de romanesco, apresenta um estilo
interessante, essencialmente cristão, mistura de elementos
provenientes da Bavária (como as basílicas), da Lombardia (as
artes decorativas), Alemanha e França. As mais preservadas
edificações desse período são as catedrais de Gurk, na
Coríntia e de Seckau, na Estíria. O período Gótico (séculos
XIII a XV) veio trazer, não apenas um novo estilo
arquitetônico, mas também um novo modo de vida. O estilo foi
introduzido pelas ordens mendicantes e pelos monges
cistercienses; os primeiros trouxeram o gótico italiano e os
últimos, o gótico Francês. A peculiaridade do gótico
austríaco são as chamadas Hallenkirchen, igrejas com duas ou
três naves com aproximadamente o mesmo tamanho; o maior exemplo
é a catedral de St. Stephen em Viena, a maior e mais importante
construção gótica da Áustria. No início do renascimento, a
Áustria vinha se destacando nas artes plásticas (Escola do
Danúbio); porém, com o crescimento do protestantismo, avesso
às artes pictóricas, essa área entrou em declínio, levando a
igreja católica e o governo a convocar artistas italianos. O
mesmo ocorreu com a arquitetura, que durante esse período passou
simplesmente a representar a tradição italiana com influência
da atmosfera austríaca. Um bom exemplo dessa fase é a catedral
de Salsburgo. No final do século XVII, com o fim da ameaça
turca, houve uma retomada nas construções. O Barroco (1656 -
1730) representa o auge da arquitetura austríaca; seus maiores
exponentes foram os arquitetos Johann Bernhard Fischer von Erlach
(1656 - 1723) e seu rival Johann Lucas von Hildebrandt (1668 -
1745). Fischer foi o responsável pela introdução de elementos
estrangeiros, particularmente italianos, no estilo austríaco;
como pode ser visto no projeto da Biblioteca Nacional Austríaca,
entre outros. Hildebrandt, que em 1723 sucedeu Fischer no cargo
de arquiteto da corte, se destaca por suas configurações
espaciais diferenciadas e decoração detalhada. Sua obra mais
importante é o Belvedere, palácio de verão do príncipe
Eugene, em Viena. Uma variação típica do barroco austríaco é
o estilo conhecido por Teresiano, semelhante ao rococó francês,
surgido durante o reinado de Maria Theresia (1740 - 1780), estilo
presente no interior do palácio de Schön Brunn. Durante a
segunda metade do século XIX, a monarquia austro-húngara
começa a se tornar um estado moderno sob o reinado de Francis
Joseph I; o que faz com que Viena passe a ser o centro de uma
unidade econômica multinacional. A cidade torna-se também um
dos pólos do historicismo mundial através de uma
reestruturação urbana em grande escala que fez surgir uma
grande quantidade de prédios de diversos estilos, atraindo
arquitetos de todo mundo. No final do século XIX Otto Wagner
(1841 - 1918) juntamente com Adolf Loss (1870 - 1933) abandonam o
historicismo e criam um novo estilo funcional que viria a ser o
idioma do novo século, conhecido por estilo século XX. A mais
importante obra desse estilo são as residências operárias em
Viena (1915). A Áustria registra uma participação importante
no desenvolvimento das linguagens arquitetônicas européias,
adotando soluções estrangeiras e adaptando-as de acordo com
seus próprios princípios artísticos.
Arquitetura
Bizantina
A arte
bizantina é o resultado da fusão da cultura helênica com a
oriental, que criou identidade própria. Como raros são os
exemplos da arquitetura remota, é através das basílicas,
construídas a partir do ano 330, que se pode analisar a
arquitetura bizantina, caracterizada pela abundante utilização
de mosaicos e das cúpulas que aparecem no século VI. O centro
criativo é Bizâncio, porém a difusão da arte bizantina se
estende pela Ásia Menor, Grécia, Países Balcânicos, Rússia e
Itália. Sua produção floresce a partir do período de
Constantino, século IV, e dura até o século XII. Exemplos
remanescentes das primeiras obras bizantinas são: a basílica de
São João (463), a basílica dos santos Sérgio e Baco (527-36),
e Santa Sofia, todas em Constantinopla. Tem plano básico
simples, coberturas em cúpula sobre plantas quadradas. O exemplo
máximo de sua arquitetura é Santa Sofia, construída em apenas
cinco anos (entre 532 e 537) por Justiniano, no mesmo local onde
existia uma antiga basílica. Sobre uma estrutura de tijolos e
argamassa pousa uma enorme cúpula achatada, sustentada por
quatro enormes pilares que, unidos, formam quatro grandes arcos.
As naves laterais estão voltadas para o espaço central,
ampliando a perspectiva para além das colunas. Causa enorme
efeito a orientação da luz que ilumina seu revestimento de
mármore, seus mosaicos, suas colunas e capitéis. Nela se
verificam a contraposição dos espaços cheios, dos vazios e das
cúpulas, características da arquitetura bizantina. Na Itália o
maior centro da arte bizantina, entre os séculos IV e VII, está
em Ravena, muito pelo esforço da imperatriz Gala Plácida, que
ali chega por volta do ano 430, é o mausoléu de Gala Plácida a
obra mais conhecida da arquitetura antiga ravenense, data do
século V, e foi construído com materiais simples como tijolo
cozido, com planta em cruz. Seu pequeno e aconchegante espaço
interior é ricamente decorado com mosaicos. No início do
século VI, por influência do bárbaro Teodorico, simpatizante
da arquitetura bizantina, são construídos o templo de Santo
Apolinário Novo, o batistério dos arianos e o mausoléu do rei.
A experiência bizantina em Ravena termina com a magnífica
construção de São Vital, cuja planta central deriva tanto das
soluções clássicas romanas como dos exemplos encontrados em
Constantinopla. Sofre também influência bizantina as cidades:
Milão, como se verifica na basílica de São Lourenço e nos
mosaicos de Santo Aquilino e São Vítor; Roma, bem representada
pelos mosaicos de Santa Inês; e as cidades adriáticas de
Perenzo e Grado.
Arquitetura
Brasileira
A
história da arquitetura brasileira é restrita aos cinco
séculos após a descoberta, pois o período pré-cabralino não
temos como reconstituir. A arquitetura indígena é baseada nas
convicções mágicas que tinham tanto para a moradia quanto para
o conjunto urbano. A disposição geométrica de uma aldeia visa
funcionalidade, mas também é orientada pelo gosto. Uma aldeia
circular, com orientação norte-sul, tendo como eixo a casa
central servindo de passagem e como espaço de reuniões, seu
conceito é a aldeia do além : assim, o arco da
existência supera o tempo e o trânsito terreno em função do
infinito. Esta filosofia governa os atos de viver, as expressões
plásticas e mais ainda a poesia, compondo uma cultura bem
definida. Já os portugueses começam da estaca zero, os
pioneiros improvisavam-se construtores para levantar moradias e
entrincheiramento a fim de se defenderem dos índios e de outros
brancos. Na necessidade da conquista e manutenção do espaço
cria-se um sistema feudal e organizam-se os arraiais, como no
caso de Salvador uma cidade cercada por muros de taipa, essa
técnica, embora precária quando bem mantida, perpetua-se ao
longo dos séculos. Em cada uma das regiões ocupadas recursos
locais são utilizados na construção, como a carnaúba no
Piauí que ainda hoje é utilizada. Até a primeira metade deste
século grande parte das casas no Recife eram construídas como
no século do descobrimento. A casa-fortaleza, como
era denominada, utilizava pedra, cal, pau-a-pique e era telhada e
avarandada. Não se tem amostras mas sabe-se através dos
documentos que obedeciam às prescrições da Coroa ao
conceder-se uma sesmaria. Com o crescimento das vilas, os
construtores começam a procurar materiais mais resistentes e
passam a utilizar a pedra. A primeira obra em pedra parece ter
sido a torre de Olinda, construída por seu primeiro donatário
(Duarte Coelho). A grande produção desta época é de
fortalezas e o número de arquitetos é grande, porém a maioria
ocultos. A arquitetura arte foi preocupação dos
missionários, pois sabiam da importância da construção das
Igrejas na catequese. Esta arquitetura toma vulto com a chegada
de Francisco Dias e Luís Dias, assim como Grandejean de Montiny,
no século XIX e Le Corbusier no século XX. Deve-se notar aqui
as conquistas holandesas, os batavos muito produziram com alta
qualidade e fazem com que Recife torne-se a cidade mais
importante da colônia, porém não se misturam com os produtores
da insipiente arte local. É com a ajuda de Pieter Post,
arquiteto incluído na expedição de Nassau, que se realizam um
conjunto de obras urbanísticas e arquitetônicas notáveis. É
nesta época que o barroco começa a dar sinais de vida, e as
Igrejas buscam construir com luxo, enquanto o povo continuará a
viver da maneira mais simples até os anos setecentos. A
prosperidade da arquitetura religiosa deve-se, também, à
instituição das Irmandades que construíam suas igrejas, às
vezes, rivalizando com as Ordens. Os artistas eram disputados e
razoavelmente retribuídos. Nosso barroco floresce de maneira
torta e não é comparável aos outros movimentos no mundo,
pode-se dizer que é mais parecido com o alemão do que com o
italiano. A arquitetura civil é inexpressiva e servia,
praticamente, a fins religiosos. Quase todos os arquitetos
brasileiros da primeira metade do século XVIII, constroem
igrejas de nave octogonal, a primeira, construída entre 1714 e
1730, é a de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no Rio de
Janeiro, muito importante por representar uma evolução em
relação às igrejas portuguesas ou mesmo qualquer igreja da
época. Outras Igrejas brasileiras de plano octogonal são: a
igreja paroquial de Antônio Dias (1727); a Igreja de Santa
Efigênia em Ouro Preto (1727), ambas atribuídas a Manuel
Francisco Lisboa, pai de Antônio Francisco Lisboa, o
Aleijadinho; igreja do Pilar em Ouro Preto (1720); igreja de São
Pedro dos Clérigos de Recife (1728-1782), de Manoel Ferreira
Jácome; igreja da Conceição da Praia em Salvador, projetada
por Manoel Cardoso Saldanha, que foi a última de importância
construída na Bahia, também a última de plano octogonal a ser
erguida, tanto no Brasil quanto em Portugal. Na segunda metade do
século XVIII, Minas Gerais passa a dominar a arquitetura
religiosa em igrejas como: o Santuário de Bom Jesus de
Matosinhos, em Congonhas do Campo (1757-1770); a de São Pedro
dos Clérigos, em Mariana (1771) e a Capela do Rosário de Ouro
Preto. Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho principal
escultor e arquiteto da época deixou vasta obra, adepto do
estilo rococó, soube integrar melhor do que ninguém a
arquitetura e a escultura, a decoração rebuscada à sobriedade
da arquitetura religiosa portuguesa. Ele modifica a estrutura do
altar suprimindo o baldaquim ou elevando-o até a abóbada. A
igreja de São Francisco em Ouro Preto foi inteiramente
projetada, construída e decorada por Aleijadinho num espaço de
vinte e oito anos entre 1766 e 1794, o que explica sua
extraordinária unidade. Sua capela-mor é uma das obras mais
importantes de Aleijadinho. A transferência da Corte de Dom
João VI para o Brasil provoca mudanças sensíveis na
arquitetura. Em 1816 chega ao Rio de Janeiro a chamada Missão
Francesa incumbida, por Dom João, da educação artística do
povo brasileiro. Liderada por Lebreton, a missão trouxe como
arquiteto Auguste-Henri-Victor Grandjean de Montigny (1776-1850),
que introduziu o Neoclassicismo e fez adeptos. A primeira obra,
que foi encomendada a ele, foi a da Academia de Belas-Artes,
edifício cujas obras paralisadas durante anos, por ocasião da
morte do Conde da Barca, responsável pela vinda de Grandjean.
tal fato faz com que o arquiteto passe a dedicar-se a outros
projetos, como o edifício da Praça do Comércio, já demolido,
a Alfândega, o antigo Mercado da Candelária e várias
residências, além de ter sido o primeiro professor de
arquitetura do Brasil. Atuaram também nesta época os arquitetos
José da Costa e Silva, Manuel da Costa e o Mestre Valentim da
Fonseca e Silva, autor da ornamentação do passeio público do
Rio de Janeiro. Já no começo do século, o Art Nouveau e o Art
Deco aparecem de forma restrita, principalmente em São Paulo, e
seu expoente máximo é Victor Dubugras, que faleceu em 1934. A
Semana de Arte Moderna de 1922 e a sequente revolução de 1930
são a alavanca da arquitetura moderna no Brasil. Já em 1925 o
arquiteto Gregori Warchavchik publicou seu Manifesto da
Arquitetura Funcional. É interessante notar que a Casa
Modernista que Warchavchik construiu em São Paulo, em 1928, é
anterior à construção da Casa das Rosas, da Av. Paulista. Le
Corbusier, arquiteto modernista francês, visitou o Brasil pela
primeira vez em 1929 e realizou conferências no Rio e em São
Paulo; chegou a propor um plano de urbanização para o Rio de
Janeiro que não foi executado. Provavelmente o seria, não fosse
a Revolução que colocou Getúlio Vargas no poder e Júlio
Prestes no exílio. Mas a revolução traz vantagens para a
arquitetura: Lúcio Costa torna-se diretor da Escola Nacional de
Belas Artes, para onde chama Warchavchik. Por motivos políticos,
sua gestão não dura um ano, mas não sem frutos. Cedo uma nova
geração de arquitetos surgia: Luiz Nunes, os irmãos M.M.M.
Roberto, Aldo Garcia Roza, entre outros. Em 1935, é realizado o
concurso para o prédio do Ministério da Educação no Rio de
Janeiro, cujo primeiro prêmio foi para um projeto puramente
acadêmico; porém, por decisão do Ministro Gustavo Capanema, o
projeto passa para as mãos de Lúcio Costa, que reúne uma
equipe com outros concorrentes, entre eles Oscar Niemeyer. Le
Corbusier faz nova visita ao Brasil para opinar sobre o projeto
do concurso e também para discutir o projeto da Cidade
Universitária do Rio de Janeiro. Lúcio Costa deixou, em 1939, a
chefia da equipe que construía o Ministério da Educação e em
seu lugar assume Oscar Niemeyer, no início de uma carreira
brilhante, que tem seu apogeu juntamente com Lúcio Costa, com a
construção de Brasília, vinte anos mais tarde. No mesmo ano de
1939, acontece a Exposição Internacional de Nova York, onde o
Pavilhão do Brasil, obra de Lúcio e Oscar, causa furor. A
arquitetura brasileira dá sinais de vida mundialmente. Niemeyer
constrói o conjunto da Pampulha em Belo Horizonte durante a
prefeitura de Juscelino Kubitschek, que depois o leva para
Brasília, onde realizará um conjunto de obras notáveis
juntamente com o plano geral de Lúcio Costa. Oscar Niemeyer
também esteve à frente da equipe que construiu o parque do
Ibirapuera em São Paulo entre 1951 e 1955. No Ibirapuera, o
paisagismo é de Roberto Burle Marx, que tem vasta obra a ser
apreciada e é o maior expoente dessa arte no país. Em 1954, foi
construído o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, de Affonso
Eduardo Reidy. Outro arquiteto modernista de grande importância
é Villanova Artigas, autor, entre outras obras, da Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Artigas,
que esteve exilado por causa do regime militar, quando retornou
ao Brasil, viu-se obrigado a fazer uma prova de admissão para
poder lecionar na faculdade que ele mesmo projetara, prova que
ficou registrada em forma de livro. Não é possível, neste
breve esforço, abranger toda a produção arquitetônica
contemporânea, porém não podemos deixar de citar aqui a grande
obra de Lina Bo Bardi, mulher de Pietro Maria Bardi, autora de
projetos como o do SESC Pompéia, em São Paulo ou o do MASP
(Museu de Arte de São Paulo), cuja arrojada estrutura foi uma
imposição do terreno. O projeto deveria conservar o antigo
belvedere, e a solução encontrada por Lina foi construir um
prédio sustentado apenas por quatro pilares nas extremidades do
terreno, uma vez que o túnel da Av. 9 de julho, que passa por
baixo do terreno, não permitia outra conformação. O resultado
é uma grande caixa de vidro suspensa, envolta em dois pórticos,
formados pelos pilares somados às vigas de sustentação da
cobertura. Seu vão livre, de setenta e dois metros em concreto
protendido, é uma aventura a ser apreciada.
Arquitetura
Chinesa
Há
maior preocupação em manter um estilo que se mostra eficaz por
séculos do que inovar: na conservadora arquitetura chinesa as
formas arquitetônicas permanecem imutáveis através dos
séculos. Os estilos pouco variam através dos milênios. Os
regulamentos de edificações da época da dinastia Chou
(1122-256 a.C.) vigoram ainda hoje, com poucas modificações, e
é a partir desses documentos que se pode reconstituir a
arquitetura antiga, uma vez que, em virtude da pouca resistência
do material utilizado nas construções, como a madeira, não se
tem exemplos dessa arquitetura. Um dos exemplos mais antigos da
arquitetura chinesa é a Muralha da China (228 a.C.), construída
pelos imperadores tártaros da dinastia Chin, tem cerca de
2.400 Km de extensão e torres de vigilância. O Pagode (templo
chinês) deriva aparentemente de formas arquitetônicas indianas.
A multiplicidade dos tetos na estupa indiana repete-se no pagode
e também define a estrutura de madeira, ainda que se possam
encontrar exemplos em materiais mais pesados. Os templos e
palácios eram construídos em madeira com base de pedra, as
paredes, sem função estrutural, servem de fechamento e
decoração, e os telhados sempre recurvados. O Pai lou
chinês, assim como o torii japonês, arco construído em
memória dos mortos, também deriva do portal da estupa indiana.
A arquitetura chinesa é totalmente integrada à natureza e é o
reflexo de sua filosofia e religião. A cidade de Pequim tem sido
a capital da China desde 1271, com algumas interrupções.
Durante todo esse tempo, imperadores construíram palácios,
santuários e jardins. A Cidade Proibida, como é chamada,
começou a ser construída na dinastia Ming (1368-1644) e abriga,
no interior de suas muralhas vermelhas, os pavilhões oficiais e
as habitações do imperador e de sua corte, essas construções
sofreram reformas e ampliações durante os séculos XVII à XIX,
depois arruinou-se e só foi resgatada a partir de 1949 por Mao
Tsé-Tung. Jardins requintados com pinheiros de mais de
quinhentos anos, recantos melancólicos de vastos pátios entre
imponentes paredes silenciosas, as entradas são guardadas por
grandes leões estilizados, dragões enroscam-se nas escadas,
rampas, muros e tronos, tartarugas e aves fênix aparecem, tudo
organizado de maneira impressionante e equilibrada. Todo o
conjunto é hoje um museu. Em 1959 para comemorar o 10º
aniversário da República Popular, são realizadas algumas
obras, entre elas, a da praça da Paz Celestial (Tian An Men),
que fica em frente à Cidade Proibida, e é uma das maiores
praças do mundo, com quarenta hectares de área, no centro de
Pequim. Outra obra que complementa a nova urbanização de Pequim
é a Avenida Chagan (Paz Prolongada) com mais de cem metros de
largura e 16 Km de comprimento. Além da Cidade Proibida, existem
na capital monumentos importantes como: o Templo do Céu,
conjunto de edifícios e jardins construídos em 1420; o parque
de Peihai, onde se criou um pequeno morro para implantar um
pagode branco, em 1652; entre outros.
Arquitetura
Egípcia
O Antigo
Império é o mais longo e mais importante período da
civilização egípcia, durou quase mil anos (3200 a.C. - 2052
a.C.), nele foram criadas as primeiras leis civis e religiosas,
sua identidade artística e a escrita hieroglífica. A primeira
metade do império é marcada pelo isolamento do Egito em
relação aos outros povos, o que contribuiu para a
sedimentação de sua cultura. A partir de 3650 a.C. inicia a
época chamada das pirâmides e a ela pertencem os faraós da III
à VI dinastias. O primeiro faraó da III dinastia foi Djoser,
que construiu o primeiro grande edifício de pedra: a pirâmide
escalonada de Sakkara, no mesmo local onde se encontram as
construções funerárias mais antigas do Egito, em frente à
Mênfis. Com o crescimento da cidade, a necrópole também
cresce, primeiro em direção sul até Dashur, depois em
direção ao norte até Gizé. A IV começa com o faraó Snefru,
pai do famoso faraó Quéops, ele desenvolveu o método para
construção de pirâmides de faces lisas, sua pirâmide foi
construída em Dashur, mas foi superada pela magnificência dos
faraós seguintes: Quéops, Quéfrem e Miquerinos, construtores
do complexo de Gizé ao norte de Mênfis. O Antigo Império
termina com o período chamado Primeiro Intermediário (2190 a
2000) das dinastias VII à X. Por volta do ano 2000 a.C. a
capital é transferida para Tebas. O Novo Império é marcado
pela arquitetura religiosa, são notáveis os templos de Amon-Ra
em Karnak (por volta de 1570-1070 A.C.), de Horus em Edfu e
outros. A arquitetura doméstica pode ser analisada a partir das
casas desenterradas em Tel el Amarna, que serviam aos artesãos
contratados pelo faraó Aknaton (1500 a.C.). Embora as casas
fossem construídas em alvenaria e não em pedra como nas grandes
construções, inclusive no caso do faraó, tinham a
significação essencial da arquitetura egípcia, dela se
originam todas as formas arquitetônicas egípcias. O mais famoso
faraó egípcio, Ramsés II da XIX dinastia, reinou de 1290 a
1223 a.C.. Algumas de suas construções são: o Rameseum de
Tebas, parte do templo de Luxor, e a sala hipostila do templo de
Karnak. Afirma-se que ele mandou apagar o nome de outros faraós
para colocar o próprio nas construções que mandou reconstruir.
Arquitetura
Espanhola
A
arquitetura espanhola até o século XVIII é determinada pela
influência de diversos povos que lutaram pela conquista da
península ibérica. A romanização da península é marcada por
grandes obras como teatros, aquedutos como o de Segóvia e pontes
como a de Alcântara. Com a queda do império romano, parte do
território é ocupado por povos árabes, que não deixam de dar
sua contribuição para a arquitetura espanhola, como é o caso
do castelo de Alhambra em Granada, assim como a Sinagoga de Santa
Maria la Blanca em Toledo, que posteriormente será transformada
em catedral cristã, promovendo grande fusão de estilos. Durante
o século XIII, o estilo gótico francês invade a Espanha como
pode ser conferida na catedral de Segóvia, que até o século
XVI não havia sido concluída. A maioria dos prédios
construídos no século XVI assumiam estruturas renascentistas,
porém a ornamentação das fachadas, numa fusão do gótico, do
mouro e do renascentista, formam um estilo espanhol distinto,
denominado Plateresque, como a fachada da universidade de
Salamanca. Com o advento dos descobrimentos, a Espanha
renascentista torna-se poderosa e rica, fato que se reflete na
arquitetura, que toma dimensões e aparências que não haviam
sido experimentadas até então. O imperador Carlos V constrói
seu palácio em 1526, e encomenda a Pedro Machuca um projeto
baseado na simplicidade dos palácios romanos. A interpretação
religiosa das formas italianas pode ser vista nos clássicos
pilares da catedral de Granada. Essa tendência clássica culmina
com a arte de Juan Herrera, autor do projeto do Monastério
Escorial, para Felipe II. Nos séculos XVII e XVIII o barroco
italiano reage ao purismo de Herrera. Deve-se citar a obra de
Fernando de Casas e Novoa como a catedral de Santiago de
Compostela. O neoclassicismo encontra colaboradores em Calezas e
Rodrigues, que são parcialmente responsáveis pela igreja de
São Francisco el Grande em Madrid, enquanto a interpretação do
rococó é vista na obra de Hipólito Rovira, como no palácio do
Marquês de Dos Aguas, em Valência. Rovira é também o vencedor
do concurso para reurbanização de Barcelona, porém seu projeto
não foi executado, mas sim o projeto de Idelfonse Cerdá que
tanto caracteriza a cidade de Barcelona, com suas quadras que
conservam uma área não construída no interior. Próximo ao fim
do século XIX e começo do século XX, Antônio Gaudi nega a
funcionalidade com uma arquitetura surrealista e inesperada,
realizando com maestria sua arte inspirada na natureza, dando
vida às massas e formas com suas cores e detalhes. Suas obras
são extraordinárias como a Casa Milà, o parque Guell e a
bizarramente espetacular igreja da Sagrada Família que se
encontra em obras até os dias de hoje.
Arquitetura
Gótica
A
arquitetura gótica nasce na França, no gótico aparece o
arcobotante, que possibilitou a grande altura de algumas
catedrais góticas. Uma de suas características mais marcantes
é a ogiva, mesmo suas abóbadas são ogivais. Suas catedrais
são decoradas com motivos da flora e da fauna e com monstros
(gárgulas). Produto da cultura cristã, reflete a mentalidade da
Idade Média e da doutrina teocêntrica. A abadia de Saint-Denis
iniciada em 1132 é a primeira realização da arquitetura
gótica. No século XII, são construídas as catedrais francesas
de Sens, Senlis, Noyon, Laon, Notre-Dame de Paris, que tem em
comum um segundo piso nas naves laterais, o que nas igrejas
românicas chamava-se tribuna, que visava dar maior
sustentabilidade à abobada central. Em 1194 começa a se
construir a catedral de Chartres, que junto com Reims e Amiens
caracterizam uma evolução no gótico, onde a tribuna é
substituída pelo trifório, que cabe apenas uma pessoa. Amiens,
a maior e uma das mais belas catedrais góticas, começou a ser
edificada no início do século XIII e antes do final do século
estava quase concluída, pode-se considerar um tempo curto para
tal empreendimento. A primeira das igrejas de Amiens foi
destruída por um incêndio em 1218 e sua reconstrução se dá a
partir do ano 1236. O projeto de Amiens é realmente
surpreendente, compõe-se de três naves, um amplo transepto e a
nave composta do altar-mor que é rodeado por sete capelas, sendo
a central mais profunda, em Reims são apenas cinco, e em Paris
são também sete, porém todas iguais. A estrutura da catedral
sugere extrema leveza, seus pilares são constituídos por
colunas dispostas em diagonal. Amiens também se destaca por seus
vitrais, perfeitamente integrados, que representam uma evolução
na apropriação da luz. Em sua fachada verificam-se três
características das igrejas da época: acima dos portais
encontra-se o friso vazado, feito com uma arcada ogival; logo
acima do friso está um conjunto de estátuas que representam
monarcas franceses, característica única do gótico francês; e
a enorme rosácea envidraçada que fica entre as duas torres. A
ornamentação de sua fachada com elementos iconográficos é
tão vasta que já foi chamada de a Bíblia de
Amiens. Na Espanha, já em 1220, inicia-se a construção
da catedral de Burgos e a de León em 1280, mais tardias são as
construções de Sevilha (1401-1506) e a de Toledo, igreja de
São João dos Reis. A mistura do gótico com elementos
mouriscos, produz em Toledo e na Andaluzia o estilo mudéjar, que
será desenvolvido durante os séculos XIV e XV, caracterizado
pelas abobadas em estalactite e pela ornamentação rebuscada. A
Inglaterra também sofre influência do gótico francês,
verifica-se em catedrais como a de Lincoln (1192 a 1233), a de
Salisbury (1220-1266) e a de Winchester (1371-1460), que
apresenta o estilo perpendicular que marca o fim do gótico na
Inglaterra. No gótico inglês a arquitetura militar encontra seu
apogeu, como se pode ver nos fortes de Harlech, Conway e
Pembroke. A Alemanha oferece maior resistência à entrada da
influência francesa, porém em 1248 tem início a construção
da catedral de Colônia que é puramente gótica, a partir de
então o estilo se firma em toda Alemanha e influenciará a
Áustria e a Hungria. Na Itália a influência gótica é menor,
porém são consideradas obras-primas os castelos de Ferrara e
Bari ou o Palazzo Vecchio, em Florença. Em Veneza o gótico se
mistura com o estilo bizantino, gerando um estilo curioso como se
pode verificar no famoso Cà-doro, construído entre 1421 e
1437.
Arquitetura
Grega
A
civilização que antecede a grega é a cretense, que durou de
1800 a 1100 a.C., e construíram cidades e palácios, como o de
Cnosso. Suas casas tinham vários andares, tetos planos e piso de
pedra. O surgimento da cultura grega dá-se após o período que
vai do fim do século XIII e começo do século VIII a.C.,
período marcado pela obscuridade, também chamado Idade
Média Grega, quando acontece a dissolução da cultura
miceno-cretense, devido a crises internas e invasões,
principalmente pelas invasões dóricas, por volta do ano 1200
a.C., que provoca a dispersão do povo pelo mediterrâneo,
ocupando as regiões costeiras, que acabam por originar na Jônia
cidades como Éfeso e Mileto. Preocupados em exaltar a beleza e o
calor da vida, ao contrário de outros povos que cultuavam o
além-túmulo, os gregos construíam com fins públicos, pela
realização da coletividade, ou religiosos, onde o homem
continua sendo a medida das coisas, até mesmo pela qualidade
humana de suas divindades. A conformação cidade-estado confere,
aos centros helênicos, autonomia criativa. Atenas é regida por
princípios de liberdade, democracia e individualismo, ao
contrário de Esparta, estruturada no militarismo e em regimes
totalitários. Por volta do ano 750 a.C. começa a primeira onda
migratória em direção ao ocidente, para a Sicília e a costa
da Itália, a chamada Magna Grécia. É ainda no período arcaico
que se dá o nascimento do templo grego, trata-se agora de uma
construção sólida, que utiliza pedra e mármore, e ergue-se
sobre uma plataforma com degraus (estilobata), com planta
retangular e volume horizontal, tinha uma sala principal chamada
cela, onde ficava a estátua de um deus ou uma deusa. A
estrutura, externa, é composta por fileiras de colunas. Marca da
arquitetura grega, essas colunas eram cuidadosamente desenhadas,
na parte central sua circunferência é maior do que na base e na
parte superior ainda menor. Seguiram três tipos de ordens: a
dórica, a jônica e a coríntia. O templo grego conserva uma
característica de suas origens. O fato de ser um edifício onde
o espaço é mais exterior do que interior, não se destina a
abrigar os fiéis, é por assim dizer a casa de um deus, os
fiéis o contemplam no conjunto e sobem até ele levando
oferendas e sacrifícios, porém não permanecem no seu interior.
O Partenon, de ordem dórica, projetado por Ictino e Calícrates,
foi erguido na acrópole de Atenas, eleva-se sobre a cidade num
terreno de menos de 300m de comprimento por 130m no ponto mais
largo; nele, melhor do que em qualquer outro, verifica-se a
composição grega dos cheios e vazios, do ritmo da luz e sombra.
Em seu frontão encontrava-se a escultura de Fídias, que
retratava o nascimento de Atenéia e a disputa entre Atenéia e
Posídon. Fídias também é o autor da obra que ocupou a cela do
templo, Athena Parthenos, em ouro e marfim, que não mais existe.
No ano 407, uma estrutura complexa, que reúne um conjunto de
lugares sagrados, ergue-se o Erection de ordem jônica, onde se
encontra um novo elemento, o balcão aéreo, sustentado por seis
estátuas com figuras femininas, as Cariátides, que, com sua
graça, suavizam a construção. No fim do período clássico na
século IV, a arquitetura continua a se desenvolver e a inovar,
como na realização dos teatros, onde a geometria funcional e
estética define de forma definitiva o anfiteatro, com
arquibancadas escavadas, íngremes e de forma semicircular e com
palco circular ou semicircular, que tem um cenário natural, como
o teatro de Dionísio em Atenas, e o de Delfos. Outra inovação
do século IV é o aparecimento da ordem coríntia, derivada da
ordem jônica, que será desenvolvida no período helenístico e
também na arquitetura romana. O período helenístico inicia-se
em 323 a.C. com a morte de Alexandre Magno, e com a dissolução
do império macedônio, conquistado por Alexandre, na sua luta
contra os persas. A fundação de Alexandria cria um novo polo da
cultura helenística. Na arquitetura, o emprego das ordens é
livre, às vezes com combinações, e com amplo desenvolvimento
da ordem coríntia, como no templo do Zeus Olímpico ou no
monumento votivo de Líscrates de planta circular, ambos em
Atenas. Outras inovações no campo técnico e no conceito de
monumentalidade podem ser verificadas no grande templo-altar de
Zeus (180 a.C.) em Pérgamo, que foi reconstruído no Museu de
Berlim, já que quase tudo se perdeu da magnífica Alexandria.
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