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  Matérias :: Artes

 

  Autoria: Fabiane


 



ARQUITETURA GREGA

 

 

 

Na construção de templos e edifícios públicos, os arquitetos gregos não usavam material aglutinante para unir as pedras de que se faziam as colunas, estas eram apenas superpostas, mas, apesar dos poucos meios disponíveis para o corte e polimento, se encaixavam com tal precisão que entre uma e outra não há como inserir uma agulha. A arquitetura grega tem no templo sua expressão maior e na coluna sua peculiaridade. A coluna marca a proporção e o estilo dos templos.

Na arquitetura do período geométrico, entre os anos 900 e 725 a. c., as casas são de plano irregular e os templos tem planta ora longa e estreita, ora quase quadrada, com uma coluna central (ou fila central de colunas) como arrimo.

Os matérias de construção preferidos eram o tijolo cru e a madeira, com alguma utilização da pedra no período arcaico (600 e 500 a. c.) a arquitetura se desenvolve graças a influência das culturas micênicas e outras culturas mediterrâneas.

Um sistema de ordens definiu as proporções ideais para todos os componentes dos templos, de acordo com proporções matemáticas preestabelecidas. A ordem era baseada no diâmentro de uma coluna, com outros elementos derivando dessa medida.

Podemos citar como importante fato na arquitetura grega, o aperfeiçoamento da ótica (perspectiva), que já começará a fazer parte do período clássico (500 a 300 a. c.)

 

 

 

 

 

 

ORDEM DÓRICA

 

Se desenvolveu no último período do século VII a.c.

As colunas (frente e fundo do templo eram de 4 à 6 vezes mais altas do que o diâmetro do fuste) circundavam cada lado. Cada coluna tinha vários tambores sobrepostos com 20 caneluras ou entalhes verticais. Estes elementos proporcionavam coerência e unidade visuais, além de fluidez, às colunas segmentadas. Aforma do templo é chamada de “carpintaria petrificada “, pois  ao utilizarem a pedra, os gregos adaptaram técnicas usadas em construçôes de madeira. A decoração do templo dórico dá ênfase à estrutuara. Os pilares eram espessos e ligeiramente salientes no meio, como se estivessem comprimidos pelo peso de sua carga.

O formato básico de um templo dórico era uma estrutura retangular de mármore, cercada por uma fileira dupla de colunas, com um pórtico na frente e outro atrás.Eram em geral baixos e maciços.

 

 

 

 

Parthenon

 

 

Obra levantada pelo arquiteto Ictinos e Calícrates sob a supervisão de Fídeas (arquiteto e escultor), cujos frisos estão hoje guardados no British Museum de Londres.

A construção do Parthenon estendeu-se de 447 a 432 a. c. representa o templo dórico mais importante do país. Inicialmente, o projeto tinha por função abrigar a gigantesca estátua da Deusa Atena, mas a obra acabou acumulando a função de representar o local onde se guardavam as reservas monetárias da cidade está localizado no ponto mais alto da acrópole. Essa obra, com 8 colunas de frente e 17 de cada lado, influenciou toda a arte e toda arquitetura da Grécia, fornecendo-lhe um padrão em que se unem a concepção ideal da forma e das proporções humanas e um enfoque emocional sereno e despojado.

 

 

 

 

 

 

 

ORDEM IÔNICA

 

Sua marca é a voluta em um capitel iônico. O fuste de cada coluna é 8 a 9 vezes maior do que seu diâmetro . Os templos iônicos parecem geralmente mais delicados do que os robustos templos dóricos. As ordens dórica e iônica lançavam mão de motivos abstratos ou semi-abstratos para simbolizar a vida orgânica .

 

 

O erectéion (421- 406 a .c. é uma obra prima iônica sobre a acrópole. Foi construído em homenagem aos Deuses Atenas e Posêidon. São famosas suas cariátides, as seis estátuas de jovens mulheres esculpidas no mármore que dão sustentação ao teto (pórtico das virgens). Entre os elementos arquitetônicos que mais o caracterizam têm destaque os frisos que adornam a parte superior das fachadas frontal e dos fundos do prédio. Projeto em 2 níveis, com 4 pórticos separados e colunas de diferentes alturas, e não uma colunata contínua.

 

 

 

 

 

ORDEM CORÍNTIA / PERÍODO HELENÍSTICO

 

Os arquitetos passam a fazer uso de ornamentos inspirados no acanto e outras plantas. Surgiu assim, a última ordem da arquitetura Grega, a Coríntia, anunciada no templo de Apolo Epicuro, em Bassae, e que se fez popular a partir de 334 a.c.

Em seguida, o estilo coríntio combinou-se ao dórico em muitos edifícios: Aquele reservado para o interior, este para a fachada. O fim do período clássico presenciou uma revitalização do estilo iônico, por influência do arquiteto Píteas (túmulo de Mausolo, em Halicarnasso, 349 a.c.), que abandonou a busca do refinamento em troca da monumentalidade.

A marca do estilo coríntio é o capitel característico, moldado como um sino invertido cercado por folhas de acanto.

As edificações associadas ao Helenismo produziram efeitos grandiosos e escala monumental. Eram ricas em ostentação.

O Helenismo deu ao mundo antigo várias de suas 7 maravilhas, o farol de Alexandria (279 a.c.), foi o mais alto jamais construído, uma escultura de mámore de 4 andares gradualmente afunilados (122m).

O espetáculo, a ostentação e as dimensões sobre humanas substituíram a moderação da Grécia clássica.

 

 

 

Até a fase clássica, os arquitetos Gregos encaravam cada construção como uma unidade completa em si mesma e, como tal, desta cada das demais. No período helenístico (entre os anos 300 e 100 a.c.), tal tendência desapareceu e os arquitetos, acostumados a projetar novas cidades, buscaram o complexo arquitetônico, que realizaram em sítios. Foi a época do desenvolvimento do urbanismo: Os pórticos multiplicaram-se e as ruas cruzaram-se em ângulo reto, freqüentemente flanqueadas por colunatas . O plano das ágoras (praças) tornou-se regular, com construções consagradas às reuniões populares. Outras estruturas públicas, como o Bouleuterion (sala de reuniões com acomodação coberta para 1200 pessoas, onde eram decididos assuntos de estado), basílicas, termas públicas, ginásios, estádios.

O anfiteatro em epidauro ainda está em uso. São 55 fileiras semi-circulares e assento de pedra para 14000 expectadores (350 a.c.)

 

 

 

 

 

ACRÓPOLE

 

A acrópole é o  principal ponto turístico da Grécia. Localizada no topo de uma colina, a cerca de 100m de altitude, e coroada pelo Parthenon, pode ser praticamente vista de qualquer ângulo da cidade. Sua área cobre cerca de 40km2  e reúne um considerável número de ruínas remanescentes de obras de grandes artistas da Grécia antiga, como Ictinos, Fídeas e calícrates.

Ocupada desde o segundo milênio a.c. e reconstruída por ordem de Péricles, depois de ter sido destruída pelos persas em meados de 480  a.c. , foi inicialmente consagrada à Deusa Atena na era micênica. Depois, saqueada e desfigurada pelo inimigo, deixou de ser uma fortaleza e transformou em um centro de comemorações cívicas. Hoje representa o apogeu do período clássico da Grécia antiga.

Algumas obras da acrópole foram conduzidas pelo grande arquiteto e escultor Fídeas em meados do séc. IV a.c. deram lugar a um conjunto de monumentos que impressionam pela sua grandiosidade, entre eles: O Parthenon, o Erecteion, o templo de Atenas Nike, o templo de Dionísio, o teatro de Herodes Atiço ou o museu da acrópole. A maioria destes monumentos que formam uma espécie de camarote sobre Atenas é testemunho do “século de Péricles”, época em que os gregos se empenharam em embelezar a cidade.

 

 

Na arquitetura, não resta dúvida de que o templo foi um dos legados mais importantes da arte grega ao ocidente.

Assim, a história da arte grega está ligada às épocas da vida desse povo. O pré-helenismo foi um longo período, no qual a arte estava se afirmando. Na época arcaica, a arte tomou formas definidas. A época clássica, foi o momento da plenitude e da perfeição artística e cultural dos gregos. O Helenismo foi o momento em que os gregos. O Helenismo foi o momento em que os gregos já haviam chegado à plenitude e passaram a espelhar sua arte pelo Egito, pela Ásia, pela Síria e por Roma.

 

   

   

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