ARQUITETURA GREGA
Na construção de templos e
edifícios públicos, os arquitetos gregos não usavam material
aglutinante para unir as pedras de que se faziam as colunas,
estas eram apenas superpostas, mas, apesar dos poucos meios
disponíveis para o corte e polimento, se encaixavam com tal
precisão que entre uma e outra não há como inserir uma
agulha. A arquitetura grega tem no templo sua expressão
maior e na coluna sua peculiaridade. A coluna marca a
proporção e o estilo dos templos.
Na arquitetura do período
geométrico, entre os anos 900 e 725 a. c., as casas são de
plano irregular e os templos tem planta ora longa e
estreita, ora quase quadrada, com uma coluna central (ou
fila central de colunas) como arrimo.
Os matérias de construção
preferidos eram o tijolo cru e a madeira, com alguma
utilização da pedra no período arcaico (600 e 500 a. c.) a
arquitetura se desenvolve graças a influência das culturas
micênicas e outras culturas mediterrâneas.
Um sistema de ordens definiu
as proporções ideais para todos os componentes dos templos,
de acordo com proporções matemáticas preestabelecidas. A
ordem era baseada no diâmentro de uma coluna, com outros
elementos derivando dessa medida.
Podemos citar como importante
fato na arquitetura grega, o aperfeiçoamento da ótica
(perspectiva), que já começará a fazer parte do período
clássico (500 a 300 a. c.)
ORDEM DÓRICA
Se desenvolveu no último
período do século VII a.c.
As colunas (frente e fundo do
templo eram de 4 à 6 vezes mais altas do que o diâmetro do
fuste) circundavam cada lado. Cada coluna tinha vários
tambores sobrepostos com 20 caneluras ou entalhes verticais.
Estes elementos proporcionavam coerência e unidade visuais,
além de fluidez, às colunas segmentadas. Aforma do templo é
chamada de “carpintaria petrificada “, pois ao utilizarem a
pedra, os gregos adaptaram técnicas usadas em construçôes de
madeira. A decoração do templo dórico dá ênfase à estrutuara.
Os pilares eram espessos e ligeiramente salientes no meio,
como se estivessem comprimidos pelo peso de sua carga.
O formato básico de um templo
dórico era uma estrutura retangular de mármore, cercada por
uma fileira dupla de colunas, com um pórtico na frente e
outro atrás.Eram em geral baixos e maciços.
Parthenon
Obra levantada pelo arquiteto
Ictinos e Calícrates sob a supervisão de Fídeas (arquiteto e
escultor), cujos frisos estão hoje guardados no British
Museum de Londres.
A construção do Parthenon
estendeu-se de 447 a 432 a. c. representa o templo dórico
mais importante do país. Inicialmente, o projeto tinha por
função abrigar a gigantesca estátua da Deusa Atena, mas a
obra acabou acumulando a função de representar o local onde
se guardavam as reservas monetárias da cidade está
localizado no ponto mais alto da acrópole. Essa obra, com 8
colunas de frente e 17 de cada lado, influenciou toda a arte
e toda arquitetura da Grécia, fornecendo-lhe um padrão em
que se unem a concepção ideal da forma e das proporções
humanas e um enfoque emocional sereno e despojado.
ORDEM IÔNICA
Sua marca é a voluta em um
capitel iônico. O fuste de cada coluna é 8 a 9 vezes maior
do que seu diâmetro . Os templos iônicos parecem geralmente
mais delicados do que os robustos templos dóricos. As ordens
dórica e iônica lançavam mão de motivos abstratos ou
semi-abstratos para simbolizar a vida orgânica .
O erectéion (421- 406 a .c. é
uma obra prima iônica sobre a acrópole. Foi construído em
homenagem aos Deuses Atenas e Posêidon. São famosas suas
cariátides, as seis estátuas de jovens mulheres esculpidas
no mármore que dão sustentação ao teto (pórtico das
virgens). Entre os elementos arquitetônicos que mais o
caracterizam têm destaque os frisos que adornam a parte
superior das fachadas frontal e dos fundos do prédio.
Projeto em 2 níveis, com 4 pórticos separados e colunas de
diferentes alturas, e não uma colunata contínua.
ORDEM CORÍNTIA / PERÍODO
HELENÍSTICO
Os arquitetos passam a fazer
uso de ornamentos inspirados no acanto e outras plantas.
Surgiu assim, a última ordem da arquitetura Grega, a
Coríntia, anunciada no templo de Apolo Epicuro, em Bassae, e
que se fez popular a partir de 334 a.c.
Em seguida, o estilo coríntio
combinou-se ao dórico em muitos edifícios: Aquele reservado
para o interior, este para a fachada. O fim do período
clássico presenciou uma revitalização do estilo iônico, por
influência do arquiteto Píteas (túmulo de Mausolo, em
Halicarnasso, 349 a.c.), que abandonou a busca do
refinamento em troca da monumentalidade.
A marca do estilo coríntio é o
capitel característico, moldado como um sino invertido
cercado por folhas de acanto.
As edificações associadas ao
Helenismo produziram efeitos grandiosos e escala monumental.
Eram ricas em ostentação.
O Helenismo deu ao mundo
antigo várias de suas 7 maravilhas, o farol de Alexandria
(279 a.c.), foi o mais alto jamais construído, uma escultura
de mámore de 4 andares gradualmente afunilados (122m).
O espetáculo, a ostentação e
as dimensões sobre humanas substituíram a moderação da
Grécia clássica.
Até a fase clássica, os
arquitetos Gregos encaravam cada construção como uma unidade
completa em si mesma e, como tal, desta cada das demais. No
período helenístico (entre os anos 300 e 100 a.c.), tal
tendência desapareceu e os arquitetos, acostumados a
projetar novas cidades, buscaram o complexo arquitetônico,
que realizaram em sítios. Foi a época do desenvolvimento do
urbanismo: Os pórticos multiplicaram-se e as ruas
cruzaram-se em ângulo reto, freqüentemente flanqueadas por
colunatas . O plano das ágoras (praças) tornou-se regular,
com construções consagradas às reuniões populares. Outras
estruturas públicas, como o Bouleuterion (sala de reuniões
com acomodação coberta para 1200 pessoas, onde eram
decididos assuntos de estado), basílicas, termas públicas,
ginásios, estádios.
O anfiteatro em epidauro ainda
está em uso. São 55 fileiras semi-circulares e assento de
pedra para 14000 expectadores (350 a.c.)
ACRÓPOLE
A acrópole é o principal
ponto turístico da Grécia. Localizada no topo de uma colina,
a cerca de 100m de altitude, e coroada pelo Parthenon, pode
ser praticamente vista de qualquer ângulo da cidade. Sua
área cobre cerca de 40km2 e reúne um considerável número de
ruínas remanescentes de obras de grandes artistas da Grécia
antiga, como Ictinos, Fídeas e calícrates.
Ocupada desde o segundo
milênio a.c. e reconstruída por ordem de Péricles, depois de
ter sido destruída pelos persas em meados de 480 a.c. , foi
inicialmente consagrada à Deusa Atena na era micênica.
Depois, saqueada e desfigurada pelo inimigo, deixou de ser
uma fortaleza e transformou em um centro de comemorações
cívicas. Hoje representa o apogeu do período clássico da
Grécia antiga.
Algumas obras da acrópole
foram conduzidas pelo grande arquiteto e escultor Fídeas em
meados do séc. IV a.c. deram lugar a um conjunto de
monumentos que impressionam pela sua grandiosidade, entre
eles: O Parthenon, o Erecteion, o templo de Atenas Nike, o
templo de Dionísio, o teatro de Herodes Atiço ou o museu da
acrópole. A maioria destes monumentos que formam uma espécie
de camarote sobre Atenas é testemunho do “século de
Péricles”, época em que os gregos se empenharam em embelezar
a cidade.
Na arquitetura, não resta
dúvida de que o templo foi um dos legados mais importantes
da arte grega ao ocidente.
Assim, a história da arte grega está ligada
às épocas da vida desse povo. O pré-helenismo foi um longo
período, no qual a arte estava se afirmando. Na época
arcaica, a arte tomou formas definidas. A época clássica,
foi o momento da plenitude e da perfeição artística e
cultural dos gregos. O Helenismo foi o momento em que os
gregos. O Helenismo foi o momento em que os gregos já haviam
chegado à plenitude e passaram a espelhar sua arte pelo
Egito, pela Ásia, pela Síria e por Roma.