Arte na
Grécia
A arte
grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram
deuses, como no Egito, mas sim seres inteligentes e justos
que se dedicavam ao bem-estar do povo. A arte grega volta-se
para o gozo da vida presente. Contemplando a natureza, o
artista se empolga pela vida e tenta, através da arte,
exprimir suas manifestações. Na sua constante busca da
perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração
intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a
harmonia ideal. Eles têm como características: o
racionalismo; amor pela beleza; interesse pelo homem e a
democracia.
Pintura
A pintura
grega destaca-se como arte decorativa da cerâmica,
representando cenas mitológicas e costumes gregos. Os vasos
gregos são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua
forma, mas também pela harmonia entre o desenho, as cores e
o espaço utilizado para a ornamentação, para servir bem à
função, eram utilizados para a realização de rituais
religiosos alem de armazenar mantimentos. Por isso, a sua
forma correspondia à função para que fossem destinados:
• Ânfora -
vasilha em forma de coração, com o gargalo largo e duas
asas;
• Hidra -
(água) tinha três asas, uma vertical para segurar enquanto
corria a água e duas para levantar;
• Cratera -
tinha a boca bastante larga, com o corpo em forma de um sino
invertido, servia para misturar água com o vinho, hábito
muito comum dentre os gregos, visto que os mesmos não bebiam
água pura.
As pinturas
dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e
cenas da mitologia grega. O maior pintor de figuras negras
foi Exéquias.
A pintura
grega se divide em três grupos:
1)
figuras negras sobre o fundo vermelho.
2)
figuras vermelhas sobre o fundo negro.
3)
figuras vermelhas sobre o fundo branco.
Escultura
Na
escultura, os gregos inspiraram-se nos temas rurais, nos
sentimentos humanos, em cenas desportivas e demais aspectos
da vida diária. Os escultores que mais se destacaram foram
Fídias e Míron.
O
antropomorfismo - esculturas de formas humanas - dominou o
movimento estatuário grego. Além do equilíbrio e perfeição
das formas, as estátuas adquiriam movimento.
No Período
Arcaico os gregos começaram a esculpir, em mármores, grandes
figuras de homens. Primeiramente aparecem esculturas
simétricas, em rigorosa posição frontal, com o peso do corpo
igualmente distribuído sobre as duas pernas. Esse tipo de
estátua é chamado Kouros (palavra grega:
homem jovem).
No Período
Clássico passou-se a procurar movimento nas estátuas, para
isto, se começou a usar o bronze que era mais resistente do
que o mármore, podendo fixar o movimento sem se quebrar.
Surge o nu feminino, pois no período arcaico, as figuras de
mulher eram esculpidas sempre vestidas.
Período
Helenístico pode observar o crescente naturalismo: os seres
humanos não eram representados apenas de acordo com a idade
e a personalidade, mas também segundo as emoções e o estado
de espírito de um momento. O grande desafio e a grande
conquista da escultura do período helenístico foram a
representação não de uma figura apenas, mas de grupos de
figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e fossem
bonitos de todos os ângulos que pudessem ser observados.
Os
principais mestres da escultura clássica grega são:
-
Praxíteles, celebrado pela graça das suas esculturas,
pela lânguida pose em “S” (Hermes com Dionísio menino), foi
o primeiro artista que esculpiu o nu feminino.
-
Policleto, autor de Doríforo - condutor da lança,
criou padrões de beleza e equilíbrio através do tamanho das
estátuas que deveriam ter sete vezes e meia o tamanho da
cabeça.
- Fídias,
talvez o mais famoso de todos, autor de Zeus Olímpico, sua
obra-prima, e Atenéia. Realizou toda a decoração em
baixos-relevos do templo Partenon: as esculturas dos
frontões, métopas e frisos.
- Lisipo,
representava os homens “tal como se vêem” e “não como são”
(verdadeiros retratos). Foi Lisipo que introduziu a
proporção ideal do corpo humano com a medida de oito vezes a
cabeças.
- Miron,
autor do Discóbolo - homem arremessando o disco.
Arquitetura
Templos
As
edificações que despertaram maior interesse são os templos.
A característica mais evidente dos templos gregos é a
simetria entre o pórtico de entrada e o dos fundos. O templo
era construído sobre uma base de três degraus. O degrau mais
elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas às
colunas. As colunas sustentavam um entablamento horizontal
formado por três partes: a arquitrave, o friso
e a cornija. As colunas e entablamento eram
construídos segundo os modelos da ordem dórica, jônica e
coríntia.
Teatros
Construídos
em lugares abertos que se compunham de três partes: a skene
ou cena, para os atores; a konistra ou orquestra, para o
coro; o koilon ou arquibancada, para os espectadores.
Um dos
teatros mais famosos e de melhor acústica é o Epidauro
construído, no séc. IV a.C. ao ar livre, composto por 55
degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com
uma inclinação perfeita. Chegava a acomodar cerca de 14.000
espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita.
Praças
Onde os
gregos se reuniam para discutir os mais variados assuntos,
entre eles; filosofia. A Grécia é uma península ao sul da
Europa, no Mediterrâneo. A história do povo grego é dividida
em quatro períodos:
Período
Homérico, Pré-Grego ou Pré-Templo.
Merecem
destaque as obras literárias Ilíada e Odisséia, de Homero.
Nas artes plásticas, surgem os estilos Geométricos e
Orientalizante. Em 776 a.C. foram instituídos os Jogos
Olímpicos, os quais se realizavam a cada 4 anos em honra a
Zeus.
Período
Arcaico
Caracterizou-se por transformações políticas e sociais
expressa no surgimento da Polis. Utilizava-se a oligarquia,
e a sociedade foi tornando-se escravista. Neste período os
gregos começaram a esculpir em mármore figuras de homens
(estátuas de atletas).
Período
Clássico
Neste
período houve a predominância de Esparta e Atenas, esta onde
teve início a democracia. Na escultura começou a explorar-se
mais o movimento. Também neste período Péricles deu início à
construção do Templo - o Pártenon.
Período
Helenístico
A era
helenística é caracterizada por uma incansável pesquisa na
arte e na ciência. E é conceituada como algo para agradar e
não só para instruir.