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Buraco Negro
Os buracos
negros ainda representam um mistério no estudo do Universo,
porém muito já se conhece sobre suas propriedades. Hoje eles
são utilizados como um laboratório de pesquisa para novas
teorias do Cosmos.
Já no século
XVIII havia idéias sobre corpos celestes diferentes dos
convencionais, como estrelas que, de tão compactas, não
deixariam nem mesmo a luz escapar de sua força de gravidade.
Estas estrelas seriam os buracos negros. Hoje sabemos que os
buracos negros correspondem a fenômenos que ocorrem quando
as estrelas estão morrendo. Se uma estrela possui massa
aproximadamente quatro vezes a do Sol ou maior, sua atração
gravitacional será tão intensa que irá superar a repulsão
existente na matéria comum.
Desta forma, a
estrela entra em colapso e torna-se uma estrela tão densa e
compacta que nem mesmo a luz sairia de seu interior. Além
disso, ela é capaz de atrair corpos próximos e triturar toda
a matéria. Um buraco negro de um centímetro seria suficiente
para destruir a Terra. Se pudéssemos compactar a Terra a um
centímetro de diâmetro ele se transformaria em um buraco
negro. Se o Sol tivesse cerca de seis quilômetros com toda
sua massa ele seria um buraco negro.
Para a Teoria
da Relatividade de Einstein, os buracos negros correspondem
a posições onde o espaço-tempo de quatro dimensões curva-se
para o infinito, transformando este local em um mistério
para a ciência moderna.
Buraco
Negro
Desde o
início, no começo do mundo, na grande explosão cósmica,
existia gases, hidrogênio e poeira cósmica espalhadas por
todo o universo, e todas as partículas foram se juntando, e
girando formando um tipo de nuvem até formarem uma esfera,
devido à rotação contínua. Tal esfera, cada vez mais, atraiu
quantidades maiores de substâncias materiais, com a
crescente densidade de matérias ocorreu o surgimento de
atritos entre partículas, e assim, gerando calor, tanto que
produziu uma estrela abrasada, que apesar de ser uma estrela
jovem, continuava atraindo partículas que se juntavam com
outras, provocando mais atritos entre elas, gerando cada vez
mais calor, até o ponto de brilhar como um sol, onde núcleos
atômicos mais leves se fundiram para formar outros mais
pesados, e no calor decorrido no local, o hidrogênio se
transformou em hélio, que se transformou em carbono,
oxigênio e nitrogênio, formando então, elementos cada vez
mais pesados, até chegar ao ferro. Durante o processo de
fundição, havia a produção de energia, a qual, tinha que ser
ininterruptamente liberada. Quando os elementos mais leves
tiverem sido consumidos, terminará a fusão nuclear, já que
não existirá mais nada a se fundir. A esfera (astro) incha e
explode, tornando-se uma nova estrela, enorme, o que é
chamado de uma SUPERNOVA.
Durante a explosão a luz irradiada, aumenta cerca de cem
milhões de vezes. A massa estrelar é lançada ao cósmico, até
que, na última fase de sua extinção, a maior parte da massa
volta a cair dentro da própria esfera (estrela),
comprimindo-se e diminuindo seu espaço interno. Devido a seu
tamanho reduzido, essa esfera ou estrela, é incluída no
grupo chamado como ANÃS BRANCAS,
que apesar de anãs, continuam muito ativas e fortes. Em
virtude do peso enorme adquirido nas fases descritas,
aumenta a velocidade de rotação em torno do próprio eixo;
mesmo que sua massa original tenha sido guardada, nas
turbulências, seu diâmetro foi reduzido a poucos
quilômetros. A anã branca torna-se “pulsar”, pois emite
breves sinais (pulsações) oriundas da anã, decorrentes do
número de giros realizados. Mas o que acontece, é que,
girando ela perde energia, e ocorre continuamente uma
redução dos giros em torno de próprio eixo e o movimento
giratório começa a parar, até que, num total colapso, a
esfera ou estrela chega a seu fim. A pressão interna não é
mais capaz de agüentar à força gravitacional do espaço,
sendo que, ela desmorona sobre ela mesma, não deixando nada
que comprove sua existência anterior, restando apenas o que
é conhecido e denominada como:
“buraco negro”.
Teoria da
Relatividade
A teoria da
relatividade de Einstein surge como um novo estudo do espaço
e do tempo, substituindo as noções ditas clássicas.
Desenvolvida fundamentalmente, foi a base para que os
físicos demonstrassem, posteriormente, a unidade essencial
da matéria e da
energia, do
espaço e do
tempo, e a equivalência
entre as forças de gravitação
e os efeitos da aceleração de um sistema. Em 1905, Einstein
publicou seu artigo sobre a teoria da relatividade especial,
segundo o qual nenhum objeto do Universo se distingue por
proporcionar um marco de referência absoluto em repouso. É
igualmente correto afirmar que o trem se desloca em relação
à estação e que a estação se desloca em relação ao trem. A
hipótese fundamental em que se baseava era a inexistência do
repouso absoluto no Universo, razão pela qual toda partícula
ou objeto deve ser descrito mediante uma chamada linha de
Universo, que traça sua posição em um contínuo espaço-tempo
de quatro dimensões (três espaciais e uma temporal), na qual
têm lugar todos os fatos do Universo. Também deduz que o
comprimento, a massa e o tempo de um objeto variam com sua
velocidade. Assim, a energia
cinética do elétron acelerado converte-se em massa,
de acordo com a fórmula E=mc2.
Em 1915, desenvolveu sua teoria da relatividade geral,
na qual considerava objetos que se movem de forma acelerada
um em relação ao outro, para explicar contradições aparentes
entre as leis da relatividade e a lei da gravitação. A
teoria da relatividade especial afirma que uma pessoa,
dentro de um veículo fechado, não pode determinar, por meio
de nenhum experimento imaginável, se está em repouso ou em
movimento uniforme. A da relatividade geral afirma que, se
esse veículo é acelerado ou freado, ou se faz uma curva, o
seu ocupante não pode assegurar se as forças produzidas se
devem à gravidade ou a outras forças de aceleração.
Simplesmente, a lei da gravidade de Einstein afirma que a
linha de Universo de todo objeto é uma geodésica em um
contínuo (uma geodésica é a distância mais curta entre dois
pontos, ainda que o espaço curvo não seja, normalmente, uma
linha reta; como ocorre com as geodésicas na superfície
terrestre, são círculos máximos, mas não linhas retas). A
linha de Universo é curva devido à curvatura do contínuo
espaço-tempo na proximidade da Terra e a isso se deve a
gravidade.
Relatividade do Cotidiano
Na construção
de frases, respeitando as regras gramaticais, surgem por
vezes conceitos que não têm qualquer sentido como por
exemplo : "esta água é triangular". Existem no entanto
outras situações que nos parecem à primeira vista evidentes
e com sentido, mas se analisadas com mais rigor deparamos
com alguma insensatez. São exemplo desses casos as
expressões : "esquerda e direita", "dia e noite", "em cima e
em baixo", "maior e menor", etc.
ESQUERDA E DIREITA
Olhando para a
imagem de uma árvore, no caminho, surge de imediato uma
pergunta.
De que lado está à árvore?
Do lado direito ou do lado esquerdo do caminho?
A resposta a estas questões depende do sentido que
utilizarmos ao longo do caminho, isto é, de A para B (árvore
à direita do caminho) ou de B para A (árvore à esquerda do
caminho).
Deste modo, os conceitos de esquerda e direita são relativos
e só têm significado depois de se ter definido o sentido do
nosso movimento.
Falar da margem direita de um rio tem significado, porque a
corrente define o seu sentido.
DIA E NOITE
Neste instante
é dia ou noite?
A resposta a esta pergunta depende do local geográfico a que
nos referimos, ou seja, o conceito de dia e noite depende do
local em que nos encontramos.
À medida que a Terra roda, a sua posição relativamente ao
Sol muda. Existem, portanto, lugares que estão ser
iluminados pelo Sol e outros que estão na sombra, isto é, é
dia para alguns habitantes e noite para outros. Por exemplo,
enquanto em Portugal começa a amanhecer na Nova Zelândia
começa a anoitecer. (Portugal está no hemisfério Norte e a
Nova Zelândia está no hemisfério Sul, mas é o país que se
encontra oposto ao nosso, embora noutro hemisfério).
EM CIMA E EM BAIXO
Está em cima
ou está em baixo?
A resposta a esta pergunta depende do ponto ou objeto que se
tome por referência. Os pilotos de rally estão em cima do
carro mas o carro está em cima da Terra. Pode-se também
dizer que o carro está por baixo dos pilotos. Trata-se
obviamente de um conceito relativo, ou seja, é necessário
definir a nossa referência ou a Terra (quando o carro está
em cima) ou os pilotos (quando o carro está em baixo).
Do mesmo modo podemos dizer que habitantes da Nova Zelândia,
em relação aos habitantes de Portugal, andam de cabeça para
baixo e, por sua vez eles dirão o mesmo de nós. A direção
vertical depende, no caso anterior do ponto da superfície
terrestre que se considere.
MAIOR OU MENOR
Quem é maior,
o apicultor ou a casa?
A resposta a esta pergunta está ligada ao ponto de
observação, ou seja, se o nosso ponto de observação for
junto ao apicultor então este irá nos parecer muito maior
que a casa, se o ponto de observação for junto à casa então
a casa será maior e o apicultor menor.
Se o ponto de observação for deslocado uma pequena
distância, também as dimensões dos objetos observados a
partir desse ponto se alterarão um pouco.
Postulados Da Teoria Da
Relatividade
Primeiro
Postulado: Todos os processos da natureza decorrem
igualmente em todos os sistemas inerciais de referência.
O primeiro
postulado afirma que as leis físicas são independentes (invariantes)
em relação à escolha do sistema referencial : as equações
que exprimem essas leis possuem a mesma forma em todos os
sistemas de referência inerciais. Por conseguinte,
baseando-se nas experiências físicas, sejam quais forem,
realizadas num sistema isolado, é impossível dizer se o
sistema está em repouso ou se move com movimento retilíneo
uniforme (relativamente a um sistema de referência inercial
qualquer). Em física todos os sistemas de referência
inerciais são equivalentes.
Segundo
Postulado: A velocidade da luz no vácuo é igual para todos
os sistemas de referência inerciais. Não depende nem da
velocidade do emissor, nem da velocidade do receptor da luz.
Quer isto
dizer que, a velocidade da luz no vácuo é a velocidade
máxima possível de transmissão de interação na natureza. O
valor da velocidade da luz no vácuo "c" é de 300.000.000
m/s.
Gravitação
Universal
A lei da
gravitação universal, proposta por Newton, foi um dos
maiores trabalhos desenvolvidos sobre a interação entre
massas, pois é capaz de explicar desde o mais simples
fenômeno, como a queda de um corpo próximo à superfície da
Terra, até, o mais complexo, como as forças trocadas entre
corpos celestes, traduzindo com fidelidade suas órbitas e os
diferentes
movimentos.
Segundo a lenda, Newton, ao observar a queda de uma maçã,
concebeu a idéia que ela seria causada pela atração exercida
pela Terra. A natureza desta força atrativa é a mesma que
deve existir entre a Terra e a Lua ou entre o Sol e os
planetas; portanto, a atração entre as massas é, com
certeza, um fenômeno universal.
Lei Da Gravitação Universal
Sejam duas
massas m1 e m2, em que “d” é a
distância entre seus centros.

Segundo
Newton, a força “F” de atração entre as massas tem sua
intensidade dada por:
Onde “G” é denominado
constante da gravitação universal, sendo seu valor expresso,
no Sistema Internacional, por:
|
G=6,67 . 10-11 N . m2 . Kg-2 |
Podemos, ainda, enunciar a lei
da gravitação universal do seguinte modo: dois corpos se
atraem gravitacionalmente com força cuja intensidade é
diretamente proporcional ao produto de suas massas e
inversamente proporcional ao quadrado da distância entre
seus centros de massa.
OBSERVAÇÕES:
1ª) A força gravitacional é
sempre de atração.
2ª) A força gravitacional não depende do meio onde os corpos
se encontram imersos.
3ª) A constante da gravitação universal “G” teve seu valor
comprovado experimentalmente por Henry Cavendish por meio de
um instrumento denominado balança de torção.
Cavendish equilibrou duas
esferas de massa m1 e m2 fixadas nas
extremidades de uma barra horizontal a qual foi suspensa por
um fio. Ao aproximar das esferas dois outros corpos de massa
M1 e M2, também conhecidas, a barra
horizontal girou devido à interação entre as massas,
torcendo o fio de sustentação. Com os dados obtidos,
Cavendish confirmou o valor da constante da gravitação
universal.

Campo Gravitacional
A Terra, assim como todos os
corpos celestes, exerce uma força de atração gravitacional
sobre os corpos localizados em sua proximidade. Desprezando
os efeitos rotacionais do nosso planeta, podemos assimilar o
campo gravitacional do seguinte modo:

A intensidade do campo
gravitacional pode ser medida pela aceleração gravitacional
adquirida por um corpo de prova no interior do campo. Sua
medida é feita utilizando-se da Lei de Newton, em que a
força gravitacional exercida pelo planeta é o próprio peso
do corpo na posição em que se encontra dentro do campo
gravitacional.
Seja um corpo de massa “m”, dentro do campo gravitacional da
Terra, cuja massa chamaremos “M1” e seu raio,
“R”.

Como o peso do corpo de massa
“m” é a força gravitacional com que ele é atraído pela
Terra, podemos escrever a fórmula:
A expressão obtida permite a
determinação da intensidade do campo gravitacional adquirida
pelo corpo numa certa posição, afastado da superfície da
Terra.
Em se tratando da determinação do campo gravitacional da
superfície da Terra, basta fazemos h=0. A expressão obtida
fica:
Campo Gravitacional Em Função Da
Altura
Na superfície da Terra, o
campo gravitacional é:
A certa altura, como vimos, o
campo será:
Sendo assim, ao dividirmos as
duas equações acima, temos:
Conclusão
A Gravitação
Universal de Newton foi capaz de explicar a queda dos corpos
próxima à superfície da Terra, bem como os movimentos
planetários. Novos planetas foram descobertos usando-se
elementos da teria de Newton. O “buraco negro” forma um
espaço dentro do espaço (como por exemplo, uma bolha d’água).
Qualquer coisa que entra no espaço existente no buraco
negro, jamais retornará, ficará para sempre naquele espaço.
Bibliografia
Ø
Buraco Negro
http://www.umaoutrarealidade.hpg.ig.com.br/novapage4.htm
http://www.danielsants.hpg.ig.com.br/BuracoNegro.htm
http://www.rjvalmor.hpg.ig.com.br/site/astronomia02.htm
http://www.observatorio.ufmg.br/pas19.htm
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/images/m20030918-buraco_negro.jpg
Ø
Teoria da Relatividade
http://www.lucalm.hpg.ig.com.br/mat_esp/relatividade/relatividade.htm
http://www.coladaweb.com/fisica/teoria_da_relatividade.htm
Ø
Gravitação Universal
http://www.coladaweb.com/fisica/gravitacao.htm
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