Buraco
negro
Corpo cósmico hipotético de extrema densidade gravitacional,
do qual nenhuma matéria ou energia, nem mesmo a luz, consegue
escapar. O conceito é formulado pela primeira vez em 1783,
pelo inglês John Michell.
A compreensão moderna do buraco negro
é baseada na Teoria da Relatividade Geral, completada em 1916
pelo físico Albert Einstein (1879-1955). O buraco negro é
formado partir dos restos da explosão de uma estrela
com massa dezenas de vezes superior à do Sol. Esse processo
ocorre quando a estrela esgota seu combustível termonuclear
interno, passando a se contrair e elevar intensamente a temperatura.
O resultado é uma grande explosão (a supernova) e resíduos
extremamente condensados. Caso essa massa remanescente seja
superior duas ou três vezes à massa do Sol, sua densidade
passa a crescer indefinidamente. O campo gravitacional criado
torna-se tão forte que não deixaria nenhum tipo de radiação
escapar, caracterizando o buraco negro.
A absorção de toda a radiação luminosa
torna muito difícil a detecção dos buracos negros. Entretanto,
essa tarefa é facilitada quando a estrela que dá origem ao
buraco negro faz parte de um sistema binário (formado inicialmente
por duas estrelas). Nesse caso, o buraco negro pode ser percebido
pela matéria que ele extrai da outra estrela desse sistema.
Ao entrar em seu campo gravitacional, essa matéria é aquecida
a altíssima temperatura, dando origem a uma forte emissão
de raios X antes de ser tragada e desaparecer.
Já foram encontradas evidências de
mais de dez buracos negros. O primeiro, descoberto em 1972,
Cygnus X-1, estaria localizado a cerca de 6 mil anos-luz da
Terra. Ele seria um dos componentes de um sistema binário,
integrado por uma estrela supergigante azul, catalogada como
HDE 226.868