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Evolução Estelar

O processo de evolução estelar se inicia a partir de nuvens de gás e poeira interestelar do qual as estrelas se formam. Em vários pontos dessas nuvens, porções de gás e poeira começam a se contrair e a concentrar matéria.

As nebulosas são locais onde esse processo pode ocorrer, sendo, por isso, conhecidas como berços de estrelas. Por esse motivo, elas são muito maiores que as estrelas. A nebulosa de Órion, por exemplo, é 500 vezes maior que o Sol.

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No interior das nebulosas, essa concentração inicial de matéria começa a formar a protoestrela, um corpo de região central esférica, composto principalmente de gás hidrogênio.

A grande pressão nos gases que estão na região central provoca aumento da temperatura e, assim, iniciam-se as reações nucleares, em que o hidrogênio é transformado em hélio. A energia produzida nessas reações é emitida para o espaço na forma de ondas eletromagnéticas, inclusive luz visível. Assim nasce uma estrela.

Tudo isso ocorre durante milhões ou bilhões de anos, enquanto a estrela tiver o seu principal combustível, o hidrogênio.

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Depois que grande parte do hidrogênio for utilizada, a parte externa da estrela expande, a sua superfície se resfria e ela assume uma coloração vermelha, sendo denominada, nesse momento, de gigante vermelha. Em alguns casos, ocorre uma nova expansão da estrela e ela se transforma em uma supergigante vermelha.

Nessas duas fases, quando o combustível nuclear se esgotar, a temperatura aumentará muito e ocasionará a contração da estrela. Em estrelas muito grandes, a quantidade de energia liberada em pouco tempo é tão grande que ela explode, num grande espetáculo, o que caracteriza a fase de supernova. Estrelas menores transformam-se em nebulosas planetárias.

Como ocorre a evolução estelar.
Evolução estelar.

Dependendo da quantidade de matéria, uma estrela na fase de supernova, originada de uma gigante vermelha, transforma-se em uma estrela de nêutrons ou em um buraco negro. Estrelas de menor massa, na fase gigante vermelha, aumentam de volume, originando nebulosas planetárias, as quais se contraem, originando uma anã branca.

Todo o processo de evolução estelar pode demorar bilhões de anos. Dependendo da quantidade de matéria que a velha estrela possua, o que sobra no núcleo pode se transformar em uma estrela de nêutrons, pequeníssima e muito densa, ou em buraco negro, onde a massa da estrela se torna tão comprimida num certo ponto que atrai tudo que passa por perto, nem mesmo a luz escapa da sua gravidade.

No caso de estrelas que só evoluem até a fase de gigante vermelha e formam as nebulosas planetárias, o núcleo se contrai e origina uma estrela pequena, densa e fria, chamada de anã branca, sendo o fim das muitas estrelas parecidas com o Sol.

A explosão de uma supernova lança para o espaço tudo aquilo que foi produzido no interior da estrela por reações nucleares, como hélio, carbono, nitrogênio, oxigênio, sódio, potássio, cloro, magnésio, cálcio, enxofre, ferro e outros elementos.

Todos esses elementos estão presentes nos seres vivos. Portanto, como disse certa vez o astrônomo americano Carl Sagan: ‘‘somos todos poeira das estrelas”.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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