Galáxias
Agrupamentos
de bilhões ou trilhões de estrelas, planetas, gases, nebulosas
e poeira cósmica que orbitam em torno do mesmo centro e se
mantêm coesos pela própria ação da gravidade. O conjunto de
galáxias forma o Universo. Calcula-se que existam aproximadamente
100 bilhões delas, das quais alguns milhares estão catalogados.
São classificadas em espirais, elípticas ou irregulares. A
galáxia onde está o Sistema Solar é chamada de Via Láctea.
De tipo espiral, ela tem diâmetro de 100 anos-luz e contém
cerca de 200 bilhões de estrelas. Três galáxias são visíveis
da Terra a olho nu: a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães,
galáxias-satélites da Via Láctea, e Andrômeda, situada a 2
milhões de anos-luz da Terra (1 ano-luz equivale a cerca de
9,5 trilhões de km).
Em 1924, o astrônomo norte-americano Edwin Hubble (1889-1953),
com o auxílio do telescópio do Observatório Monte Wilson,
Washington (EUA), prova que as galáxias são conjuntos de estrelas
e não nuvens de gás, como alguns cientistas consideravam até
então. No ano seguinte, Hubble demonstra que elas se afastam
umas das outras em um movimento constante de expansão que
teria começado com o Big Bang. O estudo das galáxias – iniciado
por Hubble – tem originado a maior parte das descobertas e
teorias sobre a estrutura e a origem do Universo.
Em 1997, o astrônomo holandês Marijn Franx e sua equipe
localizam a galáxia mais distante até hoje descoberta, situada
a 13 bilhões de anos-luz da Terra. Quando a luz que hoje recebemos
dessa galáxia foi emitida, o Universo tinha menos de 1 bilhão
de anos e tamanho 5,92 vezes menor do que o de hoje. A descoberta
foi possível por meio da combinação de imagens dos telescópios
Keck, no Havaí, e Hubble.