Urano
Durante séculos
Saturno foi considerado o limite do Sistema Solar. Todavia,
os limites desse sistema foram bruscamente ampliados de 1
421 milhões para 3 000 milhões de quilômetros, quando o astrônomo
inglês William Herschel descobriu o planeta Urano em 1781.
Embora tomasse o novo corpo celeste, descoberto próximo à
constelação de Gêmeos, por um cometa, estudos posteriores
reconheceram no astro um planeta.
Urano possui um
volume 67 vezes maior que o da Terra, e massa 14,6 vezes maior.
Seus 15 satélites entre eles Miranda, Ariel, Umbriel,
Titânia e Oberon, descobertos a partir da Terra movem-se
em sentido contrário à rotação do planeta. O fenômeno, ainda
sem explicação satisfatória, contraria várias hipóteses sobre
a dinâmica dos planetas.
Urano apresenta
fraca luminosidade, 350 vezes menor que a da Terra, exigindo
o emprego de possantes meios de observação. O planeta leva
pouco mais de 84 anos terrestres para dar uma volta completa
em torno do Sol. Seu eixo de rotação é quase paralelo ao plano
da órbita, provocando noites de quarenta anos, em média. No
decorrer dessa longa noite, a temperatura desce até -210ºC,
e, mesmo durante o dia, a luz solar mal alcança a superfície
iluminada do planeta.