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  Matérias :: Biologia :: Material didático

  Autoria: Regina Santana da Silva


 


Abelha

A abelha que comumente conhecemos, a Apis mellifera, é uma espécie européia, domesticada, produtora de mel e cera. Alimentam-se do néctar e pólen das flores e, devido a esse fato, são importantes para a polinização das plantas. Pertencem ao filo artrópoda, classe Insecta, ordem Hymenoptera, família Apidae, subfamília Apinae, tribo Apini. Apresentam o corpo segmentado em três partes bem definidas: cabeça, tórax e abdome. Possuem quatro asas ligadas ao tórax, nas quais as asas posteriores estão ligadas às anteriores por ganchos, apresentam um par de antenas na cabeça e três pares de patas (também ligadas ao tórax). As fêmeas possuem um canal de postura de ovos (ovopositor) bem desenvolvido, transformado em ferrão que serve de arma para ataque e defesa. São insetos holometábolos, ou seja, de metamorfose completa. São insetos sociais, divididos em castas onde há uma predominância das fêmeas. Estas castas dividem-se em rainha, zangões e operárias. O sexo é determinado pela fecundação, onde os óvulos não fecundados dão origem a machos (zangões) e os fecundados a fêmeas (rainhas ou operárias). Em cada colméia só pode haver uma única rainha. Se nasce uma nova rainha na comunidade, esta é morta pela mais velha ou uma delas sai da colméia (geralmente a rainha mais velha) com um conjunto de operárias para fundar uma nova colméia, já que a rainha é incapaz de fundar um novo ninho sozinha. As rainhas realizam um único vôo (com exceção do vôo para a fundação de uma nova colônia), e este é chamado “vôo nupcial”, onde os zangões copulam com a rainha e em seguida morrem, pois seus órgãos reprodutivos, literalmente, explodem para o interior da fêmea. Em um vôo, a rainha pode copular com vários zangões guardando os espermatozóides destes, para o resto de sua vida, em seu abdome chamado espermateca. A rainha pode pôr até mil ovos por dia. A dieta que as criadeiras fornecem para estas larvas resulta no seu desenvolvimento em fêmeas estéreis (operárias). O comportamento de criação de uma operária é resultado de um feromônio (“substância da rainha”), produzido pelas glândulas mandíbulares da rainha, ou seja, enquanto a rainha produz esse feromônio, a construção de células reais fica inibida. Quando a vitalidade da rainha diminui, ou na época de enxameamento, a produção desse feromônio declina, e células reais são construídas; nelas são colocados ovos e geléia real e, graças à composição desse complexo alimentar, as larvas que se alimentam dele desenvolvem-se em rainha. Esse feromônio também tem a função de inibir o desenvolvimento do ovário das operárias e mantém a atração da rainha operária.

 
 

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