Asma
1. DEFINIÇÃO
A asma,
também conhecida como "bronquite asmática" ou como
"bronquite alérgica", é uma doença que acomete os
pulmões e que se acompanha de uma inflamação crônica dos brônquios.
Ocorre em cerca de 10% da população brasileira, sendo mais
freqüente nas crianças. Os conhecimentos iniciais sobre a
doença eram restritos, mas com os avanços da medicina nas
últimas décadas, passou-se a conhecer melhor suas causas,
mecanismos envolvidos, surgindo novos medicamentos e tratamentos.
No entanto, apesar de todos os progressos, a asma ainda hoje
é uma doença problemática e que pode levar à morte. Cada vez
mais acredita-se que o médico não pode atuar sozinho, mas
é fundamental que o paciente (ou sua família) também possa
acompanhar o tratamento, colaborando ativamente e permitindo
que se consiga o controle da doença. O conhecimento da doença
é uma das chaves para o sucesso terapêutico: cada paciente
apresenta a "sua" asma, ou seja, a crise varia de
pessoa para pessoa, podendo mesmo variar num mesmo indivíduo
em diferentes fases de sua vida.
2. SINTOMATOLOGIA
Os sintomas
principais da asma são: falta de ar, aperto no peito, cansaço,
chiados, tosse persistente. A asma tem diferentes maneiras
de manifestar-se, desde crises fortes - facilmente reconhecidas
- até sintomas leves que podem passar desapercebidos. Em alguns
casos, a tosse é o único sintoma. Para reconhecer a asma é
preciso aprender a conhecer as diferentes maneiras pela qual
ela se manifesta:
Asma Fraca
ou Leve
Os sintomas
são discretos e esporádicos. A pessoa fica bem, sem sintomas
nos intervalos das crises. Não prejudica o sono, não provoca
faltas às aulas e ao trabalho, não atrapalha atividades físicas.
A função pulmonar está normal ou próxima dos valores normais.
Asma Moderada
ou Média
Os sintoma
são mais significativos, a pessoa apresenta chiados, cansa-se
mais facilmente, tem tosse. Existe prejuízo do descanso, com
aparecimento de sintomas durante a noite. A asma interfere
nas atividades diárias, prejudicando o estudo, o trabalho
e atividades esportivas. A função pulmonar já se encontra
alterada, em intensidade variável, mesmo nos momentos fora
de crises.
Asma Forte
ou Grave:
Os sintomas
são intensos, freqüentes - em alguns casos até diários. Há
um nítido prejuízo do sono e do descanso, interferindo de
forma importante no desempenho escolar e profissional. As
atividades físicas estão limitadas. A função pulmonar está
bem baixa. A pessoa apresenta um grande reflexo da doença
em sua vida. Se você suspeita que tem asma ou que seu filho(a)
tem asma, procure o médico especialista: ele pode identificar
corretamente a doença.
Classificação
As crises de asma podem ser de diferentes intensidades:
Sintomas
iniciais de uma crise (CRISE LEVE):
-
Sensação de aperto
no peito.
-
Leve cansaço.
-
Tosse ou chiado
quando ri ou aos esforços.
-
Pigarro insistente.
-
Olheiras, coceira
no nariz, nos olhos.
-
Pouca alteração
na medida do PFE - Pico de Fluxo Expiratório (a medida
corresponde a 80% do valor esperado).
Se os
sintomas não desaparecem (CRISE MODERADA):
-
O desconforto
respiratório torna-se perceptível.
-
Surge fadiga e
cansaço fácil: respiração mais rápida que o usual.
-
Falta de ar (dispnéia)
e chiado.
-
PFE altera-se:
cai entre 50 e 80% do valor normal da pessoa.
Se a crise
não cede (CRISE GRAVE):
-
O desconforto
respiratório é intenso: a respiração é difícil, entrecortada
e ofegante.
-
Surgem suores,
temperatura baixa, falta de ar intensa.
-
Dificuldade para
falar, caminhar ou alimentar-se.
-
A tosse é bastante
incômoda.
-
Observa-se batimento
das asas do nariz, uso da musculatura do pescoço e do
peito para respirar.
-
Lábios e unhas
roxas ou azuladas.
-
O efeito da nebulização
ou do spray é curto e os sintomas voltam logo.
-
A medida do PFE
está abaixo da meta de valor normal da pessoa.
3.
TIPOS DE ASMA
INTRÍNSECA
OU ATÓPICA
Poluição
Extradomiciliar : é definida como acúmulo atmosférico de substâncias
em um grau que se torna prejudicial a humanos, animais e plantas.
Seu controle escapa às pessoas e ao médico. O efeito dos poluentes
sobre a asma ainda não está completamente estabelecido, mas
em alguns casos pode piorar sintomas.
Determinadas
condições climáticas também podem afetar asmáticos . É comum
dizer-se que alguém piorou devido à "mudança do tempo".
Alergia:
É mais comum nas crianças e adolescentes. No Brasil, a participação
de pólens é pobre, sendo mais freqüente a sensibilização à
poeira domiciliar e aos ácaros ambientais. Na verdade, o que
se chama de poeira domiciliar compreende um acúmulo de matérias
(vivas ou inertes) como fibras de tecidos, restos alimentares,
fragmentos e fezes de baratas, escamas de pele humana e animal,
pólens, insetos, ácaros, bactérias e fungos. É o alérgeno
mais importante para o aparelho respiratório.
Os
ácaros ocupam posição de destaque como provocadores de sintomas
alérgicos e no Brasil citam-se pelo menos sessenta espécies
de ácaros, em especial: dermatophagoydes pteronissimus, dermatophagoydes
farinae, blomia tropicalis, ácaros de estocagem. Estes seres
microscópicos desenvolvem-se predominantemente em climas úmidos
e moderadamente frios, sendo suas fezes as principais causadoras
da asma (bolotas fecais).
O
clima ameno e úmido predominante no período de inverno em
grande parte do território brasileiro é fator auxiliar na
reprodução destes ácaros e no aumento da incidência de asma
nesses períodos.
A
sensibilidade aos antígenos da barata - em especial a Blatela
germanica e a Periplaneta americana tem sido estudada como
importante alérgeno em residências, principalmente entre populações
urbanas carentes.
Os
animais domésticos, em especial o cão e o gato, podem atuar
como desencadeantes de crises, não apenas em função do pêlo,
mas também da saliva e urina desses animais.
Os
mofos ou bolores são constituídos por fungos, sobretudo do
grupo Aspergillus, Alternaria, Penicilium, Cladosporium, podendo
ser encontrados no ambiente domiciliar.
A
inalação passiva de fumaça de tabaco representa, principalmente
para a criança uma grande causa de provocação ou de piora
de crises de asma no ambiente intradomiciliar. A fumaça de
cigarro é extremamente irritante para a mucosa respiratória
do asmático.
Hormônios:
o exemplo clássico é a asma da grávida. Citam-se também casos
mais raros com pílulas anticoncepcionais e determinados hormônios.
Irritantes:
A inalação de fumaças, perfumes, odores ativos, ar frio, poluição,
gases, aerosóis podem, em alguns casos, provocar asma.
EXTRINSECA
OU NÃO-ATÓPICA
Infecções:
As infecções respiratórias, em especial aquelas causadas por
vírus (exemplo: gripes ou resfriados) são importantes gatilhos
de crises. Outras infecções crônicas, como as sinusites podem
provocar crises.
Exercício:
Alguns asmáticos, em especial as crianças e adolescentes,
podem apresentar crises após exercícios físicos, como a corrida
e o futebol, necessitando de medicação específica.
Medicamentos:
a asma por determinados remédios é mais comum em adultos,
não sendo obrigatória a história de episódios anteriores da
doença. Citam-se a asma por aspirina, por determinados antinflamatórios
etc.
Aditivos:
Substâncias contidas em alguns alimentos artificializados
são chamadas aditivos alimentares e podem causar crises de
asma. O exemplo mais característico é o dos sulfitos.
Fatores
ocupacionais: a asma pode advir de substâncias inaladas em
ambiente de trabalho, com ou sem mecanismo alérgico associado.
Aspectos
emocionais: Embora não possa ser considerada uma "doença
nervosa", a asma interrelaciona-se intimamente com os
aspectos emocionais do doente, podendo surgir crises nos momentos
de stress. Por outro lado, a continuação crônica da doença
pode deixar o paciente mais ansioso, atuando sobre seu psiquismo.
Medida
do Pico de Fluxo Expiratório (PFE)
Uma maneira
de avaliar a intensidade da crise é a medida do Pico de Fluxo
Expiratório (PFE) ou Peak Flow. Utiliza-se um aparelho portátil,
que pode ser utilizado no consultório ou na própria residência
do paciente, pois sua técnica é bastante simples.
A medida
do PFE serve para medir a velocidade que o ar é expelido dos
pulmões.
Como na
crise de asma os brônquios encontram-se estreitados, há uma
dificuldade na passagem do ar. Sendo assim, os valores do
PFE caem e esta queda é proporcional à gravidade: numa crise
leve, a queda do valor do PFE é pequena, enquanto que nas
crises moderadas e graves, torna-se mais acentuada.
Existe
uma tabela com os valores considerados normais, de acordo
com a idade e com certas características de cada pessoa. No
entanto, o ideal é descobrir qual é o valor normal para cada
um, seja adulto ou criança: recomenda-se repetir a medida
do PFE por 20 dias (manhã e noite) até que se obtenha seu
valor médio.
Assim
como o paciente hipertenso pode verificar em casa sua pressão
sanguínea, o asmático também pode verificar o seu grau de
obstrução das vias aéreas e assim avaliar objetivamente o
grau de seus sintomas, auxiliando o médico no tratamento.
Para usar
o aparelho, deve-se realizar os seguintes procedimentos:
-
Ficar em pé e
tirar alimentos ou chicletes da boca.
-
Segurar a aparelho
com cuidado para não tampar a saída do ar.
-
Verificar se o
marcador está no ponto zero.
-
Encher bastante
o peito de ar com a boca aberta.
-
Colocar o bocal
do aparelho dentro da boca e soprar com toda a força e
o mais rápido que puder.
-
Ler na escala
do aparelho o número marcado.
-
Repetir três vezes
e anotar o seu melhor resultado, isto é, a maior medida.
Os nebulizadores
tornaram-se muito populares ultimamente devido à facilidade
para adquiri-los, mas os responsáveis precisam lembrar que
nebulização também é remédio e necessita ser feita sob orientação
do médico. A criança deve fazer a nebulização sentada, em
posição correta e nunca dormindo ou com chupetas. É preciso
que a esterilização do aparelho seja feita rigorosamente.
Cortisona
é o nome comum para todos os medicamentos pertencentes ao
grupo dos corticosteróides. É utilizada como medicamento há
mais de trinta anos, e desde a sua descoberta reduziram-se
os dados sobre a gravidade e mortalidade de asma.
A cortisona
é o medicamento que melhor atua na inflamação dos brônquios
e está indicada de maneira imperativa nas crises fortes e
graves. Acredita-se que uma das causas do aumento da mortalidade
pela asma seja o medo de iniciar-se a cortisona deixando que
uma crise possa piorar e complicar-se.
É uma
medicação que só deve ser utilizada sob orientação médica
e jamais comprada sem a respectiva receita. Recomenda-se não
repetir receitas anteriores ou que "deram certo"
para outras pessoas.
Atualmente
já se dispõe de "bombinhas de cortisona" que são
potentes antinflamatórios inalados (preventivos). Atuam nos
períodos entre as crises, prevenindo os sintomas agudos, com
um mínimo de efeitos colaterais.
O uso da cortisona inalada (através de bombinhas ou de nebulizações)
deve ser feito por período de tempo prolongado e mesmo na
ausência de sintomas. Converse com seu médico e perca o medo
da cortisona, mas só utilize quando ele achar necessário e
da maneira que foi orientado.
4. FISIOPATOLOGIA
A obstrução
de vias aéreas em asma é devido a uma combinação de fatores
que incluem (1) espasmo de rotas aéreas músculo liso; (2)
edema de mucosa de rotas aéreas; (3) aumento secreção de muco;
(4) celular, especialmente eosinófilos, infiltração das paredes
de rotas aéreas,; e (5) dano e descamação do epitélio de rotas
aéreas.
Antigamente,
foi enfocada atenção em broncoespasmo devido a contração dos
músculo lisos como o contribuinte principal para a obstrução
de rotas aéreas.
Mais recentemente,
é apreciado que asma, particularmente em sua forma crônica,
verdadeiramente é uma doença inflamatória das rotas aéreas.
Lavagem
broncoalveolar (BAL) e estudo de biópsia, até mesmo de pacientes
com asma moderada, mostra a presença de uma resposta inflamatória
que envolve infiltração em particular com eosinófilos e linfócitos,
e descamação de célula epitelial.
Tipicamente,
todos o asmáticos com doença ativa têm rotas aéreas hiperreativas,
manifesta como resposta broncoconstritora exagerada a muitos
incentivos diferentes. Ambos são altamente correlatados com
a severidade da doença e a necessidade por drogas.
Pesquisas
de fisiopatologia da asma durante a última década enfocou
células inflamatórias e os mediadores deles, mecanismos neurogênicos,
e anormalidades vasculares envolvidos.
Os leucócitos
parecem ser importantes na resposta de broncobstrução aguda
para alérgenos inalado e talvez no exercício, mas menos importante
na patogênese de inflamação crônica que outras células, especialmente
os eosinófilos que contém proteínas capaz prejudicar o epitélio
das vias aéreas .
O número
de eosinófilos em sangue periférico e fluido de BAL correlata
de perto com o grau de hiperreatividade bronquial. Macrofágos,
linfócitos, e os produtos secretórios deles/delas podem ajudar
a perpetuar a inflamação de rotas aéreas. O papel dos neutrófilos
é desconhecido.
Muitos
mediadores inflamatórios identificados nas secreções de rotas
aéreas de pacientes com asma contribuem a broncoconstrição,
secreção de muco, e vazamento microvascular.
Um componente
constante de reações inflamatórias, conduz a edema de submucosa,
aumenta resistência de rotas aéreas, e contribui a hiperreatividade
bronquial. Ou são lançados mediadores inflamatórios ou são
formados como conseqüência de reações alérgicas no pulmão;
eles incluem histamina, produtos de ácido aracnóide (leucotrieno
e prostaglandina ambos de que podem causar aumento passageiro
em hiperreatividade de rotas aéreas) .
Em inalação,
PAF, uma substância derivada do lipídeo, pode causar um estado
prolongado de hiperreatividade bronquial (até 4 semanas) em
não asmático.
Especulações
sobre influências da patogênese neurogênica de asma conduziu
à teoria colinérgica. Enquanto broncoconstrição de reflexo
colinérgico , provavelmente acontece na resposta broncoconstritiva
aguda a inalação de substâncias irritantes, despertou recente
interesse em mecanismos neurogênicos e enfocou neuropeptídeos
lançados de nervos sensórios por uma via de reflexo axônica.
Estes
peptídeos que incluem substância como a neurocinina P, e o
peptídeo calcitonina , tenha (respectivamente) permeabilidade
vascular e atividade secretadora de muco, atividade broncoconstritora,
e um efeito de adiamento vascular bronquial.
Células
inflamatórias, mediadores lançados por estas células ou sintetizadas
através de outras células, e moléculas biologicamente ativas
lançadas de nervos sensórios que agem nas rotas aéreas pulmonares
e na região microvascular deles/delas, contribuem ao tipo
especial de inflamação de vias aéreas que é característico
de asma.
5. TRATAMENTO
Vacinas
O objetivo
principal do tratamento é controlar a asma, permitindo uma
vida normal ao asmático.
O propósito
das vacinas utilizadas no tratamento da asma é diminuir a
sensibilidade a certos agentes provocadores das crises (antígenos)
que são impossíveis de serem retirados da vida do alérgico,
como por exemplo a poeira de casa. Apesar das medidas de controle
ambiental, alguns asmáticos necessitarão também de usar vacinas
específicas para tratamento da doença.
O tratamento com vacinas é prolongado, utilizando-se injeções
periódicas subcutâneas com doses crescentes do antígeno.
As vacinas
estão indicadas apenas nos casos de asma alérgica e seu objetivo
é estabelecer um "escudo" que permita ao alérgico
viver melhor em seu ambiente. Entretanto, as vacinas não substituem
as medidas de controle ambiental!
Reeducação
Postural
Numa visão
mais moderna, dividimos o corpo em cadeias musculares que
são grande grupos musculares. Temos a cadeia respiratória
(inspiratória), a cadeia anterior e a posterior, que são entre
outras as mais importantes do corpo. Tem pessoas que se encurvam
para frente, apresentam encurtamento da cadeia anterior outras
são retas de mais, tem a coluna retificada, apresentam portanto
um encurtamento da cadeia posterior. No Paciente asmático
a cadeia respiratória, geralmente se encontra encurtada e
tem relação com toda a coluna vertebral. Dizemos que o paciente
apresenta um bloqueio inspiratório ou seja, ele usa para respirar
mais a parte superior do tórax e apresenta uma diminuição
do movimento da caixa torácica inferior com o diafragma tendo
sua função invertida. Na inspiração, ele ao invés de crescer
a barriga, encolhe a barriga dificultando assim a descida
do diafragma. Com o passar dos anos, esta respiração errada,
provoca um desequilíbrio de toda a musculatura do tórax levando
ao surgimento de deformidades torácicas como: peito de pombo,
peito escavado, depressão sub-mamária, tórax em tonel, entre
outras. Promove também como conseqüência alterações da coluna
vertebral, desvios da coluna "escoliose", postura
cifótica "corcunda", ombros caídos, aumento da curvatura
da região lombar da "hiperlordose" etc. O Paciente
cria o círculo vicioso no qual a respiração a respiração errada
priora a postura errada e a postura errada piora a respiração.
Para tratamento
utilizamos uma das técnicas mais modernas que se chama Reeducação
Postural Global ou simplesmente RPG, que foi desenvolvida
por um francês Philippe Souchard. O Método visa reeducar a
respiração e o corpo ao mesmo tempo promovendo assim uma reestruturação
Postural Global. O trabalho é feito através de posturas estáticas
de alongamento e relaxamento de todos os músculos do corpo
de forma suave e progressiva. Assim sendo, vamos esticar o
fio das retrações musculares do paciente. Imaginemos várias
pessoas numa roda, de braços dados, se uma das pessoas tropeça,
carregará todas as outras no seu desequilíbrio. No decorrer
das sessões o paciente vai aprender a conhecer sua respiração
e saber posicionar seu corpo corretamente. Com o tempo se
inicia um processo de automatização e o corpo vai assumindo
uma postura adequada.
Utilizamos
também técnicas de manipulação manual para o relaxamento muscular
pois o nível de tensão do paciente que tem asma é muito grande
e sabemos como é importante o fator psicológico, principalmente
no paciente idoso, pois corpo e mente caminham sempre juntos.
É
feito pelo fisioterapeuta uma avaliação rigorosa e a partir
daí é traçado um programa individualizado para cada paciente
e no final de 10 sessões já podemos observar alguma melhora.
O trabalho é feito em pessoas idosas, adultos e crianças,
nestas trabalhamos hoje no sentido de evitar a instalação
de deformidades.
Vale
salientar aqui a importância das alterações causadas pelos
pacientes que respiram pela boca, esta respiração errada causa
transtornos gerais na criança com deformidades de tórax e
alterações da coluna vertebral. Esta respiração produz uma
diminuição de oxigenação pulmonar e consequentemente a instalação
de um vício respiratório causando distúrbios gerais de crescimento,
aprendizado, fala associado à uma angústia respiratória que
se reflete numa diminuição na qualidade de vida do paciente.
Exercícios
A
natação é o esporte teoricamente mais indicado para quem tem
asma. No entanto, deve ser evitado em crianças com deformidades
do tórax ou no caso de maus hábitos respiratórios, como naquelas
que respiram pela boca. Essas crianças devem primeiro realizar
um tratamento com fisioterapia, ou seja, corrigir suas deficiências
respiratórias e depois iniciar a natação. Os esportes de maneira
geral, em especial os aeróbicos estão liberados para os asmáticos.
Se uma pessoa tem crises com exercício físico, deve-se procurar
outros exercícios aos quais ela se adapte ou fazer uma medicação
prévia que permita que ela consiga desempenhar o esforço adequadamente.
O
estímulo da vida ao ar livre e das brincadeiras infantis também
é importante na integração do asmático ao seu meio social.
Brincando, a criança também se exercita. A ginástica respiratória
(cinesioterapia ou fisioterapia respiratória) tem por objetivo
restaurar o equilíbrio alterado das vias aéreas pela doença
e corrigir suas conseqüências como as chamadas deformidades
torácicas.
O
alérgico bem orientado pode ter uma vida normal, sem grandes
restrições.
Pesquisa
de Campo
-
No asmático, o
tempo de inspiração fica igual ao tempo de expiração;
-
O posicionamento
do paciente para proporcionar melhor conforto respiratório
é sentado, durante a crise, com inclinação anterior, com
apoio na mesa;
-
Uso de aerosol
com máscara ou outra pessoa segurando. O paciente não
deve segurar o aparelho porque há maior esforço da musculatura
torácica; deve ser constituído de broncodilatador e soro
fisiológico à 9%;
-
Compressão do
tórax ou abdômen ou uso de faixa costo-cinética para a
realização do freno labial;
-
Na tosse, o padrão
ventilatório usado é o seguinte: duas inspirações nasais
curtas, seguido de apnéia e deglutição. Por último, realiza-se
o freno labial, associado a compressão abdominal para
cima e para dentro;
-
O Fisioterapeuta
tem a função também de orientar a técnica correta de uma
nebulização eficiente assim como o uso de bombinhas, espaçadores
e do Peak flow.