Cavalos
Características
dos cavalos
"Cavalo" (do latim caballus), é um mamífero ungulado
de grande porte. Portador de uma cauda vertebral muito curta,
mas prolongada por longos pêlos, o cavalo é reconhecido também
pelas orelhas curtas, eretas, e a crina pendente. A dentição
apresenta longos incisivos, cujo grau de desgaste indica a
idade do animal, e grandes molares. Um grande casco envolve
totalmente a última falange do único dedo em que termina cada
membro, esse casco chega a pesar até 500 g. O cavalo é herbívoro,
granívero e corredor, e não tem outra arma além dos cascos,
sua rapidez e fuga evita muitas vezes os confrontos.
A fêmea (égua) tem um filho (potro ou poldro) por gestação,
e essa gestação dura 11 meses.
Evolução
A evolução do cavalo foi marcada pelo aumento de tamanho,
a redução e, depois, o desaparecimento dos dedos laterais,
ao mesmo tempo que ocorreu o crescimento do dedo médio, a
molarização dos pré-molares e o desaparecimento dos caninos.
História
A domesticação dos cavalos foi muito importante para o desenvolvimento
das civilizações asiáticas e européias. Isso ocorreu a 3 mil
anos atrás.
Na Europa
Ocidental, até a Idade Média, a posse e o uso do cavalo eram
exclusivos da casta aristocrática dos cavaleiros, que o empregava
na guerra, no jogo e na ostentação social. Além de seu emprego
militar (cavalaria), o cavalo foi usado como animal de carga
e de sela, como animal de atrelamento (carroça, charrete,
barco, trenó, máquina agrícola), para bater cereais ou para
a movimentação de mecanismos destinados a moer (moinho de
farinha, extrator de óleo, amassador de frutas), bater os
grãos ou elevar a água (nora).
No séc. XIX, a modernização da agricultura, o desenvolvimento
da mecanização e o melhoramento dos transportes provocaram
uma procura crescente do cavalo. A criação se organizou para
responder a essa procura. As grandes raças de prestígio começaram
a individualizar-se sob a dupla tutela dos haras e das autoridades
agrícolas.
Os cavalos aumentaram de peso e tamanho, mas conservaram em
geral sua aptidão para o deslocamento rápido, pois muitos
deviam puxar, em grande velocidade, cargas cada vez mais pesadas.
O cavalo foi empregado em diversos trabalhos, nas mais diversas
condições, às vezes, muito duras. Porém, com bom trato, o
cavalo provou ter boa adaptabilidade ao trabalho.
No Brasil, o cavalo começou a substituir o boi na aração e
nos transportes no séc. XVIII e vem sendo substituído pelos
meios mecânicos.
Raças
brasileiras
As principais raças brasileiras são o comum, descendente do
berbere (Minas, Nordeste e Rio Grande do Sul); o Guarapuara
ou Guarapuavano (Santa Catarina, Paraná e São Paulo); o Mangalarga
paulista, o Mangalarga mineiro e Mangalarga Marchador (este
em Minas); o Pantaneiro (fixado no Pantanal há três séculos);
o Crioulo (Rio Grande do Sul); o Campeiro (Santa Catarina)
e o Nordestino. O rebanho brasileiro é calculado em 5,4 milhões
de cabeças (1984).
Curiosidade
O Cavalo pode viver em média 25 anos, porém, foi registrado
um cavalo com 40 anos.
O cavalo de corrida chega a correr até 68 km/h.
Veja abaixo algumas das principais raças de cavalos
Andaluz
Brasileiro
Árabe
Crioulo
Holsteiner
Mangalarga
Pura Raça Espanhola
Puro Sangue Inglês
Puro Sangue Lusitano
Quarto de Milha
Coalheira
Até o séc. X, o cavalo ainda era atrelado de tal maneira que,
ao puxar a carroça, ficava em perigo de morrer asfixiado.
É que a coalheira era presa ao redor do pescoço, forçando
a garganta durante a marcha. Desse modo, o rendimento do animal
era bastante reduzido, e um cavalo não podia puxar mais de
500 kg. Quando se passou a colocar a coalheira à altura das
espáduas, cresceu a capacidade de tração do cavalo.
Classificação
Família dos Equídeos