CICLO
DO
CARBONO
O
carbono é o elemento fundamental na constituição das moléculas
orgânicas. O carbono utilizado primariamente pelos seres
vivos está presente no ambiente, combinado ao oxigênio e
formando as moléculas de gás carbônico
presentes na atmosfera ou dissolvidas nas águas dos
mares, rios e lagos.
O
carbono passa a fazer parte da biomassa através do processo
da fotossíntese. Os seres fotossintetizantes incorporam
o gás carbônico atmosférico, transformando-se em moléculas
orgânicas. O ciclo do carbono é o seguinte: O carbono é
absorvido pelas plantas. Uma vez incorporado às moléculas
orgânicas dos produtores, poderá seguir dois caminhos: ou
será liberado novamente para a atmosfera na forma de CO2,
como resultado da degradação das moléculas orgânicas no
processo respiratório, ou será transferido na forma de moléculas
orgânicas aos animais herbívoros quando estes comerem os
produtores (uma parte será transferida para os decompositores
que liberarão o carbono novamente para a atmosfera, degradando
as moléculas orgânicas presentes na parte que lhes coube).
Os animais, através da respiração, liberam à atmosfera parte
do carbono assimilado, na forma de CO2..
Parte
do carbono contido nos herbívoros será transferida para
os níveis tróficos seguintes
e outra parte caberá aos decompositores
e, assim, sucessivamente, até que todo o carbono fixado
pela fotossíntese retorne novamente à atmosfera na forma
de CO2.
Emissão
de Carbono na Atmosfera
O
gás carbônico existente na atmosfera é essencialmente originado
pelo processo de respiração (79%). Pode
ser gerado ainda pela queima de material orgânicos, combustíveis
fósseis (gasolina, querosene, óleo diesel, xisto,
etc) ou não (álcool, óleos vegetais). Pode ainda ser resultado
da atividade vulcânica.
Os
solos ricos em matéria orgânica em decomposição (pântanos)
apresentam grande concentração de CO2.
O gás carbônico presente na atmosfera é importante componente
do efeito estufa, um fenômeno atmosférico natural, que ocorre
porque gases como o gás carbônico (CO2),
vapor de água (H2O), metano
(CH4), ozônio (O3)
e óxido nitroso (N2O) são transparentes
e deixam passar a luz solar em direção à superfície da Terra.
Esses gases porém são praticamente
impermeáveis ao calor emitido pela superfície terrestre
aquecida (radiação terrestre). Esse fenômeno faz com que
a atmosfera permaneça aquecida após o pôr-do-sol,
resfriando-se lentamente durante a noite.
Em
função dessa propriedade física, a temperatura média global
do ar próximo à superfície é de 15 ºC. Na sua ausência,
seria de 18 ºC abaixo de zero. Portanto, o efeito estufa
é benéfico à vida no planeta Terra como hoje esta é conhecida.
Desse modo, a questão preocupante é a intensificação do
efeito estufa em relação aos níveis atuais. Quanto maior
a concentração de gases estufa na atmosfera, maior será
a capacidade de aprisionar a radiação terrestre (calor)
e maior será a temperatura da Terra. O principal gás estufa
é o vapor de água, porém sua concentração é muito variável
no tempo e espaço. O CO2, segundo
gás em importância, tem causado polêmica quanto à quantidade
emitida e principais locais e fontes de emissão, além da
necessidade de controle de emissões. Isso ocorre devido
ao aumento de sua concentração na atmosfera (cerca de 0,5%
ao ano) e seu tempo de vida na atmosfera, que é de até 200
anos. Como considera Cunha, 1997: "a necessidade de
estabelecimento de protocolos de controle de emissões de
gases estufa é incontestável, pois testar a hipótese do
efeito estufa intensificado em um experimento com próprio
Globo seria bastante arriscado.
Hoje,
à indagação do que ocorrerá com o aquecimento global, caso
não haja controle nas emissões dos gases de estufa, não
tem como escapar do lugar comum: quem viver, verá!.