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  Matérias :: Biologia :: Material didático

  Autoria: Jefferson André Estrela


 


Crustáceos

Os crustáceos são animais artrópodes, em sua grande maioria aquáticos, entre eles, os camarões, os caranguejos, os siris, o tatu-bola de jardim. Os crustáceos podem ser caracterizados pela presença de dois pares de antenas na região mais anterior da cabeça. As primeiras antenas têm uma origem similar às antenas de outros artrópodes. O segundo par, contudo, provavelmente originou-se a partir de transformações em apêndices da região anterior do corpo que foram incorporados à cabeça. As mandíbulas constituem o terceiro par de apêndices da cabeça. Na maioria das espécies são utilizadas para triturar e moer, sendo curtas e fortes. Além desses três pares de apêndices, na cabeça há mais dois pares alimentares acessórios chamados de primeira e segunda maxilas. O corpo dos crustáceos é extremamente variável, conforme o tipo de especializações de cada espécie. Todavia, a partir de estudos comparativos é possível, estabelecer algumas semelhanças básicas e fazer inferências sobre a forma ancestral dos crustáceos viventes. A estrutura básica do tronco desses animais seria formada de muitos segmentos similares, cada qual com um par de apêndices, sendo que na base do último segmento há um ânus. Nas diversas espécies ocorreu, às vezes, a fusão de alguns segmentos, às vezes a expansão de um dos segmentos, ou outras modificações. O corpo dos crustáceos, é recoberto por uma carapaça, denominada cutícula que geralmente é calcificada. As formas de alimentação podem variar muito, porém o tubo digestivo, na maioria dos casos, é reto, iniciando-se numa boca que ocupa posição ventral na cabeça. A porção anterior do aparelho digestivo, apesar de ter às vezes a conformação de um simples esôfago, é normalmente dilatada funcionando como um triturador de alimento, graças à presença de dentículos ou ossículos em suas paredes. Segue-se a esse intestino anterior, a porção do tubo onde o alimento é absorvido, o intestino médio, onde desembocam dois cecos. Em vários animais as células dos cecos são bastante especializadas, secretando enzimas digestivas. As excretas são armazenadas em nefrócitos, células presentes na maioria dos artrópodes, e, entre os crustáceos, situadas nos eixos das brânquias e nas bases das pernas. O sistema nervoso dos crustáceos também é bastante similar ao dos outros artrópodes, notando-se a ocorrência de gânglios nervosos que podem ser maiores ou menores conforme a espécie considerada. O sistema circulatório é do tipo aberto, ou seja, há um coração de onde partem veias e artérias, mas nos órgãos e tecidos o sangue passa a circular em lacunas onde há a troca de nutrientes, gases, excretas, etc.. A reprodução nesse grupo de animais é sexuada, sendo que, salvo algumas exceções, os indivíduos apresentam sexos separados. Entre as poucas espécies hermafroditas podem os citar as cracas. O desenvolvimento dos crustáceos é indireto, em outras palavras quando há a eclosão do ovo, o indivíduo encontra-se num estágio de larva e através de algumas transformações, ao longo do tempo, adquire a forma do adulto. As cerca de quarenta mil espécies do subfilo Crustacea possuem uma grande diversidade de formas, por isso, para conhecermos melhor algumas de suas características, é fundamental estudarmos cada uma das grandes classes que compõem o grupo dos crustáceos. As espécies da Classe Malacostraca caracterizam-se por possuir um tórax composto por oito segmentos e o abdômen por seis segmentos. Crustáceos bastante conhecidos como os siris, caranguejos, camarões e tatuzinhos de jardim pertencem a essa classe, o que deixa claro que animais consideravelmente diferentes compõem esse grade grupo. A nutrição, por exemplo, é um aspecto bastante diverso entre os malacostracos: alguns como os siris são predadores, outros são filtradores como os camarões. A classe Brachiopoda reúne crustáceos pequenos, em geral com menos de um centímetro de comprimento. Esses diminutos animais com formas de corpo variadas, são planctônicos, possuindo uma carapaça mais espessa na região do tronco. A Classe Copepoda também é constituída por espécies planctônicas de tamanho pequeno, mas nesse caso o corpo é geralmente cilíndrico. É interessante notar que cerca de vinte e cinco por cento dos copépodes são parasitas de peixes, aderindo-se às brânquias ou à pele do animal. À Classe Ostracoda pertencem seres milimétricos cujo corpo está totalmente incluso numa carapaça bivalve. A Classe Cirripedia inclui crustáceos presos ao substrato como as cracas. Finalmente, um número restrito de espécies compõe a Classe Rimipedia. Acredita-se que esses crustáceos são os que guardam maiores semelhanças com os ancestrais do grupo. São animais encontrados em cavernas submarinas das Bahamas e das Ilhas Canárias, que possuem corpo alongado, com os vários apêndices muito similares.

 
 

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