Efeito Estufa
A atmosfera da Terra é constituída de gases
que permitem a passagem da radiação solar, e absorvem grande
parte do calor (a radiação infravermelha térmica), emitido
pela superfície aquecida da Terra. Esta propriedade é
conhecida como efeito estufa. Graças a ela, a temperatura
média da superfície do planeta mantém-se em cerca de 15°C.
Sem o efeito estufa, a temperatura média da Terra seria de
18°C abaixo de zero, ou seja, ele é responsável por um
aumento de 33°C. Portanto, é benefício ao planeta, pois cria
condições para a existência de vida.
Quando se alerta para riscos relacionados com o efeito
estufa, o que está em foco é a sua possível intensificação,
causada pela ação do homem, e a conseqüência dessa
intensificação para o clima da Terra. A hipótese da
intensificação do fenômeno é muito simples, do ponto de
vista da física: quanto maior for a concentração de gases,
maior será o aprisionamento do calor, e conseqüentemente
mais alta a temperatura média do globo terrestre. A maioria
dos cientistas envolvidos em pesquisas climáticas está
convencida de que a intensificação do fenômeno em
decorrência das ações e atividades humanas, provocará esse
aquecimento. Uma minoria discorda disso e indaga em que
medida esse aquecimento, caso esteja ocorrendo, se deve ao
efeito estufa, intensificado pela ação do homem. Sem dúvida,
que as descargas de gases na atmosfera por parte das
indústrias e das frotas de veículos, contribuem para
aumentar o problema, e naturalmente ainda continuarão a ser
objeto de muita discussão entre os cientistas e a sociedade.
EFEITO ESTUFA:
A
Terra e o Sol

A causa
fundamental de todas as situações meteorológicas na Terra é
o Sol e a sua posição em relação ao nosso planeta, não
devendo entender-se por isto as variações estacionais que
ocorrem ao mesmo tempo em que a Terra progride na sua órbita
anual. A energia calorífica fornecida pelo Sol afeta
diretamente a densidade do ar (o ar quente é mais leve do
que o ar frio), provocando assim todos os gradientes de
pressão importantes que causam o movimento do ar numa
tentativa para minimizar a distribuição deles. O movimento
constante da atmosfera depende, assim, do balanço de
energia, fator que temos de considerar sob dois aspectos: o
balanço, ou "orçamento", entre a Terra e o espaço, porque
este determina a temperatura média da atmosfera, e o
balanço, ou "orçamento", no seio da atmosfera em si, porque
este é a causa fundamental das condições meteorológicas.
O "orçamento" Terra-espaço:
ganhos
O Diagrama abaixo mostra o balanço da
radiação na Terra

Todos os
"orçamentos" são uma questão de receita e despesa ou de
entradas e saídas. Neste caso, as entradas são a radiação
recebida do Sol e as saídas são a perda de radiação pela
Terra. A prazo longo, estas quantidades deveriam
equilibrar-se, mas no decurso da história da Terra é sabido
que deve ter havido pequenos desequilíbrios, como evidenciam
as ocorrências de idades do gelo.
O Sol emite radiação de onda curta a uma razão que varia
pouco, pelo que é designada constante solar. Esta emissão
fornece a energia para toda a vida natural e movimentos no
nosso planeta. Quando atinge a Terra a radiação solar é
refletida, retrodifundida e absorvida por várias
componentes: 6% é retrodifundida para o espaço pelo próprio
ar, 20% é refletida pelas nuvens e 4% pela superfície do
Globo. Deste modo, 30% da radiação perde-se para o planeta
por estes processos, que coletivamente constituem o albedo.
As nuvens absorvem 3% da radiação solar restante, ao passo
que o vapor de água, as poeiras e outros componentes no ar
contam para mais 16%. O resultado de todas estas
interferências atmosféricas é garantir que apenas 51% da
radiação solar incidente atinja verdadeiramente a superfície
do Globo.
Esta quantidade é apenas uma média e dissimula na quantidade
de radiação solar que chega ao solo em diferentes pontos do
planeta. Porque a Terra é esférica, as regiões tropicais são
atingidas por três vezes mais radiação solar do que as
regiões polares. Além disso, devido à distribuição da
nebulosidade, as regiões equatoriais recebem somente mais
metade da radiação solar do que a recebida pelos desertos
quentes e secos da Terra, onde cerca de 80% da radiação
total penetra na atmosfera atinge o solo. E nas latitudes
médias nubladas a radiação solar recebida no solo é somente
um terço da que se encontra nos desertos.
O "orçamento" Terra-espaço: perdas
A entrada da radiação solar tem de ser equilibrada por
uma saída de calor enviado pela Terra, o que resulta de
radiação pela atmosfera.
Ao contrário da radiação de onda curta, a radiação da Terra
ocorre sob a forma de onda longa e é por isso muito mais
absorvida pelo vapor de água e dióxido de carbono existentes
na atmosfera. Da radiação emitida pelo globo terrestre (a
parte sólida da Terra), cerca de 90% é absorvida pela
atmosfera, que irradia cerca de 80% de novo para o solo.
Deste modo, a atmosfera atua como uma cobertura ou como o
vidro de uma estufa, e daí o chamado
efeito estufa.
Como resultado, apenas uma pequeníssima quantidade de
radiação terrestre se escapa diretamente para o espaço.
O que está acontecendo?
O problema é que nós, os humanos, estão
adicionando cada vez mais dióxido de carbono na atmosfera ao
queimarmos combustíveis fosséis para obter energia. Nós
também temos adicionado gases de efeito estufa que não estão
presentes naturalmente na atmosfera (Óxido nitroso e o CFC).
E ainda, nós continuamos a cortar milhares e milhares de
árvores por dia, fazendo com que elas fiquem incapazes de
retirar o dióxido de carbono do ar e substituí-lo por
oxigênio.