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  Matérias :: Biologia :: Material didático

  Autoria: Adriana Dias


 


Epidemiologia

Bases epidemiológicas da doença:

Cadeia epidemiológica: agente infectante, fontes de infecção e modos de contágio na vias de penetração.

Introdução

É dedicado ao estudo do processo saúde – doença, título sob o qual é importante oferecer primeiramente a conceituação de epidemiologia. Na seqüência são abordadas as questões causalidades, iceber, história natural e níveis de prevenção da doença.

Agente Infeccioso

O processo infeccioso envolve: o agente infeccioso, as fontes de infecção, o hospedeiro e o processo de transmissão.

O agente etiológico responsável pela infecção é o ser vivo que é capaz de penetrar, alojar-se e multiplicar-se no hospedeiro, espoleando-o e causando-lhe enfermidades. Os vírus, as rickéttsias, as bactérias, os fungos, os protozoários e os helmintos são agentes etiológicos vivos que sobrevivem por parasitismo.

No caso de outras doenças não – infecciosas e muitos fatores de riscos, o agente infeccioso é de natureza inanimada (abiótico): radiações, poluentes químicos do ar, da água, do solo e dos alimentos, drogas, álcool, fumo e outros.

De forma geral, cada doença é provocada por um determinado agente etiológico. Alguns agentes podem provocar vários tipos de doenças. Por exemplo, o estreptococo A beta-hemolítico, é agente de faringite, amigdalite estreptocócica, escarlatina, impetigo, endocardite bacteriana, infecção puerperal estreptocócica, erisipela e distúrbios tardios, como febre reumática e glomerulonefrite. E há doenças que podem ser provocadas por mais de um agente, como, por exemplo a meningite meningocócica, causada por neisseria meningitides, e a meningite pneumocócica, causada por streptococcus pneumonia.

O agente etiológico e os fatores de risco são agentes patogênicos.

O número de espécies suscetíves ao mesmo agente etiológico e variável. Assim, os vírus do sarampo, da varíola e da poliomielite só provocam infecção no homem, enquanto o vírus da raiva infecta quase todos os mamíferos, aves, répteis e peixes. Desse ponto de vista, é mais fácil controlar ou erradicar o sarampo do que a leptospirose.

Um agente infeccioso é considerado mais ou menos agressivo.

Fontes de Infecção

Podemos considerar dois tipos de fontes de infecção: a primária e a secundária.

Fonte primária de infecção – é o ser responsável pela existência do agente etiológico na natureza, onde ele vive e se reproduz, sendo capaz de transmiti-lo a um hospedeiro, diretamente ou com a mediação do ambiente, dando início ao processo infeccioso. A fonte primária pode ser um homem ( antroponose ), um animal ( zoonose) ou mais raramente um vegetal (Fitonose), como, por exemplo, plantas que albergam o paracoccidioides brasilienses, agente da blastomicose sul-americana.

Fonte secundária de infecção –é o local onde o agente fica albergado, aguardando o hospedeiro.

Exemplo: O solo, que abriga o agente do tétano, cuja a fonte primária é o intestino dos eqüinos.

Modos de Contágio, nas vias de penetração 

Pode ser por contato ou contágio direto neste caso, o agente não passa pelo ambiente, quanto a contaminação ambiental o agente passa por considerável permanência no ambiente.

Seu comportamento pode ser:

Passivo: quando a transmissão depende de um transportador, que pode ser um veículo animal chamado vetor mecânico.

Ativo: o sucesso da transmissão depende da capacidade de penetração, contágio mediato ou contato indireto.

O agente permanece por curto período no ambiente.

Podendo esses meios de contatos serem por via oral, nasal, vaginal, anal ou intradérmica etc.

Conclusão

Ao pesquisarmos as bases epidermiológicas da doença, assim com os agentes infectantes, fontes de infecção e vias de contágio de penetração. Concluímos que o estudo da epidemiologia se faz necessário para se reduzir ou erradicar as doenças de origem epidemiológicas, tornando assim uma população mais sadia e saudável.

 

 

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