... Página inicial- FAQ / Ajuda- Add Favoritos


  Bibliotecas
  Biografias autores
  Dicas de estudo
  Dicionários
  Exercícios Prontos
  Mapas
  Personalidades
  Saiba fazer
  Sites de buscas
  Tradutores
  Universidades
  Vestibular
  Administração
  Artes
  Astronomia
  Biologia
  Contabilidade
  Corpo humano
  Direito
  Diversos
  Economia
  Educação física
  Engenharia
  Filosofia
  Física
  Geografia
  História
  Informática
  Inglês
  Matemática
  Medicina
  Português
  Psicologia
  Química
  Religião
  Sociologia
  Completos
  Resumos


BUSCA

 


Publicidade


Recomende


Sobre o site

Contato
-----------------------
Créditos
----------------------- Na mídia
----------------------- Objetivos
----------------------- Parceiros
----------------------- P. de privacidade
-----------------------
Publicidade


  Matérias :: Biologia :: Material didático

  Autoria: Danilo Carvalho Lenarducci


 


Esquistossomose

1.INTRODUÇÃO

Esquistossomose, doença causada pela infecção, em seres humanos, de vermes trematódeos pertencentes ao gênero Schistosoma. Também chamada bilharziose, é muito difundida nos países tropicais e subtropicais, onde se calcula que haja entre 150 milhões e 200 milhões de pessoas infectadas. A doença raramente aparece nos países temperados, embora os vermes estejam presentes. Os helmintos apresentam um ciclo vital complexo: os adultos parasitam um mamífero, em geral o homem, e as larvas vivem em algumas espécies de caracóis do gênero Biomphalaria. Os ovos eliminados pelo hospedeiro transformam-se em larvas imaturas, chamadas miracídios, na água fresca. Essas larvas invadem os caramujos, transformando-se em larvas maduras, chamadas cercárias, e voltando à água. Nesse estágio, penetram na pele do mamífero, migrando pelos vasos sangüíneos até os capilares. Alcançada essa etapa, põem ovos, provocando diversos sintomas conforme sua localização: reações inflamatórias locais, quadros obstrutivos e hemorragias, entre outros.

2.EFEITOS NOS SERES HUMANOS

Há três espécies de esquistossomas que produzem doenças graves: Schistosoma haematobium, S. mansoni e S. japonicum, encontradas nos trópicos e no Oriente. Há ainda cerca de oito espécies que produzem apenas irritações na pele, conhecidas como “coceira de banhista”, em pessoas que se banham nos lagos do centro-norte dos Estados Unidos, especialmente em Michigan e Wisconsin, e do Canadá, especialmente em Manitoba. O esquistossoma egípcio, S. haematobium, foi descrito pela primeira vez pelo médico alemão Theodor Bilharz em 1851. É o agente da esquistossomose vesical. O macho adulto tem cerca de 1,5 cm de comprimento; a fêmea é um pouco maior. As cercárias entram pela pele ou mucosas da pessoa que se banha em águas infestadas e instalam-se na bexiga, onde causam uma grave reação inflamatória, provocando hemorragias, dor e sangue na urina. A espécie S. japonicum é encontrada no Extremo Oriente e responsável pela esquistossomose arteriovenosa; a espécie S. mansoni é encontrada nos trópicos e responsável pela esquistossomose intestinal. Ambas obstruem os vasos sangüíneos que passam pelo fígado e pelo intestino, provocando uma distensão das veias, particularmente as do esôfago (varizes do esôfago). Essas varizes se rompem, causando hemorragia grave. O Brasil é um dos maiores focos endêmicos da esquistossomose intestinal. O parasita S. mansoni está presente em rios de Minas Gerais e do Nordeste e calcula-se em 6 milhões o número de brasileiros infectados.

3.PREVENÇÃO E TRATAMENTO

A profilaxia da esquistossomose é difícil. Alguns resultados têm sido obtidos com o controle dos caramujos hospedeiros, através da aplicação de substâncias químicas como o sulfato de cobre, compostos à base de arsênico e pentadorofenato de cobre e de sódio. A esquistossomose não tratada freqüentemente resulta em morte. Até 1982, nenhuma das diversas drogas usadas para tratar pessoas infectadas era completamente eficaz e todas tinham graves efeitos colaterais. A partir daquele ano, uma nova droga, o praziquantel, passou a ser utilizada, mostrando-se bastante eficaz contra as três espécies causadoras da doença, sem provocar efeitos colaterais. Tomado oralmente, numa só dose, ou em várias doses num só dia, o praziquantel aumenta a permeabilidade da membrana celular do verme aos íons de cálcio, provocando contrações e paralisia de sua musculatura.

 
 

<-Anterior

Página 1
Próxima->

 

Cola da Web.: É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, exceto em trabalhos escolares.