Extinção de Espécies
Desaparecimento
completo de uma espécie animal ou vegetal por falta de adaptação
às mudanças ambientais. Essas alterações podem ser causadas
por processos naturais ou interferência humana. Estima-se
que o número total de espécies no planeta varie de 5 milhões
a 30 milhões. De acordo com a União Internacional para a
Conservação da Natureza (UICN), cerca de um quarto delas
corre o risco de extinção até a metade do próximo século.
Entre os animais ameaçados estão 11% das espécies de aves
e 25% das de mamíferos. No Brasil - país de maior diversidade
biológica do mundo, segundo o Worldwatch Institute (EUA)
-, onde vivem cerca de 15% a 20% do total de espécies do
planeta, 300 animais e vegetais encontram-se em perigo de
extinção.
Causas
e conseqüências - O extermínio de espécies acontece naturalmente
desde o surgimento da vida na Terra. Entre suas principais
causas estão os processos de desertificação, as glaciações
e alterações na atmosfera provocadas por atividades vulcânicas
ou meteoros. Calcula-se que 95% das espécies que já existiram
na Terra desapareceram. Esse processo acontecia a um ritmo
de, aproximadamente, uma espécie extinta a cada 13 meses.
Hoje, segundo a UICN, são cerca de 5 mil espécies por ano,
ou 13,7 por dia. Só na Indonésia, país recordista em destruição
da biodiversidade, some uma espécie por dia. Isso acontece,
sobretudo, pelo aumento da degradação ambiental - como a
poluição das águas, dos solos e do ar -, pelo desmatamento
e pela contaminação do meio ambiente por radioatividade
e agrotóxicos.
Uma
das conseqüências da extinção das espécies é o desequilíbrio
das cadeias alimentares. Com a redução do número de animais
carnívoros, por exemplo, há proliferação de herbívoros,
o que pode aniquilar alguns tipos de vegetal.
Espécies
ameaçadas - Entre os animais em risco no planeta estão o
elefante africano, o cervo da Tailândia, o panda gigante
da China, o cavalo selvagem da Europa Central, o bisão (boi
selvagem) da França, e a baleia-azul. Também correm risco
espécies vegetais como as orquídeas de Chiapas, no México,
e algumas bromélias do continente americano e da África.