Reprodução
nas plantas
REPRODUÇÃO ASSEXUADA
EM ALGAS
São três os filos formados por algas consideradas plantas:
clorofíceas (verdes), rodofíceas (vermelhas) e feofíceas
(pardas). Dentre esses três grupos, somente em clorofíceas
unicelulares é possível observar reprodução assexuada por
bipartição. É o que ocorre, por exemplo, em Clhamydomonas.
A reprodução assexuada por esporulação ocorre nos três grupos.
REPRODUÇÃO ASSEXUADA
EM BRIÓFITAS
Nas hepáticas pode ocorrer reprodução assexuada por meio
de propágulos. Na superfície dorsal dessas plantas, existem
estruturas especiais denominadas conceptáculos. Estes têm
a forma de taça e em seu interior estão os propágulos, estruturas
multicelulares com a forma de um oito, que possuem células
com capacidade miristemática, capazes de produzir uma nova
planta.
REPRODUÇÃO ASSEXUADA
NAS PTERIDÓFITAS
As pteridófitas que possuem rizoma podem apresentar propagação
vegetativa, pois o rizoma pode, em determinados pontos,
desenvolver folhas e raízes, dando origem a novos indivíduos.
Com o possível apodrecimento do rizoma em certos pontos,
essas plantas podem tornar-se indivíduos independentes.
REPRODUÇÃO ASSEXUADA
NAS FANERÓGAMAS
Nas fanerógamas, a reprodução assexuada pode ocorrer na
propagação vegetativa, pois os caules e as folhas, que são
órgãos vegetativos, têm capacidade de propagação, dando
origem a novos indivíduos. Uma importante característica
dos caules é a presença de botões vegetativos, ou gemas.
Quando as gemas entram em contato com o solo, pode, enraizar
e formar uma nova planta completa. É o que ocorre, por exemplo,
com os caules prostrados, denominados estolhos: desenvolvendo-se
sobre o solo, em contato com a superfície, suas gemas enraízam
e formam novas plantas que podem serem separadas da planta-mãe.
É o caso do morangueiro e da grama comum de jardim. Folhas
também podem dar origem a novos indivíduos, como se pode
observar em fortuna e begônia.
CULTIVO ECONÔMICO
Os mecanismos descritos ocorrem espontaneamente na natureza,
mas podem também ser provocados pelo homem, principalmente
para cultivo econômico de certas plantas. A cana-de-açúcar,
por exemplo, é plantada simplesmente enterrando-se os seus
gomos, que possuindo gemas, enraízam e geram novas plantas.
Através da propagação vegetativa, caracteres vantajosos
podem ser mantidos inalterados nos indivíduos que se formam.
O homem desenvolveu outros mecanismos de propagação vegetativa,
como a estáquia, a merguilha, a alporquia e a enxertia.
A enxertia é o processo mais utilizado no cultivo de plantas
de interesse econômico e consiste no transplante de uma
muda, chamada cavaleiro ou enxerto, em outra planta, denominada
cavalo ou porta-enxerto, provida de raízes. O cavalo deve
ser de planta da mesma espécie do cavalo ou de espécies
próximas. Na enxertia, é importante que o cavaleiro tenha
mais de uma gema e que o câmbio ( tecido do meristemático
) do cavalo entre em contato com o câmbio do cavaleiro.
Além disso,devem-se retirar as gemas do cavalo a fim de
evitar que a seiva seja conduzida para elas e não para as
gemas do cavaleiro. Alguns dos diferentes tipos de enxertia
estão esquematizados a seguir. As duas principais vantagens
de enxertia são: · a muda ( cavaleiro ) já encontra um cavalo
munido de raízes e, com isso, o desenvolvimento é mais rápido;
· podem-se selecionar plantas com raízes resistentes a certas
doenças, e utilizá-las como cavalo. Com isso, a reprodução
vegetativa de espécies sensíveis a essas doenças torna-se
mais eficiente.
REPRODUÇÃO SEXUADA
Na reprodução sexuada, são formadas células especiais denominadas
gametas, sendo que um gameta feminino une-se a um gameta
masculino através da fecundação, dando origem a um zigoto.
Os gametas são formados em estruturas especializadas denominadas
gametângios. Quando ao tipo de gametas formados, pode-se
falar em isogamia, heterogamia e oogamia. Na isogamia, os
gametas são idênticos entre si, tanto quanto à forma e tamanho
como quanto ao comportamento, sendo ambos móveis. Na heterogamia,
os gametas masculinos e femininos são móveis, porém, um
deles, geralmente o feminino, é muito maior que o outro.
Na oogamia, um dos gametas é grande e imóvel e o outro é
pequeno e móvel. A isogamia e a heterogamia são freqüentes
em algas. A oogamia é freqüente em briófitas, pteridófitas,
gimnospermas e angiospermas, e também nos animais.
TIPOS DE CICLOS
DE VIDA
Em relação aos tipos de ciclos reprodutores, as plantas
podem ser:
a) Haplonte ou Haplobionte: os indivíduos são haplóides,
ou seja, possuem apenas um lote de cromossomos. São representados
pela letra n. Algumas células desses indivíduos diferenciam-se
em gametas ( haplóides ) que, quando liberados da planta,
podem unir-se dois a dois através da fecundação, originando
uma célula ovo ou zigoto, com 2n cromossomos ( diplóide
). Esse zigoto sofre meiose, originando 4 células haplóides
(n). Estas sofrem várias divisões minóticas, formando um
novo indivíduo haplóide, que reinicia o ciclo. Nas plantas
com esse tipo de ciclo de vida a meiose é zigótica ou inicial.
Esse ciclo ocorre em algumas algas.
b) Diplonte ou Diplobionte: os indivíduos do ciclo são diplóide.
Produzem gametas haplóides por meiose, ocorre a fecundação
que dá origem a zigoto diplóide, que, por mitoses sucessivas,
dará origem a outro indivíduo diplóide, que reiniciará o
ciclo. A meiose, nesse caso, é gamética ou final. Esse ciclo
também ocorre em algas.
c) Haplonte-Diplonte ou haplodiplobionte: em um mesmo ciclo
de vida há alternáncia de uma fase de indivíduos diplóides
com uma fase de indivíduos haplóides. Fala-se em alternância
de geração ou metagênese. Nos indivíduos diplóides, em estruturas
especializadas, algumas células sofrem meiose dando origem
a células haplóides que se diferenciam em esporos. Estes
são liberados da planta e, ao se fixarem em local adequado,
darão origem a indivíduos haplóides, através de várias divisões
mitóticas. Algumas células desses indivíduos haplóides diferenciam-se
em gametas, células haplóides. Estes podem sofrer fecundação,
originando um zigoto diplóide que, mitoses sucessivas, dará
origem a indivíduo diplóide, reiniciando o ciclo. Nesse
caso, a meiose é espórica ou intermediária. Nesse ciclo
de vida, há alternância de uma fase com indivíduos diplóides,
que formam esporos haplóides através de meiose, com uma
fase de indivíduos haplóides que produzem gametas por diferenciação
celular. Os indivíduos diplóides, por produzirem esporos,
são denominados esporófitos haplóides, por produzirem gametas,
são denominados gametófitos. Esse ciclo de vida ocorre em
algas em todas as briófitas, pteridófitas, gimnospermas
e angiosperma. Nas algas que possuem alternância de geração,
fases gametofítaca e esporofítica podem ser igualmente bem
desenvolvidas e independentes uma da outra, sendo que alguns
casos não há diferenças morfológicas e haplóides, a não
ser em suas estruturas reprodutoras. Nas briófitas, a fase
gametofítica é a mais desenvolvida e a esporofítica desenvolve-se
sobre a planta haplóide, dependendo dela para sua nutrição.
Nas pteridófitas a fase mais desenvolvida é a esporofítica,
que é independente da fase gametofítica, bastante reduzida.
Nas gimnospermas e especialmente nas angiospermas, a fase
gametofítica atinge o máximo de redução, não se verificando
mais alternância típica de geração, pois não se formam mais
indivíduos haplóides bem caracterizados.
EXEMPLO DE CICLO
DE VIDA EM ALGAS MULTICELULARES
Quanto aos ciclos de vida, as algas verdes e as vermelhas
podem apresentar os três tipos; haplôntico, diplôntico e
haplodiplobiôntico. As algas pardas podem ter ciclo diplônticos
e haplodiplobiônticos. Com por exemplo, citamos o ciclo
de vida de uma alga verde membranosa e alface-do-mar, pertencente
ao gênero Ulva, muito comum no litoral brasileiro; tem ciclo
de vida haplodiplobiôntico.
EXEMPLO DE CICLO
DE VIDA EM BRÓFITA
Como exemplo, mostramos o ciclo de vida de um musgo pertencente
ao gênero Polytrichum, comumente encontrado sobre barrancos.
EXEMPLO DE CICLO
DE VIDA EM PTERIDÓFITA
Como exemplo do ciclo de vida de pteridófita mostramos o
ciclo de uma samambaia. Os gametófitos nesse grupo são denominados
prótalos e são hermafroditas: em um mesmo prótalo desenvolvem-se
gametângios femininos, ou arquegônios, e gametângios masculinos,
ou anterídeos. Na época de maturação, os gametas masculinos
( anterozóides ), que são flagelados, são eliminados e nadam
sobre a lâmina úmida do prótalo buscando atingir a oosfera
no interior do arquegônio.
EXEMPLO DE CICLO
DE VIDA EM GIMNOSPERMA
As estruturas envolvidas na reprodução das gimnospermas
são os estróbilos, ramos terminais modificados, que possuem
folhas férteis denominadas esporófilos, produtoras de esporos.
Existem dois tipos de esporófilos: o microsprófilo, que
produz micrósporos e o megasporófilos que produz megásporos.
Os microsporófilos estão reunidos em microstróbilos que
são os masculinos, e os megasporófilos que são os estróbilos
femininos. Em cada microsporófilos desenvolvem-se dois microsporângios.
No interior de cada microsporângio formam-se vários microspóros.
Os microspóros, ainda no interior dos microsporângios, iniciam
a formação do gametófito masculino. Este permanece dentro
da parede do esporo ( desenvolvimento endospórico ) sendo
formado por duas células: a célula do tubo ou vegetativa
e a célula geradora. A parede do microspóro desenvolve duas
projeções laterais em forma de asas. O microspóro assim
modificado passa a ser chamado de grão de pólen. O megastróbilo,
ou estróbilo feminino, possui, em cada megasporófilo, dois
megasporângios, cada um deles revistido por tegumentos.
Cada megasporângio revistido por tegumentos recebe o nome
de óvulo. Em gimnospermas, portanto, o óvulo não é o gameta
feminino, e sim, o megasporângio revistido por tegumentos.
Em cada óvulo existe um orifício no tegumento, denominado
micropíla. Em cada megasporângio ocorre meiose em uma célula-mãe
de esporo, que originará quatro células haplóides. Destas,
três degeneram e apenas uma passa a ser megásporo funcional
(n). Em determinadas épocas do ano ocorre a polinização:
grãos de pólen são liberados e, em função de suas projeções
laterais, são facilmente transportados pelo vento, alguns
desses grãos de pólen podem passar através da micrópila
do óvulo, atingindo uma pequena cavidade do ápice do megasporângio,
denominada câmara polínica, geralmente contendo líquido
secreto pelo óvulo. As gimnospermas são as primeiras plantas
terrestres a adquirir independência da água para a reprodução.
Após a polinização, o megaspório funcional sofre várias
divisões mitóticas, dando origem a um gametófito feminino
que acumula substâncias nutritivas. No gametófito feminino
diferenciam-se dois ou três arquegônios na região próxima
à micrópila. Em cada arquegônico diferencia-se apenas um
gameta feminino: a oosfera. Enquanto isso, o grão de pólen,
localizado na câmara polínica, inicia a sua germinação.
A célula do tubo desenvolve-se, dando origem a uma estrutura
longa, denominada tubo polínico. Essa estrutura perfura
os tecidos do megasporângio, até atingir o arquegônio. A
célula geradora divide-se, originando dois núcleos espermáticos,
que se dirigem para o tubo polínico. Esses núcleos espermáticos
são os gametas masculinos das gimnospermas. Um desses núcleos
espermárticos fecunda a oosfera, dando origem a um zigoto
diplóide. O outro gameta masculino sofre degeneração. O
zigoto diplóde, originado da fecundação, desenvolve-se dando
origem a um embrião diplóide, que permanece no interior
do gametângio feminino, haplóide. O gametângio acumula substâncias
nutritivas, dando origem a um tecido nutritivo haplóide,
denominado endosperma. Enquanto isso, os tegumentos endurecem,
passando a formar uma estrutura denominada casca ou tegumento
da semente. Ao conjunto da casca, megasporângio, endesporma
e embrião, dá-se o nome de semente. Esta permanece presa
ao estróbilo até amadurecer, quando então se desprende e
cai ao solo. Encontrando condições adequadas inicia a germinação,
originando um novo indivíduo diplóide, o esporófito, que
reiniciará o ciclo. A semente de gimnosperma é formada de:
· embrião: esporófito embrionário diplóide: · endespoerma:
tecido nutritivo, que corresponde ao gametófito, haplóide,
no qual está imerso o embrião; · parede do megásporo e megasporângio:
estrituras diplóides que protegem o embrião e o endosperma;
· casca: estrutura diplóide formada pelo endurecimento do
tegumento do óvulo. A seguir, representamos esquematicamente
o ciclo de vida de uma gimnosperma.
EXEMPLO DE CICLO
DE VIDA EM ANGIOSPERMA
Nas fanerógamas, as estruturas que participam da reprodução
sexuada são as flores, que, nas angiospermas, são formadas
por um pedúnculo e um receptáculo onde se inserem os verticilos
florais. Este são: · cálice: formado pelo conjunto de sépalas;
· corola: formada pelo conjunto de pétalas; · androceu:
formado pelo estames, que constituem o sistema reprodutor
masculino; · gineceu: formado pelo pistilo, que constitui
o sistema reprodutor feminino. Há flores que apresentam
apenas o androceu ou apenas o gineceu, sendo, nestes casos,
denominadas flores masculinas e femininas, respectivamente.
A maioria das flores, entretanto, é hermafrodita, apresentando
androceu e gineceu. Essas flores geralmente desenvolvem
mecanismos que impedem a autofecundação. As sépalas e as
pétalas são folhas modificadas, estéreis, não formando elementos
de reprodução. O estame e o pistilo são folhas modificadas
que produzem elementos de reprodução. O estame é uma folha
modificada em cuja extremidade diferencia-se a antera, no
interior da qual desenvolvem-se esporângios, que produzirão
esporos. Estes, à semelhança do que ocorre nas gimnospermas,
iniciam a produção de gametófito masculino no interior da
parede do esporo (desenvolvimento endospórico), dando origem
ao grão de pólen, que permance no interior dos esporângios
até a época da reprodução. O grão de pólen das angiospermas
contém em seu interior duas células haplóides: a célula
do tubo ou vegetativa e a célula geradora. A parede do grão
de pólen é espessa, apresentando ornamentações que são típicas
para diferentes grupos de plantas. Os grãos de pólen das
angiospermas são semelhantes aos das gimnospermas, diferindo
destes por não apresentarem expansões aladas. O pistilo
é formado por uma ou mais folhas modificadas, que se fundem
dando origem a uma porção basal dilatada, denominada ovário,
e uma porção alongada, denominada estilete, cujo ápice é
o estigma. Nas angiospermas os óvulos possuem dois tegumentos,
a primina e a secundina, havendo um orifício de passagem
denominado micrópila. No interior do megasporângio, forma-se
o megásporo funcional (haplóide), que dá origem ao gametófito
feminino no interior do óvulo: o saco embrionário. Este
possui, próximo à micrópila, duas células laterais, as sinérgides
e um central, a oosfera, que é gameta feminino; no polo
oposto, há três células denominadas antípodas; no centro,
há dois núcleos denominados núcleos polares, que se podem
fundir, dando origem a um núcleo diplóide, o núcleo secundário
do saco embrionário. O saco embrionário, portanto, corresponde
ao gametófito feminino. Nele não há formação de arquegônios,
como ocorre nas gimnospermas, havendo diferenciação direta
de uma oosfera (n), que é o gameta feminino. Comparando-se
então, o óvulo maduro de angiosperma com o de gimnosperma,
verifica-se que nas angiospermas o óvulo é mais simples,
possuindo um gametófito feminino ainda mais reduzido, formado
por apenas oito células e que não apresenta diferenciação
de arquegônios. Após a polinização inicia-se a germinação
do grão de pólen. Forma-se o tubo polínico que crescem penetrando
no estilete em direção ao ovário. À medida que isto ocorre,
a célula geradora e o núcleo da célula vegetativa (núcleo
vegetativo) migram para o tubo polínico. A célula geradora
sofre divisão mitótica e dá origem a dois núcleos espermáticos,
que são os gametas masculinos. O tubo polínico geralmente
penetra no óvulo através da micrópila, sendo que o núcleo
da célula vegetativa, ao entrar em contato com o saco embrionário,
degenera-se. Um aspecto exclusivo das angiospermas é a dupla
fecundação, pois em cada óvulo uma das células espermáticas
funde-se com a oosfera, dando origem ao zigoto, que é, portanto,
diplóide, e a outra funde-se com os núcleos polares, dando
origem a um núcleo triplóide. Após a fecundação, as sinérgides
e as antípodas sofrem degeneração. O zigoto sofre várias
divisões mitóticas, dando origem ao embrião, e o núcleo
triplóide, também por divisões mitóticas, dá origem ao endosperma,
tecido triplóide que muitas vezes acumula reservas nutritivas,
utilizadas pelo embrião durante seu desenvolvimento. Com
o desenvolvimento do embrião, os tecidos do óvulo tornam-se
desidratados e os envoltórios do óvulo, impermeáveis. Neste
ponto, a estrutura toda assa a ser chamada de semente. Assim
, a semente nada mais é do que o óvulo fecundado e desenvolvido.
Em algumas angiospermas, o endosperma é digerido pelo embrião
antes de entrar em dormência. O endosperma digerido é transferido
e armazenado geralmente nos colitédones, que se tornam,
assim ricos em reservas nutritivas. Isto ocorre. Por exemplo,
em feijões, ervilhas e amendoins. As sementes que transferem
as reservas do endosperma para os colitédones são denominadas
sementes sem endosperma ou sementes sem albúmen. Nas sementes
em que isto não ocorre, os cotilédones não contêm reservas
nutritivas e as sementes são chamadas de sementes com albúmen
( ou endosperma) A semente, ao germinar, dá origem à planta
jovem (plântula), que por sua vez dá origem à planta adulta.
Comparando-se as sementes de gimnospermas com as de angiospermas
verifica-se que ambas apresentam: · casca ou tegumento da
semente, originada da diferenciação dos tegumentos do óvulo
e que, portanto, é 2n; · megasporângio reduzido (2n); ·
tecido nutritivo denominado endosperma; · embrião, que corresponde
ao esporófito jovem e que, portanto, é 2n. A diferença que
se verifica é que o tecido nutritivo ou endosperma, nas
gimnospermas, é um tecido haplóide que corresponde as gametófito
feminino. Nas agiospermas, o endosperma é um tecido triplóide,
que se forma após a fecundação e não corresponde ao gametófito
feminino. É um tecido nutritivo especial. O endosperma das
gimnospermas é também chamado de endosperma primário (n)
e o das angiospermas, de endosperma secundário (3n), pois
este se forma após a fecundação. À medida que a semente
está-se formando, verifica-se, nas angiospermas, desenvolvimento
da parede do ovário da flor e, em alguns casos, de estruturas
associadas, dando origem ao fruto. O fruto é ovário desenvolvido.