Existem vários métodos contraceptivos (para evitar a gravidez). Alguns dizem respeito a precauções que são tomadas pelo homem, outros dizem respeito às mulheres e também há os métodos nos quais participam o homem e a mulher.
Os principais métodos anticoncepcionais são realizados através de contraceptivos injetáveis, diafragmas, DIUs, espermicidas, esponjas, esterilização feminina, método do coito interrompido (coitus interruptus), método do muco, método do ritmo, métodos pós-relação, pílulas anticoncepcionais, vasectomia masculina e preservativos. Os anticoncepcionais injetáveis são baseados em hormônios.
O DIU é inserido no útero, tratando-se de um dispositivo permanente.
Os espermicidas são produtos químicos injetados na vagina antes das relações sexuais. A esponja espermicida é inserida na vagina após a relação sexual. A esterilização feminina envolve intervenção cirúrgica, com a amarração das trompas de Falópio.
O método do coito interrompido é o mais antigo, não se tratando de um método que sempre garante a anticoncepção.
O método do muco utiliza o conhecimento das mudanças do muco cervical durante o ciclo menstrual.
O método do ritmo evita relações sexuais no dias férteis.
Os métodos pós-relação, tais como a inserção do DIU quatro dias após a relação sexual não são recomendáveis. A pílula do dia seguinte liquida com o óvulo fertilizado. De modo geral, devido à sua composição hormonal, as pílulas anticoncepcionais podem provocar muitos efeitos colaterais.
A vasectomia é o método em que há intervenção cirúrgica no homem, para fins de obstrução do canal de transporte dos espermatozóides ao sêmen: portanto, tal método impede que o sêmen contenha espermatozóides, não havendo assim a possibilidade de concepção.
Os preservativos são proteções masculinas feitas de látex, sendo também utilizados na prevenção de doenças adquiridas por contato sexual.
Pílula
Combinação de dois hormônios sintéticos, estrogênio e progestagênio - substâncias semelhantes aos hormônios feminino produzidos pelo ovário - ela impede a gravidez porque inibe a ovulação(liberação do óvulo pelo ovário) , torna a camada interna do útero inadequada a nidação(aderência do óvulo fecundado na parede do útero para formar a placenta) e modifica a qualidade do moco cervical, detendo a passagem do espermatozóide.
Modo de usar:
Pílulas de baixa e média dosagem devem ser ingeridas a partir do 1º dia de menstruação. Toma-se apenas um comprimido por dia , de preferência, dentro de um horário regular. Depois de 21 dias , faz-se uma pausa de 7 dias e recomeça no 8º dia. Neste período ocorre a menstruação e não há risco de gravidez. Em seguida recomeça-se novo ciclo. Existem como a pílula de 22 comprimidos, em que se faz uma pausa de 6 dias e recomeça no 7°; e cartelas com pílulas para quatro semanas , sem pausa , sendo que na ultima semana os comprimidos são de vitamina B6
Benefícios:
Contra- indicações:
Com efeitos contraceptivos idênticos ao da pílula comum, ela só difere na composição (contêm apenas o progetagêneio). Em cartelas de 35 comprimidos, sua eficácia é um pouco menor que a pílula tradicional pois, como tem baixa dosagem de progestorona, só funciona alterando o muco cervical.
Modo de usar:
Deve ser tomada ininterruptamente.
Benefícios
Contra-indicações
Também chamada de Técnica de Intercepção, consiste na ingestão de pílulas de alta dosagem de progesterona na sua formulação. Em dose elevada, o progestrogênio impossibilita a nidação do óvulo (que leva quatro a seis dias para descer para a trompa), fazendo com que as condições do útero não sejam favoráveis à gravidez. A pílula entrou no mercado brasileiro em agosto do ano passado e pode ser comprada nas farmácias, com receita médica.
Modo de usar
Toma-se duas pílulas: uma logo após a relação sexual; e outra 12 horas depois de ingerida a primeira.
Benefícios
Contra-indicação
Tal como a pílula, contém estrogênio e progestagênio e atua de forma semelhante a ela. Seu diferencial é a aplicação única, mensal, em substituição à ingestão dos hormônios em doses diárias.
Benefícios
Contra-indicações
Diferente da injeção mensal, contém uma dose alta de progesterona, o que possibilita a contracepção por três meses.
Modo de usar
Uma injeção a cada três meses.
Benefícios
Contra-indicação
Pequeno objeto de plástico e cobre, o DIU é alojado no útero. Detém a gestação, à medida em que impede a passagem do espermatozóide. Com uma eficácia em torno de 99% (embora falhe três vezes mais do que a pílula), pode ser usado em qualquer idade, caso não existam contra-indicações. Sua colocação e remoção são feitas através da vagina, por um médico. Depois de inserido, a mulher pode usá-lo por um período de 3 a 5 anos, sendo que modelo de cobre de segunda geração prolonga essa permanência.
Modo de usar
O DIU não requer cuidado especial, porém não dispensa os controles ginecológicos habituais.
Por constituir um método de larga duração, é conveniente que se anote a data de introdução e retirada, para não esquecer a época de sua substituição.
Benefícios
Contra-indicações
Constituído por uma membrana fina de borracha que se ajusta ao pênis, ele é contraceptivo porque barra o sêmen ejaculado e não permite o contato entre os espermatozóides e o interior do corpo da mulher. Apelidada de "camisinha" ou "camisinha-de-vênus", atua ainda contra a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis sua utilização vem crescendo muito desde o início da década de 80, para a prevenção da AIDS.
Modo de usar
Deve ser colocado antes da penetração peniana, no início da relação sexual, quando o pênis estiver ereto. É aconselhável deixar uma folga na ponta (onde é depositado o esperma, para que não estoure) e desenrrolar até a base do pênis. Para aumentar sua segurança, recomenda-se ainda que seja utilizado com espermicida (substância que elimina os espermatozóides e serve também como lubrificante). Tem eficácia em torno de 90%,
Benefícios
Contra-indicações
O similar do preservativo masculino, feito de uma membrana fina de látex, tem formato de coador e se ajusta à entrada da vagina. Presume-se que o grau de eficácia seja o mesmo da camisinha do homem
Modo de usar
Deve ser colocado antes da relação. O aro de borracha menor precisa ficar na entrada do útero, no mesmo lugar do Diafragma, e o maior na entrada da vagina.
Beneficio
Contra-indicações
Tal qual a camisinha, ele é feito de borracha ou silicone e se molda ao corpo no caso, ao colo do útero, impedindo do encontro dos espermatozóides com o óvulo. Por sua vez, pode ser reutilizado inúmeras vezes, quando bem lavado com água e sabão, enxuto e conservado com amido, substância que preserva o látex. Se colocado corretamente, tem eficácia de até 96%
Modo de usar
Deve ser introduzido na vagina pelo menos 15 minutos antes da relação sexual. É imprescindível também que contenha espermicida em sua borda, para maior segurança anticoncepcional. É ainda essencial que seja removido somente oito horas após o ato sexual, para eliminar o risco de fuga de espermatozóides vivos e conseqüente gravidez.
Benefício
Contra-indicações
Este método Implica numa cirurgia para amarrar ou seccionar as trompas de Falópio, ou seja, os canais por onde o óvulo transita até o útero, caso tenha sido fecundado. Assim, barra de forma infalível a concepção . Em contrapartida, sua reversão é quase impossível e depende de uma cirurgia complexa. É recomendada principalmente para mulheres com sérios problemas de saúde, para quem a gravidez é absolutamente contra-indicada.
Benefícios
Contra-indicações
Consiste na retirada do órgão sexual masculino da vagina, para a ejaculação.
Benefício
Contra-indicações
Cirurgia para interrupção dos canais que conduzem o espermatozóides até o duto ejaculador, provocando a esterilidade no homem. Sem afetar de forma alguma o desempenho sexual, não tem, no entanto, eficácia de imediato. Recomenda-se o uso de algum espermatozóide nas primeiras 10 ejaculações para evitar o risco de algum espermatozóide remanescente. Um exame chamado espermograma vai indicar o momento preciso em que já não há riscos de gravidez.
Benefícios
Contra-indicações
Descrito em 1932 pelo japonês Ogino e o austríaco Knauss, o método é também conhecido como tabela ou tabelinha, e consiste na suspensão das relações sexuais por um período de sete dias, na época da ovulação. Considera que a ovulação ocorra por volta de 14 dias antes da próxima menstruação. E cria margem de 3 dias antes e 3 dias depois do dia da ovulação. É outro método contraceptivo pouco confiável, uma vez que o período de fertilidade da mulher pode variar imprevisivelmente
Benefícios
Contra-indicações
Similar à tabela de Ogino-Knauss, este método também prevê a suspensão das relações sexuais durante o período fértil da mulher. Porém, em vez da contagem de dias, anteriores e posteriores à menstruação, baseia-se ma observação diária do muco cervical ( secreção do colo do útero ) para detectar a fase da fertilidade. Pressupõe, então, que é mais seguro manter relações quando a vagina está seca, ou seja, desprovida de muco. De forma contrária, mostra que a presença de secreção indica a aproximação da ovulação e o conseqüente risco de uma gravidez.
Benefícios e contra-indicações
Tem um índice de eficácia na faixa dos 70% ( como as tabelas anteriores ). Desvenda o ciclo de fertilidade da mulher por meio da temperatura do seu corpo – que deve ser tomada sempre pela manhã .antes de se levantar ou fazer qualquer esforço físico capaz de alterá-la. Supõe que pouco antes da ovulação a temperatura corpórea fique em torno dos 36%C. E, nos dias posteriores, se eleve 0,5C, permanecendo assim até a menstruação seguinte.
Benefícios e contra-indicações
Incluí todas as variáveis usadas nos métodos anteriores – duração do ciclo menstrual, muco cervical e temperatura basal – mais outros eventuais sintomas, como dor nos seios ou uma região pélvica, para definir o dia da ovulação.
Benefícios e contra-indicações
Lavagens vaginal depois da relação sexual (com Coca cola, água, suco de limão, água e vinagre ou chás milagrosos) bem como o uso de objetos na vagina durante o coito (algodão, absorventes- interno, etc.) têm eficácia zero e, portanto, não evitam a gravidez. Simples. Em poucos segundos o espermatozóide está dentro do útero e a mulher, por mais atlética que seja, não consegue vencer essa competição.
A Pesquisa de Padrão de Vida (PPV), realizada em 1966 pelo IBGE no Sudeste e Nordeste do Brasil, mostrou que 22,8% das mulheres consideradas na idade fértil estão esterilizadas ( na faixa dos 30 a 39 anos, esse índice sobe para 36,6% ).A vontade de não ter mais filhos é o principal motivo apresentado por 48,8% delas. Mas quase metade das mulheres esterilizadas ( 49,3% ) tomaram a decisão influenciadas pelo médico, contra apenas 45,6% que o fizeram por iniciativa própria. "O Brasil é seguramente o campeão de esterilização e no mundo", observa a socióloga Lilibeth Cardoso Roballo, chefe da Divisão de Indicadores Sociais do IBGE, que encontrou diversas mulheres esterilizadas entre os 15 a 19 anos pelo interior do Brasil. E constatou o profundo desconhecimento das brasileiras em relação a outros métodos contraceptivos que não a pílula e a laqueadura. A PPV verificou ainda que 50,7% das mulheres não usam qualquer método de contracepção – acredite, 37,2% delas afirmaram estar em abstinência sexual.
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