CUSTO
1)
- CUSTO FIXO: Sabidamente, não
existe custo ou despesa eternamente fixos: são isso sim,
fixos dentro de certos limites de oscilação da atividade a
que se referem, sendo que, após tais limites, aumentam, mas
não de forma exatamente proporcional, tendendo a subir em
“degraus”. Assim, o custo com a supervisão de uma fábrica
pode manter-se constante até que se atinja, por exemplo,
50% da sua capacidade; a partir daí, provavelmente precisará
de um acréscimo (5,20 ou 80%) para conseguir desempenhar bem
sua função.
Alguns
tipos de custos podem mesmo só se alterar se houver uma
modificação na capacidade produtiva como um todo, sendo os
mesmos de 0 a 100% da capacidade, mas são exceções (como a
depreciação, por exemplo).
Podemos
começar por verificar que uma planta parada, sem atividade
alguma, já é responsável pela existência de alguns tipos de
custo e despesas fixos (vigia, lubrificação das máquinas,
depreciação, etc...).
Exemplos: Mão-de-obra
indireta, constas do telefone da fábrica, depreciação das
máquinas da produção, aluguel do prédio utilizado para
produção da fábrica, etc...
1)
- CUSTO VARIÁVEL: Em inúmeras empresas, os
únicos custos realmente variáveis no verdadeiro sentido da
palavra são as matérias-primas. Mesmo assim pode acontecer
de o grau de consumo delas, em algum tipo de empresa, não
ser exatamente proporcional ao grau de produção. Por
exemplo, certas industrias têm perdas no processamento da
matéria-prima que, quando o volume produzindo é baixo, são
altas, tendendo a diminuir percentualmente quando a
produção cresce.
Pode a
mão-de-obra direta, noutro exemplo, crescer à medida que se
produz mais, mas não de forma exatamente proporcional,
devido à produtividade que tenderia a aumentar até certo
ponto, para depois começar a cair.
Se o pessoal tem oito horas
para produzir 60 unidades, quando normalmente levaria seis
para tal volume, provavelmente gastará as oito horas
todas trabalhando de
forma um pouco mais calma (se
não estiver o volume por hora condicionado por máquinas). Se
o volume passar para 80 unidades, trabalharão as mesmas oito
horas; se for de 90 unidades, talvez levem pouco mais de
nove horas, em função do cansaço, que faz decrescer a
produtividade.
Exemplos: Matéria prima,
mão-de-obra direta, embalagens, energia elétrica
(consumida na fabricação direta do produto)etc...