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Matérias :: Corpo Humano :: Material didático
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Autoria: Mauro
César Pedroso |
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Sistema
digestório
Características
O tubo digestivo apresenta as seguintes regiões; boca, faringe,
esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e
ânus. A parede do tubo digestivo tem a mesma estrutura da
boca ao ânus, sendo formada por quatro camadas: mucosa,
submucosa, muscular e adventícia.
Os dentes e a língua preparam o alimento para a digestão,
por meio da mastigação, os dentes reduzem os alimentos em
pequenos pedaços, misturando-os à saliva, o que irá facilitar
a futura ação das enzimas. A língua movimenta o alimento
empurrando-o em direção a garganta, para que seja engolido.
Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas,
cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários:
doce, azedo, salgado e amargo.
A presença de alimento na boca, como sua visão e cheiro,
estimula as glândulas salivares a secretar saliva, que contém
a enzima amilase salivar ou ptialina, além de sais e outras
substâncias.
Saliva e peristaltismo
A amilase salivar digere o amido e outros polissacarídeos
(como o glicogênio), reduzindo-os em moléculas de maltose
(dissacarídeo). O sais, na saliva, neutralizam substâncias
ácidas e mantêm, na boca, um pH levemente ácido (6, 7),
ideal para a ação da ptialina. O alimento, que se transforma
em bolo alimentar, é empurrado pela língua para o fundo
da faringe, sendo encaminhado para o esôfago, impulsionado
pelas ondas peristálticas (como mostra a figura ao lado),
levando entre 5 e 10 segundos para percorrer o esôfago.
Através dos peristaltismo, você pode ficar de cabeça para
baixo e, mesmo assim, seu alimento chegará ao intestino.
Entra em ação um mecanismo para fechar a laringe, evitando
que o alimento penetre nas vias respiratórias.
Quando a cárdia (anel muscular, esfíncter) se relaxa, permite
a passagem do alimento para o interior do estômago.

Estômago e suco
gástrico
No estômago, o alimento é misturado com a secreção estomacal,
o suco gástrico (solução rica em ácido clorídrico e em enzimas
(pepsina e renina).
A pepsina decompõem as proteínas em peptídeos pequenos.
A renina, produzida em grande quantidade no estômago de
recém-nascidos, separa o leite em frações líquidas e sólidas.
Apesar de estarem protegidas por uma densa camada de muco,
as células da mucosa estomacal são continuamente lesadas
e mortas pela ação do suco gástrico. Por isso, a mucosa
está sempre sendo regenerada. Estima-se que nossa superfície
estomacal seja totalmente reconstituída a cada três dias.
O estômago produz cerca de três litros de suco gástrico
por dia. O alimento pode permanecer no estômago por até
quatro horas ou mais e se mistura ao suco gástrico auxiliado
pelas contrações da musculatura estomacal. O bolo alimentar
transforma-se em uma massa acidificada e semilíquida, o
quimo.
Passando por um esfíncter muscular (o piloro), o quimo vai
sendo, aos poucos, liberado no intestino delgado, onde ocorre
a parte mais importante da digestão.

Intestino
delgado, suco pancreático e bile
O intestino delgado é dividido em três regiões: duodeno,
jejuno e íleo. A digestão do quimo ocorre predominantemente
no duodeno e nas primeiras porções do jejuno. No duodeno
atua também o suco pancreático, produzido pelo pâncreas,
que contêm diversas enzimas digestivas. Outra secreção que
atua no duodeno é a bile, produzida no fígado, que apesar
de não conter enzimas, tem a importante função, entre outras,
de transformar gorduras em gotículas microscópicas.
Hormônios
Durante a digestão, ocorre a formação de certos hormônios.
Veja na tabela abaixo, os principais hormônios relacionados
à digestão:
| hormônio |
local
de produção |
órgão-alvo |
função |
| Gastrina |
Estômago |
Estômago |
Estimula
a produção de suco gástrico |
| Secretina |
Intestino |
Pâncreas |
Estimula
a liberação de bicarbonato |
| Colecistoquinina |
Intestino |
Pâncreas
e
vesícula biliar |
Estimula
a liberação de bile pela vesícula e a liberação
de enzimas pelo pâncreas. |
| Enterogastrona |
Intestino |
Estômago |
Inibe
o peristaltismo estomacal |
Absorção
de nutrientes no intestino delgado
O álcool etílico, alguns sais e a água, podem ser absorvidos
diretamente no estômago. A maioria dos nutrientes são
absorvidos pela mucosa do intestino delgado, de onde
passa para a corrente sanguínea.
Aminoácidos e açúcares atravessam as células do revestimento
intestinal e passam para o sangue, que se encarrega
de distribuí-los a todas as células do corpo. O glicerol
e os ácidos graxos resultantes da digestão de lipídios
são absorvidos pelas células intestinais, onde são convertidos
em lipídios e agrupados, formando pequenos grãos, que
são secretados nos vasos linfáticos das vilosidades
intestinais, atingindo a corrente sanguínea.
Depois de uma refeição rica em gorduras, o sangue fica
com aparência leitosa, devido ao grande número de gotículas
de lipídios. Após um refeição rica em açúcares, a glicose
em excesso presente no sangue é absorvida pelas células
hepáticas e transformada em glicogênio e sendo convertida
em glicose novamente assim que a taxa de glicose no
sangue cai.
Absorção
de água e de sais
Os restos de uma refeição levam cerca de nove horas
para chegar ao intestino grosso, onde permanece por
três dias aproximadamente. Durante este período, parte
da água e sais é absorvida. Na região final do cólon,
a massa fecal (ou de resíduos), se solidifica, transformando-se
em fezes. Cerca de 30% da parte sólida das fezes é constituída
por bactérias vivas e mortas e os 70% são constituídos
por sais, muco, fibras, celulose e outros não digeridos.
A cor e estrutura das fezes é devido à presença de pigmentos
provenientes da bile.
Flora
intestinal
No intestino grosso proliferam diversos tipos de bactérias,
muitas mantendo relações amistosas, produzindo as vitaminas
K e B12, riboflavina, tiamina, em troca do
abrigo e alimento de nosso intestino. Essas bactérias
úteis constituem nossa flora intestinal e evitam a proliferação
de bactérias patogênicas que poderiam causar doenças.
Esquema
do Sistema Digestório

Defecação
O reto, parte final do intestino grosso, fica geralmente
vazio, enchendo-se de fezes pouco antes da defecação.
A distensão provocada pela presença de fezes estimula
terminações nervosas do reto, permitindo a expulsão
de fezes, processo denominado defecação.
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