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Formação Cultural Brasileira

Desde a chegada de Cabral, pessoas de diversos países viram no Brasil excelentes oportunidades de trabalho e qualidade de vida, essas influenciaram a formação cultural brasileira.

Desde 1500 o Brasil é cobiçado por diversos países, e através de invasões e imigrações o povo brasileiro acabou criando um “Mix de Culturas” que acabou gerando a nossa atual cultura.

Cerca de 15 povos influenciaram diretamente a cultura brasileira. A mistura começou em 1503, quando os franceses começaram a visitar a costa brasileira, até os dias atuais com os estadunidenses influenciando a população através dos meios de comunicação, com o cinema, televisão e a música. Cada povo tentou deixar o Brasil com a cara de seu país de origem, o que gerou uma diversidade de costumes.

Franceses

Os franceses procuram fixar-se no Brasil por, pelos menos, três séculos. 

Formação cultural brasileira

Tentativas de fundação da França Antártica e da França Equinocial, implicaram em contato e miscigenação com os primeiros habitantes, fazendo com que a influência étnica e cultural dos franceses permanecesse em boa parte do país e deixasse marcas muito fortes na aparência, educação, gastronomia, artes, vocabulário e estética do nosso povo.

Judeus

Tratado de Aliança e Amizade firmado entre o Brasil e Inglaterra em 1810. O tratado assinado no momento em que a Inquisição portuguesa era desativada, permitia oficialmente a vinda de imigrantes não-católicos.

Em 1920, os judeus já compunham uma colônia imigrante significativa, aumentando ainda mais com a ascensão do nazismo na Alemanha no início dos anos 30.

Estima-se em, aproximadamente, 200 mil o número de judeus no Brasil; em São Paulo e, graças ao nível de educação desses imigrantes, ocupam hoje postos importantes na esfera governamental, empresarial, acadêmica e cultural.

As maiores influências judaicas que tivemos são: o conformismo com o destino, o saudosismo messiânico e o "pão-durismo" do mineiro.

Gregos

A presença grega no Brasil data de 1880; todavia, a colônia, que hoje conta com mais de 10 mil representantes, teve seu momento de maior trânsito para este país após a Segunda Grande Guerra. O fluxo de imigração grega se manteve até o final da década em virtude da guerra civil de 1949 que opunha direitistas e comunistas. 

Impossível negar a influência cultural dos gregos em todo o ocidente, cultura que a colônia busca preservar no Instituto Ateniense de São Paulo. 

Os bairros de concentração grega são: Brás, Pari e um bairro que, por volta de 1870, era um lugarejo formado por três grandes chácaras, uma delas que, com lagos e vegetação exuberante, era conhecida com Bom Retiro. 

Os gregos que se fixaram em São Paulo muito contribuíram para o desenvolvimento da indústria têxtil.

Espanhóis

A presença espanhola em terras brasileiras é muito antiga, sendo um de seus representantes de grande importância para a História de São Paulo, o jesuíta José de Anchieta que em 1554 contribuiu para a fundação da cidade. 

O período de união de Portugal e Espanha entre 1580 e 1640 trouxe para o Brasil famílias que se tornariam “quatrocentonas”.

Entre as levas de imigrantes há aqueles que vieram entre o final do século XIX e 1930, para a lavoura do café, outras ondas se sucederam entre 1950 e 1964, principalmente como mão-de-obra especializada para a indústria nascente e a siderurgia.

Árabes

Seus costumes chegaram ao Brasil indiretamente, através da cultura luso-espanhola, herdeira do legado islâmico, pois a Península Ibérica foi dominada pelos mouros durante quase 700 anos; e diretamente pela transferência, da África para o nosso país, de escravos islamizados. Contribuíram com o uso do cachimbo nos rituais de candonblé, na reclusão da mulher no período colonial, nas lendas, como a "Moura Torta", nas parlendas, contos acumulativos, folguedos e na veneração do cavalo, pelo gaúcho, etc.

Indianos

Os imigrantes são basicamente de três tipos: os tratadores que acompanharam o gado importado, homens que sequer tinham sobrenome; executivos de empresas de alta tecnologia e prestadores de serviços. São os contrastes da Índia que se revelam também aqui. 

A colônia indiana na cidade de São Paulo é estimada em menos de mil pessoas, e concentra-se na região do bairro do Paraíso. 

Os indianos trouxeram para a cidade uma dimensão mágica de integração com formas de vida vegetal, animal e mineral. A maioria das esmeraldas retiradas dos garimpos brasileiros destina-se a comerciantes que vêm da Índia. Para os indianos, as esmeraldas são pedras sagradas

Ingleses

Sua influência é devida às invasões no período colonial, assim como o comércio com o Brasil. Os Ingleses nos legaram alguns termos como o "bond" que de título da dívida pública passou a designar veículo de tração animal e elétrica; trouxeram também o futebol, esporte preferido pela população.

Holandeses

Sua influência é devida às invasões no período colonial. Os Holandeses deixaram sua influência na literatura de cordel, nas blasfêmias no folclore do açúcar, em elementos de confeitaria e laticínios.

Por duas vezes os holandeses tentaram fixar residência no Brasil, na Bahia (1624 a 1625) e em Pernambuco (1630 a 1654). Fundaram fortificações, cidades, museus, centros de ciência e arte, a ponto de causar sentimentos de que seriam melhores colonizadores que os portugueses. 

Miscsigenaram-se com índios e mamelucos, mulatos e negros, influenciaram no verde dos olhos de parte dos nordestinos que vivem hoje em São Paulo. Mas a maior contribuição da colônia holandesa é no cultivo das flores. Foram eles que criaram a Holambra, um centro de cultivo, que tornou-se cidade em 31 de dezembro de 1991, cujo nome soma Holanda, América e Brasil.

Coreanos

Herdeiros da habilidade e concentração, fundamentais no Tae Kwon Do, “caminho dos pés e mãos”, além de trabalhadores obstinados, logo ganharam espaço no ramo da confecção e no comércio de produtos importados.

Alemães

Vieram com D. Leopoldina, quando ela se casou com D. Pedro I, formando a primeira colônia germânica na região fluminense.

O ano de 1828 trouxe mais 560 imigrantes, destes, pelo menos 94 famílias foram encaminhadas para a “Freguesia de Santo Amaro”. No ano de 1837 Santo Amaro era o único município a produzir batatas, cultura esta típica do imigrante alemão.

Italianos

Também aportaram no Brasil por razões históricas, com o casamento de D. Pedro II com a napolitana Tereza Cristina. Vieram para substituir a mão-de-obra escrava, que estava desaparecendo devido às leis para a abolição da escravatura.

As influências estão presentes em toda parte, na culinária, na personalidade, no vestir, na educação, nas expressões, na música, na ciência e nas artes.

As principais influências italianas são: as festas de igreja, comilança de Natal, presépios, massas como macarronada e pizzas, vinhos gaúchos, figas, capelinhas e cruzeiros à beira das estradas, procissões, ex-votos, etc..

Estadunidense

A influência estadunidense não foi espontânea como a dos povos que aqui vieram habitar, ela foi planejada e, devido à intensa propaganda através dos meios de comunicação, que atingem as mais longínquas regiões brasileiras, esta influência aparece não somente na música da juventude e no linguajar, como também na alimentação, através dos sanduíches, principalmente hambugeres e cachorros-quentes e da coca-cola. O "jeans" é atualmente usado por todas as camadas da sociedade, inclusive pelos trabalhadores rurais e habitantes das cidades do interior. 

Nenhuma outra cultura influenciou tanto a sociedade ocidental como os estadunidenses. Mudaram-se os hábitos alimentares, modo de falar e vestir, valores, grafias.

Chineses

Vindos para o Brasil, trouxeram os conhecimentos mais antigos do mundo e influenciaram o desenvolvimento da medicina e os fogos de artifício, que tão incorporados em nossa cultura, são outra contribuição da cultura chinesa.

Sírios

Os sírios influenciaram em alimentos, como o quibe, a esfiha, o tabule, iogurte, etc. assim como a esperteza no negócios.

Japoneses

Trouxeram recentemente várias contribuições, que vêm sendo introduzidas na cultura popular. Os nipônicos nos legaram o folclore das flores, dos frutos, da morte, e ainda o "suchi" e "sachimi", pratos muito apreciados hoje em dia, além das artes marciais.

Por: Felipe Moska


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