O ano bissexto possui 366 dias, um a mais que o ano comum - encaixado no mês de fevereiro -, para corrigir a diferença de quase seis horas (5h48m46s) que o ano solar tem a mais em relação ao ano civil. As seis horas, no final do período de quatro anos, equivalem a 24 horas, ou seja, um dia. No calendário juliano acontecem anos bissextos a cada quatro anos. No calendário gregoriano não são bissextos os anos seculares (que terminam em dois zeros, ou seja, o último ano de cada século), exceto aqueles que são divisíveis por 400.
Origem do nome bissexto
O início de cada mês do calendário romano (juliano) chamava-se calendas. Era costume colocar o dia intercalado após o dia 24 de fevereiro, ou seja, seis dias antes das calendas de março. Esse dia era contado duas vezes, passando a ser chamado em latim de "bis sexto ante calendas martii". Daí o nome bissexto para o ano que tivesse a intercalação.
Os nomes dos meses continuaram os mesmos do calendário de Numa Pumpílio até que, mais tarde, em homenagem aos imperadores César e Augusto, quintilis é denominado julius (julho) e sextilis, augustus (agosto). A alteração da ordem dos meses torna incongruente a denominação dos quatro últimos. No ano da mudança, para fazer a concordância entre o ano civil e o ano solar, Júlio inclui no calendário mais dois meses de 33 e 34 dias, respectivamente, entre novembro e dezembro, além do 13º mês, o mercedonius, de 23 dias. O ano de 708 de Roma (46 a.C.) tem 445 dias distribuídos em 15 meses. É chamado de ano da confusão.