Tipografia

Entende-se por impressão a transferência ou reprodução obtida sobre papel pela aplicação de sinais gráficos ou carimbos embebidos em tintas.

Entende-se por tipografia a técnica de imprimir sinais gráficos pelo emprego de tipos móveis metálicos. Como tal, a tipografia se insere na secular história de impressão, corporificando, aliás, o seu mais fulgurante momento, pois ela foi o primeiro meio de comunicação de massa produzido pelo homem.

Acredita-se que os primeiros passos da impressão foram dados sob a forma de estamparias em pano. Uma tela impressa de SIEBURG, próximo o BONN, atribuída do século XII, ostenta a glória de ser, possivelmente´o mais antigo testemunho europeu dessa técnica.

Imagina-se que a primitiva técnica de impressão tenha-se desenvolvido pelo uso de matrizes de madeira. O artesão desenhava em uma tábua de madeira – perceira ou negueira- a figura a ser reproduzida.

A partir de impressão de estofes, essa nova técnica, também chamada XILOGRAFIA ou impressão tabulária, haveria de desenvolver-se pela intensa produção de imagens de santos e cartas de baralho.

A xilografia viria a conhecer uma notável evolução nos séculos posteriores ao quinhentismo. Firmou curso próprio, manteve vida autônoma e situou-se como ramo expressivo das artes plásticas. Sua escalada de êxito muito se beneficiou com o surgimento das matrizes metálicas, que lhe permitiram a criação de produtos aprimorados e deram glória aos governadores.

Exemplo de xilografia
Xilografia

Com base na experiência tabular, a tipografia aprontou-se para germinar. E o século XV foi seu candidato fecundo. A tipografia, sistema de impressão com tipos móveis metálicos, realizou-se a sematéria natural de componentes vários, que esperavam alguém para os reunir. A utilização de tipos móveis para a perpetuação da escrita era idéia que já se encontrara no ar durante os anos quatrocentos, como conseqüência lógica do processo tabulário. O tipo móvel facultaria mas artesões, depois de confeccionados várias coleções de letras, combina-las e recombina-las cntinuamente, aproveitando-as para a composição sucessiva de diferentes textos.

Quando a prensagem, quase nada estava por inventar. A prensa, conhecida de longa data pelos vinhateiros e papeleiros, já era instrumento habitual nas oficinas dos xilógrafos. Eis como, reunidos os elementos necessarioa, disponíveis todos, a tipografia surgiu na Europa apta a cumprir sua revolucionaria tarefa a partir de 1445.

No entanto, o futuro da impressão tipográfica provavelmente teria sido acanhada e sem brilho se lhe tivesse faltado o concurso de dois formidáveis coadjuvantes: O PAPEL e a TINTA ÓLEO.

OS INVENTORES

Controverdita é a paternidade da Tipografia. Sua invenção foi atribuída a Gutemberg, a Procépio Waldfghal, João Matelin a Pedra Scheefer e a Lourenço Coster Haalen. Os três últimos estão desacreditados.

OS FRUTOS DA TIPOGRAFIA

A vida de um homem, hoje, transcorre envolta em papéis impressos. Da certidão de nascimento ao atestado de óbito, documentos ambos tipográficos a história individual da pessoa se conta por uma seqüência de papéis que passavam por alguma tipografia: a cartilha, a bula de remédio, a revista, a guia de INPS, o livro, o diploma, o jornal velho.

O invento de Gutemberg barateou o livro, tornando a cultura acessível a maior número de pessoas (Gutemberg 1436.

Durante seus primeiro cento e cinqüenta anos de experiência, a tipografia somente imprimiu livros e folhetos, mas não jornais. Se o jornal impresso começou a existir um século e meio depois de Gutemberg, constata-se logo não se ele filho apenas da tipografia, nas também de alguma outra experiência formada durante esse transcurso de tempo. De fato, os periódicos tipográficos, para surgirem, demandariam a formação de uma experiência jornalística que tem sua raiz na implantação das linhas de correio.