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Cidadania e o Estatuto do Idoso
O que é cidadania?
Cidadãos são acima de tudo
pessoas que fazem parte da sociedade e estabelecem seus
valores como pessoas dignas.
A cidadania tem dois
aspectos: (1) o institucional, porque envolve o
reconhecimento explícito e a garantia de certos direitos
fundamentais, embora sua institucionalização nunca seja
constante e irredutível; (2) e o processual, porque as
garantias civis e políticas.
Para poder explicar melhor
sobre a cidadania vamos citar um exemplo. Antigamente só
quem poderia votar eram homens e maiores de 21 anos ou seja,
mulheres não faziam parte da cidadania, mas hoje em dia,
existe uma lei que obriga todos a votarem, é por isso que se
deve respeitar o outro, porque estamos lidando com cidadãos.
Outro exemplo fundamental é
quando nascemos e somos registrados, já nos tornamos
cidadãos e temos nossos direitos, mas somos realmente
considerados cidadãos quando tiramos o título de eleitor e a
carteira de identidade, então nos integramos realmente como
parte da cidadania.
RESUMO DO ESTATUTO DOS
IDOSOS
O estatuto é uma lei de
proteção aos idosos que assegura-lhes:
·
Distribuição gratuita de
medicamentos e próteses dentárias pelos poderes públicos;
·
Nos contratos novos feitos
pelos planos de saúde não poderá haver reajustes em função
da idade após os 60 anos;
·
Desconto mínimo de 50% no
ingresso de atividades culturais e de lazer, além de
preferência no assento aos locais onde as mesmas estão sendo
realizadas;
·
Proibição e limite de idade
para vagas de empregos e concursos, salvo os acessos em que
a natureza do cargo exigir;
·
O critério para desempate de
concursos será a idade, favorecendo-se aos mais velhos;
·
Idosos com 65 anos ou mais
que não tiverem como se sustentar terão direito ao benefício
de um salário mínimo;
·
Processos judiciais
envolvendo pessoas com mais de 60 anos terão prioridades,
nos programas habitacionais para aquisição de imóveis e
transporte coletivo urbano e semi-urbano gratuito para
maiores de 65 anos.
Para que a lei que deu vigor
ao Estatuto dos Idosos tenha real valor é necessário seguir
todos itens citados acima.
·
O idoso e a sociedade
Por: Edite Nascimento Lopes
O abandono ao idoso no Brasil
se intensifica na precariedade da assistência prestada pelo
Estado.
Muitas vezes sabemos que os
nossos velhinhos são excluídos de tudo, só que isso ocorre
devido a falta de consciência.
Se nós jovens pararmos para
pensar que futuramente iremos ficar velhos, procuraríamos
dar valor a convivência com idosos.
Quem é que quer ser tratado
como um objeto sem valor? Ninguém.
Pois é isso que está
acontecendo no Brasil. Muitas famílias levam os idosos para
morar em asilos e quando eles chegam lá acabam sendo
tratados como animais.
Muitos deles não têm uma boa
alimentação, um bom tratamento médico e nem psicológico. E
conseqüentemente acabam provocando a morte antecipada dos
nossos velhinhos.
O Brasil deveria investir
mais recurso diante dessa situação, porque se calcularmos a
porcentagem de idosos está aumentando cada vez mais.
O
governo ajuda aos idosos. Existe uma lei que os defendem
mas, ainda precisa se fazer mais por eles. O Estatuto do
Idoso é um conjunto de leis que tem por objetivo defender e
proteger aos cidadãos que já atingiram uma certa meta de
idade.
Em nossa lei brasileira é
considerado idoso aquele que tem igual ou acima de 60 anos.
O estatuto existe para que não se deixe no esquecimento, é
uma prova que os idosos tem direitos que devem ser
cumpridos.
Quanto à saúde diz-se que os
idosos devem ter tudo que necessitam, como um atendimento
médico gratuito. O estatuto diz que o governo deve ter uma
atenção maior para com os idosos.
Em caso de suspeita de maus
tratos a idosos deve-se avisar alguma autoridade local.
Deve-se ter a participação do idoso nas atividades culturais
e de lazer, e seus direitos lhes diz que deve pagar apenas
metade ou ter seus assentos assegurados. Mesmo tendo seus
direitos descritos em estatuto ainda há preconceito ao idoso
no que diz respeito ao trabalho, porém eles podem exigir
exercer algumas atividades que estiverem ao seu alcance,
considerando suas condições físicas, intelectuais e
psíquicas.
·
“Nosso corpo e suas fases”
Velho não quer dizer doente,
geralmente associamos velhice a enfermidade. Sabe-se que há
mais debilitação física e doenças entre as pessoas de 80
anos do que entre as pessoas jovens.
Algumas condições são
especialmente comuns entre os velhos.
A artrite e o reumatismo
constituem importantes exemplos do tipo de aflição física
comumente definido como crônica e encontradas
com mais freqüência entre pessoas idosas.
É cômodo, mas não exato,
concluir que a velhice, em si represente uma espécie de
enfermidade generalizada.
Tem havido, estudos bem
planejados que ajudam a estabelecer a distinção entre
velhice e doença. Uma das mais importantes dentre essas
investigações foi dirigida por uma eminente equipe de
médicos e psicólogos.
Encontram-se, entretanto,
algumas diferenças nítidas mesmo entre o mais saudável dos
velhos e os jovens.
·
Entrevistada: Valdelice
Sampaio
·
Idade: 62 Anos
Grupo:
Quanta a senhora ganha de
aposentadoria?
Valdelice:
Um salário Mínimo.
Grupo:
Onde a senhora e a sua
família moram?
Valdelice:
Nós moramos na Zona Rural, comunidade Miranga.
Grupo:
A senhora tem acesso a
acompanhamento médico e psicólogo?
Valdelice:
Às vezes quando sobra um dinheirinho, eu me consulto para
saber como anda minha saúde. Quando está mais ou menos ai é
o jeito comprar remédio.
Grupo:
A senhora tem apoio da
família?
Valdelice:
Tenho, só quando minhas filhas vêem me visitar. Elas me
ajudam no que podem, elas só aparecem de seis em seis meses,
trabalham fora.
Grupo:
Como é sua possibilidade de
lazer?
Valdelice:
É mais ou menos, mas apesar de tudo existe a lei que surgiu
agora em que todo idoso deve pagar menos em viagens locais.
Grupo:
O que a senhora acha do
estatuto?
Valdelice:
É uma maravilha só assim poderemos reivindicar nossos
direitos como idosos.
Nós achamos o trabalho muito
interessante, ou seja, aprendemos que devemos respeitar os
idosos e acima de tudo está sempre abrindo espaço para eles
na sociedade.
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Enciclopédia Mundo
Globalizado – Volume Único – Ano 2003
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Enciclopédia Britânica do
Brasil – Digital – Ano 2000
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