... Página inicial- FAQ / Ajuda- Add Favoritos


  Bibliotecas
  Biografias autores
  Dicas de estudo
  Dicionários
  Exercícios Prontos
  Mapas
  Personalidades
  Saiba fazer
  Sites de buscas
  Tradutores
  Universidades
  Vestibular
  Administração
  Artes
  Astronomia
  Biologia
  Contabilidade
  Corpo humano
  Direito
  Diversos
  Economia
  Educação física
  Engenharia
  Filosofia
  Física
  Geografia
  História
  Informática
  Inglês
  Matemática
  Medicina
  Português
  Psicologia
  Química
  Religião
  Sociologia
  Completos
  Resumos


BUSCA


Publicidade


Recomende


Sobre o site

Contato
-----------------------
Créditos
----------------------- Na mídia
----------------------- Objetivos
----------------------- Parceiros
----------------------- P. de privacidade
-----------------------
Publicidade


  Matérias :: Diversos

 

  Autoria: Rosana Sobral


 


O que é Folclore?

A formação Artística ela divide-se em duas correntes a Erudita:de Caráter acadêmico, são as Artes Plásticas Propriamente ditas, Pintura: Escultura, Arquitetura ,Teatro , Musica e Dança e caráter Popular:manifestações folclóricas,Pratos Típicos,Musica,Religião,Festas Típicas,dentre outras).

O Folclore é : O conjunto de manifestações de caráter popular  de um povo, ou seja é o conjunto de elementos artísticos feitos do povo para o povo, sempre ressaltando o caráter de tradicional destas representações sempre transmitidas  de uma geração para outra através da prática (os pais ensinam aos filhos, que desde pequeninos já praticam).O folclore varia bastante de um Pais para o outro, e até mesmo dentro de um Estado é bastante variável,pois as diferenças entre as regiões são muito grandes.No caso do Brasil  o folclore foi resultado da união da Cultura a partir da miscigenação de três povos (Europeu, Africano, Ameríndio). O que resultou é que em muitas regiões brasileiras o folclore é muito diferente, pois devido as influências de cada um destes povos formadores do Brasil, algumas regiões apresentam uma maior tendência a uma origem mais detalhada, por exemplo, no Nordeste na zona Litorânea as presenças das influências indígenas, Portuguesas e negra são que quase igualadas, já mais para para o Sertão a presença da Cultura negra não é muito marcante como no litoral. Lembrando que as manifestações folclóricas brasileiras, na sua grande maioria são manifestações de caráter de um povo mestiço, ou seja sofrem influência de diversas raças,mas apresenta caracteristicas proprias e que também a grande maioria são manifestações completas em caráter artístico pois possuem elementos do Teatro,Dança,Musica e Artes Plásticas.

Ritmos e tradições do Brasil

O Brasil possui um dos folclores mais ricos de todo o mundo. São danças, festas, comidas, obras de arte, superstições, comemorações e representações que, pelos quatro cantos do país, exaltam a nossa cultura. Se o Sul e o Sudeste brasileiros são regiões em que as manifestações folclóricas têm ocorrido com menor intensidade, por causa de crescente industrialização das cidades, no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste do País as tradições se mantêm cada vez mais vivas. Há muito tempo elas fazem parte da vida de muitas pessoas. Os hábitos do povo, que foram conservados através do tempo. Dia do Folclore 22 de agosto - Decreto no. 56747 de 17/08/1965.

Folclore é uma palavra de origem inglesa cujo significado é ''conhecimento popular''. As manifestações da cultura de um povo, seja através de suas lendas da sua alimentação, do seu artesanato, das suas vestimentas e de muitos de seus hábitos originais e os enrriqueceram com novos hábitos criados após a reunião. O folclore é passado de pais para filhos, geração após geração. As canções de ninar, as cantigas de roda, as brincadeiras e jogos e também os mitos e lendas que aprendemos quando criança são parte do folclore que nos ensinam em casa ou na escola. Fazem parte do folclore os utensílioss que o povo fabrica para o uso de ornamentação, como as cestas de vime, e os objetos de cerâmica, madeira e couro. Os tecidos, a renda, os adornos de miçangas e penas, também existem ainda muitas outras atividades que fazem parte do folclore. O folclore é o meio que o povo tem para compreender o mundo. Utilizando a sua imaginação, o povo procura resolver os mistérios da natureza e entender as dificuldades da vida e seus próprios temores. Conhecendo o folclore de um país podemos compreender o seu povo. E assim passamos a saber, ao mesmo tempo, parte de sua História.

Festas Juninas

Em junho, o Brasil ganha arraiais coloridos. Escolas, ruas, praças e clubes são decorados com bandeirinhas, barracas e fogueiras para as festas dedicadas a São João, Santo Antônio e São Pedro. É hora de dançar quadrilha, participar de jogos e brincadeiras. Muitas são as delícias para saborear: pipoca, pé-de-moleque, canjica e paçoca de amendoim. Os mais corajosos enfrentam o pau-de-sebo, um tronco alto e escorregadio, difícil de subir. Quem quer namorar faz simpatias e pedidos para Santo Antônio, o santo casamenteiro.

Bicho Brabo

O Bicho Brabo é uma tourada, que foi introduzida pelos portugueses na época do Brasil Colônia. Ainda hoje é comum em Mato Grosso, Goiás e São Paulo. A tourada é uma recreação popular, festiva, das zonas pastoris, e é realizada num circo ou área fechada, a arena, cercada por grossos palanques, revestidos por traves horizontais bem resistentes. De vez em quando o toureiro precisa subir nas traves para se defender do boi... Em algumas partes do Brasil, principalmente em São Paulo, nem sempre é um boi que entra na arena para ser toureado. Às vezes entra uma vaca. Em ambos os casos as touradas são belos espetáculos de destrezza e coragem. Os toureiros trabalham usando capas vermelhas para excitar o boi. Quando os toureiros fazem pegas, ou seja, agarram ou touros com as mãos, as fintas, que são os desvios e as derrubadas, entram os palhaços que alegram e divertem o público. Nesta tourada brasileira, não se mata o ''bicho brabo'', seja ele um touro ou uma vaca, tudo é um esporte, uma brincadeira no meio da arena cheia de sol e de alegria.

O Carnaval

O Carnaval antigamente chamava-se, ''o entrudo'', onde a água, a farinha de trigo e o polvilho faziam a alegria de todos, fazendeiros e peões, brancos e negros. O entrudo chegou até a ser proibido, pois a elite pretendia transformá-la numa festa particular, somente em salões. Um grupo de foliões de rua, surgiu em 1846, chamado de Zé Pereira com bumbos e tambores, fazendo grande barulho depois das 22 horas de sábado. Depois surgiramos cordões, que começaram a se organizar e a desfilar pelas ruas do Rio de Janeiro. Existia cordão, só de homens, só de mulheres, ou de homens e mulheres, onde seja qual for, a influência negra sempre foi visível, principalmente negros fantasiados de índios, tocando intrumentos primitivos. As escolas de samba são a maior atração do carnaval carioca. Os sambistas descem o morro, cantam e dançam nas ruas, com seus samba-enredo que falam tanto de personagens como de acontecimentos de nossa história. A primeira escola de samba surgiu no bairro do Estácio, em 1928. Mas, somente em 1952 as escolas começaram a se organizar em sociedades civis com sede e regulamento. E quando o desfile começa, surge o abre-alas e o porta estandarte com uma faixa que diz ''O SAMBA SAÚDA O POVO E PEDE PASSAGEM''. Tornou-se a festa mais popular do país, contando hoje em dia com uma fama notável no exterior, onde muitos estrangeiros visitam o Brasil só para ver o nosso Carnaval.

Bumba-meu-boi

Dos folguedos brasileiros, o Bumba-meu-boi é um dos mais conhecidos e populares. Nos diferentes estados onde ocorre, entre eles Maranhão, Amazonas e Piauí, recebe diversos nomes como Boi-Surubi, Boi-Bumbá, Boi-de-Mamão. Os personagens também variam por regiões. Pai Mateus, Cavalo-Marinho, Caipora e Maricotas de Corocó, entre outros, contam, dançando e cantando, a história da morte e da volta à vida de um boi. Essa dança dramática é realizada tanto nos festejos juninos quanto nos de Natal. No momento do renascimento do boi, os personagens dessa encenação gritam ''Bumba-meu-Boi''.

Boi-de-Mamão

O folguedo do Boi-de-Mamão, no folclore catarinense, é uma das brincadeiras de maior atração popular. Existe no folclore brasileiro com os nomes mais diversos: Bumba-meu-boi, Boi-bumbá, Boi-de-Pano, etc.

Catira

Estudada em Goiás por Luiz Heitor. É dança só de homens. Considerada versão do Catetetê paulista, é a mais brasileira de todas as danças, no dizer de Couto de Magalhães. Ao som das violas, catireiros palmeiam e batem pés alternadamente, em evoluções variadas de entremeio ao canto da ''moda'', dançando logo a seguir o Recortado. Uma boa Catira vara a noite nas festas das fazendas. Como explica Luiz Heitor, ''a grande arte dos catireiros está nos bate-pés e palmas, cujo ritmo é diferente a cada aparição de elementos coreográficos''. E arremata o Professor: ''A Catira é uma especialização coreográfica. Qualquer um não pode dançá-la''. E, acrescentamos, é preciso aprender desde menino.

Cabaçais do Carirí

O nome cabaçal é pejorativo, em virtude de a caixa, o zabumba e os pífaros - seus instrumentos básicos - fazerem um ruído semelhante a muitas cabaças secas entrechocando-se. São a dança e música, de ritmo forte, tanto que os cabaçais eram também chamados de ''esquenta mulher'', porque, à sua chegada ou passagem, o mulheril se afogueava...

Dança de Congo

Citada por Hugo de Carvalho Ramos, dada como em extinção por Americano do Brasil (1973:262-263), que a registrou com embaixada, assim como Brandão (1976). É apresentada até hoje em Goiás ePirenópolis. José A. Teixeira (1941:92-95) registrou-a sem embaixada.

Folia de Reis

A Folia de Reis é uma das várias comemorações de caráter religioso que se repetem há séculos em nosso país. Ela é realizada entre a época do Natal e o Dia de Reis, em 6 de janeiro. Grupos de cantadores e músicos percorrem as ruas de pequenas cidades como Parati, no Rio de Janeiro, e Sabará, em Minas Gerais, entoando cânticos bíblicos que relembram a viagem dos três Reis Magos que foram a Belém dar boas-vindas ao Menino Jesus.

O Frevo

Dança de rua e de salão, é a grande alucinação do carnaval pernambucano. Trata-se de uma marcha de ritmo sincopado, obsedante, violento e frenético, que é a sua característica principal. E a multidão ondulando, nos meneios da dança, fica a ferver. E foi dessa idéia de fervura (o povo pronuncia frevura, frever) que se criou o nome de frevo. A primeira coisa que caracteriza o frevo é ser, não uma dança coletiva, de um grupo, um cordão, um cortejo, mas na multidão mesma, e que aderem todos que o ouvem, como se por todos passasse uma corrente eletrizante. O frevo é uma marcha, com divisão em binário e andamento semelhante ao da marchinha carioca, mais pesada e barulhenta e com uma execução vigorosa e estridente de fanfarra. Nele o ritmo é tudo, afinal a sua própria essência, ao passo que na marchinha e predominância é melódica. O frevo é sempre dançado ao som das marchas-frevos típicas, e tem por símbolo de realeza o guarda-chuva, que serve para manter o equilíbrio dos passistas. A coreografia dessa dança de multidão é, curiosamente, individual. Centenas e centenas de foliões, ao som da mesma música excitante, dançam diversamente. É muito raro os gestos iguais e as atitudes semelhantes.

Lavagem do Bonfim

Todo mês de janeiro, milhares de romeiros juntam-se em Salvador para lavar as escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Esse ritual iniciou-se no século XVIII, ainda muito timidamente. Com o passar do tempo, o número de participantes foi aumentando e, hoje, é uma das mais tradicionais cerimônias religiosas do país. Depois da lavagem, os romeiros vão para as ruas da cidade, onde fazem uma grande festa, com direito a capoeira, samba e muita comida típica.

Fandango

O Fandango, também conhecido no Norte e Nordeste como Marujada, é um folguedo de origem portuguesa em homenagem às conquistas marítimas. A encenação começa com a chegada de uma miniatura de barco a vela, puxada pela tripulação. Os personagens cantam e dançam ao som de instrumentos de corda. ''Marinheiros somos! Marujos do mar!'' é uma das frases recitadas pela tripulação.

Torém

É dança que Almofala (Acaraú), nos legou, como uma herança dos índios tremembés, que habitavam a região. Ao sabor do mocororó - aguardente do cajú - cerca de 20 caboclos (homens e mulheres) iniciam a dança ao ritmo do ''aguaim'', espécie de maracá, empunhado pela figura do ''chefe''.

Cavalhada

A Cavalhada é um folguedo do qual participam cavaleiros divididos em grupos, ou cordões. Eles homenageiam os ricos homens europeus da Idade Média, que se exibam em cavalos. Usando trajes especiais, executam manobras numa série de jogos. A Cavalhada acontece em Alagoas, com versões diferentes nos estados do Rio de Janeiro, Goiás e São Paulo.

Pau-da-Bandeira

É festa da Barbalha (Crato), anualmente realizada próximo à comemoração do Dia de santo Antônio. Um enorme tronco de árvore, antecipadamente escolhido, é conduzido ao pé da serra do Araripe até a Igreja da cidade, por mãos de fortes caboclos. À passagem do séquito, as mulheres solteiras procuram tocar no tronco que passa, debaixo da crença segundo a qual caso consiga, cedo casará... É uma festa a que todo o Cariri comparece, pelo sabor de tradição que o espetáculo mostra.

Congada

A Congada, realizada em vários estados brasileiros, entre eles Paraná, Minas Gerais e Paraíba, representa a luta entre dois grupos, os cristãos e os mouros, os muçulmanos. Eles marcham, cantam e simulam uma disputa com espadas, imitando uma guerra que termina com a derrota dos mouros. Criada pela Igreja Católica, essa encenação tem São Benedito como padroeiro. A música fica por conta de uma orquestra composta de violas, violões, cavaquinhos, reco-recos e atabaques.

Círio de Nazaré

Em Belém do Pará acontece anualmente em outubro uma grande festa religiosa que chega a reunir cerca de 1 milhão de pessoas: o Círio de Nazaré. A multidão lota as ruas da cidade para acompanhar a procissão, que dura até cinco horas, em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. Os romeiros que vão pagar promessas pela cura de doenças, por exemplo, andam descalços e seguram a corda de isolamento que protege a santa. No final, os participantes vestem roupas novas e se alimentam dos pratos típicos da região, como o pato no tucupi, o tacacá e o arroz com pequi.

Festa do Divino

De origem portuguesa e com características diferenciadas em cada região do Brasil, a Festa do Divino é composta de missas, novenas, procissões e shows com fogos de artifício. Em cidades do Maranhão, bonecos gigantes divertem as crianças, enquanto grupos de cantadores visitam as casas dos fiéis recolhendo ofertas e donativos para a grande festa de Pentecostes. Em Piracicaba,. interior de São Paulo, as comemorações ocorrem em julho, às margens do Rio Piracicaba, reunindo milhares de pessoas.

Candomblé

Festa religiosa dos negros jeje-nagôs na Bahia, mantida pelos seus descendentes e mestiços, é um culto africano introduzido no Brasil pelos escravos. Algumas de suas divindades são: Xangô, Oxum, Oxumaré e Iemanjá, representando esta, por si só, um verdadeiro culto.

As cerimônias religiosas do Candomblé, são realizadas de um modo geral em terreiros, que são locais especialmente destinados para esse fim, e recebem os seguintes nomes: Macumba no Rio de Janeiro, Xangô em Alagoas e Pernambuco. As cerimônias são dirigidas pela mãe-de-santo, ou pai-de-santo. Cada orixá tem uma aparência especial e determinadas preferências. O toque de atabaque, uma expécie de tambor e a dança, individualizam um determinado orixá. Os orixás são divindades, santos do candomblé, cada pessoa é protegida por um dos orixás e pode ser possuída por ele, quando, então ela se transforma em cavalos de santo.

Capoeira de Angola

A capoeira de Angola, foi a primeira capoeira a existir, nela o capoeira joga de forma lenta, é um jogo traiçoeiro e que é muito bonito. Os antigos mestres jogavam de ternos brancos em chão de terra, e mesmo depois de um bonito jogo, os mestres saiam da roda com os ternos branco do mesmo jeito que entraram. Calça larga e um brinco de ouro A figura do malandro capoerista marcou a cultura brasileira do começo deste século. O folclorista Luís da Câmara Cascudo escreveu em 1916 que ''o capoerista era um indivíduo desconfiado e sempre previnido. Andando nos passeios, ao aproximar-se de uma esquina, tomava imediatamente a direçào do meio da rua. Havia os capoeiras de profissão, conhecido logo a primeira vista pela atitude singular do corpo, pelo andar arrevesado, pelas calças de boca larga, ou pantalona, cobrindo toda a parte anterior do pé, pela argolinha de ouro na orelha, como insígnia de força e valentia, e o nunca esquecido chapéu de banda''. Na capoeira de Angola, vale mais a astúcia do que a força muscular. Seu mais célebre representante foi Vicente Ferreira Pastinha, baiano de Pelourinho, amigo do artista plástico Caribé, personagem do escritor Jorge Amado e dono de uma filosofia peculiar: ''Capoeira é tudo o que a boca come'', costumava dizer. ''Ele ensinava a capoeira do dia-a-dia, capoeira para ele não era luta, era religião'', afirma Jaime Martins dos Santos, o mestre Curió, que treinou com Pastinha desde os oito anos de idade. ''Naquele tempo capoeira ea coisa de arruaceiros, da malandragem. Escolhi treinar com ele porque era muito organizado e extremamente dedicado ao aluno''. O método Pastinha, ensinado regularmente desde 1910, consiste em golpes desferidos quase em câmara lenta. O capoerista fica a maior parte do tempo com o corpo arqueado e sua ginga é de braços soltos, relaxados, porque a tática era fazer de frasco diante do oponente.

''Nossos movimentos não tem pressa de chegar mas, quando chegam, é de forma harmoniosa'', explica mestre Moraes, um angoleiro que se formou junto com mestre João Grande, o discípulo de Pastinha que hoje dá aulas em Nova York, nos Estados Unidos. ''É um diálogo de corpos. Eu venço quando meu parceiro não tem mais respostas para as minhas perguntas''.

Capoeira Regional

A capoeira Regional é uma capoeira mais dinâmica, mais rápida, com golpes geralmente acima da cintura e principalmente acima do peito, o objetivo do jogo é mostrar a sua superioridade com um jogo técnico e dependendo do toque um jogo bastante acrobático.

Mestre Bimba, o pai da Regional

De 1890 a 1937, a capoeira foi crime previsto pelo Código Penal da República. Simples exercício na rua dava até 6 meses de prisão. Nesse ambiente tão hostil, as escolas de capoeira sobreviviam clandestinamente nos subúrbios. Foi para reverter este quadro que o baiano Manoel dos Reis Machado, um angoleiro forte e valente conhecido como mestre Bimba, inventou uma nova capoeira. Teve o cuidado de tirar a palavra do nome da academia que fundou em 1932 em Salvador, o Centro de Cultura Física e Luta Regional. Filho de um campeão de batuque, uma espécie de luta-livre comum na Bahia do séc XIX. Para fugir de qualquer pista que lembrasse a origem marginalizada da capoeira, mudou alguns movimentos, eliminou a malícia das posturas do capoerista, colocando-o em pé, criou um código de ética rigido que exigia até higiene, estabeleceu o uniforme branco e se meteu até na vida privada dos alunos. Para treinar com mestre Bimba, era preciso provar que estava trabalhando ou mostrar o boletim do colégio. O resultado foi que daí, a capoeira começou a ganhar alunos da classe média branca. Com tudo isso mestre Bimba deu ares atléticos ao jogo e atraiu as mulheres, até então excluídas das rodas. E com toda essa dinâmica a capoeira também se tornou uma eficiente defesa pessoal.

Capoeira

A Capoeira chegou ao Brasil no século XVI, no bojo de veleiros negreiros que aportaram na Bahia, sendo seus introdutores, os escravos africanos. Na prática dessa luta ou desse esporte, os negros usavam somente os pés e a cabeça com enorme eficácia contra os europeus que empregavam só as mãos, tanto para o ataque quanto para defesa. Para evitar a repressão dos senhores de engenho e da polícia, da mesma forma como camuflaram sua religião com a dos senhores, os negros camuflaram a capoeira com pantomimas mímicas e danças, sempre ao som da música, dos birimbaus, da boca e das palmas. Essa modalidade de luta que partiu da África chegou na Bahia, atingiu também o Rio de Janeiro e hoje é popular em todo país e nos representa em Festivais Folclóricos por todo o mundo.

 

Mitos & Lendas

A Mula-Sem-Cabeça

Ente sobrenatural muito comum no Brasil. Em alguns lugares do país, é também conhecida como ''Burrinha'', ''Mula-do-Padre'', ou ''Cavalo-sem-Cabeça''. É muito comum, principalmente nos Estados de Goiás e Mato-Grosso, sendo um dos mitos mais controvertidos do folclore brasileiro. Segundo dizem, todas as mulheres que forem amantes de um padre, se transformarão em mula-sem-cabeça. Trata-se de um animal forte, bravio, sem cabeça, que possui fortes patas, calçadas com ferraduras que podem ser de aço ou prata. Seu relincho é tão estridente que pode ser ouvido bem distante, algumas vezes geme como um ser humano, e solta fogo pelo pescoço. Coitado daquele que atravessar no seu caminho! A mula-sem-cabeça costuma aparecer na meia noite da quinta-feira para sexta-feira. Se alguém fôr bastante corajoso para lhe arrancar o cabresco, conseguirá quebrar o encanto. Ou então, se algum valente conseguir picá-la com um alfinete, e se sangrar, a encantada perde o seu encantamento.

Vitória-Régia

Era uma vez uma Tribo de índios que vivia às margens do grande rio. Nos iguarapés silenciosos as cunhãs cantavam e sonhavam seus lindos sonhos de virgens.As cunhãs ficavam horas e horas mirando a beleza da lua branca, o fascinar das estrelas, o céu recamado de constelações. O aroma da noite tropical embalava os sonhos. Um dia, neca-neca, a cunhã mais sonhadora, subiu numa árvore mais alta para ver se pegava a lua. Não conseguiu. Pressurosa com suas companheiras, noutro dia, foram aos montes distantes para tocarem com as mãos a lua, as estrelas. Nada, quando lá chegaram a lua estava tão distante que voltaram tristonhas para suas malocas, e, na rede onde se embalavam, embalaram a desilusão. Ficaram tristes, porque, caso tocassem a lua ou as estrelas, tornar-se iam uma delas. Noutra noite, Neca-neca, deixou sua rede, muito tristonha, desiludida porque não conseguira apanhar a lua. Eis que olha e vê na água remansosa do lago a lua branca ali refletida. Era uma noite de lua cheia. Lá estava a lua grande bela, refletida nas águas. Sua imobilidade no lago tranquilo era um convite. A cunhã alegrou-se. Certamente ela veio banhar-se nas águas do lago para que eu pudesse apanhá-la. Veio satisfazer os meus pedidos feitos em pensamento. Ela veio, lançar-se as águas profundas, misteriosas e desaparece. Mas a lua apiedou-se da cunhã e transformou-a numa flor, a vitória-régia. É por isso que a vitória-régia tem o mais oloroso dos perfumes. É inebriante, suas pétalas sào estiradas à flor da água para melhor receberem a luz da lua. É por isso que, em noites de lua cheia, as cunhãs que são vitórias-régias, aparecem no meio da flor que tem um brilho todo especial. Os raios brancos da lua são como véus de noiva a cobrir todas as flores do lago e ofuscam tanto, que mais parecem ''estrelas d'água a disputar o seu brilho com milhares de vagalumes, que povoam a noite tropical.

O Anhanga

O Anhanga é um veadinho encantado, branco como a neve e brincalhão, vê tudo o que acontece na floresta, protege as matas, não permitindo maldades. Persegue e castiga todos aqueles que caçam filhotes os mães de filhotes que ainda estejam sendo amamentados. Alguns estudiosos do folclore Brasileiro consideram-no protetor da fauna e flora, portanto muito querido pelos habitantes da floresta. Brinca com todos, desde as lindas borboletas coloridas, até aos mais ferozes vertebrados, nunca se machuca ou morre.

Em noites de luar, ele pode ser visto vagando pela floresta. Segundo a mitologia popular, qualquer pessoa atacada por um animal selvgem, pode salvar-se gritando: ''Valha-me Anhanga''.

Gralha Azul

Gralha azul e o nome dado a uma linda córvida que motivou no Paraná, a tradição de plantadores de pinheiros, enterrando as sementes com a ponta mais fina para cima e devorando a cabeça, que seria a parte aprodecível. Não deve ser abatida e é comumente respeitada pelo povo como ave protetora dos pinheirais. E os pinheiros vão nascendo. ''Do pinheiro nasce a pinha, da pinha nasce o pinhão, do pinhão nasce o pinheiro...'' Pinhão que alegra as nossas festas, onde o regozijo barulhento é como um bano de gralhas azuis matracando nos galhos altaneiros dos pinheirais do Paraná. Seus galhos são braços abertos, permanentemente abertos, repetindo às auras qual o emblema que embala o Meu convite eterno ''Vinde a Mim todos...'' A gralha por alguns instantes atingiu as alturas. Que surpresa! Onde seus olhos conseguiam ver o seu próprio corpo, observou que estava todo azul, somente ao redor da cabeça, onde não enxergava, continuou preto. Sim preto, porque ela é um corvídeo. Ao ver a beleza de suas penas da cor do céu, voltou célere para os pinheirais, tão alegre ficou que seu canto passou a ser verdadeiro alarido que mais parece as vozes de crianças brincando. A gralha azul voltou, alegre e feliz iniciou o seu trabalho, de ajudante celeste.

Saci-Pererê

Uma das figuras mitológicas mais populares parece ser o Saci-Pererê. Inúmeros escritores já o colocaram em seus livros. Mas as características frequentes variam. Começa a fazer suas aparições nas histórias de fins do século XVIII e a partir daí fixa-se no mundo fantástico da cultura popular. O Saci-Pereê é um negrinho de uma perna só, ágil, astuto e atrevido, gosta de fumar cachimbo e usa uma carapuça vermelha (que dá o poder de se tornar invisível). Pertuba a vida doméstica, apagando o fogo e queimando os alimentos, escondendo objetos na hora em que mais se precisa deles, trança os rabos e crinas de cavalo, mas nunca faz maldades. Espanta também os animais. Assusta os viajantes, pedindo fumo. Aparece e desaparece no meio de um currupio de vento. Para se apanhar o saci, pede-se usar um rosário, uma peneira ou dar três nós num pedaço de palha. É constante no folclore do Sul, principalmente nas regiões povoadas pelo índio tupi-guarani, de cujo idioma nasce o nome. Em várias localidades paulistas contam histórias do Saci-Pererê. Não é maldoso, porém brincalhão como toda criança.

Lenda da Iara

A Iara é uma sereia das águas, de grande beleza, que mora nas lagoas e que surge repentinamente para atrair os viajantes descuidados. Quem escuta o canto da Iara fica encantado e é atraído para o fundo da lagoa. Lá, entre milhares de sereias, num palácio de coral e pérolas, é realizado o casamento pelo Rei dos Mares.

Lenda da Mandioca

Nani era uma linda menina, filha de uma índia. Desde que nasceu andava e falava. De repente morreu sem ficar doente e sem sofrer. Foi enterrada e todos os dias sua sepultura era regada, até que nela surgiu uma planta desconhecida, que cresceu e deu frutos. Os pássaros comiam esses frutos e ficavam embriagados. Finalmente, a terra abriu-se e, uavando-a, os índios encontraram uma raiz branca como o corpo de Nani. Essa raiz, que passou a ser usada como alimento pelos selvagens, é a mandioca.

Lenda do Cari

Porque o peixe cari (carimatá ou papa-terra) tem a boca redondinha, beicinho caído? Foi um castigo. Nossa Senhora, passando pela beira do rio, fez uma pergunta ao peixe e este, ao invés de responder-lhe com respeito, deu um muxoso atrevido. O muxoso parou nos seus lábios até hoje.

Lobisomem

Quando é noite de sexta-feira, à meia noite, ele procura uma encruzilhada, atira-se no chão e começa a rolar na poeira. Logo se transforma em Lobisomem. O Lobisomem é o sétimo filho homem de um casal: o caçula. É fácil se saber quem é o Lobisomem: o predestinado costuma ser amarelo e muito magro. Como ele precisa de sangue, depois que se transforma em Lobisomem anda à procura de algum leitàozinho, cachorro novo, e até crianças de colo. E em último caso, ataca mesmo gente grande. Antes de amanhecer, o Lobisomem sempre procura um cemitério e lá consegue voltar a forma humana. Se nesta hora alguém conseguir fazer um ferimento nele com um espinho especial, ele não se transformará em bicho. Negro-d'água Na subdivisão dos ''Mitos das Águas'', registra-se o Negro-d'água, considerando-o verdadeiramente autóctone. Habita o rio Tocantins e seus afluentes. Manifesta-se com gargalhadas. Preto, cabeça pelada, mãos e pés de pato. O autor identifica-o com o Cabeça-de-cuia corrente no Piauí, mas sugere que possa ser uma variação local do mito indígena Igpupiara.

Caipora

Dizem que o caipora (ou caapora) é um espírito que aparece sob a forma de um moleque pelado e peludo, montado num porco do mato. Vive nas matas. Ora é um índiozinho, como o curupira, só que com os pés normais ora tem um pé só, como o Saci, ou só um olho. Dizem que é doido por fumo, parando todo viajante para conseguir uma pitada. O Caipora protege os animais selvagens e prejudica os animais domésticos. Contam que ele é capaz de ressucitar um animal morto. Os caboclos caçadores respeitam por medo a ele, algumas regras: não perseguem fêmeas grávidas e nem filhotes de qualquer animal, não caçam à sexta-feira em noite de luar e nem aos domingos e dias santos.

Onça-da-mão-torta

Outro registro feito pelo autor do Folclore Goiano. É a alma penada de um vaqueiro velho e mau. É uma onça enorme, rajada, e tem a pata dianteira torta. (Não diz se é a direita ou a esquerda.) Se vista e atirada, não morre. A bala não entra no seu corpo.

O Major e o moleque

Estória de um homem (Major), que nogociou com o sujo para ficar rico. Tirou o moleque (um capetinha) de um ovo de galinha preta chocado no sovaco. Criou-o, alimentando com leite, cachaça e sangue de galinha preta. O Major ficou rico, mas lhe aconteceram grandes desgraças. Morreu pobre e o capetinha desapareceu. Sua alma ninguém sabe para onde foi.

Romãozinho

Romãozinho era o menino istriziado, que fazia muita estripulia. E, de ruim que era, arrancava pernas às formigas, roubava filhotes de pássaros nos ninhos, gozando a dor das formiguinhas e a aflição das indefesas aves. Foi amaldiçoado pela mãe, a quem fez uma grande injúria. Desapareceu misteriosamente nas florestas e vive, até hoje, errante, assombrando viajantes e habitantes do Vale do Paranã. Conforme observação do autor (Teixeira, 1941:365), sua área de ação corresonde ao norte e nordeste do estado (esquecendo-se de que suas andanças alcançam o sertão da Bahia). Sua origem é atribuída ao elemento negro.

 

   

<-Anterior

Página 1
Próxima->

 

Cola da Web.: É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, exceto em trabalhos escolares.