Monopólio
A existência de concorrentes
evita a fixação arbitrária de preços. Numa situação de
concorrência perfeita, o preço se estabelece de acordo com as
condições do mercado e tende a permanecer em patamares
próximos ao custo de produção das mercadorias. Um produtor
monopolista, ao contrário, pode aumentar seu lucro total
mediante a simples elevação do preço, pois domina a oferta e
não é ameaçado pela concorrência.
Monopólio é uma condição do
mercado caracterizada pelo controle, por um só vendedor, dos
preços e das quantidades de bens ou serviços oferecidos aos
usuários e consumidores. Embora os conceitos de monopólio e
concorrência perfeita sejam úteis para ilustrar princípios
econômicos, eles raramente ocorrem na prática e constituem,
portanto, modelos teóricos que caracterizam situações ideais,
das quais a realidade está mais ou menos próxima.
A situação mais próxima do
monopólio é o oligopólio, em que o mercado é controlado por um
pequeno grupo de empresas. Os oligopolistas tendem a atuar em
comum acordo ou, quando a lei permite, a estabelecer cartéis
com pactos formais sobre preços e abastecimento, o que,
virtualmente, torna monopolística sua atividade econômica. A
maior parte dos países proíbe o monopólio, exceto aqueles que
são exercidos pelo estado sobre produtos estratégicos e
serviços de utilidade pública. A legislação britânica, por
exemplo, enquadra como monopolística a ação de uma empresa ou
grupo de empresas que controle um terço do mercado de certo
produto ou serviço. O termo monopólio se emprega, assim, para
designar uma situação na qual a concorrência é restrita.
Quem detém o monopólio pode
determinar o preço de seu produto ou serviço sem a
concorrência de outros vendedores. Geralmente se admite, por
essa razão, que a empresa monopolista fixará o preço que mais
lhe convier. Ao contrário do que ocorre na livre concorrência
-- em que o produtor não pode modificar à vontade o preço da
mercadoria, mas tão-somente ajustar seu volume de produção ao
preço estabelecido pelo mercado -- o monopolista pode atuar
sobre o preço, aumentando a produção se deseja reduzi-lo, ou,
o que é mais freqüente, reduzindo a produção para elevá-lo.
Também lhe cabe fixar o preço e ajustar a ele sua produção. A
entrada de novas empresas no setor monopolizado é freada pela
impossibilidade de conseguir custos de produção competitivos.
Qualquer modificação do
volume de produção implica uma variação nos custos, para mais
ou para menos, circunstância que o monopolista deve levar em
conta para buscar o equilíbrio do mercado e obter o maior
lucro possível. Outra variável que deve ser levada em conta é
a elasticidade da demanda, já que o êxito de toda manobra
restritiva depende de que o aumento de preços compense a
redução da produção.
Vantagens e desvantagens do
monopólio. Os argumentos favoráveis aos monopólios
concentram-se principalmente nas vantagens da produção em
grande escala, como a elevação de rendimento propiciado pelas
inovações tecnológicas e a redução dos custos. Também se
afirma que os monopólios podem racionalizar as atividades
econômicas, eliminar os excessos de capacidade e evitar a
concorrência desleal. Outra das vantagens que lhes são
atribuídas é a garantia de um determinado grau de segurança no
futuro, o que torna possível o planejamento a longo prazo e
introduz maior racionalidade nas decisões sobre investimentos.
Os argumentos contrários
estão centrados no fato de que o monopólio, graças a seu poder
sobre o mercado, prejudica o consumidor ao restringir a
produção e a variedade, e ao obrigá-lo a pagar preços
arbitrariamente fixados pelo monopolista. Também se assinala
que a ausência de concorrência pode incidir negativamente
sobre a redução dos custos e levar à subutilização dos
recursos produtivos.
Controle. A economia de livre
empresa afirma, como norma geral, a inconveniência dos
monopólios e a necessidade de estrito controle sobre eles.
Embora acentue as vantagens do fornecimento monopolizado em
determinadas áreas específicas, exige que os monopólios se
restrinjam aos setores nos quais sejam absolutamente
necessários e que, além disso, se adotem medidas de proteção
ao consumidor.
Um exemplo da utilidade dos
monopólios é o fornecimento de gás canalizado a um centro
urbano. O fornecimento de gás aos consumidores por companhias
concorrentes, por meio de gasodutos e sistemas de distribuição
paralelos, representaria um esbanjamento de recursos em
infra-estrutura.