CONDROSSARCOMA
INTRODUÇÃO
Condrossarcoma é o tumor maligno caracterizado pela formação
de cartilagem pelas células tumorais. É um tumor de
crescimento lento, raramente encontrado na cabeça e pescoço,
sendo a laringe um dos locais mais freqüentemente afetados
na região1.
Na laringe
o condrossarcoma é o sarcoma mais freqüente, ocorrendo em
geral em pacientes com idade entre 50 e 70 anos, mas podendo
ocorrer também em pessoas jovens. A relação homem - mulher é
3:1. O local mais comum de origem é a cartilagem cricóide
(75%). Entretanto, têm-se reportado tumores originados nas
cartilagens tireóide, aritenóide, epiglote e acessórias da
laringe. A observação de alguns condrossarcomas originados
da epiglote contradiz o conceito de que este tumor somente
se origina em cartilagem hialina e não em cartilagem
elástica
Relatamos
caso de condrossarcoma da epiglote em paciente com 35 anos
de idade, e apresentamos revisão da literatura sobre o tumor
nessa localização anatômica.
CONDROSSARCOMA
EPIDEMIOLOGIA
O
condrossarcoma, que representa aproximadamente 20 a 25% de
todos os sarcomas ósseos, é um tumor da vida adulta e dos
idosos, com incidência máxima na quarta à sexta décadas de
vida. Tem predileção por ossos planos, em especial as
cinturas pélvica e escapular, mas também pode afectar as
porções diafisárias dos ossos longos. Os condrossarcomas
podem surgir pela primeira vez, ou podem ser uma
transformação maligna de um encondroma ou, raramente, do
capuz cartilaginoso de um osteossarcoma. Os condrossarcomas
têm história natural indolente e manifestam-se tipicamente
como dor e diastensão. Em nível radiográfico (fig.1), a
lesão tem aspecto lobular com calcificação manchada,
ontilhada ou anelar da matriz cartilaginosa.


SINTOMAS
Os sintomas
apresentados nos pacientes com esse tumor consistem de
rouquidão progressiva, dispnéia e disfagia, variando estes
de acordo com a localização do tumor. A dispnéia predomina
se a neoplasia tem extensão anteriormente para dentro do
lumen da via aérea. Se o tumor se desenvolve posteriormente
para a faringe, pode causar disfagia. Como essas neoplasias
são usualmente de crescimento lento, o paciente adapta-se ao
progressivo estreitamento da via aérea, até que um episódio
de dispnéia aguda o leve a uma traqueotomia de emergência8.
Como já foi descrito na literatura, o primeiro sinal clínico
pode ser a paralisia de corda vocal, aparentemente não
associada com outras lesões laríngeas ou não laríngeas,
denominadas de idiopáticas. A paralisia de corda vocal é
quase exclusivamente um sinal precoce do condrossarcoma da
cartilagem cricóide e pode ser relacionada ao envolvimento
do nervo recorrente ou a fixação da articulação
cricoaritenóidea
.
DETECÇÃO
Ao exame
radiológico ou Histológico, é difícil distinguir o
condrossarcoma de baixo grau das lesões benignas. Portanto,
o diagnóstico é inflenciado pela história clínica e pelo
exame físico. Início recente de dor, sinais de inflamação e
aumento progressivo no tamanho da massa sugerem processo
maligno. A classificação histológica é complexa, mas a
maioria dos tumores enquadra-se na categoria convencional ou
clássica. Assim como os outros sarcomas ósseos, os
condrossarcomas de alto grau disseminam-se para os pulmões.
A maioria dos condrossarcomas é resistente à
quimioterapia-padrão para sarcoma, e a ressecção cirúrgica
dos tumores primários ou recorrentes, incluindo metástases
pulmonares, é a pedra angular da terapia. Entretanto,
existem duas variantes histológicas às quais esta regra não
se aplica. O condrossarcoma desdiferenciado é um tumor
debaixo grau que se desdiferencia em osteossarcoma de alto
grau ou em histiocitoma fibroso maligno, um tumor que
responde à quimioterapia. O condrossarcoma mesenquimal, uma
variante rara composta de um elemento de célula pequena,
também responde à quimioterapia sistémica e é tratado como
sarcoma de Ewing.
TRATAMENTO
O
tratamento de escolha para os condrossarcomas é o cirúrgico
com ressecção do segmento acometido. As margens devem sempre
ser amplas porque não há resposta à rádio ou quimioterapia.
As chances de recorrência em cirurgias marginais são grandes
e as reoperações são geralmente mais difíceis, com menor
chance de erradicação do tumor e cura da lesão. O risco de
implantação das células cartilaginosas é grande e as
recorrências em partes moles são freqüentes, devido ao tipo
de nutrição da célula cartilaginosa que se faz por embebição.
Na região
dos ossos da pelve, as hemipelvectomias internas estão
muitas vezes indicadas. Na cintura escapular, as ressecções
amplas, como a cirurgia de Tikhoff-Linberg modificada, são
às vezes necessárias. Esse procedimento está indicado quando
as estruturas neuro-vasculares na região dos vasos braquiais
não estão envolvidas pelo tumor. Essa técnica consiste na
ressecção ampla da região proximal do úmero, que inclui a
remoção extra-articular da articulação gleno-umeral. A área
pode ser reconstruída por meio de uma endoprótese não
convencional ou osso homólogo de banco. Alternativamente,
pode-se utilizar a artrodese com o auxílio de osso de banco
(61).
A amputação
das extremidades está indicada especialmente se o
envolvimento de partes moles for extenso.
Como citado
anteriormente, o condrossarcoma não responde nem à rádio nem
à quimioterapia. Excepcionalmente, o condrossarcoma
mesenquimal ou de características embrionárias pode
responder parcialmente à quimio e à radioterapia, devido à
intensa indiferenciação de suas células.
CONCLUSÃO
Sabe-se que
as patologias ósseas hoje em dia estão vindo em grande vigor
a atacar o ser humano. Dentre inúmeros outros cânceres o
condrossarcoma atinge cerca de 20 a 25% dos idosos. Porém
devemos que reaver os nossos hábitos alimentares, bem como
evitar (se não) parar de fumar, beber (bebidas alcoólicas)
como também não exagerar no peso; pois sabemos que não só
condrossarcoma como outras doenças vem nos acompanhando lado
a lado.
Com o
aparecer da idade tudo o que fizermos ou deixarmos de fazer
é o que vai nos acometer ou não.
Infelizmente com a idade ganhamos “experiência” (bom), mas
ganhamos também patologias...