A coqueluche, outrora muito freqüente nos Estados Unidos e ainda um problema importante no mundo todo, vem se tornando novamente mais comum nos Estados Unidos desde o finalfinal da década de 1980. Epidemias locais têm ocorrido a cada
Uma pessoa infectada dissemina os microrganismos da coqueluche no ar em perdigotos (gotículas de saliva) expelidos através da tosse. Qualquer pessoa nas proximidades pode inalálos e infectar-se. Uma pessoa com coqueluche geralmente deixa de ser infectante após a terceira semana da doença.
Sintomas e Diagnóstico
Em média, os sintomas começam
O médico que examina uma criança no primeiro estágio (catarral) tem de saber diferenciar a coqueluche da bronquite, da gripe e de outras infecções virais e inclusive da tuberculose, uma vez que todas essas doenças produzem sintomas parecidos. O médico coleta amostras de muco do nariz e da garganta com um swab. A seguir, é realizada a cultura da amostra
Complicações
As complicações mais comuns afetam as vias respiratórias. Os lactentes apresentam um risco especial de lesão devido à falta de oxigênio após períodos de apnéia (paradas respiratórias transitórias) ou episódios de tosse. As crianças podem apresentar pneumonia, a qual pode ser fatal. Durante os episódios de tosse, o ar pode ser impulsionado dos pulmões para o interior dos tecidos que os circundam ou os pulmões podem romper e colapsar (pneumotórax). Os episódios de tosse intensa podem causar hemorragia ocular, nas membranas mucosas e, ocasionalmente, na pele ou no cérebro. Pode ocorrer a formação de uma úlcera sob a língua quando esta é comprimida contra os dentes inferiores durante os episódios de tosse. Ocasionalmente, a tosse pode causar prolapso retal (exteriorização do reto) ou uma hérnia umbilical, a qual pode ser observada como uma protuberância.
Os lactentes podem apresentar convulsões, mas elas são raras em crianças maiores. A hemorragia, o edema ou a inflamação cerebral podem causar lesão cerebral e retardo mental, paralisia ou outros distúrbios neurológicos. A otite média (infecção do ouvido) também ocorre freqüentemente em conseqüência da coqueluche.
Como evitar?
A forma mais segura e efetiva de prevenir a coqueluche é a vacinação das crianças de dois meses até quatro anos e onze meses com a vacina Tríplice (DTP – difteria, tétano e coqueluxe ou pertussis). No calendário de vacinações do Ministério da Saúde as doses devem ser feitas aos dois, quatro e seis meses de idade , com uma dose de reforço aos quinze meses. Caso alguma dose não seja recebida, o médico poderá orientar os pais sobre a melhor forma de completá-lo.
Prognóstico e Tratamento
A grande maioria das crianças com coqueluche recupera-se completamente, embora a sua recuperação seja lenta. Aproximadamente
Os lactentes gravemente doentes geralmente são internados porque eles necessitam de cuidados de enfermagem e de oxigênio. Eles podem necessitar de tratamento em uma unidade de terapia intensiva. Esses lactentes geralmente são mantidos em um quarto escuro e silencioso e são perturbados o mínimo possível. Um distúrbio pode provocar um episódio de tosse, o qual pode causar dificuldade respiratória. As crianças maiores com um quadro leve não necessitam permanecer confinadas ao leito.
Durante o tratamento, pode ser realizada a aspiração do muco da garganta. Em casos graves e quando for necessário, é realizada a colocação de uma cânula (tubo) traqueal para a liberação direta de oxigênio aos pulmões. Os medicamentos contra tosse são de valor questionável e geralmente não são prescritos.
Pode ser realizada a administração intra-venosa de líquidos para se repor os líquidos perdidos durante os episódios de vômito e porque a tosse pode impedir a alimentação da criança. A boa nutrição é importante e, para as crianças maiores, é melhor fracionar a alimentação em pequenas refeições freqüentes. O médico geralmente prescreve o antibiótico eritromicina, com o objetivo de erradicar as bactérias causadoras da coqueluche. Os antibióticos também são utilizados para combater as infecções que acompanham a coqueluche (p.ex., pneumonia e otite média).
Prevenção
As crianças são vacinadas sistematicamente contra a coqueluche. Em geral, a vacina contra coqueluche é combinada com as vacinas contra a difteria e o tétano, a vacina DTP (difteriatétano- pertussis). O antibiótico eritromicina é administrado como medida profilática às pessoas expostas à coqueluche.
É transmissível?
A transmissão se dá por contato direto com a pessoa doente, como por exemplo através de gotículas de secreção (saliva) ou com objetos recém contaminados. A pessoa transmite a bactéria desde antes de apresentar os sintomas até três semanas após o aparecimento da tosse.
Tem algum risco?
Algumas pessoas, principalmente crianças abaixo dos seis meses de vida, podem apresentar formas mais graves da doença (alterações pulmonares, convulsões, sangramento nasal, alterações neurológicas e desidratação devida a vômitos repetidos).
Como evitar?
A forma mais segura e efetiva de prevenir a coqueluche é a vacinação das crianças de dois meses até quatro anos e onze meses com a vacina Tríplice (DTP – difteria, tétano e coqueluxe ou pertussis). No calendário de vacinações do Ministério da Saúde as doses devem ser feitas aos dois, quatro e seis meses de idade , com uma dose de reforço aos quinze meses. Caso alguma dose não seja recebida, o médico poderá orientar os pais sobre a melhor forma de completá-lo.
Bibliografia
*Doenças infecciosas e parasitárias: aspectos clínicos, de vigilância epidemiológica e de controle - Guia de bolso / Elaborado por Gerson Oliveira Penna [et al] - Brasília : Ministério da Saúde: Fundação nacional da Saúde, 1999.
*Chambers, HF. Infectious Diseases: Bacterial & Chlamydial. In:Tierney Jr. LM, McPhee SJ, Papadakis MA, editors. Current Medical Diagnosis and Treatment. 36th ed.
* http://www.medicinal.com.br/temas/temas.asp?tema=22
* http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manual/mm_sec23_259.htm
Autoria: Adriana