Dengue
Mal é transmitido pelo vírus Flaviviridae.
Doença tem altas chances de cura, mas pode matar. Já é
considerada, no Brasil, uma epidemia.
Os primeiros registros de dengue no mundo
foram feitos no fim do século XVIII, no Sudoeste Asiático,
em Java, e nos Estados Unidos, na Filadélfia. Mas a
Organização Mundial de Saúde (OMS) só a reconheceu como
doença neste século.
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A origem do Aedes aegypti,
inseto transmissor da doença ao homem, é africana.
Na verdade, quem contamina é fêmea, pois o macho
apenas se alimenta de seivas de plantas. A fêmea
precisa de uma substância do sangue (a albumina)
para completar o processo de amadurecimento de seus
ovos. O mosquito apenas transmite a doença, mas não
sofre seus efeitos.
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Dengue: doença fingida
Por não ter sintomas específicos, a doença
pode ser confundida com várias outras, como leptospirose,
sarampo, rubéola. São doenças que provocam febre,
prostração, dor de cabeça e dores musculares generalizadas.
Um médico consegue, por exames em laboratório, definir a
doença e tratá-la corretamente.
O desenvolvimento da doença
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(1). O mosquito infectado pica o
homem.
(2). O vírus se dissemina pelo
sangue.
(3). Um dos locais preferidos do
vírus para se instalar no corpo humano é o tecido
que envolve os vasos sangüíneos, chamado
retículo-endotelial.
(4). A multiplicação do vírus sobre o
tecido que provoca a inflamação dos vasos. O sangue,
com isso, circula mais lentamente.
(5). Como a circulação fica mais
lenta, é comum que os líquidos do sangue extravasem
dos vasos. O sangue torna-se mais espesso.
(6). O sangue, mais espesso, pode
coagular dentro dos vasos provocando trombos
(entupimentos). Além disso, a circulação lenta
prejudica a oxigenação e nutrição ideal dos órgãos.
(7). Com o tempo, se não houver
tratamento específico, pode haver um choque
circulatório. O sangue deixa de circular, os órgãos
ficam prejudicados e podem parar de funcionar. Isso
leva à morte.
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Febre hemorrágica
Em função da inflamação dos vasos (por causa
da instalação dos vírus no tecido que os envolve), há um
consumo exagerado de plaquetas, pequenos soldados que
trabalham contra as doenças. A falta de plaquetas interfere
na homeostase do corpo - capacidade de controlar
espontaneamente o fluxo de sangue. O organismo passa a
apresentar uma forte tendência a ter hemorragias.
Pode ocorrer:
1 - Se a pessoa tem dengue pela segunda vez (outro tipo de
vírus), pode contrair a hemorrágica.
2 - Há quatro sorotipos diferentes de dengue. Um deles, o
den2, é o mais intenso. Este tipo pode evoluir para a dengue
hemorrágica.
3 - Combinação da seqüência de doença, da força do vírus e
da suscetibilidade da pessoa. Se for alguém com Aids, por
exemplo, a doença oferece mais riscos.
Conselhos:
Para controlar a febre hemorrágica, aconselha-se tomar muito
líquido e evitar medicamentos a base se ácido
acetilsalicílico, como Aspirina ou Melhoral.
A dengue e o tempo
O vírus da dengue precisa de tempo para se
manifestar no homem ou mesmo para infectar o mosquito
transmissor.
A idade ideal do mosquito para transmitir a
doença é a partir do 30º dia de vida. O Aedes tem um
ciclo total de 45 dias.
Uma vez contaminado, o homem demora entre 2 e
15 dias para sentir os sintomas da doença.
Há um período para que o mosquito se
contamine ao picar um homem. Vai desde o dia anterior à
febre até seis dias depois desta. Fora desse tempo, o
mosquito pica e não se contamina.
Depois de picar o homem, só depois de oito
dias o Aedes consegue contaminar outro homem.
Sintomas
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99% dos infectados têm febre, que
dura cerca de sete dias. Pode ser branda ou muito
alta, dependendo do indivíduo e da força do vírus,
da virulência. |
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25% apresentam manchas vermelhas em
todo o corpo, as chamadas exantemas. Como o
vírus se instala também próximo aos vasos, é comum
estes inflamarem e ficarem evidentes na pele. |
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50% têm prostração, indisposição. |
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60% têm dor de cabeça. |
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50% têm dor atrás do olho. |
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Imunidade
O homem só desenvolve imunidade permanente
para o tipo de vírus que contraiu. A doença pode reincidir
com outro sorotipo. Essa repetição é a que oferece perigo
para a hemorrágica.