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O Fantasma da Obesidade

Causas e Problemas que a Obesidade pode trazer para você

Na maioria dos países desenvolvidos, não é a deficiência de nutrientes essenciais mas, o excesso de gordura corporal. Isto é causado pela combinação comer demais com exercícios insuficientes para queimar o excesso de calorias. A obesidade não é um problema só dos países ricos. No Brasil, apesar dos sérios problemas de déficit nutricional, estima-se que 33% da população com mais de 18 anos apresenta peso acima do esperado. A obesidade pode causar problemas muitos sérios de saúde - pessoas com excesso de peso são mais propensas a sofrer de doenças cardíacas, diabetes, alguns tipos de câncer, etc.

A gordura constitui cerca de 15 a 20% do peso do corpo de jovens e adultos saudáveis e 20 a 25% em mulheres adultas e jovens. Essa proporção aumenta ligeiramente com a idade. Uma quantidade maior de gordura no organismo é considerada desnecessária e prejudicial à saúde.

No Ocidente, muitas pessoas têm excesso de gordura e estão acima do peso, isto porém, é considerado padrão de beleza. Sabe-se, por exemplo, que mais de 30% população brasileira pesa mais de do que o ideal para sua altura e idade. São obesos 18% dos adultos, 3,5% das crianças e 8% dos idosos.

Classifica-se como obesa, a pessoa que pesa 20% a mais do que seu peso máximo ideal.

O Índice de Massa Corpórea (I.M.C) é uma maneira bastante simples e boa para avaliar a obesidade. Veja como calcular essa massa corporal:

Cálculo do IMC

Tanto para o homem como para a mulher um valor I.M.C. entre 20 e 25 é saudável, acima de 40, está ameaçando seriamente a saúde. 

Problemas com o excesso de peso 

Além do excesso de gordura, existem outros sinais que indicam o excesso de peso: freqüente falta de ar, sensação de corpo “pesado”, freqüente sensação de calor, “juntas” doloridas na parte anterior das coxas, quadris e joelhos. 

Causas da obesidade 

Depois de um certo tempo a obesidade torna-se séria ameaça à saúde. Em geral, pessoas muito obesas têm menos disposição, além de serem mais vulneráveis a inúmeros distúrbios clínicos.  

Hipertensão: 

A hipertensão é a elevação do nível normal da pressão do sangue. Homens e mulheres com excesso de peso são mais propensos a morrer de complicações causadas pela hipertensão do que outras pessoas da mesma faixa etária cujo peso é normal. Mais a redução de peso pode normalizar a pressão alta.  

Doenças cardíacas: 

Existem inúmeras razões pelas quais pessoas que estão acima do peso são mais propensas a desenvolver doenças coronianas e, conseqüentemente, sofrer de angina e ataques cardíacos. Quanto maior a obesidade, maior o risco de hipertensão, diabetes e altos níveis de colesterol no sangue e menor a disposição para praticar exercícios vigorosos.

O risco para o coração depende também do local no corpo em que o excesso de gordura fica armazenado. Por razões ainda não totalmente esclarecidas, se a gordura estiver concentrada na região abdominal, o risco de doenças coronianas será muito maior do que se ela estiver armazenada nos quadris e coxas.  

Infarto do miocárdio: 

O infarto do miocárdio, um grave problema cardíaco, ocorre quando parte do miocárdio, não recebe sangue necessário. Em conseqüência, o coração trabalha com uma massa muscular menor e, portanto, bombeia menos sangue para o organismo.

O infarto do miocárdio é uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos, e isso se deve tanto à vida sedentária e à alimentação, rica em gorduras e sal, como também ao consumo freqüente de bebidas alcoólicas e fumo. As medidas preventivas mais eficazes são a dieta e os exercícios físicos. 

Altos níveis de colesterol: 

O colesterol é uma substância gordurosa presente no organismo e em alguns alimentos ricos em gorduras, como a gema de ovo, o leite integral e seus derivados e as carnes gordas.

Pessoas muito gordas podem apresentar altos níveis de colesterol no sangue. Acredita-se que esses níveis resultam da ingestão de excesso de gorduras saturadas, que transformam-se em colesterol no fígado. 

Cálculos biliares: 

Como nas pessoas obesas a produção de colesterol pelo fígado é maior, quantidades maiores são liberadas na bílis. Esse colesterol pode cristalizar-se na vesícula biliar e nos ductos biliares, formando cálculos biliares. 

Diabetes: 

Indivíduos obesos são mais propensos a sofrer de diabetes não dependentes da insulina, na idade madura; do que outras pessoas.

A insulina controla a absorção da glicose (açúcar) do sangue pelas células. Peso excessivo pode fazer com que o suprimento normal de insulina não supra o aumento da demanda pelos tecidos, que passam a conter mais células. A entrada da glicose nas células é prejudicada e os níveis de glicose no sangue aumentam.

Perder peso, reduzindo o número de células no organismo, restaura esse equilíbrio e evita a necessidade de tratamento à base de remédios.  

Risco de câncer: 

Recentes estudos demonstram que quanto maior o excesso de peso de um homem, maior o risco de câncer do cólon, reto, próstata, mama, colo do útero e etc. Essas descobertas ainda estão sendo analisadas, portanto, não são conclusivas. 

Distúrbios alimentares: 

Embora muitos adolescentes atravessem uma fase em que fazem restrições alimentares exageradas, só alguns desenvolvem distúrbios alimentares graves, como a anorexia e a bulimia nervosa. 

Anorexia nervosa: 

Embora, muitas possibilidades tenham sido levantadas para explicar o problema, as causas dessa doença altamente complexa ainda estão sendo debatidas.

Alguns médicos acreditam que esses padrões de comportamento devem-se ao fato de o adolescente não querer tornar-se um adulto sexualmente maduro. Talvez as pessoas que sofram de anorexia considerem a rigidez alimentar como única maneira de exercer controle sobre o que vêem com um futuro ameaçador e incerto. Talvez exista um sério problema psicológico como: depressão, esquizofrenia ou mesmo, o simples medo de engordar.

Outros especialistas sugerem que uma das causas clínicas para a anorexia nervosa seja que o hipotálamo - glândula que controla funções como a fome e a sede - que não esteja em bom funcionamento.  

Balança x Comida

Para o anoréxico, à comida é a “raiz” de seus problemas. Ele acredita que se perder peso, seus problemas terminam e apavora-se com a idéia de ganhar peso.

A anorexia nervosa aflige um em cada 100 adolescentes do sexo feminino e um em cada 2000 do sexo masculino.

Tratamento da anorexia nervosa 

Os tratamentos podem variar, mas em geral, incluem um programa de alimentação cuidadosamente controlado, em conjunto com terapia individual e familiar, para ajudar a resolver conflitos pessoais e familiares. Poderá ser prescrito algum tipo de medicação. 

Bulimia nervosa: 

A bulimia nervosa é mais comumente encontrada entre mulheres adultas e jovens, sendo mais freqüente em pessoas que no passado fizeram tratamento para emagrecer. Elas têm uma fome insaciável, mas continuam com medo de engordar. 

Ingerem uma grande quantidade de alimentos e depois provocam o vômito ou tomam diuréticos e laxantes ou praticam exercícios de forma exagerada. Os hábitos alimentares do paciente são supervisionados e reorientados, recorre-se à psicoterapia e a medicamentos. Embora a maioria dos bulímicos pareça ter peso normal ou acima do normal, esse constante comer e vomitar pode causar inúmeras complicações como: desidratação; o vômito repetido de ácidos estomacais pode corroer os dentes; câimbras musculares; fraqueza e insuficiência cardíaca resultante da carência de potássio; como muitos sofrem de ansiedade, estresse e depressão, há um grande risco de cometerem suicídio.

Vírus: Uma das causas da obesidade 

Uma nova teoria científica defende que não são os genes, as barras de chocolate e a vida sedentária os únicos culpados pelo aumento de peso. Um vírus batizado de Ad-36 vem sendo apontado por pesquisadores nos Estados Unidos como uma das causas da obesidade. Há doze anos, quando o cientista indiano Nikhil Dhurandhar, da Wayne State University, em Detroit, começou a analisar o vírus, essa hipótese parecia uma enorme bobagem. Ela voltou a habitar o terreno do possível com a descorberta de que doenças antes atribuídas exclusivamente a disfunções metabólicas, como gastrite e úlcera, podem ser detonadas por agentes patogênicos. 

Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde, ligado ao governo dos Estados Unidos, e em companhia do médico Richard Atkinson, presidente da Associação Americana de Obesidade, realizou dois estudos importantes. No primeiro, ele recolheu amostras de sangue de 313 obesos e de 92 pessoas sem problemas com a balança. Um de cada três indivíduos que estavam acima do peso apresentava anticorpos para o Ad-36 (o vírus ainda não foi isolado em seres humanos). Entre os magros, apenas um em cada 23 pacientes tinha esses mesmos anticorpos. No segundo estudo, conduzido com noventa pares de gêmeos idênticos, ele constatou que aqueles com resultado positivo para o anticorpo do Ad-36 tinham mais propensão a engordar. Para explicar por que os infectados tendem a acumular mais gorduras, há duas teorias. A mais forte é de que o vírus estimula a produção de células adiposas no organismo. A outra é de que ele provocaria uma inflamação no hipotálamo, região do cérebro que controla a fome e a sensação de saciedade. Isso estimularia a pessoa a comer mais. O próximo passo da investigação a respeito do vírus da obesidade será um estudo abrangendo 8000 pares de gêmeos idênticos. Se  a tese do cientista indiano se confirmar, será aberta uma nova frente para o tratamento da obesidade, com o desenvolvimento de uma vacina e de medicamentos antivirais. Até que isso ocorra, no entanto, é melhor não deixar de lado as malditas saladinhas.

Por: Sabrina de Souza Wendling

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