Formas
de Governo
INTRODUÇÃO
FORMAS
DE GOVERNO
As formas
de governo é a maneira com que os órgãos fundamentais do
Estado se formam, assim como seus poderes e relações; ou
seja , designa a organização política do Estado ou conjunto
de indivíduos a quem é confiado o exercício dos poderes
públicos. A palavra governo é vulgarmente conhecida como
Poder Executivo, ele pode ser subdividido em :
Quanto a
sua origem:
·
Governo de Direito:
é aquele que foi constituído de acordo com a lei fundamental
do Estado, sendo , por isso, considerado como legítimo
perante a consciência jurídica da nação.
·
Governo de Fato:
é aquele implantado ou mantido por via de fraude ou
violência
Quanto
ao seu desenvolvimento:
·
Governo Legal:
é aquele que seja qual for sua origem se desenvolve em
estrita conformidade com as normas vigentes de Direito
Positivo, subordina-se ele próprio aos preceitos jurídicos,
como condição de harmonia e equilíbrio social.
·
Governo Despótico:
(ao contrário do governo legal), é constituído por
interesses pessoais, uma vez que se conduz pelo arbítrio dos
detentores eventuais do poder.
Quanto a
extensão do poder:
·
Governo Constitucional:
é aquele formado pela Constituição e assegura aos cidadão os
seus direitos.
·
Governo Absolutista:
é aquele que concentra todos os poderes em um só órgão. O
regime absolutista tem suas raízes nas Monarquias de
Direito Divino e se explicam pela máxima do cesarismo
romano, em que a vontade do príncipe era fonte de lei .
Esse
assunto mereceu a atenção de diversos estudiosos, entre eles
temos inicialmente Platão em sua obra República, onde faz
referência ao tema e também podemos perceber sua abordagem
na famosa Classificação de Aristóteles.
Com o
passar dos anos, houveram inúmeras classificações quanto as
formas de governo, que destacaremos a seguir no tópico de
desenvolvimento.
DESENVOLVIMENTO
CLASSIFICAÇÃO DE ARISTÓTELES
É a
primeira de todas as classificações, sendo ecordada por
mitos estudiosos até hoje.
Com base em
observações quanto a organização dos Estados Gregos e
inspirada em um conceito ético e político, Aristóteles
divide em três formas:
Monarquia:
poder centrado em uma pessoa física.
Aristocracia: poder onde o Estado é governado por um pequeno
grupo de pessoas físicas-
Democracia
ou Politéia: governo de uma maioria
Essas três
formas eram consideradas puras , perfeitas ou normais, por
Aristóteles, porque visam o bem de uma coletividade;
entretanto, a Democracia, em particular, era tida por ele
como a melhor forma de governo, uma vez que a população
possui uma participação mais ativa.
Em oposição
as formas pura de governo, temos as formas impuras,
corruptas ou imperfeitas, por serem distorções das formas
perfeitas, já que seu objetivo é primeiramente os interesses
dos governantes em detrimento dos anseios de todos os
demais, são chamadas portanto de:
Tirania:
forma distorcida de Monarquia.
Oligarquia:
forma impura de Aristocracia.
Demagogia
ou Olocracia: que é a corrupção Democracia.
CLASSIFICAÇÃO MISTA DE POLÍBIO
Baseada em
estudos das instituições políticas da Roma Republicana,
Políbio, criou uma nova classificação onde funde as três
hipóteses aristotélicas. Segundo ele, era essa fusão
harmônica da Monarquia representada pelos cônsules,
Aristocracia pelo Senado e a Democracia pelo tribuno, é que
resultava no equilíbrio político-administrativo do povo
romano.
Entre os
seguidores dessa teoria estão: Cícero, Tácito e Dante que
acreditavam em um só Estado unido politicamente, porém dando
liberdade a comunidade.
Até o
momento as classificações, eram distorções ou modificações
da teoria aristotélica, quando a doutrina moderna passa a
ganhar movimento com Nicolau Maquiavel em sua consagrada
obra “O Príncipe”.
CLASSIFICAÇÃO DE MAQUIAVÉL
Seguindo
uma linha de pensamento diferente dos outros filósofos, a
dicotomia de seu conceito se aproxima mais da realidade. Sua
teoria se divide em:
República:
caracterizada pela temporalidade do poder e seu exercício é
atribuído ao povo. Outra característica marcante é que
ninguém ocupa o maior cargo de uma República se não for
através de eleições, portanto está intrinsecamente ligada a
um partido ou a uma coligação de partidos políticos.
A República
pode ser subdividida em:
·
República Direta:
onde a população exerce diretamente as funções do Estado.
Exemplo.: Catões da Suíça onde a
população se reúne em assembléia ou indiretamente em que a
comunidade elege seus representantes.
·
República Presidencial:
onde o presidente ocupa a função de Chefe de Estado e Chefe
de Governo
·
República Parlamentar:
em que as funções são divididas, ficando o presidente com a
função de Chefe de Estado e o Conselho de Ministros com a
chefia de governo.
·
Monarquia:
que é marcada pela vitaliciedade do poder, que é confiado a
uma pessoa física, no caso monarca ou rei, que está no cargo
não pelo consenso da coletividade, mas por razões históricas
tradicionais, por esse motivo o monarca está desvinculado de
partidos ou coligações políticas.
Quanto a
extensão do poder
A Monarquia
pode ser subdividida em:
·
Monarquia Absoluta:
o poder está centrado nas mãos do rei e sujeito a suas
arbitrariedades.
·
Monarquia de Estamentos (ou de Braços):
é aquela em que o rei descentraliza certas funções que são
delegadas a elementos da nobreza reunidos em Cortes, ou
órgãos semelhantes que funcionam como desdobramentos do
poder real .Forma de governo antiga típica da Monarquia
feudal.
Exemplo: Suécia até 1.918.
·
Monarquia Constitucional:
é aquela em que o rei só exerce função do Poder Executivo ao
lado dos Poderes Legislativos e Judiciário, nos termos de
uma Constituição escrita.
Exemplo: Bélgica, Holanda, Suécia,
Brasil Império.
·
Monarquia Parlamentar:
é aquela em que o rei não exerce função de governo - o rei
reina mas não governa - segundo a fórmula dos ingleses o
Poder Executivo é exercido por um Conselho de Ministros
responsável perante o Parlamento, ao rei se atribui um
quarto poder - Poder Moderador - com ascendência moral sobre
o povo e sobre os próprios órgãos governamentais, um
símbolo vivo da nação, porém sem participação no
funcionamento da máquina estatal.
CLASSIFICAÇÃO DE KELSEN
Para Kelsen
as formas de governo podem ser divididas em:
·
Governos Democráticos:
caracterizados pela participação do povo na formação e
criação das normas de direito.
·
Governos Autocráticos:
é caracterizado pela falta de participação popular.
Bibliografia
Elementos
Teoria Geral do Estado
(Prof.
titular da Faculdade de Direito da Universidade de São
Paulo)
19º edição
atualizada 1.995
Doutrina do
Estado
Gropali
Alexandre (Prof. Emérito da Universidade de Milão)
tradução 8º
edição por Paulo Edmeir de Souza Queiroz
Editora
Saraiva - 1.953
Teoria
Geral do Estado
Maluf,
Sahid - 22º edção atualizada 1.993
Ediçao
revista e atualizada pelo Prof. Miguel Alfredo Maluf Neto
Editora
Saraiva
HISTÓRIA
DA REPÚPLICA
O período
republicano começa com a derrubada do Império e a
Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, e se
estende até hoje. Costuma ser dividido em cinco fases
distintas: Primeira República ou República Velha, Era
Vargas, Segunda República, Regime Militar e
Redemocratização.
PRIMEIRA
REPÚBLICA
Chama-se de
Primeira República o período que vai do fim do Império até a
Revolução de 30. Tem dois momentos distintos: a República da
Espada, até 1894, momento de consolidação do regime marcado
pela presença dos militares no poder, e República das
Oligarquias, até 1930, período em que os civis ocupam o
poder.
·
República da Espada
– A cena
política logo após a Proclamação da República é dominada por
uma acirrada luta pelo poder entre centralistas e
federalistas. Os centralistas, em geral militares, têm a
liderança do marechal Deodoro da Fonseca. Identificados com
as idéias positivistas de um Estado forte, são apoiados
pelas antigas elites agrárias. Os federalistas reúnem uma
maioria de civis que representam as forças políticas e
econômicas dominantes nos Estados, principalmente São Paulo
e Minas, os mais ricos do país. Defendem a descentralização
do poder sob a forma de república federativa e o controle do
governo pelo Congresso, onde as oligarquias regionais
estariam representadas. Os dois primeiros presidentes são
militares.
·
República das Oligarquias
–
Passado os primeiros momentos de afirmação da República, os
cafeicultores paulistas, que já detêm a hegemonia econômica,
conseguem também a hegemonia política. A chamada República
das Oligarquias consolida-se a partir do governo de Prudente
de Morais . Os Estados de São Paulo e Minas Gerais,
respectivamente os maiores produtores de café e de leite do
país, passam a dominar o governo central na chamada
”política do café-com-leite”. A Presidência da República é
ocupada alternadamente por representantes do Partido
Republicano Paulista (PRP) e do Partido Republicano Mineiro
(PRM). No governo Campos Sales, acordos políticos feitos com
as oligarquias locais dão origem a um outro apelido do
período, o de ”política dos governadores”.
Governo
Provisório
Instalado
na noite de 15 de novembro de 1889, o governo provisório é
dirigido pelo marechal Deodoro da Fonseca. Instaura o regime
republicano federalista, transforma as Províncias em Estados
da Federação e o país passa a chamar-se Estados Unidos do
Brasil. Os estrangeiros residentes no Brasil têm a opção de
se naturalizar e adquirir a cidadania brasileira.
·
Federalismo
– O
presidente é o chefe da nação e tem poderes para intervir
nos Estados em caso de movimentos separatistas, invasão
estrangeira ou conflitos com outras unidades da Federação.
Os 20 Estados têm autonomia para elaborar sua Constituição,
eleger governadores, realizar empréstimos no exterior,
decretar impostos e formar suas próprias forças militares.
·
Representação restrita
– Os
chefes do Executivo e os membros do Legislativo são eleitos
diretamente. O voto não é secreto. Analfabetos, mulheres,
soldados e menores de 18 anos não têm direito a voto –
restrições que reduzem o eleitorado a cerca de 6% da
população do país.
Política
externa
Passado o
período de reconhecimento da República, o Brasil enfrenta
vários litígios de fronteira. O mais grave é a disputa pelo
Acre com a Bolívia. Com sua economia centrada em produtos
agrícolas de exportação, o país depende do mercado externo e
sua política internacional tende a alinhar-se com a de seus
principais compradores. Durante a 1a Guerra
Mundial alinha-se com os Estados Unidos
e é o único
país da América do Sul a participar do conflito.
Economia
na Primeira República
Durante a
Primeira República, a economia brasileira permanece centrada
na produção cafeeira, mas avança o processo de modernização
e diversificação das atividades econômicas. No final do
século XIX, os engenhos nordestinos modernizam-se com a
instalação de usinas mecanizadas. No sul do país, as
pequenas propriedades de colonização estrangeira aumentam
sua participação no mercado interno e externo, com núcleos
econômicos exportadores de charque e erva-mate. Na região
Amazônica intensifica-se a exploração da borracha,
valorizada pela nascente indústria automobilística. A
indústria brasileira também cresce com capitais vindos da
cafeicultura ou estrangeiros, e expandem-se os organismos de
crédito. No início do século, empresas estrangeiras
instaladas no país, como a anglo-canadense Light & Power e a
norte-americana Bond and Share, ampliam os serviços urbanos
de água, luz e transportes.
Sociedade na Primeira República
No final do
Império e Primeira República, a sociedade brasileira fica
mais diversificada. Além da elite dominante, representada
pela burguesia rural e urbana, as classes médias aparecem
com força no cenário político. Surge também um proletariado
urbano influenciado pelas tradições políticas anarquistas e
socialistas trazidas pelos imigrantes europeus.
·
Classes sociais
– A
burguesia é formada pelos representantes da lavoura
tradicional e ex-escravocrata, como os do Vale do Paraíba;
pelos cafeicultores modernos que empregam trabalho
assalariado, como os do oeste de São Paulo; por banqueiros e
grandes comerciantes ligados à exportação e à importação, e
pelos grandes e pequenos industriais. As classes médias
urbanas incluem os imigrantes que se dedicam ao pequeno
comércio e ao artesanato; os militares, os profissionais
liberais e os altos funcionários públicos. O proletariado
inclui funcionários públicos do baixo escalão, trabalhadores
assalariados rurais e urbanos, e uma grande maioria de
ex-escravos desempregados ou que trabalham como biscateiros.
·
Presença do imigrante–
Entre 1889 e 1928 entram no país 3.523.591 imigrantes. Mais
de um terço são italianos, seguidos pelos portugueses,
espanhóis, alemães e japoneses. A maior parte vai para a
lavoura do café. Muitos, porém, de origem urbana, abandonam
o campo e dedicam-se ao comércio ou à indústria, como
assalariados ou donos de seus próprios negócios.
Cultura
na Primeira República
Obras
literárias inspiradas na realidade brasileira, como as de
Euclides da Cunha, Lima Barreto e Monteiro Lobato, surgem
nos primeiros anos da República. Mas é a partir da 1a Guerra
Mundial que a produção cultural do país adquire maior
pujança e originalidade. Na Europa, o pós-guerra é
acompanhado por um movimento de renovação artística. Surge
uma nova estética e as chamadas ”vanguardas” ganham espaço
na literatura, na música e nas artes plásticas. Os artistas
brasileiros, principalmente os mais jovens, também são
tocados pelo espírito renovador. Acompanham o que acontece
fora do país mas querem produzir uma arte original, oposta
aos padrões europeus – tendência que desemboca na Semana de
Arte Moderna, realizada em São Paulo, em fevereiro de 1922.
Crise da
Primeira República
A
superprodução cafeeira e a política de valorização do café
levam a uma crise econômica. A queda da Bolsa de Valores de
Nova York, em 1929, acentua a crise. Surgem brechas nos
acordos políticos entre as oligarquias que controlam o
Estado desde o início da República. Nas eleições de 1930 os
paulistas desafiam a tradicional política do café-com-leite.
Decidem permanecer no controle do governo central, quando a
vez seria dos mineiros. O presidente Washington Luís, um
paulista, indica outro paulista, Júlio Prestes, como
candidato à sua sucessão.
·
Aliança Liberal
– Minas
Gerais passa para a oposição e alia-se ao Rio Grande do Sul
e à Paraíba. Os três Estados formam a Aliança Liberal que,
além das elites agrárias, também aglutina militares e
setores das classes médias urbanas. O gaúcho Getúlio Vargas
é escolhido para concorrer à Presidência, tendo como vice o
paraibano João Pessoa. A campanha eleitoral mobiliza todo o
país. Júlio Prestes é eleito presidente em 1o de
março de 1930, mas não chega a assumir o cargo. Em outubro,
estoura a Revolução de 1930, que leva Getúlio Vargas ao
poder.
SEGUNDA
REPÚBLICA
Com a queda
de Vargas e a realização de eleições para a Assembléia
Constituinte e para presidente começa a Redemocratização do
país. A Segunda República estende-se de 1945 até o golpe
militar de 1964. Caracteriza-se pela consolidação do
populismo nacionalista, fortalecimento dos partidos
políticos de caráter nacional e grande efervescência social.
A indústria expande-se rapidamente.
·
Populismo
– O
conceito de populismo é usado para designar um tipo
particular de relação entre o Estado e as classes sociais.
Presente em vários países latino-americanos no pós-guerra, o
populismo caracteriza-se pela crescente incorporação das
massas populares ao processo político sob controle e direção
do Estado. A intervenção estatal na economia com o objetivo
de promover a industrialização também cria vínculos de
dependência entre a burguesia e o Estado. No Brasil, o
populismo começa a ser gestado após a Revolução de 30 e se
constitui em uma derivação do regime autoritário criado por
Getúlio Vargas.
Economia
na Segunda República
Nos 18 anos
da Segunda República país passa por um acelerado processo de
industrialização por substituição de importações. Em meados
dos anos 50 a indústria ultrapassa a agricultura na
composição do Produto Nacional Bruto. A política econômica
do governo Juscelino Kubitschek estimula a indústria
nacional e, ao mesmo tempo, abre o mercado brasileiro para o
capital estrangeiro sob a forma de empréstimos ou de
investimentos diretos.
No final
dos anos 50 os rumos a serem impressos à economia brasileira
são o grande divisor de águas da sociedade civil. Os setores
nacionalistas defendem um desenvolvimento autônomo, centrado
no crescimento do mercado interno. A oposição quer ampliar a
industrialização pela maior abertura do mercado aos capitais
internacionais.
Sociedade na Segunda República
Durante a Segunda República a população urbana supera a
rural e a migração campo-cidade se intensifica. O principal
pólo de atração é a região centro-sul, onde se concentra o
parque industrial do país. O crescimento do operariado é
acompanhado do fortalecimento das classes médias urbanas,
formadas por comerciários, bancários, funcionários
intermediários das empresas estatais e militares. Sem
experiência anterior de organização e pouco politizados,
esses setores são a base principal de sustentação do
populismo.
CONCEITO GERAL DE REPÚBLICA
República:
Regime político em que o chefe do Estado é eleito, direta ou
indiretamente. O poder pode ser concentrado em sua pessoa,
ou caber a uma Assembléia o papel preponderante; entretanto,
é preciso observar que a forma republicana de governo não
precisa ser fatalmente democrática. As principais formas de
governo republicano são: a república aristocrática, na qual
a participação ao poder é limitada a uma classe (regime de
Veneza e da Polônia até o fim do séc. XVIII, hoje extinto);
a república presidencialista, na qual o poder fica com um
presidente eleito (E.U.A. e países da América Latina e
Constituição napoleônica de 1800); a república
parlamentarista, na qual o poder do Parlamento é limitado
por forte autoridade do chefe do Estado (Constituição alemã
de Weimar, 1919, V República na França, 1958); e o regime
colegiado, na qual o poder fica com um Conselho, eleito pela
Assembléia a curto prazo (Suíça, Uruguai). Assim como as
repúblicas de Veneza e Polônia não podem ser comparadas às
repúblicas modernas, assim também eram repúblicas de estilo
político diferente as de Atenas (democracia direta) e Roma
(república aristocrática, dirigida pelo Senado). A primeira
república moderna foram os E.U.A., que adotaram em 1787
Constituição presidencialista, sendo seguidos pelos países
da América espanhola e, no ano de 1889, pelo Brasil.
Tipos de
República
·
República Aristocrática:
É aquela na qual exerce o governo uma representação na
minoria imperante, que por algum motivo (cultura,
patriotismo, riqueza, etc.) é considerada a mais notável.
Este regime republicano afasta-se da representação popular,
aproximando-se mais da ditadura e constituindo uma
oligarquia. Foi posto em prática em Esparta, Atenas e Roma,
onde poderes eram conferidos aos governantes, embora
temporariamente havia eleição.
·
República Democrática:
É a república em que o poder, em esferas essenciais do
Estado, pertence ao povo ou a um Parlamento que o
represente. A república democrática decorre, assim, do
princípio da soberania popular. O povo é aqui o partícipe
principal dos poderes do Estado. Mas só parte de cidadania
provoca, sem dúvida, seleção do corpo de eleitores. E a
qualidade de cidadão, que depende de vários requisitos e que
varia segundo as legislações, restringe consideravelmente a
massa votante. Além disso, se todos os cidadãos gozam de
iguais direitos políticos, poucos são os que governam
realmente, sobretudo onde, por força da divisão partidária,
nem mesmo a maioria absoluta chega a governar. Oriundas do
sistema de idéias da Reforma e das lutas constitucionais
americanas e francesas, alastraram-se as repúblicas
democráticas no mundo moderno, ganhando cada vez maior
extensão. Dentre elas, podemos distinguir:
a)
Democracias Diretas - Nestas formas, o povo, diretamente,
examina e decide o que se põe em votação. Nas assembléias
populares, reside a soberania do Estado.
b)
Democracias indiretas ou Representativas - Nestas formas, os
poderes públicos são integrados por órgãos representantes do
povo. A separação de poderes pode aqui funcionar melhor que
nas monarquias constitucionais, em que há dois órgãos
supremos - rei e povo - não se achando tão exposto o regime
à intervenção pessoal do chefe do governo quanto a
monarquia.
·
República Federal:
É a que duas esferas de direito público, a provincial e a
nacional. Por exemplo: os E.U.A., o Brasil, a Argentina, a
Venezuela, a Suíça... A U.R.S.S. é também, talvez, um Estado
Federal (sui generis).
·
República Federativa:
É a república em que se inserem obviamente princípios
descentralizadores. A República Federativa do Brasil,
aludida pela Emenda Constitucional nº 1, de 17/10/1969, deu
ao Estado federal brasileiro, tanto pelo espírito, como pela
terra expressa da Constituição, então aprovada, uma natural
ênfase ao governo central, dentro da tendência atual de
fortalecimento, no mundo, do Estado federal contemporâneo.
·
República Oligárquica:
É a república governada por um pequeno grupo de pessoas
integrantes da mesma família, classe ou grupo, permanecendo
o poder nas mãos desses poucos.
·
República Parlamentar:
É a república de feição parlamentarista. Seu exemplo
clássico é o da França, após o período libertário da
Revolução. Sob a Segunda República, conheceu a França o
governo parlamentar, de incentivo e aperfeiçoamento. Da
República Francesa, o parlamentarismo irradiou-se para
inúmeras outras repúblicas, passando a adotar o regime
parlamentar.
·
República Popular:
É a que visa a estabelecer a ditadura do proletariado, na
base da revolução comunista. Enquanto a República Popular da
Albânia se mantém fiel ao stalinismo e vê com bons olhos a
intransigência revolucionária da China, a República Popular
da Polônia ostenta maior influência das democracias
ocidentais. Apesar de “a política do Estado de democracia
popular ter por fim a liquidação da exploração do homem e a
edificação do socialismo”, como proclama a Constituição da
República Popular romena de 1.952, a da República Socialista
Tchecoslovaquia, ao lado da propriedade social dos meios de
produção, constituída pelo Estado e peças de propriedades
cooperativas, admite a propriedade pessoal das casas, dos
jardins, familiares, etc.
·
República Presidencial:
É o tipo de república que pode ser encarada como adaptação
da monarquia ao governo republicano, desde que dá
indiscutível prestígio e poder ao presidente da República.
Dentro do sistema, o presidente, eleito direta ou
indiretamente pelo voto, passa a ficar, quanto à origem, no
mesmo pé de igualdade que o Congresso. Irrevogável em seu
mandato, é ele que imprime pessoalmente orientação à
política. Dentro de suas prerrogativas, de preeminência
incomparável, é um verdadeiro ditador em estado latente, a
impor sempre ao governo a sua própria personalidade.
·
Repúplica Teocrática:
A expressão república teocrática é imprópria, de vez que a
teocracia é uma forma de governo exercido em nome de uma
entidade sobrenatural, e por isso desempenhado por
sacerdotes que representam deuses ou um Deus na terra. A
teocracia designa o Estado em que Deus é considerado como o
verdadeiro soberano, e as leis fundamentais como mandamentos
divinos, sendo a soberania exercida por homens relacionados
diretamente com Deus: Profetas, sacerdotes ou reis,
considerados como representantes diretos da divindade.
·
República Unitária:
É a república que se subordina a uma só esfera de direito
público. Por exemplo: França, Portugal... Pode-se, assim,
distinguir uma república unitária de outra, composta ou
complexa, pelo fato de se apresentar simples em sua
estrutura. A república que é o resultado da íntima união de
vários ordenamentos jurídicos estatais dá lugar ao Estado de
Estados ou à República Federal. A república unitária tem uma
estrutura interna que a tipifica: integra-se por um único
centro decisório constituinte e legislativo, e um único
centro de impulsão política e um só conjunto de instituições
de governo. A denominação de república simples ou unitária
explica-se por ser o poder dessa forma política uno em sua
estrutura, em seu elemento humano e em seus limites
territoriais. Enquanto a república monocrática pressupõe
concentração de poder em uma ou em poucas mãos, a república
unitária não é incompatível com a separação de poderes e com
a existência mesmo de uma pluralidade de órgãos. A república
autocrática nada tem que ver com a simplicidade ou
complexidade do Estado, o que lhe interessa é a extensão do
poder sobre os indivíduos e a coletividade. A república
unitária centralizada corporificou-se com a Revolução
Francesa. A unidade e a indivisibilidade da nação soberana
importaram certamente no cancelamento dos corpos
intermediários.
CONCEITO
GERAL DE MONARQUIA
A Monarquia
é a forma típica de governo de indivíduos, portanto o poder
supremo está nas mãos de uma só pessoa física, o Monarca ou
Rei.
A Monarquia
é uma forma de governo que já foi adotada, há muitos
séculos, por quase todos os Estados do mundo. Com o passar
dos séculos ela foi sendo gradativamente enfraquecida e
abandonada. Quando nasce o Estado Moderno a necessidade de
governos fortes favorece o ressurgimento da Monarquia, não
sujeita a limitações jurídicas, onde aparece a Monarquia
Absoluta. Aos poucos, vai crescendo a resistência ao
Absolutismo e, já a partir do final do século XVIII, surgem
as Monarquias Constitucionais. O rei continua governando,
mas está sujeito a limitações jurídicas, estabelecidas na
Constituição, surge ainda outra limitação ao poder do
Monarca, com a adoção do parlamentarismo pelos Estados
Monárquicos, assim o Monarca não mais governa, se mantendo
apenas como chefe do Estado, tendo somente as atribuições de
representação, não de governo, pois o mesmo passa a ser
exercido por um gabinete de Ministros.
A antiga
noção de Monarquia afirmava que o poder do Monarca era
absoluto. Por vezes afirma que o Monarca era responsável
somente perante Deus. Doutrina esta que ficou conhecida como
“Direito Divino”.
A forma
Monárquica não se refere apenas aos soberanos coroados, nela
se enquadram os consulados e as ditaduras (governo de uma só
pessoa).
Tipos de
Monarquia
·
Monarquia Absoluta:
é a Monarquia em que o Monarca se situa acima da lei, todo
poder se concentra nele. Não tendo que prestar contas dos
seus atos, o Monarca age por seu livre e próprio arbítrio.
Dizendo-se representante ou descendentes dos deuses temos
como exemplo de Monarca Absoluto: o Faraó do Egito, o Tzar
da Rússia, o Sutão da Túrquia, e o Imperador da China entre
outros.
As
Monarquias também pode ser Limitadas onde o poder
central se reparte, três são os tipos de Monarquias
Limitadas:
·
Monarquia de Estamentos, ou de Braços,
onde o rei descentraliza certas funções que são delegadas a
elementos reunidos em cortes.Esta forma é antiga e típica do
regimento feudal, como exemplos temos: a Suécia e o
Mecklemburgo, perdurado até 1918.
·
Monarquia Constitucional
o Rei
exerce apenas o poder executivo paralelo dos poderes
legislativos e judiciário, temos com exemplo: a Bélgica,
Holanda, Suécia e o Brasil Imperial.
·
Monarquia Parlamentar
o Rei
não exerce a função do governo. É um conselho de ministros
que exerce o poder executivo, responsável perante o
parlamento. Ao Rei atribui o poder moderador com ascendência
moral sobre o povo sendo ele, um símbolo vivo da Nação não
tendo participação ativa na máquina Estatal.
Características da Monarquia:
Vitaliciedade:
o Monarca tem o poder de governar enquanto viver ou enquanto
tiver condições para continuar governando.
Hereditariedade:
quando morre o Monarca ou deixa o governo por qualquer outra
razão é imediatamente substituído pelo herdeiro da coroa.
Irresponsabilidade:
o Rei não tem responsabilidade política, não deve
explicações ao povo ou a qualquer orgão.
Bibliografia
Teoria
Geral do Estado
Sahid Maluf
Edição 19a.
- 1988 - Sugestões Literárias
Pág. 77 -
Cap. XI
Doutrina do
Estado
Alexandre
Gropalli
Pág. 270
Teoria
Geral do Estado
Marcelo
Figueiredo
Atlas -
1993
Pág. 53 -
Cap. V
Elementos
da Teoria Geral do Estado
Dalmo de
Abreu Dallari
Saraiva
Pág. 196 à
198 - Cap. IV
Enciclopédia Delta Universal
Maurício /
Nobre, Marlos
Delta S/A -
Vol. 10
Pág. 5.440
CONCLUSÃO
Sendo
vitalício e hereditário o Monarca está acima das disputas
políticas, é um fator de unidade do Estado, pois todas as
correntes políticas tem nele um elemento superior, comum.
A Monarquia
sendo o ponto de encontro das correntes políticas, e estando
a margem das disputas o Monarca assegura a estabilidade das
instituições.
O Monarca é
alguém que recebe desde o nascimento uma educação especial
preparando-o para governar, não ocorrendo assim o risco de
governantes despreparados.
Se o
Monarca não governa torna-se uma inutilidade, que sacrifica
o povo sem qualquer proveito.
A Monarquia
é essencialmente antidemocrática, uma vez que não assegura
ao povo o direito de escolher seu governante, desaparecendo
a supremacia da vontade popular, que deve ser mantida
permanentemente nos governos democráticos.
O que nos
mostra a realidade é que a Monarquia vai perdendo adeptos e
vai desaparecendo como forma de governo, havendo atualmente,
no mundo todo, apenas cerca de 20 Estados com governos
Monárquicos, como exemplo: Inglaterra, Noruega, Dinamarca,
entre outros.
Portanto...
A
República tem maiores adeptos numa visão globalizada, porém
isso não significa que seja melhor ou pior, e sim o mais
usal atualmente, pois na forma de República temos também
diversos fatores negativos como também positivos, conforme
contempla a pesquisa.
Podemos
afirmar com a apresentação desta pesquisa que discorre sobre
as Formas de Governo, que em diferentes partes do mundo, os
Estados se adaptam as diferentes formas de governo, uns com
sucesso e outros nem tanto, portanto fica difícil concluir
qual é a mais adequada ou eficiente, pois em diferentes
épocas um mesmo Estado passou por várias formas de governar,
e mesmo assim obteve êxito em suas diferentes gestões. Essa
questão nos mostra que existe sempre a busca pela melhor
forma de governo.
Existem
vários exemplos de Formas de Governo Republicano que
prosperam ao longo da história da humanidade, assim como
também de Forma de Governo Monarquico.
Todas as
Formas de Governo aumejam uma sociedade bem organizada, que
ame a sua pátria e que esteja satisfeita com a manifestação
do exercício do poder público à qual está subordinado.
As Formas
de Governo estão ligadas com a cultura de cada povo, por
essa razão se formam diversos segmentos. A forma de se
governar se define como uma modalidade de organização do
poder político, onde são representadas as diversas
influências da natureza moral, psicológica, intelectual,
geográfica e político-econômica, que mudam conforme as
necessidades sociais do local, historicamente se renovam com
o surgimento de novos imigraantes, novos ideais, enfim, com
a mudança natural do ciclo de vida ao qual todos estamos
sujeitos.