Copa do Mundo de 1978
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CLASSIFICAÇÃO |
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1º - Argentina |
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2º - Holanda |
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3º - BRASIL |
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4º - Itália |
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5º - Polônia |
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A Campanha do Brasil |
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Eliminatórias |
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20/02/77 Brasil 0 x 0
Colômbia |
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09/03/77 Brasil 6 x 0
Colômbia |
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13/03/77 Brasil 1 x 0
Paraguai |
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20/03/77 Brasil 1 x 1
Paraguai |
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14/07/77 Brasil 8 x 0
Bolívia |
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Primeira Fase |
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03/06 Brasil 1 x 1 Suécia |
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07/06 Brasil 0 x 0 Espanha |
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11/06 Brasil 1 x 0 Áustria |
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Segunda Fase |
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14/06 Brasil 3 x 0 Peru |
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18/06 Brasil 0 x 0 Argentina |
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21/06 Brasil 3 x 1 Polônia |
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Disputa do 3o Lugar |
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24/06 Brasil 2 x 1 Itália |
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ARTILHEIRO |
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6 gols - Kempes (Argentina) |
Argentina vence, com ajuda
Com erros de arbitragem e a
polêmica goleada sobre o Peru, time de casa leva o título
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Os números da Copa |
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Jogos: 38 |
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Gols: 102 |
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Média de gols: 2,7 |
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Participantes: 16 |
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Média de público:
42.374 |
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A Seleção da Copa |
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GOLEIRO: Fillol (Argentina) |
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LATERAIS: Olguín (Argentina) |
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Tarantini (Argentina) |
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ZAGUEIROS: Passarela
(Argentina) |
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Amaral (Brasil) |
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MEIO-CAMPO: Cerezo (Brasil) |
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Ardiles (Argentina) |
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Platini (França) |
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ATACANTES: Kempes
(Argentina) |
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Rep (Holanda) |
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Zico (Brasil) |
Para muita gente, o Mundial de
78, Na Argentina, foi a versão latina da Copa de 66 na
Inglaterra: um torneio em que as más arbitragens e a suspeita
de "marmelada" marcaram o título dos donos da casa.
No grupo A das semifinais, a Holanda venceu austríacos e
italianos e empatou com a Alemanha, na repetição sda decisão
de 74. Foi o suficiente para garantir a segunda final
consecutiva para o "carrossel holandês", já sem seu ídolo
maior, Cruyff.
No grupo B, a Argentina bateu a Polônia (2 a 0) e depois
empatou sem gols com o Brasil, na violenta "batalha de Rosario".
Para chegar à final, precisava vencer o Peru por quatro gols.
Fez mais. O placar de 6 a 0 até hoje levanta suspeita de
suborno. O regime militar queria o título de qualquer maneira
e o goleiro peruano Quiroga, até então o melhor da Copa, era
argentino.
Na final, 1 a 1 no tempo normal,
com a Holanda mandando a bola na trave de Filol no último
minuto. Na prorrogação, mais dois gols argentinos que
garantiram o título.
O atacante Mario Kempes, autor de seis gols, foi festejado
como o astro da competição. O adolescente Maradona, cortado
pelo técnico Menotti antes do Mundial por ser "muito jovem",
só assistiu.
Brasil: "Campeão moral" fica
em terceiro
A seleção voltou da Argentina
sem derrota na Copa e apenas com o título de "campeã moral",
outorgado pelo próprio técnico Cláudio Coutinho. O treinador
foi muito criticado por suas teorias, que incluíam termos
rebuscados como "ponto futuro" e "overlapping", termos que
descreviam a jogada em que o lateral ultrapassa o ponta para
cruzar, viraram as palavras da moda.
Na estréia, contra a Suécia, 1 a 1. Zico ainda fez um gol no
último instante, de cabeça, após escanteio, mas o jogo com a
bola no ar.
Após o 0 a 0 contra a Espanha, o presidente da CBD, almirante
Heleno Nunes, exigiu alterações na equipe.
Entraram Jorge Mendonça e
Roberto nos lugares de Zico e Reinaldo. O time melhorou um
pouco e derrotou a Áustria por 1 a 0, gol de Roberto, e passou
à segunda fase.
A equipe deslanchou, então, vencendo o Peru (3 a 0) e a
Polônia (3 a 1) e empatando com a Argentina na "batalha de
Rosario" (0 a 0).
O Brasil ficou a um passo da final. Bastava que a Argentina
não derrotasse o Peru por 4 a 0 ou mais. O jogo acabou 6 a 0.
O Brasil teve que engolir as supeitas de suborno.
Ficou com o terceiro lugar, ao vencer por 2 a 1 a Itália, com
um gol belíssimo de Nelinho – um tiro que enganou o goleiro
italiano Zoff pela incrível curva descrita pela bola.
"Tínhamos fé em nossas
chuteiras"
"Quem fala que o Peru facilitou
as coisas não merece o menor respeito. Uma declaração dessas
só pode partir de alguém que não acompanhou o jogo, ou de
alguém com o coração cheio de rancor. Todos os jogadores
assistiram pela TV ao jogo do Brasil contra Polônia.
Gritávamos feito loucos. A cada gol brasileiro, lamentávamos
os gols perdidos em Rosario.
Quando o jogo contra o Peru começou, cada argentino colocou
muita fé em suas chuteiras. Sabíamos que não seria fácil
vencer Quiroga quatro vezes. Mas fiz 1 a 0 e Tarantini marcou
o segundo.
No vestiário, conversamos. Nossa missão era manter o mesmo
ritmo. Entramos para matar. Com mais dois gols nos primeiros
cinco minutos, cumprimos nossa tarefa. O Peru se desencantou e
completamos 6 a 0. Sem trapaça, mas com muita força em nossas
almas."
De Mario
Kempes, artilheiro da seleção argentina
Curiosidades
Superaquecimento
Uma das imagens mais lembradas da Copa foi o demorado
aquecimento de Jorge Mendonça para entrar contra a Espanha.
Coutinho mandou o jogador se preparar no início do segundo
tempo, mas o atleta só entrou aos 38 min.
Coração fraco
Um torcedor argentino teve um infarto nas arquibancadas
durante a final. Foi no último minuto do tempo regulamentar
quando Rensenbrink chutou a bola na trave direita de Filol. O
torcedor, de 49 anos, foi socorrido e se recuperou para
festejar.
A Frase
"Caímos de pé"
De Ramon
Quiroga, goleiro peruano que tomou seis gols da Argentina