HISTÓRIA
DO HANDEBOL
Homero, na Odisséia, foi quem primeiro citou o
handebol; depois foram os romanos; mas a Alemanha é quem
iniciou o jogo como se conhece hoje.
A bola é sem dúvida um dos instrumentos desportivos mais
antigos do mundo e vem cativando o homem há milênios. O jogo
de “Urânia” praticado na antiga Grécia, com uma bola do
tamanho de uma maçã, usando as mãos, mas sem balizas é citado
por Homero na Odisséia. Também os Romanos, segundo Cláudio
Galero (130-200 DC), conheciam um jogo praticado com as mãos,
“Hasparton”. Mesmo durante a Idade Média, eram os jogos com
bola, praticados como lazer por rapazes e moças. Na França,
Rabelais (1494-1533) citava uma espécie de handebol (“esprés
jouaiant à balle, à la paume”). Em meados do século passado
(1848), o Prof. dinamarquês Holger Nielsen criou no Instituto
de Ortrup, um jogo denominado “Haaddbold” determinando suas
regras. Na mesma época dos tchecos conheciam jogo semelhante
denominado “Hazena”. Fala-se também de um jogo similar na
Irlanda, e no “Sallon”, do uruguaio Gualberto Valetta, como
precursor do handebol. Todavia, o handebol como se joga hoje,
foi introduzido na última década do século passado, na
Alemanha, como “Raftball”. Quem o levou para o campo, em 1912,
foi o alemão Hirschmann, então secretário da Federação
Internacional de Futebol.
O período da primeira Grande Guerra (1915 a 1918) foi
decisivo para o desenvolvimento do jogo, quando o Prof. de
ginástica Berlinense Max Heiser, criou um jogo ao ar livre
para as operárias da Fábrica Siemens, derivado do “Torball” e
quando os homens começaram a pratica-lo o campo foi aumentando
para as medidas do futebol. Em 1919, o Prof. Alemão Karl
Schelenz reformulou o “Torball”, alterando seu nome para
“Handball” com as regras publicadas pela Federação Alemã de
Ginástica, para o jogo com 11 jogadores. Schelenz levou o jogo
como competitivo para a Áustria, Suíça além da Alemanha. Em
1920 o Diretor da Escola de Educação Física da Alemanha tomou
o jogo como desporto oficial. Cinco anos mais tarde, Alemanha
e Áustria fizeram o 1º jogo internacional, com vitória dos
austríacos por 6 a 3. Na reunião de agosto de 1927 do Comitê
de Handebol da IAAF adotaram as regras alemãs como as
oficiais, motivando a que na 25ª sessão do Comitê Olímpico
Internacional, realizado no mesmo ano, fosse pedida a inclusão
do handebol no programa olímpico. Como crescia o número de
países praticantes, o caminho foi a independência da IAAF, o
que aconteceu no dia 4 de agosto de 1928, no Congresso de
Amsterdã, quando 11 países escolheram o americano Avery
Brudage como membro da Presidência da FIHA.
O COI então decidiu em 1934 que o handebol seria incluído
nas olimpíadas de Berlim de 1936, o que realmente aconteceu
com a participação de 6 dos 26 países então filiados, com a
Alemanha vencendo a Áustria no jogo final por 10 a 6, perante
100.000 pessoas no Olympia Stadium de Berlim. Dois anos mais
tarde, também na Alemanha, foi disputado o primeiro campeonato
mundial, tanto no campo (8 participantes) como no salão
(apenas 4 concorrentes). Tão logo terminou a Guerra Mundial,
os dirigentes de handebol reuniram-se em Copenhague e fundaram
a atual Federação Internacional com sede na Suécia sob a
presidência do sueco Costa Bjork. Em 1950 a sede da IHF
mudou-se para a Basiléia, na Suíça. Mesmo sem a participação
dos alemães, criadores do jogo, os campeonatos mundiais foram
reiniciados no campo em 1948 (para homens) em 1949 (para
mulheres). No salão, já com os alemães, os certames foram
reiniciados em 1954. Por razão climática, falta de espaço pela
preferência do futebol e pelo reconhecimento de que era mais
veloz, o handebol de salão passou a ter a preferência do
público e a modalidade se impôs, a ponto de ser suspensa a
realização de campeonatos mundiais de campo, desde 1966. Hoje,
o handebol leva multidões aos ginásios, principalmente na
Europa, onde os grandes astros são bem pagos e reconhecidos.
O handebol vem realizando a cada quatro anos seus
campeonatos mundiais e olímpicos, estes desde 1972 no
masculino e desde 1976 no feminino. União Soviética,
Iugoslávia, Alemanha Oriental e Ocidental, Suécia, Dinamarca,
Hungria, Romênia e Espanha são destaques na Europa. Nos outros
continentes a Coréia, Japão (Ásia). Argélia e Tunísia (África)
e Cuba, Estados Unidos, Brasil (América) têm obtidos melhores
resultados em ambos os sexos.
Handebol no
Brasil
O handebol, até a década de 60, ficou
restrito à São Paulo; depois começou a ser praticado em
escolas de todo o Brasil
Em nosso país, o handebol como modalidade de campo, foi
introduzido em São Paulo por imigrantes, principalmente da
colônia alemã, no início da década de 30, tendo a Federação
Paulista sido fundada em 1940 realizando competições desde
então. Atualmente só os campeonatos da modalidade de salão vem
sendo disputada. O handebol ficou restrito à São Paulo até a
década de 60, quando o Professor Augusto Listello (francês) no
curso internacional de Santos o mostrou a professores de
outros estados em forma didática. Esses professores então o
introduziram em seus colégios e assim começou a ser praticado
em outros estados. Em 1971, o MEC, em face ao seu crescimento
nas escolas inclui o handebol de sete entre as modalidades dos
Jogos Estudantis e Jogos Universitários Brasileiros (JEB’s e
JUB’s). Com isso o handebol disseminou-se em todo o território
nacional, com vários estados dividindo à partir daí os títulos
nacionais.
Em 1973 a antiga CBD fez disputar em Niterói o 1º Campeonato
Brasileiro Juvenil para ambos os sexos. No ano seguinte em
Fortaleza iniciou-se a competição para adultos. Como também
outros estados além de São Paulo passaram a disputar as
competições de handebol, em 1980, um ano após a criação da
Confederação Brasileira de Handebol, foi disputada a 1ª Taça
Brasil de Clubes, na cidade de São Paulo, então sede da
entidade. Nos Jogos Pan-Americanos de 1999, realizados em
Winnipeg, Canadá, o Brasil conquistou a medalha de ouro no
feminino, e de prata, no masculino. Em São Paulo, o Handebol é
uma das modalidades mais praticadas, principalmente no meio
estudantil. Os campeonatos promovidos pela Federação Paulista
de Handebol, com excelente organização e índice técnico, têm
levado grande público aos ginásios, com jogos transmitidos
pela ESPN-Brasil para todo o Brasil.
Regra 1 - Quadra
1:1 - A
quadra de jogo é um retângulo com 40 metros de comprimento e
20 metros de largura e consiste de duas áreas de gol e uma
área de jogo. Os lados maiores são chamados de linhas laterais
e os lados menores são chamados linhas de gol (entre os postes
da baliza) ou linhas de fundo (em ambos lados da baliza).
Deveria haver uma zona de segurança rodeando a quadra de
jogo, com a largura de no mínimo 1 metro ao longo das linhas
laterais e 2 metros atrás das linhas de fundo.
As características da quadra de jogo não devem ser alteradas
durante o jogo, de tal forma que traga vantagem só para uma
equipe.
1:2 - A
baliza é colocada no centro de cada linha de fundo. As balizas
devem estar firmemente fixadas ao solo ou nas paredes atrás
delas. Elas medem 2 metros de altura e 3 metros de largura no
seu interior.
Os postes
das balizas são unidos por uma barra horizontal. As faces
posteriores dos postes devem estar alinhadas com o lado
posterior da linha de gol. Os postes e a barra transversal
devem ter uma secção quadrada de 8 cm. Nas três faces que são
visíveis da quadra, elas devem ser pintadas com faixas de duas
cores contrastantes que por sua vez contrastem claramente com
o fundo.
As balizas devem ter uma rede, fixada de tal jeito, que a bola
arremessada dentro da baliza normalmente fique dentro dela.
1:3 - Todas as linhas da quadra fazem parte da superfície
que elas delimitam. As linhas de gol devem ter 8 cm de largura
entre os postes enquanto todas as outras linhas devem ter 5 cm
de largura.
As linhas entre duas áreas adjacentes podem ser trocadas por
uma pintura completa com cores diferentes entre essas áreas
adjacentes no piso da quadra de jogo.
1:4 - Em frente a cada baliza, há uma área de gol. Esta área
de gol é definida por uma linha de área de gol (linha de 6
metros), que é marcada como segue: (i) uma linha de 3 metros
diretamente em frente da baliza; esta linha é paralela à linha
de gol e a 6 metros de distância (medidos desde a face
posterior da linha de gol até a face anterior da linha da área
de gol); e (ii) por 2 quartos de círculo cada qual com raio de
6 metros (medidos desde o ângulo interno posterior de cada
poste da baliza), conectando aquela linha de três metros com a
linha de fundo
1:5 - A linha de tiro livre (linha de 9 metros) é uma linha
tracejada a 3 metros de distância da linha da área de gol.
Ambos os segmentos da linha e os espaços entre eles medem 15
cm
1:6 - A linha de 7 metros é uma linha com 1 metro de
comprimento, marcada diretamente em frente de cada baliza. Ela
é paralela à linha de gol, a uma distância de 7 metros
(medidos desde a face posterior da linha de gol até a face
anterior da linha de 7 metros);
1:7 - A linha de limitação do goleiro (linha de 4 metros) é
uma linha de 15 cm de comprimento marcada diretamente em
frente de cada baliza. Ela é paralela à linha de gol, a uma
distância de 4 metros (medidos desde a face posterior da linha
de gol até a face anterior da linha de 4 metros);
1:8 - A linha central une os pontos centrais das duas linhas
laterais
1:9 - A zona de substituição (um segmento da linha lateral)
se estende a uma distância de 4,5 metros da linha central para
cada equipe. Este ponto final da zona de substituição é
prolongado por uma linha que é paralela a linha central, se
estende 15 cm dentro da quadra e 15 cm fora da quadra.
A mesa para o secretário e cronometrista e os bancos para os
substitutos tem de ser colocados de tal maneira que o
secretário/cronometrista possam ver as linhas de
subs-tituições. A mesa deveria ser colocada mais perto da
linha lateral do que os bancos, mas pelo menos 50 cm do lado
de fora da linha lateral.
Regra 2 - A Duração da Partida, Sinal de
Término e Time-Out
A Duração da Partida
2:1 - A
duração normal da partida para todas as equipes com jogadores
de idade igual ou acima de 16 anos, é de 2 tempos de 30
minutos. O intervalo de jogo é normalmente de 10 minutos.
A duração normal da partida para equipes de jovens é 2 X 25
minutos no grupo de idade entre 12-16 anos e 2 X 20 minutos no
grupo de idade entre 8-12 anos, em ambos os casos o intervalo
de meio tempo é normalmente de 10 minutos.
2:2 - Uma prorrogação é jogada, após 5 minutos de intervalo,
se uma partida acaba empatada no final da duração da partida e
um vencedor tem de ser determinado. A prorrogação consiste de
2 períodos de 5 minutos, com um intervalo de 1 minuto.
Se o jogo continuar empatado depois do primeiro tempo extra,
um segundo tempo extra é jogado após um intervalo de 5
minutos. Este segundo tempo extra também tem 2 períodos de 5
minutos com um intervalo de 1 minuto.
Se o jogo ainda estiver empatado, o vencedor será determinado
de acordo com o regulamento particular da competição.
Sinal de Término
2:3 - O
tempo de jogo começa com o apito do árbitro para o tiro de
saída inicial. Ele acaba com o sinal de término automático do
placar ou do cronometrista. Se o sinal não é dado, os árbitros
apitam para indicar que o tempo de jogo acabou .
Comentário:
Se não se
dispõe de um placar com sinal automático, o cronometrista
deverá usar um cronômetro de mesa ou manual e finalizar o jogo
com o sinal de término.
Se um placar for usado, ele deveria, se possível, ser
programado para funcionar de 0 até 30 minutos.
2:4 - Infrações e condutas anti-desportivas que acontecerem
antes ou simultaneamente ao sinal de término (para o intervalo
ou final de jogo) serão punidas também, se isto não pôde ser
feito até o final do sinal.Os árbitros acabam o jogo somente
depois que o tiro livre necessário (exceto tiros livres de
acordo com a Regra 13:4) ou tiro de 7 metros tenham sido
assinalados e seu resultado imediato tenha de ser
estabelecido.
2:5 - O tiro deve ser recobrado, se o sinal de término (para o
intervalo ou final de jogo) soar precisamente quando um tiro
livre ou um tiro de 7 metros está sendo executado ou quando a
bola já está no ar. O resultado imediato deste tiro recobrado
tem de ser estabelecido antes dos árbitros finalizarem o jogo.
2:6 - Os jogadores e os oficiais de equipe permanecem sujeitos
às punições pessoais pelas infrações ou condutas
anti-desportivas que aconteceram durante a execução de um tiro
livre ou tiro de 7 metros nas circunstâncias descritas nas
Regras 2:4-5. Uma infração durante a execução de tais tiros
não pode, contudo, conduzir a um tiro livre em contra.
2:7 - Se os árbitros determinam que o cronometrista deu o
sinal de término (para o intervalo ou final de jogo) muito
cedo, eles devem manter os jogadores na quadra e jogar o tempo
restante.
A equipe que estava em posse de bola no momento do sinal
prematuro permanecerá com a posse quando o jogo recomeçar. Se
a bola estava fora de jogo, então o jogo é recomeçado com o
tiro que corresponde à situação. Se a bola estava em jogo,
então o jogo é reiniciado com um tiro livre de acordo com a
Regra 13:4 a-b.
Se o primeiro período do jogo (ou um período extra) for
terminado muito tarde, o segundo período deve ser encurtado
correspondentemente.Se o segundo período do jogo (ou um
período extra) terminou muito tarde, então os árbitros não
estão em posição de mudar nada mais.
Time-Out
2:8 - Os
árbitros decidem por quanto tempo e quando, o tempo de jogo
tem de ser interrompido ("time-out").
Um time-out é obrigatório quando:
a) uma exclusão de 2-minutos , desqualificação ou expulsão é
dada;
b) um tiro de 7 metros é assinalado;
c) um tempo-técnico é concedido;
d) há uma falta de substituição ou um jogador "extra" entra na
quadra;
e) há um sinal de apito vindo do cronometrista ou do Delegado
Técnico;
f) consultas entre os árbitros são necessárias de acordo com a
Regra 17:8.
Um time-out normalmente também é dado em certas outras
ocasiões, dependendo das circunstâncias
Infrações durante um time-out tem as mesmas conseqüências que
as infrações ocorridas durante o tempo de jogo
2:9 - Os árbitros mostram ao cronometrista um sinal quando o
cronômetro vai ser parado e reiniciado no momento do time-out.
A interrupção do tempo de jogo é indicada ao cronometrista
através de três apitos curtos e o sinal manual Nº 16.
O apito sempre deve soar para indicar o reinício do jogo, após
um time-out (15:3b).
2:10 - Cada equipe tem o direito de receber um tempo-técnico
de 1-minuto em cada meio período de tempo de jogo regular.
Regra 3 - Jogo & Bola
3:1 - A bola
é feita de couro ou material sintético. Ela deve ser esférica.
Sua superfície não pode ser brilhante nem escorregadia
3:2 - As medidas da bola, ou seja, a circunferência e o peso,
que serão usadas pelas diferentes categorias de equipes são as
seguintes:
- 58-60 cm e 425-475 g (tamanho 3 da IHF) para homens e
equipes masculinas jovens (acima de 16 anos);
- 54-56 cm e 325-375 g (tamanho 2 da IHF) para mulheres,
equipes femininas jovens (acima de 14 anos) e equipes
masculinas jovens (entre 12 e 16 anos);
- 50-52 cm e 290-330 g (tamanho 1 da IHF) para equipes
femininas jovens (entre 8 e 14 anos) e equipes masculinas
jovens (entre 8 e 12 anos).
Comentário:
O
requerimento técnico para as bolas serem usadas em todos os
jogos internacionais estão contidos nos "Regulamentos das
Bolas da IHF".
O tamanho e peso das bolas para serem usadas no
"Mini-Handebol" não são regulamentadas nas regras normais de
jogo.
3:3 - Para cada jogo, deve haver pelo menos duas bolas
disponíveis. As bolas reservas devem estar disponíveis para
uso imediato na mesa de controle durante o jogo. As bolas
devem estar de acordo com os requisitos das Regras 3:1-2.
3:4 - Os árbitros decidem quando usar a bola reserva. Em tais
casos, os árbitros devem colocar a bola reserva em jogo
rapidamente, para diminuir interrupções e evitar time-outs.
Regra 4 - A Equipe, Substituições, Equipamentos
A Equipe
4:1 - Uma
equipe consiste de 12 jogadores.
Não mais de 7 jogadores podem estar presentes na quadra de
jogo ao mesmo tempo. Os demais jogadores são substitutos.
Durante todo o tempo do jogo, a equipe deve ter um dos
jogadores na quadra designado como um goleiro. Um jogador que
está jogando na posição de goleiro pode se tornar um jogador
de quadra a qualquer momento. Do mesmo modo, um jogador de
quadra pode se tornar um goleiro a qualquer momento (ver,
contudo, Regras 4:4 e 4:7).
Uma equipe deve ter pelo menos 5 jogadores na quadra no começo
do jogo.
O número de jogadores da equipe pode ser aumentado até 12, a
qualquer momento durante o jogo, incluindo o
período-extra.(Para eventos da IHF e Continentais, esta regra
será manejada de acordo com o regulamento em questão).
O jogo pode continuar, mesmo se uma equipe ficar reduzida a
menos de 5 jogadores na quadra. Depende dos árbitros julgar se
e quando o jogo deve ser dado por encerrado (17:13).
4:2 - À uma equipe é permitido usar um máximo de 4 oficiais de
equipe durante o jogo. Estes oficiais de equipe não podem ser
substituídos durante o curso do jogo. Um deles deve ser
designado como "oficial responsável pela equipe". Somente a
este oficial é permitido se dirigir ao secretário/cronometrista
e, possivelmente, aos árbitros (ver, contudo, Esclarecimento
Nº 3 - tempo-técnico).
A um oficial de equipe normalmente não é permitido entrar na
quadra durante o jogo. Uma violação a esta regra será
penalizada como conduta anti-desportiva (ver Regras 8:4,
16:1d, 16:3d e 16:6b). O jogo é reiniciado com um tiro livre
para o adversário (13:1 a-b; ver, contudo, Esclarecimento Nº
9).
4:3 - Um jogador ou oficial de equipe está autorizado a
participar se ele está presente no início do jogo e está
incluído na súmula do jogo.
Os jogadores e oficiais de equipe que chegarem depois do jogo
ter iniciado, devem obter a sua autorização para participar,
do secretário/cronometrista e devem estar inscritos na súmula.
Um jogador que está autorizado a participar pode, em
princípio, entrar na quadra através da zona de substituição da
sua própria equipe a qualquer momento (ver, contudo, Regras
4:4 e 4:6).
Um jogador que não está autorizado a participar deverá ser
desqualificado se ele entrar na quadra (16:6 a). O jogo é
reiniciado com um tiro livre para o adversário (13:1 a-b; ver,
contudo, Esclarecimento Nº 9).
Substituições de Jogadores
4:4 - Os
reservas podem entrar no jogo, a qualquer momento e
repetidamente, sem notificar o secretário/cronometrista, desde
que, os jogadores que eles vão substituir já tenham deixado a
quadra (4:5).
Os jogadores devem sempre sair e entrar na quadra através da
sua própria zona de substituição (4:5). Estas prerrogativas
também se aplicam para a substituição dos goleiros (ver também
4:7 e 14:10).
As regras de substituições também se aplicam durante um
time-out (exceto durante um tempo-técnico).
4:5 - Uma falta de substituição deverá ser penalizada com uma
exclusão de 2-minutos para o jogador faltoso. Se mais de um
jogador da mesma equipe comete falta de substituição na mesma
situação, somente o primeiro jogador que cometeu a infração
será penalizado.
O jogo é reiniciado com um tiro livre para os adversários
(13:1 a-b; ver, contudo, Esclarecimento Nº 9).
4:6 - Se um jogador adicional entra na quadra sem uma
substituição, ou um reserva interfere ilegalmente no jogo a
partir da área de substituição, deverá haver uma exclusão de
2-minutos para este jogador. Assim, a equipe deve ser reduzida
em um jogador na quadra pelos próximos 2 minutos (além do fato
de que o jogador adicional que entrou deve sair da quadra).
Se um jogador entra na quadra enquanto está cumprindo uma
exclusão de 2-minutos, à ele deverá ser dado uma exclusão de
2-minutos adicionais. Esta exclusão deverá começar
imediatamente, e a equipe deve além do mais ser reduzida na
quadra durante o sobre-período entre a primeira e a segunda
exclusão.
O jogo em ambos os casos é reiniciado com um tiro livre para
os adversários (13:1 a-b; ver , contudo, Esclarecimento Nº 9).
Equipamentos
4:7 - Todos
os jogadores de quadra de uma equipe devem usar uniformes
idênticos. As combinações de cores e desenhos para as duas
equipes devem ser claramente distinguíveis uma da outra. Um
jogador que está sendo usado como goleiro deve usar cores que
o difira dos jogadores de quadra de ambas as equipes bem como
do goleiro da equipe adversária (17:3).
4:8 - Os
jogadores devem usar números que tenham pelo menos 20 cm de
altura nas costa da camisa e pelo menos 10 cm na frente. Os
números usados devem ser de 1 até 20.
As cores dos números devem contrastar claramente com as
cores e desenhos da camisa.
O capitão de cada equipe deve usar uma braçadeira ao redor
do braço. Ela deve ter cerca de 4 cm de largura e sua cor deve
contrastar com aquelas da camisa.
4:9 - Os jogadores devem usar calçados esportivos.
Não é permitido usar objetos que poderiam ser perigosos para
os jogadores. Isto inclui, por exemplo, proteção para a
cabeça, máscaras no rosto, braceletes, relógios, anéis,
colares ou gargantilhas, brincos, óculos sem tiras de
sustentação ou com aros sólidos, ou qualquer outro objeto que
poderia ser perigoso (17:3).
Fitas de cabeça são permitidas, desde que elas sejam feitas de
material macio ou material elástico.
Os jogadores que não preencherem estes requisitos não
estarão autorizados a tomar parte do jogo até que eles tenham
corrigido o problema.
4:10 - Se um jogador está sangrando ou tem sangue no corpo ou
uniforme, deve sair da quadra imediatamente e voluntariamente
(através de uma substituição normal), de modo a ter o
sangramento parado, a ferida coberta, e o corpo e uniforme
limpado. O jogador não deve retornar para a quadra até que
isto tenha sido feito.
Um jogador que não segue as instruções dos árbitros de
acordo com esta medida é julgado faltoso de conduta
anti-desportiva (8:4, 16:1d e 16;3c).
4:11 - No caso de um machucado, os árbitros devem dar
permissão (através do gesto Nº 16 e 17) para duas das pessoas
que estão "autorizadas a participar" (ver 4:3) para entrar na
quadra durante um time-out, com o específico propósito de
atender o jogador machucado da equipe deles (4:2, 16:1d,
16:3d, 16:6b).
Regra 5 - O Goleiro
Ao
goleiro é permitido:
5:1 - Tocar
a bola com qualquer parte do seu corpo enquanto numa tentativa
de defesa, dentro da sua área de gol;
5:2 - Mover-se com posse de bola dentro da área de gol, sem
estar sujeito as restrições aplicadas aos jogadores de quadra
(Regras 7:2-4, 7:7); ao goleiro não é permitido , contudo,
atrasar a execução do tiro de meta (Regras 6:5, 12:2 e 15:3b);
5:3 - Sair da área de gol sem a bola e participar do jogo no
terreno de jogo; enquanto fizer isto, o goleiro se sujeita às
mesmas regras aplicadas aos jogadores na área de jogo;
O goleiro é considerado fora da área de gol tão logo
qualquer parte de seu corpo toque o solo no lado de fora da
linha da área de gol;
5:4 - Sair da área de gol com a bola e jogá-la de novo no
terreno de jogo, se ele não tiver o completo controle da
mesma.
Ao goleiro não é permitido:
5:5 - Colocar em perigo o adversário enquanto em uma tentativa
de defesa (8:2, 8:5);
5:6 - Sair da área de gol com a bola sob controle (13:1 a);
5:7 - Tocar a bola de novo no lado de fora da área de gol após
um tiro de meta, antes que ela tenha tocado outro jogador
(13:1 a);
5:8 - Tocar a bola quando ela está parada ou rolando no solo
do lado de fora da área de gol, enquanto estiver dentro da
área de gol (13:1 a);
5:9 - Levar a bola para dentro da área de gol quando ela está
parada ou rolando no solo no lado de fora da área de gol (13:1
a);
5:10 - Entrar na área de gol vindo do terreno de jogo com
posse de bola (13:1 a);
5:11 - Tocar a bola com o pé ou a perna abaixo do joelho,
quando ela estiver parada no solo na área de gol ou movendo-se
para fora em direção ao terreno de jogo (13:1 a);
5:12 - Cruzar a linha de limitação do goleiro (linha de 4
metros) ou sua projeção em ambos os lados, antes que a bola
tenha saído da mão do adversário que está executando um tiro
de 7 metros (14:9).
Comentário:
Desde que o
goleiro mantenha um pé apoiado no solo continuadamente ou
atrás da linha de limitação (linha de 4 metros), à ele é
permitido mover o outro pé ou qualquer parte de seu corpo no
ar sobre esta linha.
Regra 6 - A Área de Gol
6:1 -
Somente ao goleiro é permitido entrar na área de gol (ver,
contudo, 6:3). A área de gol, que inclui a linha da área de
gol, é considerada invadida quando um jogador de quadra a toca
com qualquer parte de seu corpo.
6:2 - Quando
um jogador de quadra entra na área de gol, as decisões devem
ser as seguintes:
a) tiro livre, quando um jogador de quadra entra na área de
gol em posse da bola (13;1 a);
b) tiro livre, quando um jogador de quadra entra na área de
gol sem a bola mas leva vantagem fazendo isto (13:1 a-b; ver,
contudo, 6:2c);
c) tiro de 7 metros, quando um jogador de defesa entra na área
de gol e por causa disto impede uma clara chance do adversário
marcar um gol (14:1 a).
6:3 - Entrar na área de gol não é penalizado quando:
a) um jogador entra na área de gol depois de jogar a bola,
desde que isto não crie uma desvantagem para os adversários;
b) um jogador entra na área de gol sem a bola e não ganha
vantagem fazendo isto;
c) um jogador de defesa entra na área de gol durante ou depois
de uma tentativa de defesa, sem causar uma desvantagem para os
adversários;
6:4 - A bola pertence ao goleiro quando ela está dentro da
área de gol.
A um jogador não é permitido tocar a bola quando ela está
parada ou rolando dentro da área de gol, ou quando ela está
sendo segura pelo goleiro (13:1 a-b). é permitido, contudo,
jogar a bola quando ela está no ar sobre a área de gol, exceto
quando um tiro de meta está sendo executado (12:2).
6:5 - O goleiro deve colocar a bola de volta em jogo através
de um tiro de meta (Regra 12), quando ela acaba dentro da área
de gol.
6:6 - O jogo deve continuar (através de um tiro de meta
segundo a regra 6:5) se um jogador da equipe defensora tocar a
bola quando em um ato de defesa, e a bola é agarrada pelo
goleiro ou vem a permanecer dentro da área de gol.
6:7 - Se um jogador jogar a bola dentro de sua própria área de
gol, as decisões devem ser as seguintes:
a) gol, se a bola entrar na baliza;
b) tiro livre, se a bola vier a permanecer dentro da área de
gol, ou se o goleiro tocar a bola e ela não entrar na baliza
(13:1b);
c) tiro lateral, se a bola sair pela linha de fundo (11:1);
d) o jogo continua, se a bola passa através da área de gol e
volta para o terreno de jogo, sem ser tocada pelo goleiro.
6:8 - A bola que retorna da área de gol para o terreno de jogo
permanece em jogo.
Regra 7 - O Manejo da Bola, Jogo Passivo
O
manejo da bola
É
permitido:
7:1 - Atirar, agarrar, parar, empurrar ou bater a bola, usando
mãos (abertas ou fechadas), braços, cabeça, tronco, coxas e
joelhos;
7:2 - Segurar a bola por um máximo de 3 segundos, também
quando ela estiver em contato com o solo (13:1 a);
7:3 - Dar um máximo de 3 passos com a bola (13:1 a); um passo
é considerado dado quando:
a) um jogador que está parado com ambos os pés no solo levanta
um pé e o apóia de novo, ou move um pé de um lugar para outro;
b) um jogador está tocando o solo somente com um pé, agarra a
bola e então toca o solo com o outro pé;
c) um jogador depois de um salto toca o solo somente com um
pé, e então pula sobre o mesmo pé ou toca o solo com o outro
pé;
d) um jogador depois de um salto toca o solo com ambos os pés
simultaneamente, e então levanta um pé e o apóia de novo, ou
move um pé de um lugar para outro.
Comentário:
Se conta
somente um passo, se um pé é movido de um lugar para outro, e
então o outro pé é arrastado para próximo do primeiro.
7:4 - Enquanto parado ou correndo:
a) quicar a bola uma vez e agarra-la de novo com uma ou duas
mãos;
b) quicar a bola repetidamente com uma mão (drible), ou rolar
a bola sobre o solo repetidamente com uma mão, e então
agarrá-la ou detê-la de novo com uma ou duas mãos.
Tão logo a bola, depois disso,é dominada em uma ou ambas as
mãos, ela deve ser jogada dentro de 3 segundos ou depois de
não mais do que 3 passos (13:1 a).
O quique ou drible é considerado iniciado quando o jogador
toca a bola com qualquer parte de seu corpo e lança a bola em
direção ao solo.
Depois que a bola tocou outro jogador ou a baliza, ao jogador
é permitido dar um toque na bola ou quicá-la e agarra-la de
novo.
7:5 - Mover a bola de uma mão para a outra.
7:6 - Jogar a bola enquanto ajoelhado, sentado ou deitado no
solo.
Não é permitido:
7:7 - Tocar
a bola mais de uma vez, a menos que ela tenha tocado o solo,
outro jogador, ou a baliza neste meio tempo (13:1 a).
A falha de recepção não é penalizada.
Comentário:
Falha de recepção significa que o jogador falha em controlar a
bola quando tenta agarrá-la ou detê-la.
Se a bola já foi controlada, então o jogador não deve toca-la
mais de uma vez depois de lançá-la ao solo ou quicá-la.
7:8 - Tocar a bola com um pé ou perna abaixo do joelho, exceto
quando a bola foi atirada no jogador por um oponente (13:1
a-b);
7:9 - O jogo continua se a bola toca um árbitro na quadra.
Jogo Passivo
7:10 - Não é permitido manter a bola em posse da equipe sem
fazer uma tentativa reconhecível de ataque ou arremesso à
baliza (ver Esclarecimento Nº 4). Isto se considera como jogo
passivo, que será penalizado com um tiro livre contra a equipe
de posse da bola (13:1 a).
O tiro livre é cobrado do lugar onde a bola estava quando o
jogo foi interrompido.
7:11 - Quando uma possível tendência para o jogo passivo é
reconhecida, o sinal de advertência (gesto Nº 18) é mostrado.
Isto dará à equipe de posse de bola a oportunidade de mudar
seu jeito de atacar de modo a evitar a perda da posse de bola.
Se o jeito de atacar não muda depois que o sinal de
advertência foi mostrado, ou nenhum arremesso à baliza é
feito, então um tiro livre é ordenado contra a equipe de posse
de bola (ver Esclarecimento Nº 4).
Em certas situações os árbitros também podem ordenar um tiro
livre contra a equipe de posse de bola sem nenhum sinal de
advertência ex.; quando um jogador evita de tentar utilizar
uma clara chance de marcar um gol.
Regra 8 - Faltas e Conduta
Anti-desportiva
É permitido:
8:1 - a)
usar braços e mãos para bloquear ou ganhar posse da bola;
b)usar uma mão aberta para tirar a bola do adversário de
qualquer direção;
c) usar o corpo para obstruir um adversário, mesmo quando o
adversário não está em posse da bola;
d) fazer contato corporal com um adversário, quando de frente
à ele e com os braços flexionados, e manter este contato de
modo a controlar e acompanhar o adversário.
Não é permitido:
8:2 - a)
arrancar ou bater na bola que está na mão do adversário;
b) bloquear ou empurrar o adversário com braços, mãos ou
pernas;
c)deter, segurar, empurrar, bater ou pular sobre um
adversário;
d) impedir, obstruir ou colocar em perigo um adversário (com
ou sem a bola) em contradição às regras.
8:3 - Violações da regra 8:2 onde a ação é principalmente ou
exclusivamente direcionada ao adversário e não à bola, serão
punidas progressivamente. Punição progressiva significa que
não é suficiente penalizar unicamente uma falta particular com
um tiro livre ou tiro de 7 metros, porque a falta vai além do
tipo de infração que normalmente ocorre na disputa pela bola.
Cada infração que preenche a definição para punição
progressiva, requer uma punição pessoal, começando com uma
advertência (16:1b), e com uma tendência de aumento para
punições mais severas (16:3b, e 16:6g).
As advertências e as exclusões dadas por outras violações
também levarão em conta a progressividade.
8:4 - Expressões físicas e expressões verbais que são
incompatíveis com o bom espírito desportivo dizem respeito à
conduta anti-desportiva. (Para exemplos, ver Esclarecimento Nº
5). Isto se aplica aos jogadores e oficiais de equipe de ambas
as equipes, dentro ou fora da quadra de jogo. A punição
progressiva também se aplica em caso de conduta
anti-desportiva (16:1d, 16:3c-d e 16:6b,g,h).
8:5 - Um jogador que coloca em perigo a saúde do adversário
enquanto o ataca, deverá ser desqualificado (16:6c),
particularmente se:
a) pelo lado ou por trás, ou golpeia ou puxa para trás o braço
de arremesso do jogador que está em processo de arremesso ou
passando a bola;
b) executa qualquer ação que resulte num golpe na cabeça ou
pescoço do adversário;
c) bate deliberadamente no corpo do adversário com seu pé ou
joelho ou de outro jeito qualquer; inclusive ocasionar
tropeços;
d) empurrar o adversário que está correndo ou pulando, ou
atacá-lo de tal jeito que o adversário perde controle do corpo
dele; isto também se aplica quando o goleiro sai da área de
gol dele em virtude de um contra-ataque dos adversários;
e) atingir um jogador de defesa na cabeça em um tiro livre
arremessado diretamente à baliza, desde que o jogador de
defesa não estava se movendo; ou do mesmo modo, atingir o
goleiro na cabeça num tiro de 7 metros, desde que o goleiro
não estava se movendo.
8:6 - Conduta anti-desportiva grave feita por um jogador ou
oficial de equipe, dentro ou fora da quadra de jogo (para
exemplos, ver Esclarecimento Nº 6), deverá ser punida com
desqualificação (16:6d).
8:7 - Um jogador que é culpado de "agressão" durante o tempo
de jogo deve ser expulso (16:9-11). A Agressão fora do tempo
de jogo conduz a uma desqualificação (16:6e; 16:13b,d). Um
oficial de equipe que é culpado de agressão deve ser
desqualificado (16:6f).
Comentário:
Agressão é,
para os propósitos desta regra, definida como um ataque forte
e deliberado contra o corpo de outra pessoa (jogador, árbitro,
secretário/cronometrista, oficial de equipe,delegado,
espectador, etc). Em outras palavras, não é somente uma ação
reflexa ou o resultado de falta ou excesso de métodos no ato
defensivo.Cuspir em outra pessoa é especificamente considerado
como uma agressão.
8:8 - Violações contra as regras 8:2-7 conduzem à um tiro de 7
metros para os adversários (Regra 14:1), se a violação está
direta ou indiretamente relacionada com uma interrupção do
jogo, que impediu uma clara chance de se marcar um gol para os
adversários.
De outro modo, a violação conduz a um tiro livre para os
adversários (ver Regras 13:1 a-b, mas ver também 13:2 e 13:3).
Regra 9 - O Gol
9:1 - Um gol
é marcado quando toda a bola ultrapassa a largura da linha de
gol inteiramente, desde que nenhuma violação às regras tenha
sido cometida pelo arremessador ou companheiro de equipe antes
ou durante o arremesso. O árbitro de fundo confirma com dois
apitos curtos e mostra o gesto Nº 12 que o gol foi marcado.
Um gol deve ser concedido, se há uma violação das regras por
um defensor mas a bola ainda entra na baliza.
Um gol não pode ser validado, se um árbitro ou cronometrista
interrompeu o jogo antes que a bola tenha cruzado
completamente a linha de gol.
Um gol deve ser validado para os adversários, se o jogador
joga a bola dentro de sua própria baliza, exceto na situação
onde o goleiro está executando um tiro de meta (12:2, 2o
parágrafo).
Comentário:
Um gol deve
ser validado, se a bola é impedida de ir para dentro da baliza
por alguém ou alguma coisa que não está participando do jogo
(espectadores, etc.), e os árbitros estão convencidos de que a
bola de qualquer jeito teria entrado na baliza.
9:2 - Um gol que tenha sido validado, não pode mais ser
anulado, se o árbitro apitou para o subseqüente tiro de saída
ser executado.
Os árbitros devem deixar claro (sem o tiro de saída) que eles
concederam o gol, se o sinal de término de período soa
imediatamente depois que um gol é marcado e antes que um tiro
de saída possa ser executado.
Comentário:
Um gol deve
ser anotado na súmula tão logo ele tenha sido validado pelos
árbitros.
9:3 - A equipe que marcou mais gols do que os adversários é a
vencedora. O jogo é considerado empatado se ambas as equipes
marcaram o mesmo número de gols ou não converteram gol nenhum
(ver regra 2:2).
Regra 10 - O Tiro de Saída
10:1 - No
começo do jogo, o tiro de saída é executado pela equipe que
venceu o sorteio e escolheu começar com a posse de bola. Os
adversários, então, tem o direito de escolher o lado da
quadra. Alternativamente, se a equipe que venceu o sorteio
preferir escolher o lado da quadra, então o adversário executa
o tiro de saída.
As equipes mudam de lado de quadra no segundo período do
jogo. O tiro de saída para início do segundo período é
executado pela equipe que não teve o tiro de saída no início
do jogo.
Um novo sorteio é feito antes de cada período extra, e todas
as normas acima sobre a Regra 10:1 também se aplicam neste
período extra.
10:2 - Depois que um gol foi marcado, o jogo é reiniciado com
um tiro de saída executado pela equipe que sofreu o gol (ver,
contudo, Regra 9:2, 2o parágrafo).
10:3 - O tiro de saída é executado em qualquer direção do
centro da quadra (com uma tolerância lateral de cerca de 1,5
metros). O tiro é precedido por um apito, e na continuidade
deve ser executado dentro de 3 segundos (13:1 a). O jogador
executante do tiro de saída deve permanecer com um pé sobre a
linha central até que a bola tenha saído de sua mão (13:1 a).
(Ver também Esclarecimento Nº 7).
Aos companheiros de equipe do executante, não é permitido
cruzar a linha central antes do apito (15:1, 2o e 3o
parágrafos).
10:4 - Para o tiro de saída do início de cada período
(inclusive qualquer período extra), todos os jogadores devem
estar nos próprios lados da quadra deles.
Contudo, para o tiro de saída depois que um gol foi marcado,
os adversários de quem vai executar este tiro, podem estar em
ambos os lados da quadra.
Em ambos os casos, contudo, os adversários devem estar a
pelo menos 3 metros de distância do jogador executante do tiro
de saída (15:7).
Regra 11 - O Tiro Lateral
11:1 - Um
tiro lateral é assinalado quando a bola tiver cruzado
completamente a linha lateral, ou quando um jogador de quadra
da equipe defensora foi o último a tocar na bola antes que ela
cruzou a linha de fundo de sua equipe.
11:2 - O tiro lateral é executado sem o apito do árbitro (ver,
contudo, 15:3b), pelo adversário da equipe cujo jogador tocou
por último na bola antes que ela cruzou a linha.
11:3 - O tiro lateral é executado do ponto onde a bola cruzou
a linha lateral ou, se ela cruzou a linha de fundo, da
intersecção entre a linha lateral e linha de fundo daquele
lado.
11:4 - O executante deve permanecer com um pé sobre a linha
lateral até que a bola tenha saído da mão dele. Ao jogador não
é permitido colocar a bola no solo e pegá-la de novo, ou
quicar a bola e agarrá-la novamente (13:1 a).
11:5 - Enquanto o tiro lateral está sendo executado, os
adversários não podem estar a menos de 3 metros do executante.
Eles estão, contudo, sempre autorizados a permanecerem
imediatamente no lado de fora da linha da área de gol deles,
mesmo se a distância entre eles e o executante é inferior a 3
metros.
Regra 12 - O Tiro de Meta
12:1 - Um
tiro de meta é assinalado: quando o goleiro controlou a bola
na área de gol (Regra 6:5); ou quando a bola cruza a linha de
fundo, depois de ter sido tocada por último pelo goleiro ou
pelo jogador da equipe adversária.
Isto significa que em ambas situações, a bola é considerada
fora de jogo, e que a Regra 13:3 se aplica se há uma violação
por parte da equipe do goleiro depois que um tiro de meta foi
concedido e antes que ele tenha sido executado
12:2 O tiro de meta é executado pelo goleiro, sem o apito do
árbitro (ver, contudo, 15:3b), para fora da área de gol, por
sobre a linha de área de gol.
O tiro de meta é considerado executado, quando a bola
arremessada pelo goleiro tenha cruzado a linha de área de gol.
Os jogadores da outra equipe estão autorizados a ficar
imediatamente no lado de fora da linha da área de gol, mas
eles não estão autorizados a tocar na bola até que ela tenha
cruzado esta linha.
12:3 - O goleiro não deve tocar a bola de novo depois de um
tiro de meta, a menos que ela tenha tocado outro jogador (5:7,
13:1 a).
Regra 13 - O Tiro Livre
As
decisões para um tiro livre
13:1 - Em
princípio, os árbitros interrompem o jogo e o reiniciam com um
tiro livre para os adversários quando:
a) a equipe em posse de bola comete uma violação das regras
que devem conduzir à perda de posse (ver Regras 4:2-3, 4:5-6,
5:6-11, 6:2 a-b, 6:4, 7:2-4, 7:7-8, 7:10, 8:8, 10:3, 11:4,
12:3, 13:7-8, 14:4-7 e 15:2-5).
b) a equipe defensora comete uma violação das regra que cause
para equipe em posse de bola a perda dela (ver Regras 4:2-3,
4:5-6, 5:5, 6:2b, 6:4, 6:7b, 7:8, 8:8).
13:2 - Os árbitros devem dar continuidade ao jogo, adiando uma
interrupção prematura do jogo, para sinalizar um tiro livre.
Isto significa que, conforme a Regra 13:1 a, os árbitros não
devem sinalizar um tiro livre se a equipe defensora ganhar a
posse de bola imediatamente após uma violação cometida pela
equipe atacante.
Similarmente, conforme a Regra 13:1b, os árbitros não devem
intervir até e ao menos que esteja claro que a equipe atacante
tenha perdido a posse de bola ou esteja inapta a continuar o
ataque deles, devido a violação cometida pela equipe
defensora.
Se uma punição pessoal será dada por causa de uma violação
das regras, então os árbitros devem decidir por interromper o
jogo imediatamente, se isto não causar uma desvantagem para os
adversários da equipe que cometeu a violação. De outro modo, a
punição deve ser postergada até o final da situação.
A Regra 13:2 não se aplica em caso de infrações contra as
regras 4:2-3 ou 4:5-6, onde o jogo deve ser interrompido
imediatamente, normalmente através da intervenção do
cronometrista.
13:3 - Se uma violação que normalmente conduziria a um tiro
livre de acordo com a regra 13:1 a-b acontece quando a bola
está fora de jogo, então o jogo é reiniciado com o tiro que
corresponda a razão para a existência desta interrupção.
13:4 - Somando-se às situações indicadas na Regra 13:1 a-b, um
tiro livre também é usado como jeito de reiniciar o jogo em
certas situações onde o jogo é interrompido (ex., quando a
bola esta em jogo), mesmo se nenhuma violação das regras tenha
ocorrido:
a) se uma equipe está em posse de bola no momento da
interrupção, esta equipe deve manter a posse;
b) se nenhuma equipe está em posse de bola, então a equipe que
a detinha por último deverá tê-la em posse de novo;
c) quando o jogo é interrompido porque a bola tocou o teto ou
num elemento fixado acima da quadra, a equipe que não tocou a
bola por último deve ter a posse.
A "regra de vantagem" conforme 13:2 não se aplica nas
situações especificadas pela regra 13:4.
13:5 - Se há uma decisão de tiro livre contra a equipe que
está em posse de bola quando o árbitro apita, então o jogador
que tem a bola neste momento deve soltá-la ou coloca-la
imediatamente no solo no ponto aonde ele está (16:3e).
A execução do Tiro Livre
13:6 O tiro livre é normalmente executado sem nenhum apito do
árbitro (ver, contudo, 15:3b) e, a princípio, do lugar onde a
infração ocorreu. O que vem a seguir são exceções deste
princípio:
Nas situações descritas conforme 13:4 a-b, o tiro livre é
executado, depois do apito, em princípio do lugar onde a bola
estava no momento da interrupção. No caso de 13:4c, o tiro
livre é executado, também depois do apito, em princípio do
lugar abaixo aonde a bola tocou o teto ou outro elemento
fixado.
Se um árbitro ou delegado técnico (da federação IHF
/Continental/ Nacional) interrompe o jogo por causa de uma
infração de parte de um jogador ou oficial de equipe da equipe
defensora, e isto resulta numa advertência verbal ou numa
punição pessoal, então o tiro livre deveria ser executado do
lugar onde a bola estava quando o jogo foi interrompido, se
esta é uma posição mais favorável do que a posição aonde a
infração ocorreu.
A mesma exceção como no parágrafo anterior se aplica se um
cronometrista interrompe o jogo por causa de uma falta de
substituição ou entrada ilegal de acordo com as regras 4:2-3
ou 4:5-6.
Como indicado na regra 7:10, tiros livres sinalizados por
conta de jogo passivo devem ser executados do lugar onde a
bola estava quando o jogo foi interrompido.
Não esquecendo os princípios básicos e procedimentos
declarados nos parágrafos precedentes, um tiro livre nunca
pode ser executado dentro da própria área de gol da equipe
executante ou dentro da linha de tiro livre dos
adversários. Em qualquer situação onde a localização
indicada pelos parágrafos precedentes envolver uma ou outra
destas áreas, a localização para a execução deve ser
transferida para o ponto mais próximo imediatamente no lado de
fora da área restrita.
Comentário:
Se a
posição correta do tiro livre é na linha de tiro livre da
equipe defensora, então a execução deve essencialmente
acontecer no ponto preciso. Contudo, quanto mais distante a
localização for da linha de tiro livre da equipe defensora,
maior margem há para a permissão da execução do tiro livre ser
executado de uma distância menor do ponto preciso. Esta margem
aumenta gradativamente até 3 metros, que se aplicará no caso
de um tiro livre ser executado no outro lado da quadra,
justamente na própria área de gol da equipe executante.
A margem recém explicada, não se aplica segundo uma violação
contra a Regra
13:5, se esta violação está sendo punida de acordo com a Regra
16:3e. Em tais casos, a execução deveria sempre ser do ponto
preciso.
13:7 - Uma vez que um jogador da equipe que recebeu o tiro
livre está na posição correta para executar o tiro, com a bola
na mão, ele não deve coloca-la no solo e pegá-la novamente, ou
quicá-la e agarrá-la de novo (13:1 a).
13:8 - Os jogadores da equipe atacante não devem tocar ou
cruzar a linha de tiro livre dos adversários antes que o tiro
livre seja executado (15:1).
Os árbitros devem corrigir as posições dos jogadores
atacantes que estão entre a linha de tiro livre e a linha de
área de gol durante a execução do tiro livre, se a posição
incorreta tiver influência no jogo (15:1). O tiro livre deve
então ser executado na seqüência de um apito (15:3b).
No caso onde a execução de um tiro livre tenha sido autorizada
através de um apito, e se os jogadores da equipe atacante
tocarem ou cruzarem a linha de tiro livre antes que a bola
tenha saído da mão do executante, deverá haver um tiro livre
concedido para a equipe defensora (13:1 a).
13:9 - Quando um tiro livre está sendo executado, os
adversários devem manter uma distância de pelo menos 3 metros
do executante. Eles estão, contudo, autorizados a permanecer
imediatamente no lado de fora da linha de área de gol deles,
se o tiro livre está sendo executado na linha de tiro livre
deles.
Regra 14 - O Tiro de 7 Metros
As
decisões para um tiro de 7 metros
14:1 - Um tiro de 7 metros é assinalado quando:
a) uma clara chance de marcar um gol for impedida em qualquer
lugar da quadra, por um jogador ou oficial de equipe da equipe
adversária;
b) há um apito não autorizado no momento de uma clara chance
de marcar um gol;
c) uma clara chance de marcar um gol é destruída através da
interferência de alguém não participante do jogo (exceto
quando se aplica o Comentário da Regra 9:1).
Para a definição de "clara chance de marcar um gol", ver
Esclarecimento Nº 8.
14:2 - Se um jogador atacante retém completo controle da bola
e do corpo não levando em conta uma violação da regra 14:1 a,