Aterramento
1
- Generalidades
As
características e a eficácia dos aterramentos devem
satisfazer às prescrições de segurança das pessoas e
funcionais da instalação.
O valor da resistência de
aterramento deve satisfazer às condições de proteção e de
funcionamento da instalação elétrica.
2
- Ligações à terra
- Aterramento
Qualquer
que seja sua finalidade (proteção ou funcional) o
aterramento deve ser único em cada local da instalação.
NOTA:
Para casos
específicos de acordo com as prescrições da instalação,
podem ser usados separadamente, desde que sejam tomadas as
devidas precauções.
A seleção e
instalação dos componentes dos aterramentos devem ser tais
que:
a) o valor
da resistência de aterramento obtida não se modifique
consideravelmente ao longo do tempo;
b) resistam
às solicitações térmicas, termomecânicas e eletromecânicas;
c) sejam
adequadamente robustos ou possuam proteção mecânica
apropriada para fazer face às condições de influências
externas.
Devem ser
tomadas precauções para impedir danos aos eletrodos e a
outras partes metálicas por efeitos de eletrólise.
- Eletrodos de
aterramento
O
eletrodo de aterramento preferencial numa edificação é o
constituído pelas armaduras de aço embutidas no concreto das
fundações das edificações.
NOTAS
1- A
experiência tem demonstrado que as armaduras de aço das
estacas, dos blocos de fundação e das vigas baldrames,
interligadas nas condições correntes de execução, constituem
um eletrodo de aterramento de excelentes características
elétricas.
2- As
armaduras de aço das fundações, juntamente com as demais
armaduras do concreto da edificação, podem constituir, nas
condições prescritas pela NBR 5419, o sistema de proteção
contra descargas atmosféricas (aterramento e gaiola de
Faraday, completado por um sistema captor).
3- Em
geral os elementos em concreto protendido não devem integrar
o sistema de proteção contra descargas atmosféricas.
No
caso de fundações em alvenaria, o eletrodo de aterramento
pode ser constituído por uma fita de aço ou barra de aço de
construção, imersa no concreto das fundações, formando um
anel em todo o perímetro da estrutura. A fita deve ter, no
mínimo, 100 mm2 de
seção e 3 mm de espessura e deve ser disposta na posição
vertical. A barra deve ter o mínimo 95 mm2 de
seção. A barra ou a fita deve ser envolvida por uma camada
de concreto com espessura mínima de 5 cm.
Quando
o aterramento pelas fundações não for praticável, podem ser
utilizados os eletrodos de aterramento convencionais,
indicados na tabela 1, observando-se que:
a) o tipo e
a profundidade de instalação dos eletrodos de aterramento
devem ser tais que as mudanças nas condições do solo (por
exemplo, secagem) não aumentem a resistência do aterramento
dos eletrodos acima do valor exigido;
b) o
projeto do aterramento deve considerar o possível aumento da
resistência de aterramento dos eletrodos devido à corrosão.
NOTA
1-
Preferencialmente o eletrodo de aterramento deve constituir
um anel circundando o perímetro da edificação.
2- A
eficiência de qualquer eletrodo de aterramento depende das
condições locais do solo; devem ser selecionados um ou mais
eletrodos adequados às condições do solo e ao valor da
resistência de aterramento exigida pelo esquema de
aterramento adotado. O valor da resistência de aterramento
do eletrodo de aterramento pode ser calculado ou medido (ver
7.3.6.2).
Tabela 1
- Eletrodos de aterramento convencionais
|
Tipo de eletrodo |
Dimensões mínimas |
Observações |
|
Tubo de aço zincado |
2,40 m de comprimento e diâmetro nominal de 25 mm |
Enterramento totalmente vertical |
|
Perfil de aço zincado |
Cantoneira de (20mmx20mmx3mm) com 2,40 m de
comprimento |
Enterramento totalmente vertical |
|
Haste de aço zincado |
Diâmetro de 15 mm com 2,00 ou 2,40 m de comprimento |
Enterramento totalmente vertical |
|
Haste de aço revestida de cobre |
Diâmetro de 15 mm com 2,00 ou 2,40 m de comprimento |
Enterramento totalmente vertical |
|
Haste de cobre |
Diâmetro de 15 mm com 2,00 ou 2,40 m de comprimento |
Enterramento totalmente vertical |
|
Fita de cobre |
25
mm² de seção, 2 mm de espessura e 10 m de
comprimento |
Profundidade mínima de 0,60 m. Largura na posição
vertical |
|
Fita de aço galvanizado |
100
mm² de seção, 3 mm de espessura e 10 m de
comprimento |
Profundidade mínima de 0,60 m. Largura na posição
vertical |
|
Cabo de cobre |
25
mm² de seção e 10 m de comprimento |
Profundidade mínima de 0,60 m. Posição horizontal |
|
Cabo de aço zincado |
95
mm² de seção e 10 m de comprimento |
Profundidade mínima de 0,60 m. Posição horizontal |
|
Cabo de aço cobreado |
50
mm² de seção e 10 m de comprimento |
Profundidade mínima de 0,60 m. Posição horizontal |
Não
devem ser usados como eletrodo de aterramento canalizações
metálicas de fornecimento de água e outros serviços, o que
não exclui a ligação equipotencial de que trata .
- Condutores de
aterramento
Os
condutores de aterramento devem atender às prescrições
gerais.
Quando o
condutor de aterramento estiver enterrado no solo, sua seção
mínima deve estar de acordo com a tabela 2
Tabela 2
- Seções mínimas convencionais de condutores de aterramento
|
|
Protegido mecanicamente |
Não
protegido mecanicamente |
|
Protegido contra corrosão
|
De
acordo com 6.4.3.1 |
Cobre: 16 mm²
Aço: 16 mm² |
|
Não
protegido contra corrosão
|
Cobre: 16 mm² (solos ácidos)
25 mm² (solos alcalinos)
Aço: 50 mm² |
Quando o eletrodo de aterramento estiver embutido nas
fundações a ligação ao eletrodo deve ser realizada
diretamente, por solda elétrica, à armadura do concreto mais
próxima, com seção não inferior a 50 mm2,
preferencialmente com diâmetro não inferior a 12 mm, ou ao
ponto mais próximo do anel (fitas ou barra) embutido nas
fundações. Em ambos os casos, deve ser utilizado um condutor
de aço com diâmetro mínimo de 12 mm, ou uma fita de aço de
25 mm x 4 mm. Com o condutor de aço citado, acessível fora
do concreto, a ligação à barra ou condutor de cobre para
utilização, deve ser feita por solda exotérmica ou por
processo equivalente do ponto de vista elétrico e da
corrosão.
Em
alternativa podem usar-se acessórios específicos de aperto
mecânico para derivar o condutor de tomada de terra
diretamente da armadura do concreto, ou da barra de aço
embutida nas fundações, ou ainda do condutor de aço derivado
para o exterior do concreto.
NOTA - O
condutor de aço derivando para exterior do concreto deve ser
adequadamente protegida contra corrosão.
Na execução
da ligação de um condutor de aterramento a um eletrodo de
aterramento deve-se garantir a continuidade elétrica e a
integridade do conjunto.
- Terminal de
aterramento principal
Em qualquer
instalação deve ser previsto um terminal ou barra de
aterramento principal e os seguintes condutores devem ser a
ele ligados:
a) condutor
de aterramento;
b)
condutores de proteção principais;
c)
condutores de equipotencialidade principais;
d) condutor
neutro, se disponível;
e)
barramento de equipotencialidade funcional (ver 6.4.8.5), se
necessário;
f)
condutores de equipotencialidade ligados a eletrodos de
aterramento de outros sistemas (por exemplo, SPDA).
NOTAS
1 - O
terminal de aterramento principal realiza a ligação
equipotencial principal .
2 - Nas
instalações alimentadas diretamente por rede de distribuição
pública em baixa tensão, que utilizem o esquema TN, o
condutor neutro deve ser ligado ao terminal ou barra de
aterramento principal, diretamente ou através de terminal ou
barramento de aterramento local;
3 - Nas
instalações alimentadas diretamente por rede de distribuição
pública em baixa tensão, que utilizem o esquema TT, devem
ser previstos dois terminais ou barras de aterramento
separados, ligados a eletrodos de aterramento eletricamente
independentes, quando possível, um para o aterramento do
condutor neutro e o outro constituindo o terminal de
aterramento principal propriamente dito.
4 - Os
condutores de equipotencialidade destinados à ligação de
eletrodos de aterramento de SPDA devem ser dimensionados
segundo a NBR 5419.
Quando
forem utilizados eletrodos de aterramento convencionais,
deve ser previsto, em local acessível, um dispositivo para
desligar o condutor de aterramento. Tal dispositivo deve ser
combinado ao terminal ou barra de aterramento principal, de
modo a permitir a medição da resistência de aterramento do
eletrodo, ser somente desmontável com o auxílio de
ferramenta, ser mecanicamente resistente e garantir a
continuidade elétrica.
3 - Condutores de proteção
- Seções mínimas
A seção não
deve ser inferior ao valor determinado pela expressão
seguinte (aplicável apenas para tempos de atuação dos
dispositivos de proteção que não excedam 5 s):

Onde:
S é a seção
do condutor, em milímetros quadrados;
I é o
valor (eficaz) da corrente de falta que pode circular pelo
dispositivo de proteção, para uma falta direta, em ampères;
t é o
tempo de atuação do dispositivo de proteção, em segundos;
NOTA -
Deve ser levado em conta o efeito de limitação de corrente
das impedâncias do circuito, bem como a capacidade
limitadora (integral de Joule) do dispositivo de proteção.
k é o fator
que depende do material do condutor de proteção, de sua
isolação e outras partes e das temperaturas inicial e final.
As tabelas
3, 4, 5 e 6 dão os valores de k para condutores de proteção
em diferentes condições de uso ou serviço. Se, ao ser
aplicada a expressão, forem obtidos valores não
padronizados, devem ser utilizados condutores com a seção
normalizada imediatamente superior.
NOTAS
1
- É necessário que a seção calculada seja compatível com as
condições impostas pela impedância do percurso da corrente
de falta.
2 - Para
limitações de temperatura em atmosferas explosivas, ver IEC-79-0.
3 - Devem
ser levadas em conta as temperaturas máximas admissíveis
para as ligações.
Tabela 3
- Valores de k para condutores de proteção providos de
isolação não incorporados em cabos multipolares ou
condutores de proteção nus em contato com a cobertura de
cabos
|
|
Isolação ou cobertura protetora |
|
Material do condutor |
PVC |
EPR
ou XLPC |
|
Cobre
Alumínio
Aço |
143
95
52 |
176
116
64 |
NOTAS
1 - A
temperatura inicial considerada é de 30º C.
2 - A
temperatura final do condutor é considerada igual a 160º C
para o PVC e a 250º C para o EPR e o XLPE.
Tabela 4
- Valores de k para condutores de proteção que sejam veia de
cabos multipolares
|
|
Isolação ou cobertura protetora |
|
Material do condutor |
PVC |
EPR
ou XLPC |
|
Cobre
Alumínio |
115
76 |
143
94 |
NOTAS
1 - A
temperatura inicial do condutor é considerada igual a 70º C
para o PVC e a 90º C para o EPR e o XLPE.
2 - A
temperatura final do condutor é considerada igual a 160º C
para o PVC e a 250º C para o EPR e o XLPE.
Tabela 5
- Valores de k para condutores de proteção que sejam capa ou
armação de cabo
|
|
Isolação ou cobertura protetora |
|
Material do condutor |
PVC |
EPR
ou XLPC |
|
Aço
Aço/Cobre
Alumínio
Chumbo |
(Ainda não normalizados)
|
Tabela 6 -
Valores de k para condutores de proteção nus onde não haja
risco de dano em qualquer material vizinho pelas
temperaturas indicadas
|
|
Condições |
|
Material do condutor |
Visível e em áreas restritas
1) |
Condições normais |
Risco de incêndio |
|
Temperatura máxima
Cobre
k |
500º C
228 |
200º C
159 |
150º C
138 |
|
Temperatura máxima
Alumínio
k |
300º C
125 |
200º C
105 |
150º C
91 |
|
Temperatura máxima
Aço
k |
500º C
82 |
200º C
58 |
150º C
50 |
As
temperaturas indicadas são válidas apenas quando não puderem
prejudicar a qualidade das ligações.
NOTA -
A temperatura inicial considerada é de 30º C.
A seção do
condutor de proteção pode, opcionalmente ao método de
cálculo, ser determinada através da tabela 7. Se a aplicação
da tabela conduzir a valores não padronizados, devem ser
usados condutores com a seção normalizada mais próxima. Os
valores da tabela 7 são validos apenas se o condutor de
proteção for constituído do mesmo metal que os condutores
fase. Caso não seja, sua seção deve ser determinada de modo
que sua condutância seja equivalente à da seção obtida pela
tabela.
Tabela 7
- Seção mínima do condutor de proteção
|
Seção dos condutores fase da instalação
S (mm²) |
Seção mínima do condutor de proteção
correspondente
Sp (mm²) |
|
S
SYMBOL 163 \f "Symbol" \s 14 16
16
SYMBOL 60 \f "Symbol" \s 14 S SYMBOL 163 \f "Symbol"
\s 14 35
S
SYMBOL 62 \f "Symbol" \s 14 35 |
S
16
 |
A seção de
qualquer condutor de proteção que não faça parte do mesmo
cabo ou do mesmo invólucro que os condutores vivos deve ser,
em qualquer caso, não inferior a:
a)
2,5 mm² se
possuir proteção mecânica;
b)
4 mm² se
não possuir proteção mecânica.
NOTA -
Ver também item 2, no que se refere à escolha e instalação
dos condutores em função das influências externas.
- Tipos de condutores
de proteção
Podem ser
usados como condutores de proteção:
a)
veias de
cabos multipolares;
b)
condutores
isolados, cabos unipolares ou condutores nus num conduto
comum aos condutores vivos;
c)
condutores
isolados, cabos unipolares ou condutores nus independentes;
d)
proteções
metálicas ou blindagens de cabos;
e)
eletrodutos metálicos e outros condutos metálicos;
f)
certos elementos condutores estranhos à instalação.
Quando a
instalação contiver linhas pré-fabricadas (barramentos
blindados) com invólucros metálicos, tais invólucros podem
ser usados como condutores de proteção se satisfazerem
simultaneamente às três prescrições seguintes:
a)
sua continuidade elétrica deve estar assegurada e de forma a
estar protegida contra deteriorações mecânicas, químicas ou
eletroquímicas;
b)
sua condutância seja, pelo menos, igual à resultante da
aplicação.
c)
devem permitir a ligação de outros condutores de proteção em
todos os pontos de derivação predeterminados.
As
proteções metálicas ou blindagens de cabos, bem como os
eletrodutos e outros condutos metálicos, podem ser usados
como condutores de proteção dos respectivos circuitos se
satisfizerem às prescrições a) e b).
Elementos
condutores estranhos à instalação podem ser usados como
condutores de proteção se satisfizerem a todas as
prescrições seguintes:
a)
sua continuidade elétrica deve estar assegurada, por
construção ou por ligações adequadas, e de forma a estar
protegida contra deteriorações mecânicas, químicas e
eletroquímicas;
b)
sua condutância seja, pelo menos, igual à resultante da
aplicação de 3.
c)
seu traçado seja o mesmo dos circuitos correspondentes;
d)
só devem poder ser desmontados se forem previstas medidas
compensadoras;
e)
sua aplicação a esse uso seja analisada e, se necessário,
sejam feitas adaptações adequadas.
NOTA -
As canalizações metálicas de água e gás não devem ser usadas
como condutores de proteção.
Elementos condutores estranhos à instalação não devem ser
usados como condutores PEN.
-
Preservação da continuidade elétrica dos condutores de
proteção
Os
condutores de proteção devem estar convenientemente
protegidos contra as deteriorações mecânicas, químicas e
eletroquímicas e forças eletrodinâmicas.
As
ligações devem estar acessíveis para verificações e ensaios,
com exceção das executados dentro de caixas moldadas ou
juntas encapsuladas.
Nenhum
dispositivo de comando ou proteção deve ser inserido no
condutor de proteção, porém podem ser utilizadas ligações
desmontáveis por meio de ferramentas, para fins de ensaio.
Quando for
utilizado um dispositivo de monitoração de continuidade de
aterramento, as bobinas de operação não devem ser inseridas
no condutor de proteção.
As partes
condutoras expostas de equipamentos não devem ser utilizadas
como partes de condutores de proteção de outros
equipamentos, exceto nas condições de 6.4.3.2.2.
4
- Aterramento por razões de proteção
-
Condutores de proteção usados com dispositivos de proteção a
sobrecorrentes
Quando
forem utilizados dispositivos de proteção a sobrecorrentes
para a proteção contra contatos indiretos, o condutor de
proteção deve estar contido na mesma linha elétrica dos
condutores vivos ou em sua proximidade imediata.
-
Aterramento de mastro de antenas e do sistema de proteção
contra descargas atmosféricas (SPDA) da edificação
Mastros
de antenas devem ser incorporados ao SPDA, devendo ser
atendidas as prescrições da NBR 5419.
5 -
Aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais
- Generalidades
Quando for
exigido um aterramento por razões combinadas de proteção e
funcionais, as prescrições relativas às medidas de proteção
devem prevalecer.
- Condutor PEN
Nos
esquemas TN, quando o condutor de proteção tiver uma seção
maior ou igual a 10 mm² em cobre ou a 16 mm² em alumínio,
nas instalações fixas, as funções de condutor de proteção e
de condutor neutro podem ser combinadas, desde que a parte
da instalação em referência não seja protegida por um
dispositivo a corrente diferencial-residual. No entanto, a
seção mínima de um condutor PEN pode ser de 4 mm², desde que
o cabo seja do tipo concêntrico e que as conexões que
garantem a continuidade sejam duplicadas em todos os pontos
de conexão ao longo do percurso do condutor periférico. O
condutor PEN concêntrico deve ser utilizado desde o
transformador e limitado a uma instalação que utilize
acessórios adequados.
O condutor
PEN deve ser isolado para as tensões a que possa ser
submetido, a fim de evitar fugas de corrente.
Se, a
partir de um ponto qualquer da instalação, o neutro e o
condutor de proteção forem separados, não é permitido
religá-los após esse ponto. No ponto de separação, devem ser
previstos terminais ou barras separadas para o condutor de
proteção e o neutro. O condutor PEN deve ser ligado ao
terminal ou barra previsto para o condutor de proteção.
6
- Condutores de equipotencialidade
- Seções mínimas
a)
Condutores da ligação equipotencial principal
Os
condutores de equipotencialidade da ligação equipotencial
principal devem possuir seções que não sejam inferiores à
metade da seção do condutor de proteção de maior seção da
instalação, com um mínimo de 6 mm².
b)
Condutores das ligações
equipotenciais suplementares
Um condutor
de equipotencialidade de uma ligação equipotencial
suplementar ligando duas massas deve possuir uma seção
equivalente igual ou superior à seção condutor de proteção
de menor seção ligado a essas massa.
Um condutor
de equipotencialidade de uma ligação equipotencial
suplementar ligando uma massa a um elemento condutor
estranho à instalação deve possuir uma seção equivalente
igual ou superior à metade da seção do condutor de proteção
ligado a essa massa .
Uma ligação
equipotencial suplementar pode ser assegurada por elementos
condutores estranhos à instalação não desmontáveis, tais
como estruturas metálicas, ou por condutores suplementares
ou por uma combinação dos dois tipos.
7 -
Aterramento e equipotencialização de equipamentos de
tecnologia da informação
- Generalidades
As prescrições aqui contidas tratam do aterramento e das
ligações equipotenciais dos equipamentos de tecnologia da
informação e de equipamentos similares que necessitam de
interligações para intercâmbio de dados. Podem também ser
utilizadas para outros equipamentos eletrônicos suscetíveis
a interferências.
NOTAS
1 - O termo
“equipamento de tecnologia da informação” é usado pela IEC
para designar todos os tipos de equipamentos elétricos e
eletrônicos de escritório e equipamentos de telecomunicação.
2 - São
exemplos de equipamentos aos quais prescrições podem ser
aplicáveis:
-
equipamentos de telecomunicação e de transmissão de dados,
equipamentos de processamentos de dados ou instalações que
utilizam transmissão de sinais com retorno à terra, interna
ou externamente ligadas a uma edificação;
- fontes de
corrente contínua que alimentam equipamentos de tecnologia
da informação no interior de uma edificação;
-
equipamentos e instalações de CPCT- Central Privada de
Comutação Telefônica (PABX);
- redes
locais;
- sistemas
de alarme contra incêndio e contra roubo;
- sistemas
de automação predial;
- sistemas
CAM (Computer Aided Manufacturing) e outros que
utilizam computadores.
3 - As
prescrições aqui contidas não consideram a possível
influência de descargas atmosféricas.
4 - Não são
consideradas as ligações de equipamentos com correntes de
fuga elevadas.
As
prescrições aqui contidas tratam:
a) da
proteção contra corrosão eletrolítica;
b) da
proteção contra correntes contínuas de retorno elevadas nos
condutores de aterramento funcional, nos condutores de
proteção e nos condutores de proteção e aterramento
funcional;
c) da
compatibilidade eletromagnética.
O
aterramento dos equipamentos de tecnologia da informação
objetivando a proteção contra choques elétricos. No entanto,
prescrições adicionais podem ser necessárias para garantir o
funcionamento confiável e seguro dos equipamentos e da
instalação.
- Uso
do terminal de aterramento principal
NOTA
1
- O
terminal de aterramento principal da edificação pode ser
geralmente utilizado para fins de aterramento funcional.
Nesse caso, ele é considerado, sob o ponto de vista da
tecnologia da informação, como o ponto de ligação ao sistema
de aterramento da edificação.
Quando
circuitos PELV e massas de equipamentos classe II e classe
III forem aterrados por razões funcionais, eles devem ser
ligados ao terminal de aterramento principal da instalação
(ver 6.4.2.4), integrando a ligação equipotencial principal
(ver 5.1.3.1.1).
- Compatibilidade com
condutores PEN da edificação
Em
edificações que abriguem ou estejam previstas para abrigar
instalações de tecnologia da informação de porte
significativo, deve-se considerar o uso de condutor de
proteção (PE) e condutor neutro (N) separados, desde o ponto
de entrada da alimentação.
NOTA -
Esta prescrição tem por objetivo reduzir ao mínimo a
possibilidade de ocorrência de problemas de compatibilidade
eletromagnética e, em casos extremos de sobrecorrente,
devidos à passagem de correntes de neutro nos cabos de
transmissão de sinais.
Se a
instalação elétrica de uma edificação possuir um
transformador, grupo gerador, sistemas UPS (uninterruptible
power systems) ou fonte análoga responsável pela
alimentação de equipamentos de tecnologia da informação e se
essa fonte for, ela própria, alimentada em esquema TN-C,
deve adotar o esquema TN-S em sua saída.
- Proteção contra
corrosão eletrolítica
Quando os
condutores de aterramento funcional, ou os condutores de
proteção e aterramento funcional, forem percorridos por
corrente contínua, devem ser tomadas precauções para impedir
danos aos condutores e a partes metálicas próximas por
efeitos de eletrólise.
- Barramento de
equipotencialidade funcional
O terminal
de aterramento principal de uma edificação pode, quando
necessário, ser prolongado emendando-se-lhe um barramento de
equipotencialidade funcional, de forma que os equipamentos
de tecnologia da informação possam ser ligados e/ou
aterrados pelo caminho mais curto possível, de qualquer
ponto da edificação.
Ao
barramento de equipotencialidade funcional podem ser
ligados:
a)
quaisquer dos elementos normalmente ligados ao terminal de
aterramento principal da edificação (ver 6.4.2.4);
b)
blindagens e proteções metálicas dos cabos e equipamentos de
sinais;
c)
condutores de equipotencialidade dos sistemas de trilho;
d)
condutores de aterramento dos dispositivos de proteção
contra sobretensões;
e)
condutores de aterramento de antenas de radiocomunicação;
f)
condutor de aterramento do polo “terra” de alimentações em
corrente contínua para equipamentos de tecnologia da
informação;
g)
condutores de aterramento funcional;
h)
condutores de sistemas de proteção contra descargas
atmosféricas;
i)
condutores de ligações equipotenciais suplementares (ver
6.4.7.1.2).
O
barramento de equipotencialidade funcional, de preferência
em cobre, pode ser nu ou isolado e deve ser acessível em
toda sua extensão, por exemplo, sobre a superfície das
paredes ou em eletrocalha. Condutores nus devem ser isolados
nos suportes e na travessia de paredes, para evitar
corrosão.
Quando for
necessário instalar um barramento de equipotencialidade
funcional numa edificação com presença extensiva de
equipamentos de tecnologia da informação, este deve
constituir um anel fechado.
O
barramento de equipotencialidade funcional deve ser
dimensionado como em condutor de equipotencialidade
principal.
NOTA - A
confiabilidade da ligação equipotencial entre dois pontos do
barramento de equipotencialidade funcional depende da
impedância do condutor utilizado, determinada pela seção e
pelo percurso. Para freqüências de 50 Hz ou de 60 Hz, caso
mais comum, um condutor de cobre de 50 mm2 de
seção nominal constitui um bom compromisso entre custo e
impedância.
- Ligação
equipotencial
NOTAS
1 - A
ligação equipotencial pode incluir condutores, capas
metálicas de cabos e partes metálicas da edificação, tais
como tubulações de água e eletrodutos ou uma malha instalada
em cada pavimento ou em parte de um pavimento. É conveniente
incluir as armaduras do concreto da edificação na ligação
equipotencial.
2 - As
características das ligações equipotenciais por razões
funcionais (por exemplo, seção, forma e posição dos
condutores) dependem da gama de freqüência dos sistemas de
tecnologia da informação das condições presumidas para o
ambiente eletromagnético e das características de
imunidade/freqüência dos equipamentos.
A seção de
um condutor de equipotencialidade entre dois equipamentos ou
duas partes de um equipamento.
NOTA -
No caso de curtos-circuitos envolvendo partes condutoras
aterradas, pode surgir uma sobrecorrente nas ligações de
sinal entre os equipamentos.
Os
condutores de equipotencialidade funcional que satisfazem às
prescrições de proteção contra choques elétricos, devem ser
identificados como condutores de proteção.
Se for
utilizada uma malha de equipotencialidade para o aterramento
funcional de equipamentos de tecnologia da informação.
- Condutores de
aterramento funcional
A
determinação da seção dos condutores de aterramento
funcional deve considerar as possíveis correntes de falta
que possam circular e, quando o condutor de aterramento
funcional for também usado como condutor de retorno, a
corrente de funcionamento normal e a queda de tensão. Quando
os dados necessários não forem disponíveis, deve ser
consultado o fabricante do equipamento.
Os
condutores de aterramento funcional que ligam os
dispositivos de proteção contra surtos ao barramento de
equipotencialidade funcional devem seguir o percurso mais
reto e mais curto possível, a fim de reduzir ao mínimo a
impedância.
- Condutores de
proteção e aterramento funcional
Um condutor
de proteção e aterramento funcional deve, no mínimo,
obedecer às prescrições relativas ao condutor de proteção,
em todo o seu comprimento (ver 3). Sua seção deve atender,
além das prescrições relativas ao condutor de proteção.
Um condutor
de retorno de corrente contínua da alimentação de um
equipamento de tecnologia da informação, pode ser usado como
condutor de proteção e aterramento funcional, com a condição
de que, na eventualidade de abertura do circuito, a tensão
entre duas partes simultaneamente acessíveis não exceda os
valores das tensões de contato limite.
Se as
correntes contínuas e de sinal puderem produzir, no condutor
de proteção e aterramento funcional, uma queda de tensão que
possa vir a resultar numa diferença de potencial permanente
na instalação da edificação, a seção do condutor deve ser
tal que a queda de tensão seja limitada a 1 V.
NOTAS
1 - O
principal objetivo desta prescrição é restringir a corrosão.
2 - No
cálculo da queda de tensão deve ser ignorado o efeito devido
aos percursos paralelos.
Podem ser
usados como condutores de proteção e aterramento funcional.
Partes
condutoras estruturais de equipamentos de tecnologia da
informação podem ser usadas como condutores de proteção e
aterramento funcional, desde que sejam atendidas,
simultaneamente, as seguintes condições:
a)
a continuidade elétrica do percurso seja garantida pelo tipo
de construção ou pela utilização de técnicas de conexão que
impeçam a degradação devido aos efeitos mecânicos, químicos
e eletroquímicos;
NOTA -
Como exemplos de métodos de conexão adequadas, podem ser
citados solda, rebitagem ou fixação por parafusos.
b)
quando uma parte de um equipamento for destinada a ser
removida, a ligação equipotencial entre as partes restantes
do equipamento não deve ser interrompida, a menos que a
alimentação elétrica dessas partes seja previamente
removida.
c)
no caso de painel ou conjunto de painéis com 10 m ou mais de
comprimento, os condutores de proteção e aterramento
funcional devem ser ligados em ambas as extremidades à malha
de equipotencialidade ou ao barramento de equipotencialidade
funcional.