Educação
CULTURA E EDUCAÇÃO
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Cultura, Trabalho e Educação
A atividade animal é determinada
por condições biológicas caracterizada, sobretudo, para
reflexos e instintos. Trata-se de um tipo de inteligência
concreta, distinguindo-se da inteligência humana, que é
abstrata.
O homem representa o mundo por
meio do pensamento, expressando-o pela linguagem simbólica. De
fato, a linguagem substitui as coisas por símbolos, com
palavras por exemplo.
A transformação que o homem
exerce sobre a natureza chama-se cultura, entretanto, o mundo
cultural é um sistema de significados já estabelecidos por
outros.
A noção de trabalho é
fundamental para se compreender o que é cultura. Aliás, o
trabalho é condição de liberdade, mas não em situações de
exploração em que a maioria é obrigada a trabalhar em
condições inadequadas à sua humanização. Isto é, na sociedade
dividida em classes, o trabalho se torna alienado. Alienar,
portanto, é tornar alheio, é transferir para outrem o que é
seu.
Por meio do trabalho o homem
instaura relações sociais, cria modelos de comportamento,
instituições e saberes. O aperfeiçoamento dessas atividades no
entanto, só é possível pela transmissão dos conhecimentos
adquiridos através das gerações. É a educação que mantém viva
a memória de um povo e dá condições para a sua sobrevivência.
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Cultura Erudita e Cultura Popular
Não vivemos em uma sociedade
homogênea, toda produção cultural está sujeita a avalização
que dependem da posição social do grupo a que ela pertence.
Para exemplificar vamos estabelecer algumas distinções,
considerando as seguintes divisões:
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A Cultura Erudita é a produção acadêmica centrada no sistema
educacional, sobretudo na universidade, produzida por uma
minoria de intelectuais.
-
A Cultura Popular é identificada com folclore,
conjunto das lendas, contos e concepções transmitidas
oralmente pela tradição. É produzida pelo homem do campo, das
cidade do interior ou pela população suburbana das grandes
cidades.
-
A Cultura de Massa é aquela resultante dos
meios de comunicação de massa. Produzida “de cima para baixo”,
impondo padrões e homogeneíza o gosto.
É preciso entender essas
manifestações culturais como sendo expressões diferentes de
uma sociedade pluralista, sem considerações a respeito da
superioridade de uma ou outra.
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Ideologia
A Ideologia é o conjunto de
representações e idéias bem como de normas de conduta por meio
das quais o homem é levado à pensar, sentir e agir de uma
determinada maneira que convém à classe dominante.
Lidar com conceitos abstratos,
eternos e imutáveis, independentes da situação histórica em
que se inserem, é um dos artifícios ideológicos pelos quais os
valores dominantes são impostos.
Os meios pelos quais a ideologia
é a nós imposta variam, sendo utilizados meios tais como: A
escola, os livros didáticos, os meios de comunicação de massa.
As estruturas petrificadas que
justificam as formas de dominação são ameaçadas pela
filosofia, devido a essa ciência exercer papel importante como
crítica de ideologia.
FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
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Filosofia e
Filosofia da Educação
Há várias circunstâncias em que
o homem pode entrar em contato com o mundo que o cerca. É que
dentre eles podemos sitar algumas delas, tais como: A mística,
a religiosa, a artística, a do senso comum, a científica e a
filosófica.
-
O Mito -
É a forma de compreensão intuitiva da realidade que permeia
todo o pensar e o agir do homem primitivo, predominantemente
marcado pelo sobrenatural.
- Conhecimento
Espontâneo - É a compreensão que o
homem tem do mundo através da experiência vivida deste mundo,
e a qual pode ser chamada de senso comum.
- Conhecimento
Científico - Foi Galileu quem
revolucionou esse método.
Essa ciência é caracterizada
pela delimitação de um objeto a ser estudado e a utilização de
linguagem e métodos rigorosos que permitam a descoberta das
regularidades existentes nos fatos.
Todos os povos têm uma educação
transmitida muitas vezes de maneira espontânea. Diante disso,
cabe ao filósofo acompanhar, reflexiva e criticamente a ação
pedagógica de modo a promover a passagem dessa educação guiada
pelo senso comum para uma educação sistematizada.
A filosofia da educação
desempenha papel importante para denunciar as formas
ideológicas, graças ao seu poder de questionamento do que seja
educação, não permitindo que a pedagogia se torne dogmática,
nem que a educação se transforme em adestramento.
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Educação e Pedagogia
A educação é um fator importante
para a humanização e socialização do homem, entretanto, nas
sociedades primitivas, a educação se acha difusa, fato que
necessita que haja algumas mudanças na área. Por exemplo:
entre educação, ensino e doutrinação, a educação é um
conceito genérico, enquanto que o ensino se refere à
transmissão de conhecimentos
acumulados. A doutrinação é uma
pseudo-educação que não respeita a liberdade do educando.
É preciso fazer reparos quanto
ao conceito de educar e ensinar, distinguindo esses dois pólos
que se completam. Não há como formar alguém sem informá-lo. O
que acontece com freqüência é que a informação pretensamente
neutra mascara um conteúdo ideológico.
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Educação e Valores
O homem é um ser cultural,
aliás, já ao nascer encontra-se envolto por valores herdados.
O mundo cultural é um sistema de significados já estabelecido
por outros, conforme atendemos ou transgredimos certos
padrões, nossos comportamentos são avaliados como bons ou
maus.
Fazemos juízos de valor quando
descobrimos o conteúdo que mobiliza nossa atração ou nossa
repulsa, ou seja diante dos seres que constituem o nosso mundo
familiar estamos atribuindo valores de forma bipolar.
Nem sempre os valores
transmitidos são claramente percebidos a educação será mais
coerente se formos capazes de explicitá-los, ou seja, existe a
necessidade de um trabalho reflexivo que esclareça as bases
axiológicas da educação.
Educação e liberdade são
inseparáveis. A educação autêntica só pode ser a educação para
a liberdade. Podemos considerar inicialmente duas posições
contraditórias, a da liberdade incondicional e a do
determinismo absoluto.
A liberdade incondicional, o
homem teria uma liberdade absoluta. Enquanto que para as
teorias deterministas, o homem, à semelha das coisas, sofre
constrangimento externo e interno que apenas tem a ilusão de
escolher livremente.
O impasse provocado por essas
duas posições contraditórias pode ser superado a partir de uma
visão dialética da liberdade.
A partir desses conceitos,
podemos ver as dificuldades que surgem diante de uma proposta
coerente de educação para a liberdade, afinal, educar é dar
condições para que o educando se encontre e faça seu caminho.
A INSTITUIÇÃO
ESCOLAR
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A Educação Informal e a Educação
Formal
O homem não possui um aparelho
instintivo como o dos animais e portanto, precisa ser
socializado pra sobreviver. Isto significa que necessita ser
educado. Essa mesma educação que é recebida, na maioria das
vezes é informal, assim chamada por não ser organizada.
Variam também as formas de
transmissão dos comportamentos. Às vezes os modelos são
impostos ou pela legislação.
Estamos sendo educados a cada
passo. Destacaremos a ação da família e dos meios de
comunicação de massa.
- Conceito de Família
- Considerando o mundo
industrializado o qual vivemos, que exige o concurso do
trabalho feminino. Podemos dizer que a família ensina
informalmente o que as pessoas devem fazer, dizer ou pensar.
Instituição essa que fornece em última instância, se rebelar
contra os valores recebidos.
Isto significa que a família
existe como suporte da aprendizagem das relações afetivas
preparando o homem para as relações da sua maturidade. Se esse
mesmo trabalho não for levado a bom termo na família, o homem
não se torna verdadeiramente adulto.
- Os Meios de
Comunicação - Além de promover a
socialização, a comunicação concorre para a formação da
identidade. Assim, um mesmo conteúdo exposto em um livro ou
transmitido pelo rádio terá efeitos diferentes.
São considerados mas media o
rádio, o cinema, a televisão, os jornais e as revistas de
grande circulação. E as suas influências reproduzem e reforçam
as ideologias. Conclui-se que os meios eletrônicos de
comunicação exercem uma subversão nos modos de sentir e pensar
do homem contemporâneo.
- Breve Histórico da
Escola - Sabe-se que a família, a
religião, o trabalho, o lazer, os meios de comunicação exercem
uma função de educação, mas essa ação educacional é informal.
A Escola institucionalizada,
semelhante à que hoje conhecemos, é uma criação burguesa do
século XVI. Contudo, graças a Revolução Industrial, alguns
aspectos das exigências da escola burguesa alteraram-se. As
conseqüências dessas mudanças tornaram possível o ingresso das
camadas não privilegiadas da sociedade na escola.
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As Sociedades Antes da Escola
Desde o aparecimento da educação
formal, sempre existiu uma relação indissolúvel entre escola e
sociedade.
Como veremos as condições do
aparecimento da educação formal, as transformações ao longo do
tempo e também as críticas que tem sido feitas às soluções
encontradas, trataremos das comunidades tribais, onde ainda
inexistem escolas.
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As Comunidades Tribais
No Brasil, o movimento da escola
nova começou só no século XX, na década de 20.
A escola renovada o aluno é o
centro e há uma preocupação muito grande com a natureza
psicológica da criança. Há a educação tradicional é
magistrocêntrica.
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A Escola Tecnicista
A escola tradicional no século
XX tem sofrido inúmeras críticas de enfoques diversificados.
Entre essas, a partir da década de 60, surgem propostas de
inspiração tecnicista, baseadas na convicção de que a escola só
se tornaria mais eficaz caso adotasse o modelo empresarial. No
modelo citado, há uma nítida preocupação com a transmissão do
saber científico exigido pela moderna tecnologia.
No Brasil nunca houve de fato
plena implantação de reformas de tendência tecnicista, devido
ao fato dos professores estarem imbuídos ou da tendência
tradicional ou das idéias escola-novistas.
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A Desescolarização da Sociedade
A escola nova pretendera
revolucionar os métodos trazendo para a vida a escola
tradicional. No entanto, seu ideal de democratização não foi
atingido, aliás, ela continuou a reproduzir as formas de
dominação social. Devido a esse fato o australiano Ivan Illich
apresenta uma proposta radical, a descolarização da sociedade.
A principal crítica que pode ser
feita a Illich se refere à dimensão individualista do seu
projeto, que despreza uma análise mais profunda dos conflitos
sociais. Na verdade, ele propões uma revolução moral,
empenhada em conscientizar os indivíduos para a mudança e
converter cada um no seu íntimo.