EXISTENCIALISMO
"O que Marx mais
critica é a questão de como compreender o que é o homem. Não é
o ter consciência (ser racional), nem tampouco ser um animal
político, que confere ao homem sua singularidade, mas ser
capaz de produzir suas condições de existência, tanto material
quanto ideal, que diferencia o homem."
A essência do
homem é não ter essência, a essência do homem é algo que ele
próprio constrói, ou seja, a História. "A existência precede a
essência"; nenhum ser humano nasce pronto, mas o homem é, em
sua essência, produto do meio em que vive, que é construído a
partir de suas relações sociais em que cada pessoa se
encontra. Assim como o homem produz o seu próprio ambiente,
por outro lado, esta produção da condição de existência não é
livremente escolhida, mas sim, previamente determinada. O
homem pode fazer a sua História mas não pode fazer nas
condições por ele escolhidas. O homem é historicamente
determinado pelas condições, logo é responsável por todos os
seus atos, pois ele é livre para escolher. Logo todas as
teorias de Marx estão fundamentadas naquilo que é o homem, ou
seja, o que é a sua existência. O Homem é condenado a
ser livre.
As relações
sociais do homem são tidas pelas relações que o homem mantém
com a natureza, onde desenvolve suas práticas, ou seja, o
homem se constitui a partir de seu próprio trabalho, e sua
sociedade se constitui a partir de suas condições materiais de
produção, que dependem de fatores naturais (clima, biologia,
geografia...) ou seja, relação homem-Natureza, assim como da
divisão social do trabalho, sua cultura. Logo, também há a
relação homem-Natureza-Cultura.