Filosofia
Introdução
Um dos
melhores modos de responder à pergunta “o que é filosofia?” É
mostrar como os filósofos, ou as correntes filosóficas
principais da filosofia, fizeram filosofia e/ou dissertaram
sobre suas concepções de filosofia. Neste trabalho procuro
reproduzir o significado de “Filosofia” e o que ela representa
na sociedade atual, a apresentação de alguns filósofos com suas
teorias e o que eles pensavam e como suas idéias se repercutiram
e influenciaram até os dias de hoje muitos estudiosos.
O que é
filosofia?
1. Da
definição de Filosofia
A
palavra "filosofia" (do
grego
φιλοσοφία)
resulta da união de outras duas palavras: "philia" (φιλία),
que significa "amizade", "amor fraterno" (não no sentido
erótico) e respeito entre os iguais e "sophia" (σοφία),
que significa "sabedoria", "conhecimento". De "sophia" decorre a
palavra "sophos" (σοφός), que significa "sábio", "instruído".
Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e
respeito pelo saber. Assim, o "filósofo" seria aquele que ama e
busca a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. A
tradição atribui ao filósofo
Pitágoras de Samos
(que viveu no século V antes de Cristo) a criação da palavra.
Filosofia indica um estado de espírito, o da pessoa que ama,
isto é, deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.
A Filosofia é
um ramo do conhecimento que pode ser caracterizado de três
modos: seja pelos conteúdos ou temas tratados, seja pela função
que exerce na cultura, seja pela forma como trata tais temas.
Com relação aos conteúdos, contemporaneamente, a Filosofia trata
de conceitos tais como bem, beleza, justiça, verdade. Mas, nem
sempre a Filosofia tratou de temas selecionados, como os
indicados acima. No começo, na Grécia, a Filosofia tratava de
todos os temas, já que até o séc. XIX não havia uma separação
entre ciência e filosofia. Assim, na Grécia, a Filosofia
incorporava todo o saber. No entanto, a Filosofia inaugurou um
modo novo de tratamento dos temas a que passa a se dedicar,
determinando uma mudança na forma de conhecimento do mundo até
então vigente.
Se dermos
crédito a Nietzsche, a primeira proposição filosófica foi aquela
enunciada por Tales, a saber, que a água é o princípio de todas
as coisas [Aristóteles. Metafísica, I, 3].
Cabe perguntar
o que haveria de filosófico na proposição de Tales. Muitos
ensaiaram uma resposta a esta questão. Hegel, por exemplo,
afirma: "com ela a Filosofia começa, porque através dela chega à
consciência de que o um é a essência, o verdadeiro, o único que
é em si e para si. Começa aqui um distanciar-se daquilo que é a
nossa percepção sensível". Segundo Hegel, o filosófico aqui é o
encontro do universal, a água, ou seja, um único como
verdadeiro.
A Filosofia
representa, nessa perspectiva, a passagem do mito para o logos.
No pensamento mítico, a natureza é possuída por forças anímicas.
O homem, para dominar a natureza, apela a rituais apaziguadores.
O homem, portanto, é uma vítima do processo, buscando dominar a
natureza por um modo que não depende dele, já que esta é
concebida como portadora de vontade. Por isso, essa passagem do
mito à razão representa um passo emancipador, na medida em que
libera o homem desse mundo mágico.
Portanto, em
seu início, a Filosofia pode ser considerada como uma espécie de
saber geral, oniabrangente. Um tal saber, hoje, haja vista o
desenvolvimento da ciência, é impossível de ser atingido pelo
filósofo.
2. Método da
Filosofia
A ciência
moderna, caracterizada pelo método experimental, foi tornando-se
independente da Filosofia, dividindo-se em vários ramos de
conhecimento, tendo em comum o método experimental. Esse
fenômeno, típico da modernidade, restringiu os temas tratados
pela Filosofia. Restaram aqueles cujo tratamento não poderia ser
dado pela empiria, ao menos não com a pretensão de
esclarecimento que a Filosofia pretenderia.
A
característica destes temas, determina um modo adequado de
tratá-los, já que eles não têm uma significação empírica. Em
razão disso, o tratamento empírico de tais questões não atinge o
conhecimento próprio da Filosofia, ficando, em assim procedendo,
adstrita ao domínio das ciências.
Ora, o
tratamento dos assuntos filosóficos não se pode dar de maneira
empírica, porque, desta forma, confundir-se-ia com o tratamento
científico da questão. Por isso, no dizer de Kant "o
conhecimento filosófico é o conhecimento racional a partir de
conceitos". Ou seja, "as definições filosóficas são unicamente
exposições de conceitos dados [...] obtidas analiticamente
através de um trabalho de desmembramento". Portanto, a Filosofia
é um conhecimento racional mediante conceitos, ela constitui-se
num esclarecimento de conceitos, cuja significação não pode ser
ofertada de forma empírica, tais como o conceito de justiça,
beleza, bem, verdade, etc.
Apesar de não
termos uma clara noção destes conceitos, nem mesmo uma
significação unívoca, eles são operantes na nossa linguagem e
determinam aspectos importantes da vida humana, como as leis, os
juízos de beleza, etc. Didaticamente, a Filosofia divide-se em:
3. Função da
Filosofia
Em razão da
impossibilidade de abarcar, hodiernamente, todo o âmbito do
conhecimento humano, parece mais plausível pensar numa restrição
temática à Filosofia, deixando-a tratar de certos temas, como os
mencionados acima. Nesse sentido, a filosofia teria um âmbito de
problemas específicos sobre os quais trataria. No entanto, o
tratamento desse âmbito específico continua a manter ao menos
uma função geral, a qual pode ser considerada de forma extremada
ou de forma mais modesta. Assim, a lógica, a ética, a teoria do
conhecimento, a estética, a epistemologia são disciplinas
filosóficas, tendo uma função geral para o conhecimento em
geral, seja para as ciências, a partir da lógica, teoria do
conhecimento, epistemologia, seja para os sistemas morais, a
partir da ética filosófica, seja para as artes, a partir dos
conhecimentos estéticos. Por exemplo, no que concerne à lógica,
ao menos como a concebeu Aristóteles, ela pode apresentar uma
refutação do ceticismo e, portanto, estabelecer a possibilidade
da verdade, determinando a obediência necessária ao princípio de
não contradição. De forma menos modesta, mas não sem o mesmo
efeito, podemos dizer que as outras disciplinas pretendem o
mesmo, determinando, portanto, a possibilidade de conhecimentos
morais, estéticos, etc. No caso da moral, ela pode mostrar que
questões controversas podem ser resolvidas racionalmente, bem
como apontar para critérios de resolução racional de problemas.
O que eles
pensavam
1. Admiração e
desbanalização: Platão e Aristóteles
Platão e
Aristóteles deram à filosofia uma de suas melhores definições.
Eles viram a filosofia como um discurso admirado e/ou espantado
com o mundo.
Nessa linha de
raciocínio, dizemos que quando falamos sobre o mundo e colocamos
questões do tipo "o que é um raio?" e "como acontece um raio?",
estamos propensos a adentrar no campo da ciência, enquanto que
quando fazemos perguntas do tipo "o que é o que é?" estamos
assumindo já, um tipo de discurso filosófico.
As perguntas
da filosofia mostram uma atitude de máxima admiração, pois
demonstram inquietude com aquilo que até então era o mais banal.
Se alguém pergunta "o que é que é?", este alguém está criando a
desbanalização de algo bastante corriqueiro, que é a condição de
ser, o que até então não havia preocupado ninguém.
2. O Saber
Ignorante: Sócrates
Se fosse
perguntado a Sócrates "o que é a filosofia?", é possível dizer
que ele não responderia como Platão, ainda que não o
desmentisse. Sócrates esteve mais disposto a fazer filosofia do
que erigir uma discussão meta-filosófica, isto é, uma discussão
sobre a definição e os métodos da filosofia.
Estava
disposto a fazer da filosofia um trabalho com conseqüências mais
drásticas - para a vida prática cotidiana - que as assumidas por
Platão. Ele não estava interessado na admiração ou no espanto
com o que é banal no mundo, mas motivado a ver a desbanalização
do que poderia ser tomado como banal para si mesmo e para outros
homens: a condição de cada um a respeito do que sabe sobre o
mundo e sobre si mesmo em relação à conduta na vida prática, na
vida moral. No jogo de perguntas e respostas para cada
transeunte de Atenas, Sócrates não tinha respostas para nada,
ainda que tivesse um bom número de perguntas cujo objetivo era
levar seus interlocutores a perceber que o que sabiam do mundo e
de si mesmos (especialmente no campo das verdades morais) era
muito pouco, e que a condição de sábio, aquele que poderia se
auto-conhecer, talvez fosse justificável para os que sabiam que
nada sabiam.
3. O Cogito
como fundamento último.
Descartes não
desmentiu Sócrates, Platão ou Aristóteles. Ele, como bom
filósofo, realmente se espantava com o que os outros acreditavam
como banal. Para sua época, não deveria ser banal encontrar
tantos povos diferentes com tantos modos de pensar e de falar
distintos uns dos outros e que, no entanto, poderem ser tomados
como “humanos e inteligentes”. Mas, na verdade, o contato dos
povos europeus com outros, como se deu no período das grandes
navegações, se tornou algo rapidamente banal. Ainda que houvesse
estranhamento e guerras – inclusive guerras de religião e de
todo tipo de intolerância – o estranhamento foi menor que a
aceitação da tese de que cada povo tem sua vida e, enfim, logo
surgiu no cenário o ditador popular “cada cabeça uma sentença”.
Era uma forma de legitimação da relativização das conclusões que
cada um poderia chegar.
4.
A Critica da Razão e da Racionalidade: Kant,
Hegel e Marx
Descartes colocou em dúvida tudo, mas não colocou
em dúvida a própria capacidade de pensar de modo consciente,
racional. “Penso, logo sou” é uma certeza, mas só consigo dizer
isso na medida em que estou de posse da razão. Qualquer um de
nós, que refaz a meditação cartesiana, chega ao “penso, logo
sou” por conta de ser racional. Não acreditamos que algum ser
não racional chegaria a tal certeza. Mas se a razão como
capacidade de julgar se tornou banal, cabe ao filósofo
desbanalizá-la. Um dos méritos da filosofia pós-cartesiana foi o
de tentar questionar até mesmo aquilo que não havia sido
questionado por Descartes. Esse foi um dos méritos de Kant. Essa
acepção de como fazer filosofia ficou conhecida como reflexão e
discurso da razão que faz a crítica da razão.
Kant
perguntou sobre as condições do conhecimento e da liberdade de
agir e, assim, elaborou a crítica da razão; tanto da razão
teórica - a que conhece - quanto da razão prática - a que julga
e que é responsável pela conduta moral -, sendo que também
esboçou algo semelhante em relação ao aparato capaz de fazer
juízos estéticos. Mas Kant fez essa crítica, em grande medida,
sem levar suficientemente a sério a história.
Marx, por sua
vez, tendo lido Hegel - o filósofo que racionalizou a história e
historicizou a razão - levou adiante a idéia da filosofia de
Kant como uma busca pela crítica da razão, mas uma razão banhada
na racionalidade dos homens no mundo histórico. Daí que a
crítica de Marx não era somente uma crítica da razão, tomada em
um sentido epistemológico restrito, mas a crítica da
racionalidade da vida humana enquanto vida social e econômica.
Não à toa, portanto, a obra máxima de Marx, O Capital, vinha com
o subtítulo de "crítica da Economia Política". A racionalidade
humana enquanto impregnada no âmbito sócio-histórico havia sido
descrita pelos teóricos da "Economia Política", mas Marx achava
que eles não haviam levado em conta um estudo crítico, ou seja,
um estudo capaz de revelar limites, condições e pressupostos de
suas próprias conclusões. O conhecimento da vida econômica e
social dos homens deveria passar por uma atividade que, hoje,
podermos chamar de epistemologia social crítica.
5. A Terapia
da Linguagem: Nietzsche, os positivistas lógicos e os filósofos
analíticos
Nietzsche e os
filósofos analíticos, dentre estes últimos os positivistas
lógicos do Círculo de Viena, fizeram uma revolução na filosofia.
Eles se espantaram com a própria filosofia. Acharam que fazer
filosofia é que havia se tornado banal. Então, eles tentaram
desbanalizar a própria filosofia.
Para eles, as
atividades de adquirir o saber ignorante ou de encontrar
certezas e, enfim, a atividade crítica, só tinham algum sentido
se fosse levado em conta que tudo isso estava impregnado da
idéia de que a filosofia, desde sempre, procurou por algo que,
talvez, não fosse lá muito correto de se procurar: um ponto
arquimediano, ou seja, uma âncora que ligasse pensamento ou
linguagem ao mundo. Mas tal âncora seria feita de pensamento ou
de mundo?
Em outras
palavras, a filosofia teria sido, desde sempre, uma metafísica,
e a metafísica seria apenas um grosseiro erro provocado por uma
linguagem excessivamente rebuscada – para alguns analíticos – ou
uma linguagem já na origem maculada pela “doença”, “fraqueza”,
“moral escrava” e outros males da decadência – como Nietzsche os
qualificou.
6. A
Redescrição de Nós Mesmos e a Liberdade: Richard Rorty
Rorty, como
Hegel, gosta de ver a história como caminhando em direção à
liberdade, ainda que diferentemente de Hegel ele não acredite
que a história tenha um caminho. Mais liberdade, para Rorty, é
algo que só pode ser alcançado se sobrepusermos imagens sobre
nós mesmos que nos convençam que podemos ser mais do que somos:
mais plurais, leves, soltos, audaciosos, diferentes e livres,
enfim, capazes de usar dessa liberdade para a construção de
sociedades democráticas onde sejamos mais diferentes, mais
livres, mais plurais, mais leves, mais soltos e mais audaciosos.
Todavia, diferente de toda e qualquer outra filosofia ou
doutrina, esta não seria uma doutrina sobre o que é o mundo,
capaz então de nos dizer que nossa ação está fundamentada, mas
sim uma teoria sobre nós e o mundo que funcionaria ad hoc. Assim
sendo, como teoria ad hoc, ela não poderia ser desbancada com a
acusação de querer fundamentar qualquer saber, reivindicando
para si a pseudo-legitimidade de um saber de segunda ordem,
eleito por si mesmo - o eterno círculo denunciado pelos
filósofos da Escola de Frankfurt, que faz da filosofia não
instância de saber mas, os fazer, o conjunto dos objetivos
postos por cada uma dessas acepções. Isso nos levaria a cair em
contradições e, enfim, deixarmos de agir filosoficamente? Se não
tomarmos cuidado, sim, mas se formos inteligentes, não.
Lista de
alguns filósofos e suas teorias
Tales de
Mileto (624 – 550 ªC.),
grego. Expoente do “monismo”; é considerado o primeiro filósofo
ocidental.
Heráclito de
Éfeso (533-475 ªC.), grego. Opô-se ao conceito de uma realidade
única e dizia que a única coisa permanente é a mudança.
Parmênides de
Eléia
(c. 495 ªC.), grego. Membro da escola eleática,
e formulou a doutrina básica do “idealismo”.
Antístenes
(c. 450-c. – 360 ªC.), grego. Líder do grupo
conhecido como “Cínicos”, ressaltava a disciplina e o trabalho
como um bem essencial.
Platão
(c.428 – 347 ªC.), grego. Fundador da Academia de
Atenas, desenvolveu o “idealismo de Sócrates”e foi professor de
“Aristóteles”.
Boécio
(c.480 – 524), estadista romano. Em “A Consolação da Filosofia”,
Boécio propôs que apenas a virtude é constante.
Idade Média
Avicena
(980 – 1037). Discípulo árabe de “Aristóteles” e
do neoplatonismo cujos trabalhos despertaram interesse por
Aristóteles na Europa do séc.XIII.
Santo
Anselmo
(1033 – 1109). Agostiniano e realista italiano
famoso por sua prova da existência de “Deus”.
Abelardo
(1079 – 1142). Teólogo e filósofo francês cujo
nominalismo antagonizou a Igreja.
Maimônides
(1135 – 1204). Judeu, estudioso de Aristóteles
que tentou combinar o ensinamento “aristotélico com o bíblico”.
·
Período Moderno
Desidério
Erasmo
(1466 – 1536), holandês. O maior dos humanistas, ajudou a
difundir idéias renascentistas no norte da Europa.
Nicolau
Maquiavel
(1469 – 1527), italiano. Maquiavel colocava o
Estado como o poder supremo nos assuntos humanos. Seu livro “O
Príncipe” trouxe-lhe reputação pelo cinismo amoral.
Francis
Bacon
(1561 – 1626). Estadista e filósofo da ciência
inglesa. Em seu principal trabalho, “Novum Organum”, Bacon
buscou renovar o sistema indutivo de lógica na interpretação da
natureza.
René
Descartes
(1596 – 1650). Dualista, racionalista e teísta
francês cujo sistema “cartesiano” é a base de grande
parte da filosofia moderna. Desenvolveu uma teoria de
conhecimento que fundamenta a ciência e a filosofia modernas,
com base na certeza da proposição
“Penso, logo existo”.
Johann
Gottlied Fichte (1762 1814),
alemão.
Formulou uma filosofia do “idealismo absoluto”, baseada nos
conceitos “éticos de Kant”.
·
Século XIX
George Wihelm Friedrich Hegel
(1770 – 1831), alemão.
Seu sistema
metafísico era racionalista, historicista e absolutista, baseado
na doutrina de que “o pensamento e o ser são o mesmo”, e que a
natureza é a manifestação de um “Espírito Absoluto”.
Arthur
Schopenhauer (1788 –1860). Idealista alemão que atribuiu à
vontade um lugar de destaque em sua metafísica. Principal
expoente do pessimismo, e rejeitava o idealismo absoluto e
pregava que a única atitude sustentável está na completa
indiferença a um mundo irracional. Afirmava que o ideal maior
era a negação do querer-viver.
Auguste
Comte (1798 - 1857), francês, fundador do positivismo, um
sistema que negava a metafísica transcendente e afirmava que a
“Divindade e o homem eram um só”; que o altruísmo é o dever
maior do homem e que os princípios científicos explicam todos os
fenômenos.
Ludwig
Feuerbach
(1804 –1872), alemão. Argumentava que a religião
era uma projeção da natureza humana. Influenciou Marx.
Friedrich
Wilhelm Nietzsche (1844 – 1900). Alemão. Ele afirmava que a
“vontade de poder” é básica na vida e, que o espontâneo é
preferível ao metódico. Atacou o “Cristianismo”, principalmente,
por ser um sistema que apoiava os fracos, enquanto o valor maior
pertence ao “além-do-homem”.
Nietzsche
– Foi um extraordinário poeta e romancista e um dos mais
influentes filósofos modernos. Por motivos de saúde, renunciou a
um cargo em uma Universidade na Suíça em 1879 e passou a década
seguinte escrevendo suas principais obras, no ritmo de um livro
por ano. Sua existência criativa terminou num colapso mental em
1889. Após sua morte, em 1900, sua irmã Elizabeth Foerster
deliberadamente desvirtuou seus pensamentos com objetivos
nacionalistas e anti-semitas.
·
Século XX
Gottlob
Frege
(1848 – 1925). Matemático alemão que revolucionou
a lógica formal e abriu caminho para a filosofia analítica.
George
Edward Moore
(1873 – 1958).
Filósofo moral britânico, que desenvolveu a doutrina do
“utilitarismo ideal”.
Gabriel
Marcel
(1889 – 1973), francês. Inicialmente aluno de idealistas de
língua inglesa, Marcel preocupava-se com o problema cartesiano
da relação entre mente e matéria.
Juergen
Habermas
(nasc.; em 1929), alemão. Crítico marxista com
fortes tendências Kantianas e liberais.
Donald
Davidson
(nasc.; em 1917), norte-americano. Filósofo da
linguagem e seguidor de Quine.
Conclusão
Existem
questões que não são tratados pelas ciências específicas
(física, ética, cosmologia, etc.), a filosofia as estuda e
procura encontrar respostas. Ela funciona como uma alternativa
cientifíca à religião, pois ambas tratam de questões que
envolvem origens e razões de existência do ser humano. Ela
possui um caráter de classe (social) e pode ser dividida em duas
linhas básicas, materialismo e idealismo. A filosofia,
dependendo da linha pela qual você venha a optar, possibilita
visualizar a realidade de uma maneira mais abrangente e
considerando todo o processo histórico do conhecimento humano
acumulado até então. Possibilita também considerar a sua
inserção neste processo. A grande contribuição que a filosofia
pode proporcionar em nossas vidas é a opinião que teremos sobre
a realidade, opinião que nos pertencerá individualmente e não
mais "trabalhada" pelos ditos senhores da informação. O
julgamento caberá a nós próprios e isto nos proporciona
autonomia, condição para nos tornarmos humanos.
Concluindo,
Filosofia é a ciências geral dos princípios e causas, ou
sistemas de noções gerais sobre o conjunto das coisas; esforço
para generalizar, aprofundar, refletir e explicar; força moral e
elevação de espírito com que o homem se coloca acima dos
preconceitos; sabedoria.
Bibliografia
http://www.filosofia.pro.br/
http://www.filosofiavirtual.pro.br/
http://www.edicoesgil.com.br/educador/filosofia/oqueefilosofia.html
http://www.paijulioesteio.kit.net/os_filosofos_e_suas_teorias_8.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia
http://www.sobresites.com/filosofia/
http://www.odialetico.hpg.ig.com.br/filosofia/livros/oqfilos.htm