A palavra
filosofia
é grega. É composta por duas outras:
philo
e
sophia.
Philo
deriva-se de
philia,
que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os
iguais.
Sophia
quer dizer sabedoria e dela vem à palavra
sophos,
sábio.
Filosofia significa, portanto, amizade pela
sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filosofo: o que ama a
sabedoria tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim a
filosofia indica um estado de espírito o da pessoa que ama,
isto é, deseja o conhecimento, o estima, o procura e o
respeita.
Pitágoras de Samos teria afirmado que a
sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que os
homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos.
“Quem quiser ser filosofo necessitara infantilizar-se,
transformar-se em menino”. (M. Garcia Morente).
Filosofia
Filosofia (do grego Φιλοσοφία: philia - amor,
amizade + sophia - sabedoria) modernamente é uma
disciplina, ou uma área de estudos, que envolve a
investigação, análise, discussão, formação e reflexão de
idéias (ou visões de mundo) em uma situação geral, abstrata
ou fundamental. Originou-se da inquietação gerada pela
curiosidade humana em compreender e questionar os valores e
as interpretações comumente aceitas sobre a sua própria
realidade. As interpretações comumente aceitas pelo homem
constituem inicialmente o embasamento de todo o
conhecimento.
Estas interpretações foram adquiridas, enriquecidas e
repassadas de geração em geração. Ocorreram inicialmente
através da observação dos fenômenos naturais e sofreram
influência das relações humanas estabelecidas até a formação
da sociedade, isto em conformidade com os padrões de
comportamentos éticos ou morais tidos como aceitáveis em
determinada época por uma determinado grupo ou determinada
relação humana.
A partir da Filosofia surge a Ciência, pois o Homem
reorganiza as inquietações que assolam o campo das idéias e
utiliza-se de experimentos para interagir com a sua própria
realidade. Assim a partir da inquietação, o homem através de
instrumentos e procedimentos equaciona o campo das hipóteses
e exercita a razão. São organizados os padrões de
pensamentos que formulam as diversas teorias agregadas ao
conhecimento humano. Contudo o conhecimento científico por
sua própria natureza torna-se suscetível às descobertas de
novas ferramentas ou instrumentos que aprimoraram o campo da
sua observação e manipulação, o que em última análise,
implica tanto na ampliação, quanto no questionamento de tais
conhecimentos.
Neste contexto a filosofia surge como "a mãe de todas as
ciências". Didaticamente, a Filosofia divide-se em:
* Lógica:
trata da preservação da verdade e dos modos de se evitar a
inferência e raciocínio inválidos.
* Metafísica
ou ontologia: trata da realidade, do ser e do nada.
* Epistemologia
ou teoria do conhecimento: trata da crença, da
justificação e do conhecimento.
* Ética:
trata do certo e do errado, do bem e do mal.
* Filosofia da Arte ou Estética: trata do
belo.
A Filosofia Grega
A filosofia, entendida como aspiração ao
conhecimento racional, lógico e sistemático da realidade
natural e humana, da origem e causas do mundo e de suas
transformações, da origem e causas das ações humanas e do
próprio pensamento, é um fato tipicamente grego.
Evidentemente, isso não quer dizer, de modo
algum que outros povos, tão antigos quanto os gregos, como
os chineses, o hindus, os japoneses, os árabes, os persas,
os hebreus, os africanos ou os índios da América, não
possuam sabedoria, pois possuíam e possuem. Não quer dizer
que todos esses povos não tivessem desenvolvido o pensar e
as formas de conhecimento da Natureza e dos seres humanos,
pois desenvolveram e desenvolvem.
Os chineses desenvolveram um pensamento
muito profundo sobre a existência de coisas, seres e ações
contrarias ou opostos, que formam a realidade. Deram ás
oposições o nome de dois princípios: Yin e Yang. Yin é o
principio feminino passivo na Natureza, representado pela
escuridão, o frio e a umidade; Yang é o principio masculino
ativo na Natureza, representado pela luz, o calor e o seco.
Os dois princípios se combinam e formam todas as coisas, por
isso, são feitas de contrários ou de oposições. O mundo,
portanto, é feito da atividade masculina e da passividade
feminina.
Já o pensamento grego, por exemplo, o
próprio Pitágoras. Ele diz que a Natureza é feita de um
sistema de relações ou de proporções matemáticas produzidas
a partir da unidade (o numero um e o ponto), da oposição
entre os números pares e impares, e da combinação entre as
superfícies e os volumes (as figuras geométricas), de tal
modo que essas proporções e combinações aparecem para nossos
órgãos dos sentidos sob a forma de qualidades contrarias:
quente-frio, grande-pequeno, seco-úmido, áspero-liso,
claro-escuro, duro-mole, etc. para Pitágoras, o pensamento
alcança a realidade em sua estrutura matemática enquanto
nossos sentidos ou nossa percepção alcançam o modo como à
estrutura matemática da Natureza aparece para nós, Istoé,
sob a forma de qualidades opostas.
A filosofia é um modo de pensar e exprimir
os pensamentos que surgiu especificamente com os gregos e
que, por razoes históricas e políticas, tornou-se, depois, o
modo de pensar e de se exprimir predominante da chamada
cultura européia ocidental, da qual, em decorrência da
colonização portuguesa do Brasil, nós também participamos.
Através da filosofia, os gregos instituíram
para o Ocidente europeu as bases e os princípios
fundamentais do que chamamos de razão, racionalidade,
ciência, ética, política, técnica, arte. Alias, basta
observarmos que palavras como lógica, técnica, ética,
política, monarquia, anarquia, democracia, física,
zoológico, farmácia, entre muitas outras, são palavras
gregas, para percebemos a influencia decisiva e predominante
da filosofia grega sobre a formação do pensamento e das
instituições das sociedades européias ocidentais.
O Legado da Filosofia Grega Para o Ocidente
Europeu.
Por causa da colonização européia das
Américas, nós também fazemos parte – ainda que de modo
inferiorizado e colonizado – do Ocidente europeu e assim
também somos herdeiros do legado que a filosofia grega
deixou para pensamento ocidental europeu.
Desse legado, podemos destacar como
principais contribuições as seguintes:
• A idéia de que a Natureza opera obedecendo
a leis e princípios necessários e universais, isto é, os
mesmos em toda parte e em todos os tempos. A lei da
gravitação afirma que todo corpo, quando sofre a ação de um
outro, produz uma reação igual e contraria que pode ser
calculada usando elementos do calculo a massa do corpo
afetado, a velocidade e o tempo com que à ação e a reação se
deram. Essa lei é necessária, isto é, nenhum corpo do
Universo escapa dela e pode funcionar de outra maneira que
não desta; e esta lei é universal, isto é, é valida por
todos os corpos em todos os tempos e lugares.
• A idéia de que as leis necessárias e
universais da Natureza podem ser plenamente conhecidas pelo
nosso pensamento, isto é, não são conhecimentos misteriosos
e secretos, que precisariam ser revelados por divindades,
mas são conhecimentos que o pensamento humano, por sua
própria força e capacidade, pode alcançar.
• A idéia de que nosso pensamento também
opera obedecendo a leis, regras e normas universais e
necessárias, segundo as quais podemos distinguir o
verdadeiro do falso.
• A idéia de que as praticas humanas, isto é,
a ação moral, a política, as técnicas e as artes dependem da
vontade livre, da deliberação e da discussão, da nossa
escolha passional (ou emocional) ou racional, de nossas
preferências, segundo certos valores e padrões, que foram
estabelecidos pelos próprios seres humanos e não por
imposições misteriosas e incompreensíveis, que lhes teriam
sido feitas por forças secretas, invisíveis, sejam elas
divinas ou naturais, e impossíveis de serem conhecidas.
• A idéia de que os acontecimentos naturais
e humanos são necessários, porque obedecem a leis naturais
ou da natureza humana, mas também podem ser contingentes ou
acidentais, quando dependem das escolhas e deliberações dos
homens, em condições determinadas.
Um dos legados mais importantes da filosofia
grega é, portanto, essa diferença entre o necessário e o
contingente, pois ela nos permite evitar o fatalismo – “tudo
é necessário, temos que nos conformar e nos resignar” –, mas
também evitar a ilusão de que podemos tudo quanto quisermos,
se alguma força extra natural ou sobrenatural nos ajudar,
pois a Natureza segue leis necessárias que podemos conhecer
e nem tudo é possível, por mais que o queiramos.
• A idéia de que os seres humanos, por
Natureza, aspiram ao conhecimento verdadeiro, á felicidade,
á justiça, Istoé, que os seres humanos não vivem nem agem
cegamente, mas criam valores pelos quais dão sentido ás suas
vidas e ás suas ações.
A filosofia surge, portanto, quando alguns
gregos, admirados e espantados com a realidade,
insatisfeitos com as explicações que a tradição lhes dera,
começaram a fazer perguntas e buscar respostas para elas,
demonstrando que o mundo e os seres humanos, os
acontecimentos e as ações humanas podem ser conhecidos pela
razão humana, e que a própria razão é capaz de conhecer-se a
si mesma.
Em suma, a filosofia surge quando se
descobriu que a verdade do mundo e dos humanos não era algo
secreto e misterioso, que precisasse ser revelado por
divindades a alguns escolhidos, mas que, ao contrario, podia
ser conhecida por todos, através da razão, que é a mesma em
todos; quando se descobriu que tal conhecimento depende do
uso correto da razão ou do pensamento e que, alem de a
verdade poder ser conhecida por todos, podia, pelo mesmo
motivo, ser ensinada ou transmitida.
O Nascimento da Filosofia
Os historiadores da filosofia dizem que ela
possui data e local de nascimento: final do século VII e
inicio do século VI antes de Cristo, nas colônias gregas da
Ásia Menor (particularmente as que formavam uma região
denominada Jônia), na cidade de Mileto. E o primeiro
filosofo foi Tales de Mileto.
Alem de possuir data e local de nascimento e
de possuir seu primeiro autor, a filosofia também possui um
conteúdo preciso ao nascer: é uma cosmologia. A palavra
cosmologia é composta de duas outras, cosmos que significa
mundo ordenado e organizado; e logia que vem da palavra
logos, que significa pensamento racional, discurso racional,
conhecimento. Assim, a filosofia nasce como conhecimento
racional da ordem do mundo ou da Natureza, donde cosmologia.
Os padres da Igreja, por sua vez, queriam
mostrar que os ensinamentos de Jesus eram elevados e
perfeitos, não eram superstição nem primitivos e incultos, e
por isso mostravam que os filósofos gregos estavam filiados
a correntes de pensamento místico e oriental e, dessa
maneira, estariam próximos do cristianismo, que é uma
religião oriental.
No entanto, nem todos aceitaram a tese
chamada “orientalista”. E muitos, sobretudo no século XIX da
nossa era, passaram a falar n filosofia como sendo o
“milagre grego”.
Com a palavra “milagre” queriam dizer varias
coisas:
• Que a filosofia surgiu inesperada e
espantosamente na Grécia, sem que nada anterior a
preparasse;
• Que a filosofia grega foi um acontecimento
espontâneo, único e sem par, como é próprio de um milagre;
• Que os gregos foram um povo excepcional,
sem nenhum outro semelhante a eles, nem antes nem depois
deles, e por isso somente eles poderiam ter sido capazes de
criar a filosofia, como foram os únicos a criar as ciências
de dar ás artes uma elevação que nenhum outro povo
conseguiu, nem antes nem depois deles.
O que perguntavam os primeiros filósofos.
Por que os seres nascem e morrem? Por que os
semelhantes dão origem aos semelhantes, de uma árvore nasce
outra arvore, de um cão nasce outro cão, de uma mulher nasce
uma criança? Por que os diferentes também parecem fazer
surgir os diferentes: o dia parece fazer nascer à noite, o
inverno parece fazer surgir à primavera, um objeto escuro
clareia com o passar do tempo, um objeto claro escurece com
o passar do tempo?
Por que tudo muda? A criança se torna adulta,
amadurece, envelhece e desaparece. A paisagem, cheia de
flores na primavera, vai perdendo o verde e as cores no
outono, até ressecar-se e retorcer-se no inverno.
Por que a doença invade os corpos,
rouba-lhes a cor, a força? Por que o alimento que antes me
agradava, agora, que estou doente, me causa repugnância? Por
que o som da musica que antes me embalava, agora que estou
doente, parece um ruído insuportável?
Por que as coisas se tornam opostas ao que
eram? Á água do copo, tão transparente e de boa temperatura,
torna-se uma barra dura e gelada, deixa de ser liquida e
transparente para tornar-se sólida e acinzentada.
Mas, também, por que tudo parece repetir-se?
Depois do dia, à noite; depois da noite, o dia. Depois do
inverno, a primavera, depois da primavera, o verão, depois
deste, o outono e depois deste, novamente o inverno. De dia,
o sol; à noite, a lua e as estrelas. Na primavera, o mar é
tranqüilo e propicio á navegação; no inverno, tempestuoso e
inimigo dos homens. O calor leva as águas para o céu e as
traz de volta pelas chuvas. Ninguém nasce adulto ou velho,
mas sempre criança, que se torna adulto e velho.
Sem duvida, a religião, as tradições e os
mitos explicavam todas essas coisas, mas suas explicações já
não satisfaziam aos que interrogavam sobre as causas da
mudança, da permanência, da repetição, da desaparição e do
ressurgimento de todos os seres. Haviam perdido força
explicativa, não convenciam nem satisfaziam a quem desejava
conhecer a verdade sobre o mundo.
Pensamento
mítico e pensamento filosófico
Historicamente, a filosofia, tal como a conhecemos, inicia
com Tales de Mileto. Tales foi o primeiro dos filósofos
pré-socráticos, aqueles que buscavam explicar todas as
coisas através de um ou poucos princípios.
Ao apresentarem explicações fundamentadas em princípios para
o comportamento da natureza, os pré-socráticos chegam ao que
pode ser considerado uma importante diferença em relação ao
pensamento mítico. Nas explicações míticas, o explicador é
tão desconhecido quanto a coisa explicada. Por exemplo, se a
causa de uma doença é a ira divina, explicar a doença pela
ira divina não nos ajuda muito a entender porque há doença.
As explicações por princípios definidos e observáveis por
todos os que tem razão (e não apenas por sacerdotes, como
ocorre no pensamento mítico), tais como as apresentadas
pelos pré-socráticos, permitem que apresentemos explicadores
que de fato aumentam a compreensão sobre aquilo que é
explicado.
Talvez seja na diferença em relação ao pensamento mítico que
vejamos como a filosofia de origem européia, na sua meta de
buscar explicadores menos misteriosos do que as coisas
explicadas, tenha levado ao desenvolvimento da ciência
contemporânea. Desde o ínicio, isto é, desde os
pré-socráticos vemos a semente da meta cartesiana de
controlar a natureza.
A Necessidade do Estudo do Mito Para a
Filosofia
Um longo período de tempo medeia entre o
gradual aparecimento do homem na Terra e o gradual
aparecimento do homem utilizador da razão abstracta. Podemos
dar por fixa a data de há 70 000 anos para o definitivo
estabelecimento do Homo-Sapiens nas planícies europeias.
Também podemos dar por fixa a data de há 3000 a 2800 anos
para o estabelecimento definitivo, na civilização grega
clássica, do uso preferencial do discurso racional como
instrumento de conhecimento do homem sobre a realidade.
Entre estas duas datas, o homem aprendeu a
modelar a pedra, o barro, a madeira, o ferro, levantou
diversíssimas casas em função dos materiais que tinha à mão,
estabeleceu regras de casamento e de linhagem familiar,
distinguiu as plantas e os animais bons dos nefastos,
descobriu o fogo, a agricultura, a arte da pesca, da caça
coletiva, etc.
No plano estritamente filosófico,
interessa-nos, sobretudo, a descoberta (ou invenção) de um
instrumento que lhe iria permitir acelerar o desenvolvimento
do processo de conhecimento da realidade por via da
conservação das descobertas transmitidas de geração em
geração: a palavra, a linguagem.
É pela palavra que se vai condensar a
experiência que as mãos e os olhos vão adquirindo ao longo
de gerações. A palavra surge, assim, como dotada de uma
força espiritual (sai de dentro do homem como a respiração,
não se toca, não se vê) que se conserva para além do ciclo
da vida e da morte, capaz de por si própria reevocar
acontecimentos passados, que se estabelecem como modelos de
ação para o presente, e igualmente capaz de prefigurar o
futuro, forçando-o a ser conforme aos desejos humanos.
É assim em torno do uso majestático da
palavra que o homem primitivo (de épocas remotas ou atuais)
vai desenvolver e sintetizar toda a sua capacidade de
apreensão de conhecimentos da realidade que o cerca. Ora, o
que atualmente chamamos Mito Clássico (também existe o mito
moderno) é o repositório de narrativas, longas ou breves,
que as sociedades antigas (anteriores à Grécia clássica) ou
as sociedades primitivas atuais nos deixaram, nelas
condensando a sua secular experiência de vida, o modo como
encaravam a vida e a morte, os ciclos de renascimento da
natureza, o modo como analisavam e escolhia a flora e a
fauna da sua região, como viam e interpretavam os astros no
céu, o processo cíclico do dia e da noite, os actos de
nascimento, de reprodução e de casamento, bem como tudo o
que dizia respeito à sua vida quotidiana e às regras por que
se relacionavam entre si.
Conhecimento Científico e Senso Comum
O
conhecimento científico é uma conquista relativamente
recente da humanidade. A revolução científica do século XVII
marca a autonomia da ciência, a partir do momento que ela
busca seu próprio método desligado da reflexão filosófica.
O exemplo
clássico de procedimento científico das ciências
experimentais nos mostra o seguinte: inicialmente há um
problema que desafia a inteligência humana, o cientista
elabora uma hipótese e estabelece as condições para seu
controle, a fim de confirmá-la ou não, porém nem sempre a
conclusão é imediata sendo necessário repetir as
experiências ou alterar inúmeras vezes às hipóteses. A
conclusão é então generalizada, ou seja, considerada válida
não só para aquela situação, mas para outras similares.
Assim, a ciência, de acordo com o pensamento do senso comum,
busca compreender a realidade de maneira racional,
descobrindo relações universais e necessárias entre os
fenômenos, o que permite prever acontecimentos e,
conseqüentemente também agir sobre a natureza. Para tanto, a
ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de
conhecimento sistemático, preciso e objetivo.
Nos
primórdios da civilização os gregos foram os primeiros a
desenvolver um tipo de conhecimento racional mais desligado
do mito, porém, foi o pensamento laico, não religioso, que
logo se tornou rigoroso e conceitual fazendo nascer a
filosofia no século VI a.C.
Nas
colônias gregas da Jônia e Magna Grécia, surgiu os primeiros
filósofos, e sua principal preocupação era a cosmologia, ou
estudo da natureza. Buscavam o principio explicativo de
todas as coisas (arché), cuja unidade resumiria a extrema
multiplicidade da natureza. As respostas eram as mais
variadas, mas a teoria que permaneceu por mais tempo foi a
de Empédocles, para quem o mundo físico é constituído de
quatro elementos: terra, água, ar e fogo.
Muitos
desses filósofos, tais como Tales e Pitágoras no século VI
a.C. e Euclides no século III a.C. ocupavam-se com
astronomia e geometria, mas, diferentemente dos egípcios e
babilônios, desligavam-se de preocupações religiosas e
práticas, voltando-se para questões mais teóricas.
Alguns
princípios fundamentais da mecânica foram estabelecidos por
Arquimedes no século III a.C. visto por Galileu como único
cientista grego no sentido moderno da palavra devido à
utilização de medidas e enunciação do resultado sob a forma
de lei geral. Dentre os filósofos antigos, Arquimedes
constitui uma exceção, já que a ciência grega era mais
voltada para a especulação racional e desligada da técnica e
das preocupações práticas.
O auge do
pensamento grego se deu nos séculos Vê IV a.C. período em
que viveram Sócrates, Platão e Aristóteles.
Platão
opõe de maneira vigorosa os sentidos e a razão, e considera
que os primeiros levam a opinião (doxa), forma imprecisa,
subjetiva e mutável de conhecer. Por isso é preciso buscar a
ciência (episteme), que consiste no conhecimento racional
das essências, das idéias imutáveis, objetivas e universais.
As ciências como a matemática, a geometria, a astronomia são
passos necessários a serem percorridos pelo pensador, até
atingir as culminâncias da reflexão filosófica.
Aristóteles atenua o idealismo platônico, e seu olhar é sem
duvida mais realista, não desvalorizando tanto os sentidos.
Filho de médico herdou o gosto pela observação e deu grande
contribuição a biologia, mas, como todo grego, Aristóteles
também procura apenas conhecer, estando suas reflexões
desligadas da técnica e das preocupações utilitárias. Além
disso, persiste a concepção estática do mundo, pela quais os
gregos costumam associar a perfeição ao repouso, a ausência
de movimento.
Embora
Aristarco de Samos tenha proposto um modelo heliocêntrico, a
tradição que recebemos dos gregos a partir de Eudoxo,
confirmada por Aristóteles e mais tarde por Ptolomeu,
baseia-se no modelo geocêntrico: a Terra se acha imóvel no
centro do universo e em torno dela giram as esferas onde
estão cravadas a Lua, os cinco planetas e o Sol.
Nesse
sentido, para Aristóteles, a física é a parte da filosofia
que busca compreender a essência das coisas naturais
constituídas pelos quatros elementos e que se encontra em
constante movimento retilíneo em direção ao centro da Terra
ou em sentido contrário a ele. Isso porque os corpos pesados
como a terra e a água tendem para baixo, pois este é o seu
lugar natural. Já os corpos leves como o ar e o fogo tendem
para cima. O movimento então compreendido como a transição
do corpo que busca o estado de repouso, no seu lugar
natural. A física aristotélica parte, portanto, das
definições das essências e da análise das qualidades
intrínsecas dos corpos.
A partir
deste breve esboço, podemos conferir a ciência grega as
seguintes características:
1)Encontra-se ligada à filosofia, cujo método orienta o tipo
de abordagem dos problemas;
2)é
qualitativa, porque a argumentação se baseia na análise das
propriedades intrínsecas dos corpos;
3)não é
experimental, e se acha desligada da técnica;
4)é
contemplativa, porque busca o saber pelo saber, e não a
aplicação prática do conhecimento;
5)baseia-se em uma concepção estática do mundo.
A Idade
Média, período compreendido do século V até o século XV,
recebe a herança grego-latina e mantém a mesma concepção de
ciência. Apesar das diferenças evidentes, é possível
compreender essa continuidade, devido ao fato de o sistema
de servidão também se caracterizar pelo desprezo a técnica e
a qualquer atividade manual.
Fora
algumas exceções – como as experimentações de Roger Bacon e
a fecunda contribuição dos árabes -, a ciência herdada da
tradição grega se vincula aos interesses religiosos e se
subordina aos critérios da revelação, pois, na Idade média,
a razão humana devia se submeter ao testemunho da fé.
A partir
do século XIV, a Escolástica – principal escola filosófica e
teológica medieval – entra em decadência. Esse período foi
muito prejudicial ao desenvolvimento da ciência porque novas
idéias fermentavam nas cidades, mas os guardiões da velha
ordem resistiam às mudanças de forma dogmática.
Esterilizados pelo princípio da autoridade, aferravam-se às
verdades dos velhos livros, fossem eles a Bíblia,
Aristóteles ou Ptolomeu.
Tais
resistências não se restringiam apenas ao campo intelectual,
mas resultavam muitas vezes em processos e perseguições. O
Santo oficio, ou Inquisição, ao controlar toda produção,
fazia a censura prévia das idéias que podiam ser divulgadas
ou não. Giordano Bruno foi queimado vivo no século XVI
porque sua teoria do cosmos infinito era considerada
panteísta, uma vez que a infinitude era atributo exclusivo
de Deus.
O método
científico, como nós o conhecemos hoje, surge na Idade
Moderna, no século XVII. O Renascimento Científico não
constituiu uma simples evolução do pensamento científico,
mas verdadeira ruptura que supõe nova concepção de saber.
É preciso
examinar o contexto histórico onde ocorreram transformações
tão radicais, a fim de perceber que elas não se desligam de
outros acontecimentos igualmente marcantes: emergência da
nova classe dos burgueses, desenvolvimento da economia
capitalista, revolução comercial, renascimento das artes, as
letras e da filosofia. Tudo isso indica o surgimento de um
novo homem, confiante na razão e no poder de transformar o
mundo.
Os novos
tempos foram marcados pelo racionalismo, que se caracterizou
pela valorização da razão enquanto instrumento de
conhecimento que dispensa o critério da autoridade e da
revelação. Chamamos de secularização ou laicizarão do
pensamento a preocupação em se desligar das justificativas
feitas pela religião, que exigem adesão pela crença, para só
aceitar as verdades resultantes da investigação da razão
mediante demonstração. Daí a intensa preocupação com o
método, ponto de partida para a reflexão de inúmeros
pensadores do século XVII: Descartes, Spinoza, Francis
Bacon, Galileu, entre outros.
Outra
característica dos novos tempos é o saber ativo, em oposição
ao saber contemplativo. Não só o saber visa à transformação
da realidade, como também passa ele próprio a ser adquirido
pela experiência, devido à aliança entre a ciência e a
técnica.
Uma
explicação possível para justificar a mudança é que a classe
comerciante, constituída pelos burgueses, se impôs pela
valorização do trabalho, em oposição ao ócio da
aristocracia. Além disso, os inventos e descobertas
tornam-se necessários para o desenvolvimento da indústria e
do comércio.
O novo
método científico mostrou-se fecundo, não cessando de
ampliar sua aplicação. Os resultados obtidos por Galileu na
física e na astronomia, bem como as leis de Kepler e as
conclusões de Tycho-Brahe, possibilitaram a Newton a
elaboração da teoria da gravitação universal. Ao longo desse
processo surgem as academias científicas onde os cientistas
se associam para troca de experiências e publicações.
Aos poucos
o novo método é adaptado a outros campos de pesquisa,
fazendo surgir diversas ciências particulares. No século
XVIII Lavoisier torna a química uma ciência de medidas
precisas; o século XIX foi o do desenvolvimento das ciências
biológicas e da medicina, destacando-se o trabalho de Claude
Bernard com a fisiologia e o de Darwin com a teoria da
evolução das espécies.
O método
científico inicialmente ocorre do seguinte modo: há um
problema que desafia a inteligência; o cientista elabora uma
hipótese estabelece as condições para seu controle, a fim de
confirmá-la ou não. A conclusão é então generalizada, ou
seja, considerada válida não só para aquela situação, mas
para outras similares. Além disso, quase nunca se trata de
um trabalho solitário do cientista, pois, hoje em dia, cada
vez mais as pesquisas são objeto de atenção de grupos
especializados ligados, às universidades, as empresas ou ao
Estado. De qualquer forma, a objetividade da ciência resulta
do julgamento feito pelos membros da comunidade científica
que avaliam criticamente os procedimentos utilizados e as
conclusões, divulgadas em revistas especializadas e
congressos.
Assim,
dentro da visão do senso comum (isto é, um vasto conjunto de
concepções geralmente aceita como verdadeiras num
determinado meio social. Repetidas irrefletidamente no
cotidiano, algumas dessas noções escondem idéias falsas,
parciais ou preconceituosas. É uma falta de fundamentação,
tratando-se de um conhecimento adquirido sem base crítica,
precisa, coerente e sistemática), a ciência busca
compreender a realidade de maneira racional, descobrindo
relações universais e necessárias entre os fenômenos, o que
permite prever os acontecimentos e, conseqüentemente, também
agir sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos
rigorosos e atinge um tipo de conhecimento sistemático,
preciso e objetivo. Entretanto, apesar do rigor do método,
não é conveniente pensar que a ciência é um conhecimento
certo e definitivo, pois ela avança em contínuo processo de
investigação que supõe alterações à medida que surgem fatos
novos, ou quando são inventados novos instrumentos. Por
exemplo, nos séculos XVIII e XIX, as leis de Newton foram
reformuladas por diversos matemáticos que desenvolveram
técnicas para aplicá-las de maneira mais precisa. No século
XX, a teoria da relatividade de Einstein desmentiu a
concepção clássica que a luz se propaga em linha reta. Isso
serve para mostrar o caráter provisório do conhecimento
científico sem, no entanto, desmerecer a seriedade e o rigor
do método e dos resultados. Ou seja, as leis e as teorias
continuam sendo de fato hipóteses com diversos graus de
confirmação e verifica a habilidade, podendo ser
aperfeiçoadas ou superadas.
A partir
da explanação feita acima será que podemos afirmar que
existe um método universal? Será que os métodos universais
devem ser considerados válidos para situações diversas? E
tendo situações diferentes podemos qualificá-las como
universais? Como descrever relações universais através de
métodos “individuais”? Será que esse tipo de método é
realmente válido universalmente? Será que podemos nomear o
método como sendo universal?
Segundo Alan Chalmers, em sua
obra A Fabricação da ciência, “a generalidade e o grau de
aplicabilidade de leis e teorias estão sujeitos a um
constante aperfeiçoamento”.
[1]A
partir dessa afirmação podemos concluir que o método
universal, na realidade, não é tão genérico assim, ou
melhor, não é tão absoluto, pois está sujeito a uma
substituição constante. Para Chalmers não existe nenhum
método universal ou conjunto de padrão universal,
entretanto, permanecem modelos a - históricos ocasionais
subentendidos nas atividades bem-sucedidas, porém, isso não
significa que vale tudo na área epistemológica.
A questão
da substituição constante das teorias ficou bem explícita na
sucinta explanação da história da ciência realizada
anteriormente, onde tivemos a clara mudança de uma teoria,
método ou hipótese por outra mais coerente dentro de sua
época histórica e/ou científica.
Diante disso tudo que foi visto podemos, pelo menos,
fundamentar que aciência tem por objetivo estabelecer
generalizações aplicáveis ao mundo, poisdesde a época da
revolução estamos em posição de saber que essas
generalizaçõescientíficas não podem ser estabelecidas a
priori; temos que aceitar que aexigência de certeza é mera
utopia. Entretanto, a exigência de que nossoconhecimento
esteja sempre sendo transformado, aperfeiçoado e ampliado é
purarealidade.
Conhecimento Empírico, Conhecimento
Filosófico, Conhecimento Teológico.
Desde a Antiguidade, até os dias de hoje, um
lavrador, mesmo iletrado e/ou desprovido de outros
conhecimentos, sabe o momento certo da semeadura, a época da
colheita, tipo de solo adequado para diferentes culturas.
Todos são exemplos do conhecimento que é acumulado pelo
homem, na sua interação com a natureza.
O Conhecimento faz do ser humano um ser
diverso dos demais, na medida em que lhe possibilita fugir
da submissão à natureza. A ação dos animais na natureza é
biologicamente determinada, por mais sofisticadas que possam
ser, por exemplo, a casa do joão-de-barro ou a organização
de uma colméia, isso leva em conta apenas a sobrevivência da
espécie.
O homem atua na natureza não somente em
relação às necessidades de sobrevivência, (ou apenas de
forma biologicamente determinada) mas se dá principalmente
pela incorporação de experiências e conhecimentos produzidos
e transmitidos de geração a geração, através da educação e
da cultura, isso permite que a nova geração não volte ao
ponto de partida da que a precedeu. Ao atuar o homem imprime
sua marca na natureza, torna-a humanizada. E à medida que a
domina e transforma, também amplia ou desenvolve suas
próprias necessidades. Um dos melhores exemplos desta
atuação são as cidades.
O Conhecimento só é perceptível através da
existência de três elementos: o sujeito cognoscente (que
conhece) o objeto (conhecido) e a imagem. O sujeito é quem
irá deter o conhecimento o objeto é aquilo que será
conhecido, e a imagem é a interpretação do objeto pelo
sujeito. Neste momento, o sujeito apropria-se, de certo modo
do objeto. “O conhecimento apresenta-se como uma
transferência das propriedades do objeto para o sujeito”.
(Ruiz, João. Metodologia científica).
O conhecimento leva o homem a apropriar-se da
realidade e, ao mesmo tempo a penetrar nela, essa posse
confere-nos a grande vantagem de nos tornar mais aptos para
a ação consciente. A ignorância tolhe as possibilidades de
avanço para melhor, mantém-nos prisioneiros das
circunstâncias. O conhecimento tem o poder de transformar a
opacidade da realidade em caminho iluminada, de tal forma
que nos permite agir com certeza, segurança e precisão, com
menos riscos e menos perigos.
Mas a realidade não se deixa revelar
facilmente. Ela é constituída de numerosos níveis e
estruturas, de um mesmo objeto podemos obter conhecimento da
realidade em diversos níveis distintos. Utilizando-se do
exemplo de Cervo & Bervian no livro Metodologia Científica,
“com relação ao homem”, pode-se considerá-lo em seu aspecto
eterno e aparente e dizer uma série de coisas que o bom
senso dita ou a experiência cotidiana ensinou; pode-se,
também, estudá-lo com espírito mais sério, investigando
experimentalmente as relações existentes entre certos órgãos
e suas funções; pode-se, ainda, questioná-lo quanto à sua
origem, sua realidade e destino e, finalmente, investigar o
que dele foi dito por Deus através dos profetas e de seu
Enviado Jesus Cristo.
Em outras palavras, a realidade é tão
complexa que o homem, para apropriar-se dela, teve de
aceitar diferentes tipos de conhecimento.
Tem-se, então, conforme o caso citado:
* Conhecimento Empírico.
* Conhecimento Científico.
* Conhecimento Filosófico.
* Conhecimento Teológico.
Conhecimento Empírico
Popular ou vulgar é o modo comum, corrente e
espontâneo de conhecer, que se adquire no trato direto com
as coisas e os seres humanos, as informações são assimiladas
por tradição, experiências causais, ingênuas, é
caracterizado pela aceitação passiva, sendo mais sujeito ao
erro nas deduções e prognósticos. “é o saber que preenche
nossa vida diária e que se possui sem o haver procurado, sem
aplicação de método e sem se haver refletido sobre algo”(Babini,
1957:21).O homem, ciente de suas ações e do seu contexto,
apropria-se de experiências próprias e alheias acumuladas no
decorrer do tempo, obtendo conclusões sobre a “ razão de ser
das coisas”. É, portanto superficial, sensitivo, subjetivo,
Assis temático e acrítico.
Conhecimento Científico (Já falado anteriormente).
O conhecimento científico vai além da visão
empírica, preocupa-se não só com os efeitos, mas
principalmente com as causas e leis que o motivaram, esta
nova percepção do conhecimento se deu de forma lenta e
gradual, evoluindo de um conceito que era entendido como um
sistema de proposições rigorosamente demonstradas e
imutáveis, para um processo contínuo de construção, onde não
existe o pronto e o definitivo, “é uma busca constante de
explicações e soluções e a reavaliação de seus resultados”.
Este conceito ganhou força a partir do século XVI com
Copérnico, Bacon, Galileu, Descartes e outros.
No seu conceito teórico, é tratado como um
saber ordenado e lógico que possibilita a formação de
idéias, num processo complexo de pesquisa, análise e
síntese, de maneira que as afirmações que não podem ser
comprovadas são descartadas do âmbito da ciência. Este
conhecimento é privilégio de especialistas das diversas
áreas das ciências.
Conhecimento Filosófico
É o conhecimento que se baseia no filosofar,
na interrogação como instrumento para decifrar elementos
imperceptíveis aos sentidos, é uma busca partindo do
material para o universal, exige um método racional,
diferente do método experimental (científico), levando em
conta os diferentes objetos de estudo.
Emergente da experiência, “suas hipóteses
assim como seus postulados, não poderão ser submetidos ao
decisivo teste da observação”. O objeto de análise da
filosofia são idéias, relações conceptuais, exigências
lógicas que não são redutíveis a realidades materiais e, por
essa razão, não são passíveis de observação sensorial direta
ou indireta (por instrumentos), como a que é exigida pelo
conhecimento científico. Hoje, os filósofos, além das
questões metafísicas tradicionais, formulam novas questões:
A maquina substituirá quase totalmente o homem? A clonagem
humana será uma prática aceita universalmente? O
conhecimento tecnológico é um benefício para o homem? Quando
chegará a vez do combate à fome e à miséria? Etc.
Conhecimento Teológico
Conhecimento adquirido a partir da aceitação
de axiomas da fé teológica, é fruto da revelação da
divindade, por meio de indivíduos inspirados que apresentam
respostas aos mistérios que permeiam a mente humana, “pode
ser dados da vida futura, da natureza e da existência do
absoluto”.
“A incumbência do Teólogo é provar a
existência de Deus e que os textos Bíblicos foram escritos
mediante inspiração Divina, devendo por isso ser realmente
aceitos como verdades absolutas e incontestáveis.” Hoje
diferentemente do passado histórico, a ciência não se
permite ser subjugada a influências de doutrinas da fé: e
quem está procurando rever seus dogmas e reformulá-los para
não se opor a mentalidade científica do homem contemporâneo
é a Teologia”. (João Ruiz) Isso, porém é discutível, pois
não há nada mais perfeito que a harmonia e o equilíbrio do
UNIVERSO, que de qualquer modo está no conhecimento da
humanidade, embora esta não tenham mãos que possa apalpá-lo
ou olhos que possam divisar seu horizonte infinito... A fé
não é cega baseia-se em experiências espirituais,
históricas, arqueológicas e coletivas que lhes dá
sustentação. O conhecimento pode Ter função de libertação ou
de opressão. O conhecimento pode ser libertador não só de
indivíduos como de grupos humanos. Nos dias atuais, a
detenção do conhecimento é um tipo de poder disputado entre
as nações. Contudo o conhecimento pode ser usado como
mecanismo de opressão. Quantas pessoas e nações se utilizam
do conhecimento que detêm para oprimir?
Para discutir estas questões recém citadas,
vê-se a necessidade de instituirmos um novo paradigma para
discussão do conhecimento, o conhecimento moderno,
entende-se por conhecimento moderno, a discussão em torno do
conhecimento. É a capacidade de questionar, avaliar
parâmetros de toda a história e reconstruir, inovar e
intervir. É válido, que além de discutir os paradigmas do
conhecimento, é necessário avaliar o problema específico do
questionamento científico, fonte imorredoura da inovação,
tornada hoje obsessiva. No entanto, a competência inovadora
sem precedentes, pode estar muito mais a serviço da
exclusão, do que da cidadania solidária e da emancipação
humana. O fato de o mercado neo-liberal estar se dando muito
bem com o conhecimento, tem afastado a escola e a
universidade das coisas concretas da vida.
O questionamento sempre foi à alavanca
crucial do conhecimento, sendo que para mudar alguma coisa é
imprescindível desfazê-la em parte ou, com parâmetros,
desfazê-la totalmente. A lógica do questionar leva a uma
coerência temerária de a tudo desfazer para inovar. Como
exemplo a informática, onde cada computador novo é feito
para ser jogado fora, literalmente morre de véspera e não
sendo possível imaginar um computador final, eterno. E é
neste foco que se nos apegarmos á instagnação, também iremos
para o lixo. Podemos então afirmar a reconstrução provisória
dentro do ponto de vista desconstrutivo, pois tudo que
existe hoje será objeto de questionamento, e quem sabe
mudanças. O questionamento é assim passível de ser
questionado, quando cria um ambiente desfavorável ao homem e
à natureza.
É importante conciliarmos o conhecimento com
outras virtudes essenciais para o saber humano, como a
sensibilidade popular, bom senso, sabedoria, experiência de
vida, ética etc. Conhecer é comunicar-se, interagir com
diferentes perspectivas e modos de compreensão, inovando e
modificando a realidade.
A relação entre conhecimento e democracia,
modernamente, caracteriza-se como uma relação intrínseca, o
poder do conhecimento se impõe através de varias formas de
dominação: econômica, política, social etc. A diferença
entre pobres e ricos, é determinada pelo fato de se deter ou
não conhecimento, já que o acesso à renda define as chances
das pessoas e sociedades, cada vez mais, estas chances serão
definidas pelo acesso ao conhecimento. Convencionou-se que
em liderança política é indispensável nível superior. E no
topo da pirâmide social encontramos o conhecimento como o
fator diferencial.
É inimaginável o progresso técnico que o
conhecimento pode nos proporcionar, como é facilmente
imaginável o risco da destruição total. Para equalizar esta
distorção, o preço maior é a dificuldade de arrumar a
felicidade que, parceira da sabedoria e do bom senso é
muitas vezes desestabilizada pela soberba do conhecimento.
De forma
geral podemos dizer que o conhecimento é o distintivo
principal do ser humano, são virtude e método central de
análise e intervenção da realidade. Também é ideologia com
base científica a serviço da elite e/ ou da corporação dos
cientistas, quando isenta de valores. E finalmente pode ser
a perversidade do ser humano, quando é feito e usado para
fins de destruição
Períodos
da filosofia
Os
Pré-Socráticos
Podemos
afirmar que foi a primeira corrente de pensamento, surgida
na Grécia Antiga por volta do século VI a.C. Os filósofos
que viveram antes de Sócrates se preocupavam muito com o
Universo e com os fenômenos da natureza. Buscavam explicar
tudo através da razão e do conhecimento científico. Podemos
citar, neste contexto, os físicos Tales de Mileto,
Anaximandro e Heráclito. Pitágoras desenvolve seu pensamento
defendendo a idéia de que tudo preexiste à alma, já que esta
é imortal. Demócrito e Leucipo defendem a formação de todas
as coisas, a partir da existência dos átomos.
Período
Clássico
Os séculos
V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento
cultural e científico. O esplendor de cidades como Atenas, e
seu sistema político democrático, proporcionou o terreno
propício para o desenvolvimento do pensamento. É a época dos
sofistas e do grande pensador Sócrates.
Os
sofistas, entre eles Górgias, Leontinos e Abdera, defendiam
uma educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um
cidadão pleno, preparado para atuar politicamente para o
crescimento da cidade. Dentro desta proposta pedagógica, os
jovens deveriam ser preparados para falar bem (retórica),
pensar e manifestar suas qualidades artísticas.
Sócrates
começa a pensar e refletir sobre o homem, buscando entender
o funcionamento do Universo dentro de uma concepção
científica. Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do
ser humano. Ele não deixou textos ou outros documentos,
desta forma, só podemos conhecer as idéias de Sócrates
através dos relatos deixados por Platão.
Platão foi
discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o
foco do conhecimento intelectual. Os pensadores teriam a
função de entender o mundo da realidade, separando-o das
aparências.
Outro
grande sábio desta época foi Aristóteles que desenvolveu os
estudos de Platão e Sócrates. Foi Aristóteles quem
desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar
ao conhecimento científico. A sistematização e os métodos
devem ser desenvolvidos para se chegar ao conhecimento
pretendido, partindo sempre dos conceitos gerais para os
específicos.
Período
Pós-Socrático
Está época
vai do final do período clássico (320 a.C.) até o começo da
Era Cristã, dentro de um contexto histórico que representa o
final da hegemonia política e militar da Grécia.
Ceticismo:
de acordo com os pensadores céticos, a dúvida deve estar
sempre presente, pois o ser humano não consegue conhecer
nada de forma exata e segura.
Epicurismo: os epicuristas, seguidores do pensador Epicuro,
defendiam que o bem era originário da prática da virtude. O
corpo e a alma não deveriam sofrer para, desta forma,
chegar-se ao prazer.
Estoicismo: os sábios estóicos como, por exemplo, Marcos
Aurélio e Sêneca, defendiam a razão a qualquer preço. Os
fenômenos exteriores a vida deviam ser deixados de lado,
como à emoção, o prazer e o sofrimento.
Filosofia
Antiga
Em 479
a.C. com a vitória dos gregos sobre os persas, consolida-se
a democracia em Atenas. A idéia de "homem" passa a ser
identificada com a concepção de “cidadãos da pólis". As
preocupações e especulações filosóficas concentram-se,
apartir desse momento, não mais na relação do homem com a
natureza, como ocorria nos pré-socráticos. O que importa
agora é a relação entre seres humanos: a vida social.
Sócrates
(469-399 a.C.) é tradicionalmente considerado um marco
divisório da história da filosofia grega. Por isso, os
filósofos que o antecederam são chamados pré-socráticos e os
que o sucederam de pós-socráticos. Sua filosofia era
desenvolvida mediante diálogos críticos com seus
interlocutores. Esses diálogos podem ser divididos em dois
momentos básicos: aironia (interrogação) e a maiêutica
(concepção de idéias). Os principais representantes do
período pós-socrático: Platão e Aristóteles.
Filosofia
Medieval
A Idade
Média inicia-se com a desorganização da vida política,
econômica e social do Ocidente, agora transformado num
mosaico de reinos bárbaros. Depois vieram as guerras, a fome
e as grandes epidemias. O cristianismo propaga-se por
diversos povos. A diminuição da atividade cultural
transforma o homem comum num ser dominado por crenças e
superstições.
O período
medieval não foi, porém, a "Idade das Trevas", como se
acreditava. A filosofia clássica sobrevive, confinada nos
mosteiros religiosos. Sob a influência da Igreja, as
especulações se concentram em questões
filosófico-teológicas, tentando conciliar a fé e a razão. E
são nesse esforço que Santo Agostinho e Santo Tomás de
Aquino trazem à luz reflexões fundamentais para a história
do pensamento cristão.
Filosofia
Moderna
Pode a
razão conhecer Deus?Atravessando tortuosos caminhos, o
pensamento medieval não foi conclusivo. A escolástica chegou
ao seu limite. A desagregação da cristandade com a reforma
protestante e o renascimento cultural trouxe novas questões.
A burguesia entra em cena e caracteriza a mentalidade
moderna. De modo geral, associam-se ao renascimento mudanças
de ênfase nos seguintes valores: antropocentrismo,
racionalismo e individualismo.
René
Descartes é considerado um dos pais da filosofia moderna.
Aplicando a dúvida metódica, chegou a celebre conclusão:
"Penso, logo existo". Seu método da dúvida crítica abalou
profundamente o edifício do conhecimento filosófico de sua
época.
Filosofia
Contemporânea
O
conhecimento amplia-se e faz surgir um novo objeto de
estudo, o próprio homem. Cada época abrange uma corrente de
pensamento, juntamente com seus respectivos conceitos e
pensadores. Entre os filósofos idealistas estão Descartes,
Kant e Hegel. Já na tradição racionalista pós-cartesiana
temos Pascal, Spinoza, Guilherme de Occam e Leibniz. No
palco inicial do empirismo moderno os principais
representantes são: Francis bacon, Locke, Berkeley e Hume.
Dentro da filosofia política destacam-se os seguintes
filósofos: Aristóteles, Thomas Hobbes, Jean-Jacques
Rousseau, Engels, Maquiavel, Voltaire, Fichte, dentre
outros. Já no positivismo temos Augusto Comte. O
representante da crítica ao positivismo é Bérgson. Dentro da
filosofia das Ciências ou Epistemologia temos como
representante Bachelard. A concepção de materialismo tem
como representante Karl Marx.
Nas
primeiras décadas do século XX, o mundo estava em crise. A
filosofia também. Diversos pensadores passam a questionar o
sentido da vida humana. Surge, assim, a tendência
existencialista.
Seus
principais inspiradores:
Kierkegaard, Nietzsche, Husserl, Heidegger,
Camus e Sartre.
O
inconsciente representa papel fundamental na filosofia de
Schopenhaue.Sob esse aspecto antecipou-se alguns dos
conceitos mais importantes da psicanálise fundada por
Sigmund Freud.
No
pensamento pós-moderno temos influências marcantes, tais
como: Michel Foucault, Gilles Deleuze, Haber, mas, Richard
Rorty, Adorno, Marcuse, dentre outros.
Concepções
Filosóficas
Empirismo
O iniciador do empirismo é Francis Bacon.
Enalteceu ele a experiência e o método dedutivo de tal modo,
que o transcendente e a razão acabam por desaparecer na
sombra. Falta-lhe, no entanto, a consciência crítica do
empirismo, que foram aos poucos conquistando os seus
sucessores e discípulos até Hume. Ademais, Bacon continua
afirmando - mais ou menos logicamente - o mundo
transcendente e cristão; antes, continua a considerar a
filosofia como esclarecedora da essência da realidade, das
formas,
sustentáculo e causa dos fenômenos sensíveis. É uma posição
filosófica que apela para a metafísica tradicional, grega e
escolástica, aristotélica e tomista.
Entretanto, acontece em Bacon o que
aconteceu a muitos pensadores da Renascença, e o que
acontecerá a muitos outros pensadores do empirismo e do
racionalismo: isto é, a metafísica tradicional persiste
neles todos histórica e praticamente ao lado da nova
filosofia, tanto mais quanto esta é menos elaborada, acabada
e consciente de si mesma.
Sua ascensão parecia tornar realidade os
sonhos de
Platão de um
rei-filósofo. Porque, passo a passo com a sua subida para o
poder político, Bacon estivera escalando os píncaros da
filosofia. É quase inacreditável que o imenso saber e as
realizações literárias desse homem fossem apenas os
incidentes e as digressões de uma turbulenta carreira
política. Era seu lema que se vivia melhor na vida oculta -
bene
vixit qui bene latuit.
Não conseguia chegar a uma conclusão sobre se gostava mais
da vida contemplativa ou da ativa. Sua esperança era de ser
filósofo e estadista, também, como Sêneca; embora
desconfiasse de que essa dupla direção de sua vida fosse
encurtar o seu alcance e reduzir suas realizações. "É
difícil dizer", escreve ele, e "se a mistura de
contemplações com uma vida ativa ou o retiro inteiramente
dedicado a contemplações é o que mais incapacita ou
prejudica a ment." Achava que os estudos não podiam ser um
fim ou a sabedoria por si sós, e que o conhecimento não
aplicado em ação era uma pálida vaidade acadêmica.
"Dedicar-se em demasia aos estudos é indolência; usá-los em
demasia como ornamento é afetação; fazer julgamentos
seguindo inteiramente suas regras é o capricho de um
scholar. (...) Os homens astutos condenam os estudos, os
homens simples os admiram, e os homens sábios se utilizam
deles, obtida graças à observação."
Eis uma nova nota que marca o fim da escolástica - isto é, o
divórcio entre o conhecimento e o uso e a observação - e
coloca aquela ênfase na experiência e nos resultados que
distingue a filosofia inglesa, e culmina no pragmatismo.
Não que Bacon tivesse, por um instante,
deixado de amar os livros e a meditação; em palavras que
lembram
Sócrates, ele escreve:
"sem
filosofia, não quero viver",
e descreve a si mesmo como, afinal de contas, "um homem
naturalmente mais propenso à literatura do que a qualquer
outra coisa, e levado por algum destino, contra a inclinação
de seu gênio" (isto é caráter), "a vida ativa". Quase que a
sua primeira publicação recebeu o título de
O
Elogio do Conhecimento
(1592); o entusiasmo do trabalho pela filosofia nos obriga a
uma citação.
"Meu elogio será dedicado à própria mente. A
mente é o homem, e o conhecimento é a mente; um homem é
apenas aquilo que ele sabe. (...) Não são os prazeres das
afeições maiores do que os prazeres dos sentidos, e não são
os prazeres do intelecto maiores do que os prazeres das
afeições? Não se trata, apenas, de um verdadeiro e natural
prazer do qual não há saciedade? Não é só esse conhecimento
que livra a mente de todas as perturbações? Quantas coisas
existem que imaginamos não existirem? Quantas coisas
estimamos e valorizamos mais do que são? Essas vãs
imaginações, essas avaliações desproporcionadas, são as
nuvens do erro que se transformam nas tempestades das
perturbações. Existirá, então, felicidade igual à
possibilidade da mente do homem elevar-se acima da confusão
das coisas de onde ele possa ter uma atenção especial para
com a ordem da natureza e o erro dos homens? De
contentamento e não de benefício? Será que não devemos
perceber tanto a riqueza do armazém da natureza quanto a
beleza de sua loja? Será estéril a verdade? Não poderemos,
através dela, produzir efeitos dignos e dotar a vida do
homem com uma infinidade de coisas úteis?"
Sua mais bela produção literária, os
Ensaios
(1597-1623), mostram-no ainda indeciso entre dois amores, a
política e a filosofia. No
Ensaio sobre a Honra e a Reputação,
ele dá todos os graus de honra a realizações políticas e
militares, nenhum a literárias e filosóficas. Mas no ensaio
Da
Verdade,
ele escreve: "A indagação da verdade, que é namorá-la ou
cortejá-la; o conhecimento da verdade, que é o elogio a ela;
e a crença na verdade, que é gozá-la, são o bem soberano das
naturezas humanas." Nos livros,
"conversamos com os sábios, como na ação conversamos com
tolos".
Isto é, se soubermos escolher os nossos livros.
"Certos livros são para serem provados", outros para serem
engolidos, e alguns poucos para serem mastigados e
digeridos";
todos esses grupos formam, sem dúvida, uma porção
infinitesimal dos oceanos e cataratas de tinta nos quais o
mundo é diariamente banhado, envenenado e afogado.
Não há dúvida de que os
Ensaios
devem ser incluídos entre os poucos livros que merecem ser
mastigados e digeridos. Raramente se encontrará uma refeição
tão substanciosa, tão admiravelmente preparada e temperada,
em um prato tão pequeno. Bacon abomina os recheios e detesta
desperdiçar uma palavra; ele nos oferece uma infinita
riqueza numa pequena frase; cada um desses ensaios fornece,
em uma ou duas páginas, a destilada sutileza de uma mente de
mestre sobre um importante aspecto da vida. É difícil dizer
o que é mais excelente, se a matéria ou o estilo; porque ali
se acha uma linguagem de tão alta qualidade na prosa quanto
é a de Shakespeare em verso. É um estilo como o do vigoroso
Tácito, compacto mas refinado; e na verdade uma parte de sua
concisão se deve a uma habilidosa adaptação do idioma e do
frasear latinos. Mas a sua riqueza no que se refere a
metáforas é caracteristicamente elizabetana e reflete a
exuberância da Renascença; nenhum homem, na literatura
inglesa, é tão fértil em comparações significativas e
substanciosas.
A excessiva sucessão dessas comparações
constitui o único defeito do estilo de Bacon: as
intermináveis metáforas, alegorias e alusões caem como
chicotes sobre os nossos nervos e acabam por nos exaurir. Os
Ensaios
são como um alimento rico e pesado, que não pode ser
digerido em grandes quantidades de uma só vez; mas tomados
quatro ou cinco de cada vez, constituem o melhor alimento
intelectual.
No ensaio
"Da
Juventude e da Idade"
ele condensa um livro em um parágrafo.
"Os jovens são mais aptos para inventar do
que para julgar, mais aptos para a execução do que para o
assessoramento, e mais aptos para novos projetos do que para
atividades já estabelecidas; porque a experiência da idade
em coisas que estejam ao alcance dessa idade os dirige; mas
em coisas novas, os maltrata. (...) Os jovens, na conduta e
na administração dos atos, abraçam mais do que podem
segurar, agitam mais do que podem acalmar; voam para o fim
sem consideração para com os meios e os graus; perseguem
absurdamente alguns princípios com que toparam por acaso;
não se importam em "(isto é, em como)" inovar, o que provoca
transtornos desconhecidos. (...) Os homens maduros fazem
objeções demais, demoram-se demais em consultas, arriscam-se
muito pouco, arrependem-se cedo demais e raramente levam o
empreendimento até o fim, mas se contentam com uma
mediocridade de sucesso.
Não há dúvida de que é bom forçar o emprego
de ambos (...), porque as virtudes de qualquer um deles
poderão corrigir os defeitos dos dois."
Bacon acha, apesar de tudo, que a juventude e a infância
podem ter uma liberdade demasiada e, assim, crescer
desordenadas e relaxadas. "Que os pais escolhem cedo as
vocações e os cursos que pretendem que seus filhos sigam,
pois é nessa fase que eles são mais flexíveis; e que não se
concentrem demais no pensor dos filhos, pensando que estes
irão dedicar-se melhor àquilo para que estejam mais
inclinados. É verdade que se os pendores ou a aptidão dos
filhos forem extraordinários, é bom não contrariá-los; mas
em geral, é bom o preceito" dos pitagóricos:
"Optimum
lege, suave et facile illud faciet consuetudo"
- escolha o melhor; o hábito irá torná-lo agradável e fácil.
Porque
"o hábito é o principal magistrado da vida do
homem."
A política dos Ensaios prega um
conservantismo natural em que aspira ao governo. Bacon quer
um forte poder central. A monarquia é a melhor forma de
governo; e em geral, a eficiência de um Estado varia com a
concentração do poder. "Deve haver três pontos essenciais
nas atividades" do governo: "a preparação; o debate, ou
exame; e a conclusão" (ou execução). "Se quiserdes presteza,
que só o do meio fique a cargo de muitos, com o primeiro e o
último ficando a cargo de uns poucos." Ele é um militarista
confesso; deplora o crescimento da indústria por considerar
que isso deixa os homens despreparados para a guerra, e
lamenta uma paz prolongada, por aplacar o guerreiro que
existe no homem. Apesar disso, reconhece a importância das
matérias-primas: "Sólon disse a Creso (quando, por
ostentação, Creso lhe mostrou o seu ouro): "Senhor, se
chegar qualquer outro que tenha melhor ferro do que vós, ele
será dono de todo esse ouro."
Tal como
Aristóteles, Bacon dá
alguns conselhos para se evitarem revoluções. "O meio mais
seguro de evitar sedições (...) é afastar a causa; porque se
o combustível estiver preparado, é difícil dizer de onde
virá a fagulha que irá atear-lhe fogo. (...) Tampouco se
segue que a supressão dos rumores" (isto é, da discussão)
"com demasiada severidade deva ser o remédio para os
problemas; porque muitas vezes o desprezo é a melhor forma
de contê-los, e as providências para reprimi-los só fazem
dar vida longa à especulação. (...) A substância da sedição
é de dois tipos: muita pobreza e muito descontentamento.
(...) As causas e motivos das sedições são as inovações na
religião; os impostos; as modificações de leis e costumes; o
cancelamento de privilégios; a opressão generalizada; o
progresso de pessoas indignas, estranhas, as privações;
soldados desmobilizados; facções desesperadas; e tudo aquilo
que, ao ofender um povo, faz com que ele se una em uma casa
comum." A sugestão de todos os líderes, claro, é dividir
seus inimigos e unir os amigos.
"De modo geral, é dividir e enfraquecer
todas as facções (...) contrárias ao Estado, e colocá-las
longe uma das outras, ou pelo menos semear a desconfiança
entre elas, não é um dos piores remédios; porque é
desesperador o caso em que aqueles que apóiam o governo
estão cheios de discórdia e cisões, e os que estão contra
ele estão inteiros e unidos." Uma receita melhor para evitar
as revoluções é uma distribuição eqüitativa da riqueza:
"O
dinheiro é como o esterco, só é bom se for espalhado."
Mas isso não significa socialismo ou, mesmo, democracia;
Bacon não confia no povo, que na sua época praticamente não
tinha acesso à educação;
"a
mais baixa das lisonjas é a lisonja do homem do povo",
e "Fócion compreendeu bem quando, ao ser aplaudido pela
multidão, perguntou o que tinha feito de errado." O que
Bacon quer é, primeiro, uma pequena burguesia de
proprietários rurais; depois, uma aristocracia para a
administração; e acima de todos, um rei-filósofo. "Quando
não há exemplos de que um governo não tenha prosperado com
governos cultos." Ele cita Sêneca, Antonio Pio e Aurélio;
tinha a esperança de que aos nomes deles a posteridade
acrescentasse o seu.
Dogmatismo
Diz-se de toda a tese que
admite a possibilidade de, num determinado momento, poderem
ser estabelecidas verdades definitivas. A tradição ocidental
sempre reagiu, em nome da liberdade, contra os que pensaram
poder comandar o sentido da história, por suporem deter o
segredo do bem e do mal e que, com inquisições e juntas de
providência literárias, trataram de organizar o index ou o
compêndio histórico, esse exacto contrário da
tolerância e do relativismo. É que, segundo Bertrand
Russell, o mal apenas
reside no temperamento dogmático, e não nas características
especiais do dogma adoptado.
Por outras palavras, não há política fora de nós mesmos, não
há política que não se insira na luta do homem consigo
mesmo. Porque o bem e o mal não estão fora de nós, não se
radicam em sítios diferentes.
Diz-se de toda a tese que
admite a possibilidade de, num determinado momento, poderem
ser estabelecidas verdades definitivas. A tradição ocidental
sempre reagiu, em nome da liberdade, contra os que pensaram
poder comandar o sentido da história, por suporem deter o
segredo do bem e do mal e que, com inquisições e juntas de
providência literárias, trataram de organizar o index ou o
compêndio histórico, esse exacto contrário da
tolerância e do relativismo. É que, segundo Bertrand
Russell, o mal apenas
reside no temperamento dogmático, e não nas características
especiais do dogma adoptado.
Por outras palavras, não há política fora de nós mesmos, não
há política que não se insira na luta do homem consigo
mesmo. Porque o bem e o mal não estão fora de nós, não se
radicam em sítios diferentes.
Ceticismo
O ceticismo (ou cepticismo) divide-se em duas correntes:
Ceticismo filosófico - uma postura filosófica em que pessoas
escolhem examinar de forma crítica se o conhecimento e
percepção que possuem são realmente verdadeiros, e se alguém
pode ou não dizer se possui o conhecimento absolutamente
verdadeiro;
Ceticismo científico - uma postura científica e prática, em
que alguém questiona a veracidade de uma alegação, e procura
prová-la ou desaprová-la usando o método científico.
Ceticismo filosófico
O Ceticismo filosófico originou-se a partir da filosofia
grega. Uma de suas primeiras propostas foi feita por Pyrrho
de Elis (360-275 a.C.), que viajou até a Índia e lá estudou,
e propôs a adoção do ceticismo "prático". Subseqüentemente,
na "Nova Academia", Arcesilaos (315-241 a.C.) e Carneades
(213-129 a.C.) desenvolveram mais perspectivas teóricas, que
refutavam concepções absolutas de verdade e mentira.
Carneades criticou as visões dos Dogmatistas, especialmente
os defensores do Estoicismo, alegando que a certeza absoluta
do conhecimento é impossível.
Sextus Empiricus (d.C. 200), a maior autoridade do ceticismo
grego, desenvolveu ainda mais a corrente, incorporando
aspectos do empirismo em sua base para afirmar o
conhecimento.
Ceticismo científico
O ceticismo científico tem relação com
ceticismo filosófico, mas eles não são identicos. Muitos
cientistas e doutores que são céticos quanto às
demonstrações paranormais não são adeptos do ceticismo
filosófico clássico. Quando críticos de controvérsias
científicas ou paranormalidades são ditos céticos,
isto se refere apenas à postura cética científica adotada.
O termo cético é usado atualmente para se
referir a uma pessoa que tem uma posição crítica em
determinada situação, geralmente por empregar princípios do
pensamento crítico e métodos científicos (ou seja, ceticismo
científico) para verificar a validade de idéias. Os céticos
vêem a evidência empírica como importante, já que ela provê
provavelmente o melhor modo de se determinar a validade de
uma idéia.
Apesar de o ceticismo envolver o uso do
método científico e do pensamento crítico, isto não
necessariamente significa que os céticos usem estas
ferramentas constantemente ou simplesmente achem que existe
evidência de sua crença.
Os céticos são freqüentemente confundidos
com, ou até mesmo apontados como, cínicos. Porém, o
criticismo cético válido (em oposição a arbitrárias ou
subjetivas dúvidas sobre uma idéia) origina-se de um
objetivo e metodológico exame que geralmente é consenso
entre os céticos. Note também que o
cinismo é geralmente
tido como um ponto de vista que mantém uma atitude negativa
desnecessária acerca dos motivos humanos e da sinceridade.
Apesar de as duas posições não serem exclusivas mutuamente e
céticos também poderem ser cínicos, cada um deles representa
uma afirmação fundamentalmente diferente sobre a natureza do
mundo.
Os céticos científicos constantemente recebem
também, acusações de terem a "mente fechada" ou de inibirem
o progresso científico devido a suas exigências de
evidências materiais. Contudo, tais críticas são, em sua
maioria, provenientes de adeptos de disciplinas denominadas
pseudociência, paranormalidade e espiritualismo, cujas
visões não são adotadas ou suportadas pela ciência
convencional. Segundo Carl Sagan, cético e astrônomo, "você
deve manter sua mente aberta, mas não tão aberta que o
cérebro caia".
Um debunker é um cético que combate idéias
falsas e não-científicas. Alguns dos mais famosos são: James
Randi, Basava Premanand, Penn e Teller e Harry Houdini.
Muitos debunkers se tornam controversos, porque eles
costumam exprimir opiniões contundentes e tendem a comentar
sobre assuntos que possuem o potencial de ofender valores
pessoais, como religião e crenças em geral.
Críticos dos debunkers dizem que suas
conclusões estão cheias de interesse próprio e que são
cruzados e crentes com uma necessidade de certeza e
estabilidade. Entretanto, chamados por eles a comprovar
cientificamente suas teorias e alegações, a grande maioria
dos críticos os evita.
Materialismo
O materialismo designa um conjunto de doutrinas filosóficas
que, ao rejeitar a existência de um princípio espiritual
liga toda a realidade à matéria e a suas modificações.
O termo foi inventado por Leibniz em 1702, e reivindicado
pela primeira vez por La Mettrie em 1748. Entretanto, em
termos da origem das idéias, pode-se considerar que os
primeiros filósofos materialistas, são alguns filósofos
pré-socráticos: Demócrito, Leucipo, Epicuro, Lucrécio, os
estóicos, que se opunham na questão da continuidade
da matéria: os átomos evoluiriam no vácuo ? O atomismo de
Demócrito influenciou Platão em sua teoria (idealista) dos
elementos (fogo, ar, água, terra, éter, identificados em sua
forma atômica aos polígonos regulares, respectivamente :
tetraedro, octaedro, icosaedro, cubo, dodecaedro).
Para o materialismo científico, o pensamento se relaciona a
fatos puramente materiais (essencialmente mecânicos) ou
constituem epifenômeno.
Na filosofia marxista, o materialismo dialético (ou
materialismo marxista) é uma forma desta doutrina
estabelecida por Karl Marx e Friedrich Engels que,
introduzindo o processo dialético na matéria, admite, ao fim
dos processos quantitativos, mudanças qualitativas ou de
natureza, e daí a existência de uma consciência, que é
produto da matéria, mas realmente distinta dos fenômenos de
ordem material.
O materialismo histórico é uma tese do marxismo, segundo a
qual o modo de produção da vida material condiciona o
conjunto da vida social, política e espiritual. É um método
de compreensão e análise da história, das lutas e das
evoluções econômicas e políticas. Essa tese foi definida e
utilizada por Karl Marx (em O 18 do brumário de Luis
Bonaparte, O capital), Friedrich Engels (Socialismo utópico
e socialismo científico), Rosa Luxemburgo e Lênin.
O termo materialismo é também utilizado para designar a
atitude ou o comportamento daqueles que se apegam aos bens,
valores e prazeres materiais.
No campo artístico, o materialismo constitue uma tendência a
dar às coisas uma representação realista e sensual.
Teses.
Ponto de vista materialista sobre o pensamento:
Os limites do materialismo provêm essencialmente dos
conceitos que são forjados inicialmente e que provocam
bloqueios quando se cristalizam por uma razão ou outra
(crenças diversas). Mas para avançar no conhecimento, é
necessário imaginar noções que vão necessariamente preceder
a busca, dirigi-la até fazer com que sejam abandonadas as
demais hipóteses. Para evitar esses bloqueios é necessario
raciocinar ponderando as hipóteses, cujo valor é sempre
inferior a 100%, enquanto que o valor de uma crença é sempre
de 100% sem demonstração.
O pensamento funciona seguindo o princípio do dicionário,
isto é, todas as definições necessitam ser expressas em
palavras que, por sua vez, possuem outras definições que são
expressas por meio de outras palavras, e assim por diante.
Se o usuário não tivesse uma referência externa, ele não
poderia compreender nenhuma definição do dicionário. Deste
modo, cada ser humano utiliza seu sistema nervoso para
definir o mundo, que, por sua vez, deve ser percebido
anteriormente por aquele mesmo ser humano, o que lhe
possibilitará definir os outros elementos que ele percebe. A
única maneira que o ser humano tem de acreditar que ele pode
sair desse círculo vicioso é o consenso que ele tem com os
outros seres humanos.
1 - Racionalizar o método de estudo: Quando se pretende
explicar um fenômeno (o universo, o pensamento, o automóvel)
é inútil de acrescentar um elemento (os deuses, a alma, a
feitiçaria) que só complicaria a explicação final.
Contra: A supressão de elementos inúteis não é um método
propriamente materialista: William de Ockham, por exemplo, o
utiliza já no século XIV.
A favor: É uma maneira racional de iniciar um exercício
começando as explicações com os elementos observados, ao
invés de trazer outros elementos externos. Os mesmos
elementos podem ser úteis a diversas teorias que se opõem em
sua finalidade, mas para a compreensão da demonstração,
devem ser colocadas. É necessário evocar esta clausula
qualquer que seja a teoria empregada.
2 - Atenção às impressões subjetivas: A impressão de que o
pensamento é um fenômeno não corporal (espírito) provem da
disjunção entre o mecanismo (matéria) e a sensação
«codificada» por essee mecanismo.
Contra: A disjunção entre o mecanismo (a matéria e a
sensação introduz um dualismo no centro do materialismo.
A favor: A sensação é resultado do processo mecânico e se
«revela» através do eu, que é matéria. Depende
essencialmente da origem da percepção e coloca em jogo
captadores, assim como as redes neurais, até o sistema
motor. (i.e. É preciso tentar resolver os problemas com
aquilo que temos à mão antes de colocar em jogo um fenômeno
mais complexo. Navalha de Occam.)
3 - Mecanismos e localização: O pensamento necessita de
mecanismos, incluindo suporte e movimento, uma vez que
precisa ser organizado. Ele é assim localizado.
Contra: A localização do pensamento não é uma tese
propriamente materialista, é uma questão que já havia sido
levantada pelo platonismo, por exemplo. Se o pensamento
necessita de mecanismos, estes não são necessariamente
materiais.
A favor É necessário lembrar das necessidades da tese. Os
mecanismos são produzidos pelo material e se «mostram» com a
ajuda do material, e são portanto materiais. Seria a matéria
humana tão desprezível (matéria fecal, sangue, ...) a ponto
de a recusarmos como mecanismo do pensamento?
4 - Memória e aprendizado: O pensamento necessita ao mesmo
tempo de estabilidade e instabilidade para que haja memória
e aprendizagem
Contra: Isto tampouco é uma tese propriamente materialista.
A Favor: É necessário evocar tanto a estabilidade quanto a
instabilidade, a memória e a aprendizagem, em todos os
casos, com materialismo ou não, para compreender o
encaminhamento desta tese.
5 - Nossa origem celular: Somos nascidos de uma única célula
(filogênese e ontogênese).
Contra: A hipótese biológica não prova o materialismo do
pensamento.
A favor: Navalha de Occam: É melhor partir do mais simples
antes de fazer postulados que aumentam a dificuldade de
compreensão. E, sobretudo, os postulados deveriam ser apenas
postulados, para não serem pretextos para guerras
ideológicas. Esta tese não é uma prova, mas apenas uma
tentavia de descrição para iniciar a discussão e facultar
àqueles que desejem ir além nas pesquisas, a possibilidade
de realizar um algoritmo do pensamento sobre bases
materiais. Como poderiam pesquisar se se lhes nega a
pesquisa ao supor uma extrapolação sem provas. Senão, como é
que os informatas poderiam fazer pesquisas em intelligência
artificial?
6 - Possibilidade: É a possibilidade que instalou este
mecanismo
Contra: Para convidar a possibilidade como causas, deve
reconhecer que uma não sabe foi carregado o pensamento.
A favor: A possibilidade é um mecanismo dado mas demasiado
complexo de modo que um possa o descrever exatamente (exp.:
tempo). Se um não souber a origem na época de um fenômeno
que não signifique que um não pode saber os mecanismos
usados. Para saber o tempo perfeitamente seria necessário
saber a posição de todas as partículas interessadas no
fenômeno, e especial pode reproduzi-lo adiantado em toda sua
complexidade.
7 - Pensamento e sentimentos: Um mecanismo complexo
(computador) pode resolver problemas sem reque o sentimento.
O pensamento, é baseado nos sentimentos (coloridos, som,
etc.).
Contra: Se o pensamento necessitar o sentimento, não está
reduzido a um mecanismo similar a um cálculo de processo de
dados.
A favor: Um cálculo de processo de dados usa a matéria,
porém uma fala sobre o software ou o software inglês para o
opôr ao material ou à ferragem. Como descrever o processo de
cálculo de processo de dados? O sentimento que é um processo
resultando da matéria, lá é possibilidades fortes de modo
que uma possa reproduzir os sentimentos que partem dos
mecanismos à excepção de biológico. Mas há um ponto em que é
necessário insistir, ele está que nós nunca saberemos se um
mecanismo testar sentimentos. Nós teremos nunca mas a
palavra dos seres biológicos ou mecânicos para reivindicar
que têm sentimentos. Com menos naturalmente do que um mostra
a prova com a sustentação do que são os mecanismos dos
sentimentos. Para o momento nós admitimos somente em uma
maneira consensual que nós temos sentimentos, e é ainda uma
suposição de dizer que nossos sentimentos (coloridos, som,
etc..) seja idêntico entre indivíduos. O sentimento é um
processo difícil de conceive uma vez, mas não o pensamento
que um extraiu os sentimentos deles. O pensamento controla
os sentimentos. É necessário naturalmente diferenciar o
pensamento dos sentimentos, se.não um não pode
incluir/entender. Os sentimentos são de estática, estes são
os processos que provavelmente todos os animais que têm um
sistema nervoso sabem. O pensamento é um não mecanismo
ativo, mas um mecanismo resultante.
8 - Para redefinir os termos: O pensamento, inteligência,
conscience, atenção, sentimento, percepção são mecanismos
inextricavelmente dependentes. Estas palavras velhas
pertencem ao corredor da língua, um não pode fazer a
confiança do começo em suas definições, nem em seus
mecanismos supostos. É necessário esperar a prova dos
modelos válidos.
Contra: Conseqüentemente, os materialistas das teses são
prematuros.
A favor: Estes mecanismos são inextricavelmente dependentes
porque são mal analisados. O reanalisador é necessário para
desatar os nós feitos por nossos predecessores. Para
progredir no conhecimento deve melhorar faz suposições,
suposições. As suposições precedem sempre a pesquisa e assim
os resultados, podem assim ser somente "prematuros".
9 - Evolução: O pensamento resulta da evolução, do corpo e
do celular. As pilhas evolve/move no meio que é o corpo. O
corpo envolve/move no meio que é natureza.
Contra: Para dizer que os resultados do pensamento da
evolução são uma petição do princípio.
A favor: O ponto da vista deste thesis é que o pensamento
não está em um mais baixo nivelado do que aquele das redes
neural. Assim é útil recordar que os princípios da evolução
intervêm ao mesmo tempo no nível macroscópico e no nível
microscópico (celulares), mas que o pensamento era
instalação durante o tempo e suportava o corpo em sua
totalidade, e para suportar não precisamente a sobrevivência
ou a longevidade de cada tipo de pilhas. Algumas de nossas
pilhas vivem algumas horas, outras diversos meses, e mesmo
diversos anos.
10 - Globalidade: O pensamento é um mecanismo total, que
ajustado uma vez acima, feito lhe possível resolver
problemas macroscópicos. Forneceu assim às pilhas do
conjunto (o corpo) dos meios de preservar a condição
corrosiva. O pensamento feito exame neste sentido difere mal
da inteligência.
Contra: Se o pensamento for um mecanismo total, não está
reduzido assim a este mecanismo e a seus componentes desde
que se supõe que o pensamento fêz lhe possível este conjunto
para resolver problemas.
A favor: A fim resolver um problema que vem da parte externa
que eu necessito a perceber (sensores apropriados) e reagir
adequadamente (sistema muscular). É bastante a um mecanismo
da conexão entre os dois, isto é um sistema dirigindo-se,
sofisticado mais ou mais menos de acordo com a resposta para
trazer, conseqüentemente a percepção para o alvo muscular.
Este sophistication transformar-se-á o que nós nos chamamos
o pensamento de acordo com a complexidade dos sistemas
nervosos durante a evolução.
11 - O corpo humano é um corpo: Não há nenhuma razão supôr
que o pensamento está ficado situado em um detalhe dos
internos do corpo, melhor que no sistema nervoso em sua
totalidade que pode ser feita exame como um corpo noneself.
As explanações válidas para uma seriam ele para diferente,
mas deve ser cliente prendido devido ao fato que a
inteligência era instalação para ajudar à unidade e não para
somente uma pilha. É "mim" total que pensa, e não um corpo
interno. Se a inteligência poderia existir em uma pilha
porque não seria expressada desde 3 bilhão anos em um
monocellulaire ser? Se fosse praticável a probabilidade
jogaria fortemente neste favor. Mais um sistema é complexo
mais que tem possibilidades: Eu sou um conjunto das pilhas
mais complexas do que somente uma pilha. O problema é a
instabilidade dos sistemas complexos.
Contra: Se o pensamento não for reduzido a um corpo
particular, a que a matéria lhe estará reduzida?
A favor: Especifica-se que o corpo inteiro (o sistema
nervoso) está considerado como um corpo... O pensamento não
é um corpo que é o resultado de um trabalho dos neurônios,
percepções e sistema muscular. O pensamento não faz qualquer
coisa, ele não está agindo, ele é o resultado dos
mecanismos. O pensamento é uma palavra para indicar o todo
dos mecanismos que a constitui. Quando um descreve cada
mecanismo separada, um terá descrito o pensamento. (esta
tese é completamente o materialista, c.a.d. não suponha que
a existência de uma vontade livre que faça esse o pensamento
está agindo através da vontade (sempre de acordo com o
princípio da simplicidade ou o razor de Occam).).
12 - Conexões celulares: O mecanismo do pensamento deve
resultar das conexões entre pilhas desde que o corpo humano
é um todo de pilhas associadas. Não pode ser dentro das
pilhas, mesmo se o mecanismo limpo das pilhas intervem nos
riscos do pensamento, c.a.d. no tratamento das conexões.
Contra: Se o mecanismo do pensamento dever resultar das
conexões entre pilhas desde que o corpo humano é um todo de
pilhas associadas, não é reduzido à única matéria, e se
reintroduz um dualismo do formulário tradicional
forma/matéria, que não está nem no espiritualista nem no
materialista.
A favor: O formulário sem a ação não é usado para nada. É
necessário assim que o impulso de nervo circula, e que os
neurotransmissores cruzam os synapses. O que é bom a
operação do material, como o elétron em um excitador. A
disposição de uma rede dos neurônios é a memória, e tão por
muito tempo como o impulso não circula não faz sem somente a
vida limpa as pilhas. E onde a possibilidade de um
pensamento intervem, é quando uma pilha se começa o impulso
de nervo sem outras causas que sua própria operação ou uma
operação diferida, que causem para o exemplo um tic, um
acouphene, uma alucinação, uma evocação, etc..
13 - Redes neurais: O pensamento é um mecanismo resultante
das conexões entre as pilhas nervosas, mais particularmente
conexões na base da percepção, passando pelos neurônios,
para conduzir ao motricidade.
Contra: As conexões supõem a percepção explicar o
pensamento, ele agem assim da forma da petição do princípio.
A favor: Como mais altamente, é uma pergunta de especificar
neste thesis que o pensamento não é o resultado de um
trabalho que ocorre em um nível mais baixo, mas bem no nível
das redes neural. Isto é nesta escala particular. O
pensamento é o resultado de um trabalho de dirigir-se
somente. Nenhuma informação de mental o tipo dos objetos
circula no sistema nervoso. Os objetos mentais são começados
quando os circuitos são ativos.
14 - Pensamento e sustentação: Um não deve confundir o
pensamento e sua sustentação. A sustentação pode existir sem
pensamento, mas o pensamento não pode existir sem
sustentação e movimento. O pensamento é um processo
resultando dos mecanismos totais. Isto é concernindo ao
mesmo tempo a percepção, o sistema dirigindo e a conexão
pelas redes neural.
Contra: Um não pode provar a existência de um inexistence;
além disso, desde que se soube como que o pensamento é mais
um mecanismo que uma matéria, a possibilidade desta
existência imaterial, embora não provado, não tem qualquer
coisa absurdity.
A favor: Razor de Occam: É não absurd mas para o momento
inútil, tão por muito tempo como um não era até o fim deste
materialist da pesquisa (terre.à.terre), e obviamente o mais
simples mostrar se for certamente demonstrable. Mas seria
bom que os povos interessados por uma suposição
spiritualistic do pensamento, desenvolvem conjuntamente seu
thesis com este materialist do thesis. Se os cientistas que
fazem a pesquisa nesta maneira poderiam se expressar...
(veja o artigo Spiritualismo).
15 - O pensamento verbal: O pensamento carregado é uma
inclusão no pensamento auditivo.
Contra: O pensamento como a palavra não é um materialista da
tese corretamente (cf Plato); além disso o materialismo não
explica o sentido das palavras, seu intelecto.
A favor: O sentido das palavras vem somente dos
treinamentos. Quando você aprende o sentido da árvore da
palavra, você aprende-a por todos os tipos de percepções. As
conexões estão estabelecidas entre percepções quando são
ativadas simultaneamente ou consecutivamente. São assim as
conexões estabelecidas entre percepções de soar do telefone,
a imagem do telefone, o sentido tátil, a palavra telephones,
e tudo que se relacionam ao telefone e que você aprende
gradualmente. Quando você se ouve a conexão de telefones da
palavra com os outros elementos de que é dependente está
realizada se você estiver na presença do telefone. Se você
ouvir soar isolado, a conexão estará estabelecida em seu
sistema nervoso, e você saberá o que age, a palavra
indubitavelmente evoked em seu formulário verbal. O sistema
muscular próprio que está sendo correlacionado, você agirá
no sentido que será apropriado a você de acordo com o
momento e suas necessidades. Quando você ouvir a árvore da
palavra, conforme o que você mais ou as menos atendidas as
árvores, você sabem alguns mais ou menos sobre a pergunta. O
sentido total da palavra, é o todo de seus treinamentos. (se
o telefone soar em uma gaveta em uma árvore, é que uma
tabela surrealista se está tornando animada!). Mas nós nunca
temos o todo do presente do sentido "no espírito", porque
todas as conexões não são estabelecidas necessariamente. Não
há nenhuma caixa com os significances padrão em todos os
humanos com o nascimento. Estes significances são
aprendidos, são induzidos gradualmente. Os significados são
provavelmente nunca mesmos de um momento a outro. É bastante
para fazer um thesis para realizar, e a assim vê-o sua
evolução a tempo.
16 - Para pretender-se falar: Eu penso em francês porque eu
me pretendo falar em francês desde muito pequeno. O
pensamento carregado é ajustado também acima nesta maneira
retroactive "simplesmente". Não há nenhuma razão supôr que
os outros formulários do pensamento não eram instalação na
maneira mecanicamente tal simples explicar.
Contra: Na mesma maneira: Eu falo em francês desde muito
pequeno, mas I esta língua includes/understands: entretanto,
como esta compreensão pode ser reduzida à matéria?
A favor: Você não compreende nenhuma língua se você não a
aprender. A compreensão é realizada gradualmente. Se você
ouvir uma palavra sem ela que está sendo relacionada a um
contexto unspecified, esta palavra não é o EC é somente um
ruído, e mesmo menos de um ruído desde que tudo tem
necessariamente um contexto. O som é matéria. Os rendimentos
da língua do som. Não há nenhuma razão de modo que um som
que afetem os sensores de suas orelhas seja traduzido
apreciàvel na mesma maneira somente os alcances da luz seus
retinas e que as imagens sejam trabalhadas em seu sistema
nervoso. Compreensão, é como uma emoção, que seja quando não
é ativa? Nada, se não for um mémoriel do diagrama de redes
neural. E que compreensão ativa if.not uma resposta por um
estado físico particular do indivíduo que inclui/entende. A
compreensão é um treinamento subjetivo, lento, contínuo, que
não deixa um traço preciso por causa da lentidão e da
continuidade. Um não está ciente de todos os mecanismos que
aparecem durante esta impressão da compreensão, mas existem.
As conexões múltiplas são estabelecidas, o chemistry é
ativo, e o corpo sente algum, homeostase é mantido
apreciàvel.
Conclusão:
Contra: O materialismo levanta assim muitas perguntas, ainda
hoje em dia sem respostas. O mais significativo é
indubitàvelmente isso para saber o pensamento, o sentido,
etc., poderiam ser trazer visto para trás de modo que nós
pensemos da matéria.
A favor: A matéria em nosso tempo (2004) não é
incluída/entendida porque era ele anteriormente, somente cem
anos há atrás. O materialism deve fazer exame do cliente
deste conhecimento novo. Mas nós ainda não sabemos o que é a
matéria na base, que é as funções usadas pelas partículas a
ser dirigidas, para ligar, e para separar, e assim que
uniforme há umas partículas desde que todo nosso
conhecimento é baseado no interactivity. Este materialist do
thesis nos mecanismos do pensamento deixa assim ao menos um
fator desconhecido. E prende o cliente dele, testa ao menos.
Seu postulado básico é que o pensamento resulta dos
mecanismos em uma escala mais altamente do que microscópica,
e que é assim inútil conhecer mecânicos do quantum para
tentar a resolver pelo processo de dados.
Idealismo
O Idealismo é uma corrente filosófica que emergiu apenas com
ao advento da modernidade, uma vez que a posição central da
subjetividade é fundamental. Tendo suas origens a partir da
revolução filosófica iniciada por Descartes e o seu cogito,
é nos pensadores alemães que o Idealismo está em geral
associado, desde Kant até Hegel, que seria talvez o último
grande idealista da modernidade.
É muito difícil resumir o pensamento idealista, uma vez que
há divergências de perspectivas teóricas entre os filósofos
idealistas. De todo modo, podemos considerar primado do EU
subjetivo como central em todo idealismo, o que não
significa necessariamente reduzir a realidade ao pensamento.
Assim, na filosofia idealista, o postulado básico é que Eu
sou Eu, no sentido de que o Eu é objeto para mim (Eu). Ou
seja, a velha oposição entre sujeito e objeto se revela no
idealismo como incidente no interior do próprio eu, uma vez
que o próprio Eu é o objeto para o sujeito (Eu). s.m. (1833
RevPhil 62) 1 fil qualquer teoria filosófica em que o mundo
material, objetivo, exterior só pode ser compreendido
plenamente a partir de sua verdade espiritual, mental ou
subjetiva F p.opos. a 2realismo ('na filosofia moderna') e
materialismo 1.1 fil no sentido ontológico, doutrina
filosófica, cujo exemplo mais conhecido é o platonismo,
segundo a qual a realidade apresenta uma natureza
essencialmente espiritual, sendo a matéria uma manifestação
ilusória, aparente, incompleta, ou mera imitação imperfeita
de uma matriz original constituída de formas ideais
inteligíveis e intangíveis 1.2 p.ext. fil no sentido
gnosiológico, tal como ocorre esp. no kantismo, teoria que
considera o sentido e a inteligibilidade de um objeto de
conhecimento dependente do sujeito que o compreende, o que
torna a realidade cognoscível heterônoma, carente de
auto-suficiência, e necessariamente redutível aos termos ou
formas ideais que caracterizam a subjetividade humana 2
p.ext. ét no âmbito prático, cujo exemplo mais notório é o
da ética kantiana, doutrina que supõe o caráter fundamental
dos ideais de conduta como guias da ação humana, a despeito
de uma possível ausência de exeqüibilidade integral ou
verificabilidade empírica em tais prescrições morais 3
propensão a idealizar a realidade ou a deixar-se guiar mais
por ideais do que por considerações práticas 4 estét lit
teoria ou prática que valoriza mais a imaginação do que a
cópia fiel da natureza F p.opos. a 2realismo ± i. absoluto
fil doutrina idealista inerente ao hegelianismo,
caracterizada pela suposição de que a única realidade plena
e concreta é de natureza espiritual, sendo a compreensão
materialística ou sensível dos objetos um estágio pouco
evoluído e superável no paulatino desenvolvimento cognitivo
da subjetividade humana
—
i. crítico fil m.q. idealismo transcendental
—
i. dogmático fil idealismo, esp. o berkelianismo, que se
caracteriza por negar a existência dos objetos exteriores à
subjetividade humana [Termo cunhado pelo filósofo alemão
Immanuel Kant (1724-1804) para designar uma orientação
idealista com a qual não concorda.] F p.opos. a idealismo
transcendental —
i. formal fil m.q. idealismo transcendental
—
i. imaterialista fil idealismo defendido por Berkeley
(1685-1753) que, partindo de uma perspectiva empirista, na
qual a realidade se confunde com aquilo que dela se percebe,
conclui que os objetos materiais reduzem-se a idéias na
mente de Deus e dos seres humanos; berkelianismo,
imaterialismo —
i. transcendental fil doutrina kantiana, segundo a qual os
fenômenos da realidade objetiva, por serem incapazes de se
mostrar aos homens exatamente tais como são, não aparecem
como coisas-em-si, mas como representações subjetivas
construídas pelas faculdades humanas de cognição; idealismo
crítico, idealismo formal F p.opos. a idealismo dogmático ¤
etim fr. idéalisme (1749) 'sistema filosófico que aproxima
do pensamento toda existência', (1828) 'concepção estética
na qual se deve buscar a expressão do ideal acima do real',
(1863) 'atitude que consiste em subordinar o pensamento e a
conduta a um ideal', do fr. idéal + -isme; cp. port. ideal +
-ismo; ver ide(o)- (Houaiss)
Realismo
filosófico
Durante a Idade Média, três soluções para o problema dos
universais e dos particulares foram propostas: o realismo, o
conceitualismo e o nominalismo.
Para o realismo, os universais existem objetivamente, seja
na forma realidades em si, transcendentes em relação aos
particulares (como em Platão,universais ante rem), ou como
imanentes encontrados nas coisas individuais (como para
Aristóteles, universidade in re).
História do Realismo na Arte
O Realismo fundou uma Escola artística que surge no século
XIX em reação ao Romantismo e se desenvolve baseada na
observação da realidade, na razão e na ciência. Além de uma
oposição a um realismo fotográfico.
O Realismo é um movimento artístico surgido na França, e
cuja influência se estendeu a numerosos países europeus.
Esta corrente aparece no momento em que ocorrem as primeiras
lutas sociais, sendo também objecto de acção contra o
capitalismo progressivamente mais dominador. Das influências
intelectuais que mais ajudaram no sucesso do Realismo
denota-se a reacção contra as excentricidades românticas e
contra as suas falsas idealizações da paixão amorosa, bem
como um crescente respeito pelo facto empiricamente
averiguado, pelas ciências exactas e experimentais e pelo
progresso técnico. À passagem do Romantismo para o Realismo,
corresponde uma mudança do belo e ideal para o real e
objectivo.
Positivismo
O Positivismo é uma corrente filosófica cujo iniciador
principal foi Augusto Comte (1798-1857). Surgiu como
desenvolvimento filosófico do Iluminismo, a que se associou
a afirmação social das ciências experimentais. Propõe à
existência humana valores completamente humanos, afastando
radicalmente teologia ou metafísica. Assim, o Positivismo -
em sua versão comtiana, pelo menos - associa uma
interpretação das ciências e uma classificação do
conhecimento a uma ética humana, desenvolvida na segunda
fase da carreira de Comte.
O antropólogo estrutural Edmund Leach descreveu o
positivismo em 1966 na aula Henry Myers da seguinte forma:
"Positivismo é visão de que o inquérito científico sério não
deveria procurar causas últimas que derivem de alguma fonte
externa mas sim confinar-se ao estudo de relações existentes
entre factos que são directamente acessíveis pela
observação."
Todavia, é importante notar que a palavra "Positivismo" não
é unívoca, pois inúmeras correntes de outras disciplinas
assumem o nome de "positivistas" sem guardarem nenhuma
relação com a obra de Comte. Exemplo paradigmático disso é o
Positivismo Jurídico, do austríaco Hans Kelsen e do italiano
Norberto Bobbio. Neste artigo trataremos apenas e
tão-somente do que se refere à obra de Augusto Comte,
deixando de lado outras correntes, quer tenham o título de
"positivistas", quer não tenham.
O Positivismo fez grande sucesso na segunda metade do século
XIX, mas, a partir da ação de grupos contrários (marxistas,
comunistas, fascistas, reacionários, católicos, místicos),
perdeu influência no século XX. Todavia, desde fins do
século XX ele tem sido redescoberto e revalorizado como uma
forma de perceber o homem e o mundo, a ciência e as relações
sociais.
Teoria de Augusto Comte
Augusto Comte considera o Positivismo como a fase final da
evolução da maneira como as idéias humanas são percebidas. O
Positivismo tem por base teórica a observação, ou seja, toda
especulação acrítica, toda metafísica e toda teologia devem
ser descartadas. Ao elaborar sua filosofia positiva, Comte
classificou as ciências que já haviam alcançado a
positividade: a Matemática, a Astronomia, a Física, a
Química, a Biologia e a Sociologia (esta última estava sendo
formulada por Comte). Mais tarde, o pensador acrescentou a
Moral. Esta série não representava todo o conhecimento
humano, mas apenas as ciências abstratas. A doutrina de
Comte, baseada na lei dos três estados ou etapas do
desenvolvimento das concepções intelectuais da humanidade,
compreende que no primeiro estágio a humanidade é regida por
ficções da teologia; no segundo estágio, o da metafísica, a
humanidade já faz uso da ciência, mas não se libertou
totalmente das abstrações personificadas encontradas no
primeiro - portanto, o segundo estágio serve apenas de
intermediário entre o primeiro e o último (exemplos de
"abstrações personificadas": a "natureza", como algo dotado
de consciência, vontade e sentimentos; o "capital", na
concepção marxista). Essas duas fases buscam o absoluto e as
razões últimas das coisas. Finalmente, no terceiro estágio,
o positivo, a ciência já está totalmente consciente de si e,
baseada no relativismo intrínseco à ciência, não se pretende
apenas achar as causas dos fenómenos, mas descobrir as leis
que os regem.
Método do Positivismo de Augusto Comte
O método geral de Augusto Comte consiste na observação dos
fenômenos, subordinando a imaginação à observação (ou seja:
mantém-se a imaginação), mas há outras características
igualmente importantes. Na obra "Apelo aos Conservadores"
(1855), Comte definiu a palavra "positivo" com sete
acepções: real, útil, certo, preciso, relativo, orgânico e
simpático. Duas características são hoje reconhecidas por
todos: a visão de conjunto, ou o holismo ("orgânico"), e o
relativo (embora haja uma curiosa e extremamente difundida
versão que afirma que o Positivismo nega tanto a visão de
conjunto quanto o relativismo). Mas, além disso, o
"simpático" implica afirmar que as concepções e ações
humanas são modificadas pelos afetos das pessoas
(individuais e coletivos); mais do que isso, em diversas
obras Augusto Comte indicou como a subjetividade é um traço
característico e fundamental do ser humano, que deve ser
respeitado e desenvolvido.
BIBLIOGRAFIA
Livros:
*A
Concepção Filosofica do Mundo de Max Scheler
*Metodologia Científica, Cervo & Bervian.
*O Método Científico, Galliano, Guilherme A.
*Metodologia Científica, Lakatos, Eva Maria & Andrade,
Marina.
*Metodologia Científica, Ruiz, João Alvaro.
*Fazer Universidade, uma proposta metodológica, Luckesi,
Cipriano & Barreto, Eloi & Cosma, José.
*Conhecimento Moderno, Demo, Pedro.
Sites:
www.wikipedia.com/aenciclopedialivre
www.filosofiavirtual.pro.br
www.suapesquisa.com/filosofia