Karl Marx (1818-1883)
Ciêntista social, filósofo e
revolucionário alemão. Originalmente um dos discípulos de
Hegel, viu sua ambição de seguir carreira acadêmica em Bonn
frustada devido ao seu radicalismo. Ajudou a divulgar um
jornal em Colônia, em 1842, que foi proibido pelo censor.
Mudou-se então para Paris, onde encontrou Friedrich Engels;
desde então tornaram-se os dois
colaboradores em trabalhos de filosofia política. Em 1845, foi
para bruxelas, onde associou-se á
Liga Socialista pela Justiça (1847), posteriormente
denominada Liga Comunista, e junto com Engels escreveu o
Manisfesto Comunista (1848). Com a revoluçao de 1848 tronou-se
possível a volta para Colonia, um
breve retorno. Logo depois foi expulso da maioria dos países
europeus, indo então morar em Londres, cuja ajuda financeira
de Engels foi marcante.
Seu envolvimento como jornalista,
com os grupos radicais alemães e franceses da conturbarda
década de 40 levou-o a adotar o comuismo e a formular uma
ampla e influente crítica do capitalismo,
por ele condenado como a maior causa da alienação
humana. Convencido da importância central da economia para a
determinação dos demais aspectos da existência humana, Marx
inverteu a célebre fórmula idealista de Hegel, segundo qual é
consciência, ou o espírito que determina o curso da história
humana. Desenvolveu nesse sentido uma interpretação
materialista da história, que no entanto
conservava a doutrina de Hegel a noção de dialética, a qual se
transformaria no núcleo da corrente filosófica, ideológica e
político-social conhecida como marxismo. Mas previa uma
revolução política e social global, como resultado do conflito
entre as classes trabalhadoras e os capitalistas, os quais
usavam o estado para reforçar seu própio domínio. Sua meta era
aunião de todos os trabalhadores para conseguir o poder
político. Após a militancia revolucionária e as obras de
caráter político e histórico, nos últimos anos de sua vida
Marx dedicou-se mais intensamente ás análises econômicas, com
o propósito de demonstrar o caráter essencilamente
exploratório do capitalismo, que segundo ele, fazia com que o
sistema produzisse crises cada vez mais graves. Seus estudos
resultaram na obra O Capital de 1885-94, sendo que durante
muitas décadas foi a referência
central na área das ciências sociais. Desde sua morte, sua
extensa obra exerceu imensa influência sobre o pensamento
político e social, e mais especificamente, sobre os movimentos
e partidos socialistas do mundo.
BiBLIOGRAFIA:
Enciclopédia Ilustrada da Folha de São Paulo.